"Só se vê bem com o coração, o essencial é invisível aos olhos"

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22/01/11

As pupilas do Senhor Reitor...4

Alguns alunos não páram de me surpreender, mostrando uma escrita bastante madura, apropriada à obra lida, que me parecia difícil, pelos contornos de intriga, traição, amores e desamores de Daniel, Pedro, Clara e Margarida.
Difícil, difícil é escolher o texto que irá representar a turma! Os alunos que me desculpem, por não poder escolher todos, mas regras são regras e...a custo terei de ir fazendo a selecção em cada turma. Mas estão todos de parabéns, mostrando que são alunos empenhados e responsáveis.
Deixo-vos com mais um texto do André, do 5ºD, um dos meus melhores "escritores", um menino de ouro, que cativa os professores e conquista todos os que o rodeiam. Sabes, André, tive muita sorte por te ter conhecido e ser tua professora. Obrigada!
Duas semanas depois do casamento, Daniel e Margarida saíram da aldeia e foram viver para Lisboa. Margarida tinha sido chamada para ir dar aulas numa escola e Daniel foi trabalhar para um hospital.
Alguns anos mais tarde, tiveram um filho, um rapaz. O rapaz crescia rapidamente, era forte e chamava-se Manuel.
Manuel nunca tinha visto o seu avô, José das Dornas, porque já tinha nascido em Lisboa.
Um dia chegou uma carruagem e saíu de lá o senhor padre António, o senhor Reitor, que perguntou ao Manuel onde estava o Daniel. Manuel disse-lhe onde estava e o padre António logo se apressou a ir ter com Daniel, para lhe contar uma notícia.
O padre António disse a Daniel:
-O seu pai, José das Dornas, está doente e disse-me para lhe perguntar se pode voltar à aldeia para o ver.
Daniel disse que sim, chamou Margarida e Manuel e foram para a aldeia.
Como João Semana já se tinha reformado, só Daniel poderia curar José das Dornas.
Quando Daniel viu o pai, descobriu que sofria de uma pneumonia. Daniel foi comprar medicamentos, mas José das Dornas até já se estava a sentir melhor só por conhecer o neto.
Pedro e Clara já tinham quatro filhos: O Bernardo, o Fernando, o Artur e o Carlos. Tinham uma filha: a Maria.
A pouco e pouco, os remédios fizeram efeito e José das Dornas foi-se recuperando.
Daniel e Margarida acharam que já podiam voltar, mas Manuel não queria, dizia que não queria ficar longe do avô, mas depois de muito falar, disse que estava apaixonado por Maria, filha de Pedro e Clara.
Daniel e Clara tinham de ir trabalhar para Lisboa e, com alguma insistência, Manuel lá aceitou ir com os pais para Lisboa.
Ainda Manuel não tinha chegado a Lisboa e já tinha saudades de Maria!
Quando chegou a Lisboa, a imagem cintilante de Maria não saía do seu pensamento! Nunca a esqueceria, nem poderia viver sem ela!
Os anos passaram e chegou a altura de Manuel trabalhar. Manuel era ardina, ele não queria ganhar muito dinheiro, apenas o suficiente para ir para a aldeia ver Maria.
Numa fria manhã de nevoeiro, Manuel juntou as suas poupanças, deixou um bilhete, fez as malas e partiu.
Quando chegou, Maria já não se lembrava de Manuel. Afinal já tinham passado quinze anos!
Mas ao olhar nos olhos de Manuel, as lembranças do seu amor de infância voltaram.
Entretanto, em Lisboa, Daniel e Margarida já tinham lido o bilhete e estavam a caminho.
Manuel pediu Maria em casamento e Maria aceitou. De repente, ouviu-se uma carruagem a aproximar-se, eram os pais de Manuel.
Quando chegaram, Manuel contou aos pais que se ia casar com Maria, o que veio a acontecer uma semana mais tarde.
E como em todas as histórias de amor, esperemos que tenham sido felizes para sempre.

1 comentário:

Cristina Lares disse...

Isabelinha


Passei por aqui e como sempre, gostei do que li e vi.
Beijinhos e continuação de bom trabalho

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