"Só se vê bem com o coração, o essencial é invisível aos olhos"

"Só se vê bem com o coração, o essencial é invisível aos olhos"

10/03/09

A águia misteriosa!


Era uma vez um rei e uma rainha, que sempre ansiaram ter uma filha...Anos depois, a rainha deu à luz. Era uma rapariga encantadora, chamada Arabela.
Quando esta fez dezoito anos, recebeu de prenda do rei, seu pai, uma águia. Só que ninguém sabia que era mágica...
A águia voava todas as noites até à gruta do "Malapelo", que ficava a cerca de dez quilómetros do castelo! Lá, a águia fazia poções mágicas.
Uma noite, Arabela não conseguia dormir e olhou à sua volta. Para seu espanto, viu a sua águia voar...como não a queria perder, silenciosamente saiu do castelo e seguiu a águia, no cavalo Raulcho.
Raulcho era muito rápido, mas algo o tinha feito parar! Arabela olhou e viu que tinham ido parar a uma encruzilhada! Essa encruzilhada, dividia-se em oito caminhos! Qual deles seguir?
Arabela exausta e sem saber como se decidir...adormeceu, mesmo em cima do cavalo!
No castelo, a rainha teve um pressentimento e indo ao quarto da linda princesa, apercebe-se que Arabela não estava lá!
Chamou o rei e decidiram ir procurá-la...e à entrada do castelo, tiveram outra surpresa: Raulcho também desaparecera! Não havia outro remédio, senão partir a pé...
Ao chegarem à encruzilhada, também adormeceram! Nem chegaram a ver que Arabela e Raulcho também estavam lá!
Arabela acordou cedíssimo e estranhou a presença de seus pais, mas não se deteve. Tinha que encontrar a águia! Dos oito caminhos, escolheu o primeiro, do lado esquerdo. Acabou por encontrar uma casa, onde habitavam dois príncipes.
Arabela estava faminta, acabando por entrar nessa casa, onde foi bem recebida pelos príncipes, que eram muito amigáveis.
Quanto ao rei e à rainha, mal acordaram, foram pelo segundo caminho. A meio desse caminho, o rei avistou um líquido azul, num frasco de vidro! Ao lado desse frasco, estava uma mensagem, que a rainha leu:
"Por favor, quem aqui chegar deverá beber a poção e dirigir-se à gruta Malapela. Nada de mal, vos acontecerá!"
Apesar de desconfiarem e com medo que lhes acontecesse algo de mal,beberam o líquido azul, que os transformou em águias. Voaram até à gruta, onde viram a águia de Arabela. " Que estranho, querido, é a águia que tu ofereceste à nossa filha!"
- Por favor, ajudem-me- ouviram ambos...
-Uau, uma águia que fala!!!-exclamou o rei, boquiaberto.
- Vamos ajudar-te como, águia faladora?-questionou a rainha, sem conseguir controlar o riso.
-Apanhem-me aquele frasco verde, lá em cima-pediu a águia aflita.
-Não chegamos lá!-exclamaram ambos, ainda sem acreditar na aventura que estavam a viver.
- Então, bebam essa poção, que aí está! Prometo que nada de mal vos acontecerá...
Ambos obedeceram e gostaram do sabor do líquido mágico, de repente voltaram a ser humanos! Aquela poção, tinha-os feito voltar à forma humana. Apanharam o outro frasco e deram-no à águia. Esta bebeu a poção e eis que aparece um belo rapaz!
- Mas, o que vem a ser isto?-perguntou o rei surpreendido e incrédulo! Conta-nos a tua história.
- Bem, eu nasci na aldeia de Malapelo. Quando fiz dezasseis anos, minha mãe faleceu e só ficou o meu pai para tomar conta de mim. O meu pai era feiticeiro e eu quis aprender com ele...Anos depois, numa escura noite de Inverno, foi a nossa casa uma bruxa, que me trouxe até esta gruta e me transformou em águia. Impediu-me de regressar a minha casa, com pena de ficar águia eternamente. A maldição só seria quebrada se suas majestades me dessem aquele frasco com a poção mágica, que vos pedi...Antes disso, fui encontrado por um mercador, que me fechou numa gaiola e me vendeu no mercado. Foi assim, que fui parar às mãos de Arabela. Mas eu sofria muito, por continuar águia e regressei a esta gruta, procurando a solução.Aprendi muitos feitiços com meu pai, por isso consegui levar-vos a escolher o segundo caminho, serem transformados em águias e voarem até aqui, para conseguir que há pouco me dessem a poção, que poderia livrar-me da maldição.
- Que linda e triste história...
-Meu jovem e agora como regressamos ao palácio?
- Fácil, usamos as poções para voltar a poder voar.
Voaram, voaram, até chegar à encruzilhada...Estavam desanimados, sem saber de Arabela! Nessa encruzilhada, avistaram a tal casa e, como estivessem cheios de fome, voaram até lá, conforme sugeriu a rainha.
Aí depararam com Raulcho e começaram a compreender tudo! Arabela devia ter seguido a águia, acabando nessa casa, a casa de João e Belchior.
Ao ouvir tocar a campainha, João pediu a Belchior que fosse abrir a porta, mas este reclamou por ser sempre ele a fazer tudo!
-Parem de discutir! Eu abro...disse Arabela.
Ao abrir, teve a maior surpresa de sempre:
-Pai! Mãe! Que bom, ver-vos! Vamos para casa?
De repente, apresentaram-lhe Manuel, o nosso belo jovem, outrora águia e rapidamente lhe explicaram a história.
Por seu lado, Arabela explicou como tinha ido ali parar...e num passe de mágica, apaixonou-se por Manuel.
Foi assim que, dias depois, os Reis deram uma grande festa: a do casamento de sua filha com o jovem Manuel.
Quanto a João e Belchior, astutos e ousados, acabaram por se conformar...Ambos amavam Arabela, mas ela estava casada e, por vezes, temos de saber perder.
Igor 5ºF

1 comentário:

Anónimo disse...

Muito bem Igorito!
Gostei imenso.
Bravo!
Um beijao
Claudia

Enviar um comentário

Fascinante!

Fascinante!

Bons Sonhos!

Bons Sonhos!

"Poema em P"

"Poema em P"

Criar e imaginar

Criar e imaginar

Momentos...

Momentos...

" A Menina do Mar"

" A Menina do Mar"

"A viúva e o papagaio"

"A viúva e o papagaio"

"O meu amigo, o sono"

"O meu amigo, o sono"