"Só se vê bem com o coração, o essencial é invisível aos olhos"

"Só se vê bem com o coração, o essencial é invisível aos olhos"

31/05/11

Para o Dia da Criança...




Gostam? Podem encomendar, a mãe da Alice e da Mariana faz...e é mesmo pintado à mão. Lindas!

Para todas as crianças...Feliz Dia!




Criatividade no 5ºA...

O trabalho do Nuno...

Vamos tomar um café? Trabalho de Miguel e Catarina...


E finalmente, a Lenda do Tomás...

30/05/11

Difícil dizer Adeus!

Querida Margarida:
hoje, na aula de português, soube que o teu pai...partiu. Tentei disfarçar a dor, que senti, mas mal me pude conter. Fi-lo, porque me pediram segredo. Tu ainda não sabias! Neste momento, deves estar rodeada de dor e daria tudo, para estar contigo e apertar-te nos meus braços...Querida, Guida, o teu pai é, agora, uma estrela que brilha no céu e estará sempre a olhar para ti, a velar pela menina que ele tanto ama.
É muito duro, para uma menina como tu, ver o pai partir...lidar com essa dor imensa, que deve estar a fazer-te sentir muito frágil, mas o teu pai precisa que tu sejas muito feliz...tens de ser forte e, se quiseres chorar, tens aqui o colo da professora que te ama...ou da tua Directora de Turma, que também vos adora...Tem coragem, meu amor.

Reconto: Estrela de Água...

A lua como todos pensamos é feminina, mas não é, é masculina e chama-se Jassi. Ele é um cavaleiro que passa pelo outro lado do horizonte e vai ter com as suas prediletas e, as que ele mais gostar, transforma-as em estrela.
Aconteceu que numa aldeia perto do rio Amazónia, nasceu uma menina dos chefes da aldeia, que se chamava Naia. E logo que a seguraram no colo os pais perceberam que ela gostava de ser solitária.
Quando ela era criança em vez de ir nadar para o rio com as outras meninas, ela gostava de ir para a selva, onde enfeitava os seus cabelos negros com flores. E adormecia, num tronco, até que o pai a ia buscar, pegando-lhe ao colo e levando-a para casa, onde a punha na rede sob o olhar reprovador da mãe.
E foi assim que ela cresceu.
Quando se fez jovem em de ir para a fogueira ter com as raparigas e fazer confissões sobre os rapazes, ela ia para a escuridão da selva e subia o tronco mais alto e ficava lá a contemplar Jassi. E ela sonhava ser escolhida por ele, viajar para lá do horizonte e por fim ser escolhida para estrela e brilhar para todo o sempre no céu, por isso, todas as noites ela estava sentada e cantava.
A mãe ficava cada vez mais preocupada.
Então um dia, à noite, ela sorrateiramente saiu para a selva para a montanha mais alta que havia naquela aldeia, subiu o pico do monte mais alto e contemplou Jassi, redondo. Ela tentou coma ponta dos dedos chegar até à lua, tentou, tentou, mas cada vez que conseguia ir mais alto mais Jassi se afastava, tentou até de madrugada mas não conseguiu ir até o seu amado. Desolada desceu da montanha, cheia de tristeza, andou pela selva só a pensar na raiz das plantas, nos troncos, nas folhas...
Ela parecia sonâmbula, perdida, até que foi dar ao rio. No rio uma árvore forte deixava prender o tronco. Naia ficou tão feliz, porque Jassi desceu dos céus para se banhar naquelas águas. Ela tão feliz subiu o tronco e foi de gatas e esticou-se para tentar tocá-lo. Mas o ramo daquela árvore partiu-se e Naia caiu no rio e durante momentos inconscientes do perigo que corria deixou-se flutuar ali perto do seu amor e continuou a flutuar e a cantar.
Mas depois as suas roupas, fartas daquele rio, ficaram pesadas e arrastaram-na da superfície das águas para o fundo do rio. E Jassi visto o amor e dedicação da donzela, transformou-a numa estrela, mas não numa estrela que brilha no céu, mas sim uma estrela de água, nas águas onde tinha morrido.
Dizem por esse acontecimento que existe uma planta chamada Vitória Régia, uma planta aquática com uma florzinha branca que só brilha à noite à luz do luar.
Joana Anselmo, 5ºD

27/05/11

Um dia de muita azáfama, mas...

