"Só se vê bem com o coração, o essencial é invisível aos olhos"

"Só se vê bem com o coração, o essencial é invisível aos olhos"

30/04/09

Cães de Marca!

Estivemos a analisar a Prova de Aferição realizada no ano anterior, como forma de preparação para o presente ano lectivo.
Na turma D, há sempre um gosto especial em interpretar os textos, aliás esta é a turma mais criativa, a nível da expressão escrita e...não só! Tentando explicar o significado da expressão :"...via-se logo que era um cão de linhagem...", foi delicioso ouvir o Pedro dizer que era "um cão de marca"..."Claro, da marca Puma"- acrescentou o Gonçalo...E acabámos todos a rir!
É sempre assim! Nesta turma, há uma maneira muito própria de dizer as coisas.
A certa altura o João quis saber por que razão o autor disse que o "cão deixou de falar...mesmo até com o seu silêncio...", em vez de dizer que deixou de abanar a cauda, "falar com os olhos"...Logo todos disseram:" isso não tinha graça, nenhuma...isso todos dizem..." O Fábio perguntou:
-"Então, já viste se a Stôra viesse ensinar aquilo que já sabemos? Grande seca!"
Com isto...não chegamos ao funcionamento da língua...ou talvez sim, quem sabe...Acontece que me dá prazer discutir textos com eles...para o resto...tem de ser aos poucos, uma coisa aqui, outra ali.

29/04/09

Arrumadores de Palavras!


Trata-se de um Blogue lindo, onde alunos e professores mostram o que de bom se faz nas "nossas escolas"...Sobre o "Dia da Mãe"...a iniciativa destes "arrumadores de palavras" foi fantástica!
Passem por lá e vejam os resultados:
http://arrumadoresdepalavras.blogspot.com/

Presente especial


No meu mail, tinha um presente especial de uma colega da escola, que muito admiro: a Paula Filipe.

Ela quis homenagear as Mães, com este lindíssimo poema, da autoria de sua Mãe, que não resisto a partilhar, com os meus leitores.



Obrigada, Paula e abençoadas sejam todas as mães.


Mãe
"Ser mãe é o grande sonho
que toda a mulher quer ter.
O mundo fica mais risonho
e enriquece o seu saber.
Mãe, és a estrela cadente
que ilumina a minha vida.
Mas se estiveres ausente
sem ti me sinto perdida.
Nos teus braços adormeço.
Um belo sono profundo.
Estou feliz e reconheço,
tenho a melhor mãe do mundo!
No teu colo me aconcheguei,
quando foi ao nascer.
Olhei para ti e chorei
com medo de te perder.




No teu peito me alimento.
Teu sorriso me faz bem.
Nunca em qualquer momento
do teu amor duvidei.
És a mãe muito amada,
que trago no coração.
Como não tenho mais nada
dou-te a minha gratidão.
Amor de mãe não tem preço.
É mais forte que os vendavais.
Começa antes do berço
e não acaba nunca mais.
Este amor infinito
que pelos filhos tu tens,
não há amor tão bonito
como o teu MINHA MÃE".

Cidália Narciso

27/04/09

O 25 de Abril, visto pelo 6ºB


Trabalhos de casa!









O 6ºB pesquisou em casa, alguns poemas sobre a Liberdade, sendo que alguns alunos escreveram Acrósticos ou frases ilustradas sobre o tema ou em jeito de homenagem ao " Vinte e Cinco de Abril".
Apesar de nem todos os alunos cumprirem, valeu a pena recordar na turma que a Liberdade é um tesouro valioso, que temos de preservar.
Agradeço aos alunos que participaram, mas não posso deixar de salientar que me sinto triste com os alunos que não cumpriram, principalmente porque isso se está a tornar habitual!
Recordo aos meus alunos algo muito importante: " Sem trabalho, não há sucesso e nada se consegue alcançar!"

Encontro Importante!


