"Só se vê bem com o coração, o essencial é invisível aos olhos"

"Só se vê bem com o coração, o essencial é invisível aos olhos"

18/01/11

E se a história continuasse?

Respondendo a um desafio do Semanário Sol e do Plano Nacional de Leitura, estamos a construir histórias a partir de histórias, pois "quem conta um conto, acrescenta um ponto"...Recordam-se de :"As pupilas do Senhor Reitor"? Então imaginem essa história contada às crianças e depois o desafio é continuar a escrever...
No 5ºD, o primeiro a mostrar-me o texto foi o Nuno, um aluno que parece ter desabrochado neste período, pois participa com gosto. De repente, tornou-se noutro aluno, pois está sempre de dedo no ar, para responder e tem feito tudo para melhorar.
Querem ler? Cá vai:
" Pedro e Clara vieram, finalmente, em data que desconhecemos, a unir-se pelos laços do matrimónio.
Margarida, com a bênção do reitor e perante as insistências da irmã- e sobretudo porque, lá bem no fundo, era esse o seu maior desejo-, exclamou com voz trémula:
-ACEITO!
E como acontece em todas as histórias de amor, não duvidamos de que também neste caso os noivos foram muito felizes e tiveram muitos filhos."
Será que foi assim mesmo? Eu por mim, gosto de finais felizes, mas voltemos à história. Pedro e Clara tiveram dois filhos: o João e a Carolina.
João era um menino muito triste e isso preocupava muito o pai. Já Carolina era muito feliz e Pedro, seu pai, dizia muitas vezes que o sorriso dela era uma flor a brilhar.
Quanto a Daniel e Margarida, esses tiveram apenas um filho, que era o Manuel.
Manuel era solitário, mas esses temperamento e maneira de ser não o tornavam triste. Pelo contrário, a tristeza não fazia parte dele, que era um menino meigo e doce, um apaixonado pela vida.
Certo dia, Margarida foi visitar o senhor Reitor, seu querido tutor, a quem devia toda a sua felicidade, até mesmo o seu amor pois, graças a ele, conquistara o homem da sua vida: Daniel.
Porém, mal chegou a sua casa, a alegria dela dissipou-se...Espreitou pela porta entreaberta do quarto e viu-o muito doente!
Foi a correr chamar por Daniel, pois sendo médico, talvez, pudesse salvá-lo...Tinha de ser capaz de o curar, pois Margarida ainda não estava preparada para perder o seu querido amigo, quase um pai para ela.
Encontrou Daniel e mal conseguia explicar-lhe o motivo de tanta dor, chorando no ombro do seu querido marido.
A custo, Daniel conseguiu perceber que algo estava a atormentar a doce Margarida.
-Que foi, meu anjo, que se passa?
-É o senhor Reitor! Ele...ele...ele está muito mal.
Daniel que também devia tantos favores ao senhor Reitor e se tinha afeiçoado a ele, exclamou:
-Tenho de fazer alguma coisa!
-Pois tens, querido...Tens de o salvar. Por favor, não deixes que ele morra.
-Calma, Margarida, vamos ver o que se passa, qual a doença do reitor...veremos...vou fazer tudo, que puder. Bem sabes, como lhe estou grato.
Daniel foi logo para casa do Reitor, pedindo a Margarida que avisasse a irmã, pois Clara também gostaria de estar junto do reitor num momento destes.
Assim foi...Daniel descobriu, depois de muitas perguntas e exames, que o Senhor Reitor estava com uma pneumonia...E felizmente, isso já tinha cura, embora demorasse algum tempo e o reitor precisasse de descanso e muito repouso.
Algum tempo depois, o Reitor sentia-se novamente com forças e a doença começava a desaparecer.
Durante todo esse tempo, Clara e Margarida tratavam do Reitor, como se fossem suas verdadeiras filhas. Com toda esta convivência, os filhos de Clara e Pedro tornaram-se muito amigos de Manuel. Passaram a andar sempre juntos. Manuel deixou de ser aquele menino, outrora solitário, João deixara de ser triste...e Carolina, que deixara de ser criança e se tornara numa jovem muito bonita, começou a encantar o seu primo...tal como seu pai, Daniel, se sentira quando conheceu sua mãe, Margarida, uma adolescente de doze anos, que guardava um rebanho, mas que deixara seu pai extasiado perante a sua beleza!
Foi assim que Carolina e Manuel se tornaram namorados e sete anos depois...CASARAM!
Foram muito, muito felizes e João e Manuel foram sempre os melhores amigos, pois descobriram que a amizade é o maior tesouro do mundo.

3 comentários:

the best class of sixth year of pel disse...

Stora ja tenho a letra.para a ter tive de ouvir a musica e escrever ao mesmo tempo parando algumas vezes

5ºA disse...

A turma do 5ºA achou o teu texto muito interessante. Parabéns.

Isabel Preto disse...

Fico muito contente, Gonçalo.
Assim é que se distinguem os melhores.
Parabéns e beijinhos.

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