Não parei um segundo, mas sinto-me bem mais feliz que ontem! No 5ºA, deliciei-me com o João, o meu "menino autista". Finalmente, consegui fazê-lo ler e já escreve algumas palavras sem copiar! É um encanto, pois chama-me Isabel, em vez de "stôra", como os colegas e é muito expressivo. Perguntei-lhe o que queria dizer a palavra "poupa", a propósito do texto, que trabalhámos e ele, imediatamente, apontou para a cabeça e fez um gesto e acrescentou: "Como o galo!" No final, desenhou as figuras humanas do costume, mas que, de vez em quando, mudam de nome..."Quem é, João?"..."É a Isabel" (em vez de dizer, és tu) e "Esta?" "É a Relíquia". Finalmente, aprendeu o nome da professora de Matemática.
Depois...Formação Cívica, 6ºG, onde reconheci novamente "os meus meninos"...Hoje estiveram impecáveis, ou não fosse a actividade do agrado geral: cartazes para o "Dia da Criança!"...Quiseram continuar em Projecto de Matemática e a colega deixou. Fiquei com eles...foi bom, até porque me dou extremamente bem com a Carla, professora de Matemática, a quem costumo chamar a outra Directora de Turma, por ter um relacionamento excelente com a minha Direcção de Turma. Somos, por assim dizer, cúmplices, as duas!
Logo depois, fui ajudar o Roberto a fazer um PowerPoint de Área de projecto. As horas voaram, pois sinto-me realizada, quando os vejo trabalhar e querer melhorar...Mal tive tempo de almoçar com a Sara.
À tarde, na SIP, com a mãe do Artur e do Rogério, acho que ajudei a resolver a situação complicada de alguns alunos da turma. O Artur vai cumprir um castigo, sob minha vigilância...um dia inteiro. Vou aproveitar para lhe fazer entender muitas coisas. Ele consegue...pois logo que acalma, arrepende-se daquilo que faz.
Gostei de conversar com a mãe dos miúdos...com quem também sinto alguma cumplicidade e sinto um apoio incondicional.
Fui a correr às compras...já nem manteiga tínhamos...tal a correria da semana, mas hoje sinto-me em paz...resolvi assuntos pendentes e adorei fazer as pazes com todos.

26/05/11

Para a Eva...do meu antigo 6ºF

O 5ºA...

Os miúdos andam cansados, tal como nós e agitados! Do meu dia, hoje destaco apenas a aula do 5ºA, pois o Miguel é mesmo um actor a sério! Foi magnífico, vê-lo com a Catarina e o Vítor representar o "Bolo Refolhado", que vamos apresentar à escola no "Dia do Agrupamento".
O resto do meu dia, é para esquecer...pois o 6ºG teima em desapontar-me, embora saiba que não o fazem de propósito. Amanhã, vou tentar recuperar a minha turma, pois estamos a "perder-nos" uns dos outros...É só confusões!
O Artur não conseguiu, por orgulho, entregar-me um texto brilhante que escreveu em casa, onde me pede desculpas...A mim, já me passou tudo, gostaria de lho conseguir dizer, mas ambos estamos cansados, esgotados e desanimados! Amanhã é outro dia...o ano está a acabar e não queria que terminasse assim! É hora de mimos...de despedidas e não de "sermões"...Vou pensar em aulas, que lhes agradem mais...onde sejam mais activos...
Talvez, assim, possamos voltar a entender-nos.
Será que sabem que gosto tanto deles?

Beber assim, é muito melhor:)))))))



25/05/11

Já provaram, bolo refolhado?

"Era uma mulher casada com um homem muito ruim, que lhe batia todos os dias por qualquer coisa.
Uma vez, ao levantar-se para o trabalho, de madrugada, disse ele para a mulher:
- À noite, quando vier, quero para a ceia bolo refolhado. Olha lá, toma cuidado no que digo.
A mulher não sabia o que era bolo refolhado, e foi ter com uma vizinha para ver se ela lhe ensinava. A vizinha, que tinha muita pena da vida que ela levava, disse:
- Deixe estar, que eu cá lhe arranjo isso. Com certeza que o seu homem se enganou, há-de ser bolo «folhado». E levou-lhe à tardinha o bolo.
Quando veio o homem do trabalho, pediu a ceia, e, como não achou o bolo refolhado, berrou, ralhou, deu muitas pancadas na mulher.
Ao outro dia a mesma coisa. A mulher, coitada, foi ter com a vizinha, e ela disse-lhe:
- Arranje-lhe vossemecê uma galinha guisada, que pode ser isso o que ele talvez queira.
Voltou o homem à noite, e mais pancadaria na mulher, por não lhe ter feito para a ceia o bolo refolhado, como mandara. Ao ir para o trabalho, outra vez a mesma recomendação. A desgraçada da mulher não sabia como acabar aquele fadário, e foi ter com a vizinha a chorar.
- Deixe estar, vizinha, tudo se arranja! Venha cá ter comigo à tardinha, vestida com as calças e o jaquetão do seu homem.
A pobre mulher foi. Assim que chegou a casa da vizinha, também a achou vestida com as calças e o casaco do marido dela; e partiram ambas com os seus varapaus para o sítio por onde o homem ruim havia de vir do trabalho.
Puseram-se cada uma de um e outro lado do caminho. Quando o homem vinha a passar, diz uma:
- Bate-lhe, São Pedro!
- Porquê, São Paulo?
- Porque pede à mulher bolo refolhado.
Moeram ao som desta cantiga o homem com pancadas e depois de bem moído fugiram. O homem lá se arrastou para casa como pôde, e assim que viu a mulher pediu-lhe perdão de tê-la maltratado tanto tempo, e contou como lhe tinha aparecido no caminho São Pedro e São Paulo, que o desancaram em castigo de pedir o bolo refolhado, que era uma coisa que ele não sabia o que era."