O 6ºC teve o privilégio de conhecer o escritor Augusto Carlos, uma pessoa maravilhosa que lhes transmitiu experiências de vida únicas e belas. Além de lhes dar a conhecer a sua obra, partilhou experiências pessoais muito enriquecedoras, tudo com uma capacidade, que poucas pessoas consegue ter, pois parecia uma história, que prendeu a atenção dos alunos, como se estivessem a assistir a um filme...Ainda teve paciência para responder a um sem número de questões dos alunos, tudo de forma simples, como é preciso nestas idades.
No final, houve lugar para uma sessão de autógrafos: até eu não resisti a pedir ao escritor que autografasse o livro:" Vovô tsongonhana"!
Sobretudo, o escritor passou várias mensagens aos nossos alunos, nomeadamente que "devemos todos procurar ser felizes, acreditar que podemos vencer, nunca esquecendo que para isso devemos construir o nosso caminho, sem prejudicar o caminho dos outros"...Aliás, o escritor referiu que esta busca da felicidade, auxiliando os outros, se o pudermos fazer ou, pelo menos, sem prejudicar ninguém, é a principal razão da nossa existência.
Num mundo, onde se assiste a um crescendo de violência e de poucos valores, é urgente fazer "passar mensagens" como as que Augusto Carlos nos convida a ler nos seus livros e que transmitiu hoje na nossa escola.
De salientar ainda que, ouvir falar de Moçambique e das viagens do escritor é uma verdadeira delícia. Há muito tempo que não tinha um momento assim!

25/04/09

O Tesouro!

Para os meus alunos, aqui fica um verdadeiro tesouro...Aproveitem e deixem-se levar nas asas do sonho...

Censurado!


Como forma de assinalar os 35 anos do 25 de Abril, a revista VISÃO decidiu mostrar como seria se ainda existisse a censura. É em tributo à liberdade de expressão que este número "censurado" faz sentido. Com ele, pretende-se lembrar, de uma forma muito imediata, tudo o que significa não ter direito a informar e ser informado nem liberdade de Imprensa.



23/04/09

Bolero de Ravel e " Les uns et les Autres"!

Uma música apaixonante e um filme inesquecível!

Música, que me apetece ouvir!

Liberdade!


Alguns alunos da turma C escreveram Acrósticos sobre a Liberdade, pois quis recordar-lhes que apesar das dificuldades que a vida nos mostra diariamente e, se "além das rosas, temos os espinhos", outrora as dificuldades foram muito maiores.
Gostei muito de ver o Paulo a trabalhar, no seu tom graffiti, ao qual já me habituou.

22/04/09

Planeta Triste

Vou falar-vos de um Planeta: o Planeta triste! Nesse Planeta, tudo era a preto e branco. Não havia cores, por isso não havia alegria nem outros sentimentos.
As pessoas só podiam vestir-se de preto ou de branco; tinham uma cara sem expressão nenhuma, sempre de indiferença, por isso, não reagiam a nada: nem à alegria, nem à tristeza…era sempre tudo igual!
Nesse Planeta vivia um pequeno príncipe, que sonhou que nesse Planeta nem sempre a vida fora a preto e branco, que outrora houvera cor, alegria e toda a espécie de sentimentos…
As pessoas não podiam continuar a ter uma vida sem cor, sem sabor e sem sonhos! Não podiam continuar a fazer constantemente as mesmas coisas diariamente, sem alterar sequer a expressão do olhar!
Quem teria feito semelhante maldade? Quem teria roubado as cores deste Planeta?
O nosso pequeno príncipe decidiu que tinha de descobrir a verdade e salvar o Planeta!
Logo de manhã, pôs-se a caminho da floresta longínqua, onde morava o Sabetudo, um sábio muito amigo de todos, sempre disposto a ajudar.
Mal chegou a casa do sábio, ficou a saber da terrível desgraça, que se abatera sobre o Planeta. Sabetudo viu, na sua bola de cristal, o passado. Assim, descobriram o terrível segredo…uma bruxa invejosa e sempre maldisposta roubara a alegria de todos, atirando todas as cores para um buraco negro, dentro de um baú, fechado com uma chave mágica…Só alguém de coração puro, poderia descobrir a tal chave e, se descobrisse onde ficava o buraco negro…então, talvez o Planeta fosse salvo.
O sábio deu ao pequeno herói, disposto a tudo, um líquido mágico que o transportaria numa maravilhosa aventura!
O principezinho bebeu o líquido mágico e começou a flutuar…fechando os olhos descobriu o lugar onde a bruxa guardara a chave e desejou alcançá-la. Se assim desejou, mais depressa o conseguiu! Por artes mágicas, a chave apareceu-lhe nas mãos! Viu-se depois a cair num tremendo buraco escuro e sentiu medo…mas depressa se tranquilizou, pois o seu desejo era sincero; apenas queria devolver a vida ao Planeta Triste. Sim, porque aquilo não era vida! As pessoas não reagiam a nada! Nunca se riam sequer! E sempre as mesmas cores…até metiam aflição: casas pretas ou brancas, animais…flores…tudo! Já imaginaram uma rosa preta? Já imaginaram um Planeta completamente a preto e branco?
Bem…voltemos à história: finalmente o principezinho aterrou numa fofa almofada e viu a um canto o famoso baú…correu a abri-lo e, para seu espanto, viu um arco-íris a sair lá de dentro! Tantas, tantas cores, há tanto tempo aprisionadas! Depressa as cores se espalharam por todo o Planeta e a alegria renasceu!
A bruxa começou a flutuar, mas essa mal sabia que o seu destino era ficar aprisionada no baú, dentro do buraco negro, donde nunca mais sairia.
As pessoas correram a vestir-se com roupas coloridas…tudo ganhou cor e alegria…agora podiam voltar a sonhar.

