"Só se vê bem com o coração, o essencial é invisível aos olhos"

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23/11/10

A Lenda do Vidro!

(Uma Lenda Fenícia)

Dois mercadores fenícios avançavam pelo deserto com os seus camelos carregados de ouro, prata e pedras preciosas. Tinham feito um negócio excelente e regressavam a casa muito satisfeitos. Mas o caminho era longo e cheio de perigos. Melcarthe, o mais velho e mais forte, nunca se separava de um punhal afiado que trouxera do Oriente. Hábil no manejo das armas, raramente fora derrotado numa briga. Os salteadores que percorriam o deserto da Síria conheciam-lhe a fama e não se atreviam a desafiá-lo. Quanto ao mais novo, Athergatis, não apreciava lutas, mas revelava-se imbatível a negociar. Os dois irmãos completavam-se. Nenhum outro par da cidade de Tiro conseguira obter tão bons lucros em tão pouco tempo. De tudo faziam dinheiro.
Naquela noite decidiram acampar junto de uns blocos de pedra esbranquiçada que lhes pareceram bom poiso. Aliviaram os camelos, deram-lhes água e comida. Depois montaram a tenda e Melcarthe apressou-se a fazer lume para preparar uma refeição, afugentar os animais selvagens e aquecerem-se, pois quando o sol desaparece, o deserto arrefece. A lenha ardeu em cima das pedras brancas durante horas e horas. E as pedras brancas foram-se transformando...
Na manhã seguinte, ao levantarem o acampamento, que surpresa! Os dois irmãos verificaram que entre as cinzas brilhava um pedaço de matéria muito estranha. Deixava passar a luz, como a água, mas era dura como o metal.
Não sabiam que tinham acabado de fabricar o primeiro vidro. No entanto, Athergatis teve logo uma ideia brilhante: partiu aquela estranha matéria aos bocadinhos e enfiou-os num saco de pano que pôs às costas do camelo. Assim que chegou à cidade, tratou de os pôr à venda como raridade. Não faltaram clientes e todos se mostraram encantados por terem adquirido coisa bela e nunca vista!

Ana Maria Magalhães e Isabel Alçada

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