Alunos de várias turmas, no Clube de Português

Liberdade

Liberdade

Ai que prazer
Não cumprir um dever,
Ter um livro para ler
E não o fazer!
Ler é maçada,
Estudar é nada.
O sol doira
Sem literatura.
O rio corre, bem ou mal,
Sem edição original.
E a brisa, essa,
De tão naturalmente matinal,
Como tem tempo não tem pressa...
Livros são papéis pintados com tinta.
Estudar é uma coisa em que está indistinta
A distinção entre nada e coisa nenhuma.
Quanto é melhor, quando há bruma,
Esperar por D. Sebastião,
Quer venha ou não!
Grande é a poesia, a bondade e as danças...
Mas o melhor do mundo são as crianças,
Flores, música, o luar, e o sol, que peca
Só quando, em vez de criar, seca.
O mais do que isto
É Jesus Cristo,
Que não sabia nada de finanças
Nem consta que tivesse biblioteca...

Fernando Pessoa

25 de Abril de 1974




Sabiam que em Portugal a escola só era obrigatória até à 4ª classe? Era complicado continuar a estudar depois disso. E sabiam que os professores podiam dar castigos muito severos aos seus alunos? Sabiam que todos os homens eram obrigados a ir à tropa (na altura estava a acontecer a Guerra Colonial) e que a censura, conhecida como "lápis azul", é que escolhia o que as pessoas liam, viam e ouviam nos jornais, na rádio e na televisão?

Livre Arbítrio

O homem tem liberdade,
Assim Deus lha concedeu,
De cumprir ou não a lei,
De ser crente ou ser ateu;

De ter frieza ou amor,
De se queimar nos sentidos;
De buscar a linha recta
Ou os passos proibidos.

O homem ter liberdade,
De pensar sem restrição;
De largar os seus cavalos
Sem arreio e sem bridão.

O homem tem liberdade,
Todos os rumos abertos,
De seguir a caravana
Ou vaguear nos desertos.

O homem tem liberdade,
De sonhar o que mais quis;
Só não tem a garantia
De ser um homem feliz.

CARNEIRO, Edgar, O Signo e a Sina


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Viemos com o peso do passado e da semente
esperar tantos anos torna tudo mais urgente
e a sede de uma espera só se estanca na torrente
e a sede de uma espera só se estanca na torrente
Vivemos tantos anos a falar pela calada
só se pode querer tudo quando não se teve nada
só quer a vida cheia quem teve a vida parada
só quer a vida cheia quem teve a vida parada
Só há liberdade a sério quando houver
a paz o pão
habitação
saúde educação
só há liberdade a sério quando houver
liberdade de mudar e decidir
quando pertencer ao povo o que o povo produzir


Sérgio Godinho

21/04/09

O Bicho do Ouvido!

Vou apresentar-vos uns bichos muito estranhos e muito raros, que vivem...ora adivinhem lá?
Sim? Isso, mesmo! Na imaginação dos meus alunos.
Então, cá vai...
O Bicho do Ouvido
O bicho do ouvido é um bicho muito fininho, que tem três olhos. É pequeno e viscoso e o seu pior defeito é ser muito falador. Tão falador que lhe deram o nome de bicho do ouvido. Mal vê outro animal começa a falar:
" Blá, blá, blá..." e " blá, blá, blá"...não há bicho nenhum que aguente!
Ah...Claro que a sua casa é um ouvido...o pobre dono mal se aguenta e sofre de dores de cabeça permanentes!
André 6ºC
E o Vacorco, conhecem-no?
O Vacorco e o Raposobo
O Vacorco é uma espécie de vaca com porco. Ele gosta do calor e vive no deserto do Sahara.
O Vacorco é magrinho, quase esquelético, porque não come grande coisa lá no deserto! Até mete impressão, um bicho enorme tão magro!
O Raposobo teve pena e começou a levar-lhe gabichocos, ficando ambos grandes amigos.
Pois é, quem tem amigos não morre no deserto!
Gonçalo 6ºD
Se soubessem a quantidade de bichos raros, que fiquei a conhecer... há bichos para todos os gostos...gordos, magros, enormes, minúsculos...fofos ou assustadores, feios e lindos...bichos de sete cabeças, bichos bolacha, porcos-aranha, clinossauros, bichos careta...qualquer dia, apresentar-vos-ei estes bichos estranhos e raros! Vão gostar de os conhecer!

17/04/09

O Freguês Caloteiro!



Luísa Dacosta nasceu em 1927, em Vila Real de Trás-os-Montes. Formou-se na Faculdade de Letras de Lisboa, em Histórico-Filosóficas. Mas as suas "Universidades" foram as mulheres de A-Ver-O-Mar, que murcham aos trinta anos, vivem e morrem na resignação de ter filhos e de os perder, na rotina de um trabalho escravo, sem remuneração, espancadas como animais de carga (-Ele não me bate muito, só o preciso) e que, mesmo afeitas, num treino de gerações,às vezes não aguentam e se suicidam (oh! Senhora das Neves! E tu permites!) depois de um parto, quando o mundo recomeça num vagido de criança! Às mulheres de A-Ver-O-Mar "Deve" a língua ao rés do coloquial. Foi professora do ciclo preparatório e alguma coisa deve também aos alunos: o ter ficado do lado do sonho. Isso tem-na motivado a escrever para crianças.
Autora do livro: "O Freguês Caloteiro", que serviu de pretexto para o estudo do texto dramático.
Os alunos gostaram, pois o freguês apaixonado, suspirando de amor, quer ficar bonito para a sua amada, mas não quer saber de pagar a conta ao barbeiro, após o serviço feito! Acaba por levar forte pancadaria!
Deste modo, a Mariana e o Luís prepararam em casa a dramatização da cena, vindo com adereços de barbeiro para a aula de Português. Porém, o Luís foi substituído pelo Sérgiu, sempre disposto a colaborar, porque o Luís se sentiu intimidado na hora de representar.
Foi um momento de boa-disposição, em que ambos os personagens, barbeiro e freguês, foram reencarnados pela Mariana e o Sérgiu, que mais pareciam actores a sério. A turma assistiu com prazer, como se de uma verdadeira peça se tratasse...os adereços ajudaram a concretizar a ideia, para emprestar ao texto um pouco de realidade, como se estivessemos numa barbearia.
É por estas e por outras que, estar com adolescentes nos rejuvenesce e ser professora de Língua Portuguesa me dá tanto prazer.
Parabéns aos três alunos do 6ºB: a Mariana, que mais parece uma verdadeira actriz; o Luís, sempre empenhado e que preparou os adereços e, sobretudo, ao Sérgiu pela capacidade de improvisar no momento, por ser sempre capaz de transmitir alegria...por ter sido um freguês à altura!

14/04/09

Poemas que nascem...de repente!

Grandiosa palavra
Nos rodeia a todo o tempo...
Tempo que passa depressa
Tão depressa como o Vento!

Grandiosa Palavra
Nasceu no ar!
O ar puro das montanhas
As montanhas, vamos saudar!


Este poema nasceu, assim de repente, tal como o "vento que corre", no pensamento da Anabela do 6ºD

Pescador de Palavras!
















01/04/09

Mozart, o menino mágico!

Escritor do Mês de Abril!

Não me esqueci dos "nossos desafios"...Cá fica o escritor de Abril...para descobrirem! Não consigo, tornar as fotos mais misteriosas, mas hei-de aprender!

Mesmo assim, parece-me que está um pouco mais difícil...assim espero, pois já se queixaram que é sempre muito fácil...Fico à espera das respostas no recomeço das aulas.

Fascinante!

Fascinante!

Bons Sonhos!

Bons Sonhos!

"Poema em P"

"Poema em P"

Criar e imaginar

Criar e imaginar

Momentos...

Momentos...

" A Menina do Mar"

" A Menina do Mar"

"A viúva e o papagaio"

"A viúva e o papagaio"

"O meu amigo, o sono"

"O meu amigo, o sono"