Teófilo Braga

24/05/11

Um blog com arte e magia...


Tenho a sorte de ter conhecido pessoas fantásticas, este ano, que sei que ficarão na minha vida, a partir de agora.
Uma delas é a mãe da Alice e da Mariana, de quem já falei neste "meu cantinho", pois tem sido incansável e tem mãos de ouro...visitem o blog dela, para descobrir pequenos tesouros.

http://artesecoisasdashazadi.blogspot.com/

Concurso "Gramatical"


Hoje tive a 2ªaula assistida. Fiz um trabalho de grupo, com cartões desenhados pelos alunos da turma. Na parte de trás dos cartões, escrevi questões relacionadas com todos os assuntos abordados ao longo do ano lectivo, sobre conhecimento explícito da língua e também sobre o texto dramático, já que foi a última unidade "trabalhada"...A turma deixou-me orgulhosa, pois mostraram dominar todos os assuntos e tiveram um bom comportamento em grupo, numa turma onde trabalhar em grupo é um dilema, já que alguns se relacionam com dificuldades com os pares.
O único senão, foi mesmo na parte final, em que o Artur, tendo deixado cair uma caneta da janela abaixo(pergunto-me o que fazia com o braço de fora? Devia ser do calor intenso, que se fazia sentir!), pediu para ir recuperar a caneta. Como lhe dissesse que fosse no final da aula, o menino resolveu sair da sala na mesma! Apareceu, logo de seguida, entrando novamente na aula, sem sequer dizer nada! A própria turma estranhou, mas ignorámos o assunto.
No final da aula, ofereci um diploma a todos, pois considero que todos merecem, cada um tem evoluído positivamente, ao seu ritmo.
O Artur, miúdo muito inteligente, é que não cresce e continua a ser um aluno mimado e, às vezes, mostra, afinal, que não é assim tão inteligente!
Aqui fica um exemplo do diploma que lhes ofereci. Alguns ficaram muito contentes e...estou orgulhosa da minha turma, que nada tem a ver com estes pequenos incidentes, que se foram repetindo, em muitas aulas.
A maioria dos alunos são verdadeiros campeões, uns porque conseguem, outros, porque trabalham imenso. Lamentavelmente, há alguns casos "perdidos" neste ano, a quem não consegui incutir responsabilidade, ou um milímetro de esforço. Escolhi o Diploma do Fábio Fouto, porque é um dos meus "meninos de ouro"...entre outros, que adoro.
O Fábio é aquele filho que eu gostaria de ter.
Sei que alguns colegas vão já ficar com ciúmes, mas acreditem que vos amo a todos, mesmo aqueles poucos que devem ficar no 6ºano...Mas o Fábio merece distinção, já que, mesmo com as muitas preocupações que lhe povoam a mente, esteve sempre disponível para tudo, nunca falhou um único trabalho, fez sempre o máximo e o seu melhor.
Beijinhos para todos os "meus meninos do 6ºG"...para ti, também, Artur, pois sei que já te arrependeste, como sempre, mas tens de crescer e aprender que se cumprem regras, nesta vida e não fazemos aquilo que nos apetece.

23/05/11

Professores por um dia...

A aula do 5ºD, hoje, foi de puro encantamento! Da dramatização, aos PowerPoint, aos vídeos...tudo teve lugar, na imaginação dos meus alunos, que estiveram a apresentar "Contos e Lendas"...A Alice trazia uma caixa de fósforos especial, a Beatriz e a Joana um cartaz/Livro de contos, a Beatriz Raichande trouxe-nos a Lenda da Caparica, o Pedro Ferreira e o João Caeiro contaram a lenda de Krakken...foi muito interessante e senti-me recompensada por tudo, de ver a motivação, o empenho...o brilho nos olhares dos meus pequenitos.
Além de tudo, tornaram-se professores por um dia, pois ensinaram características destes tipos de texto, fizeram perguntas aos colegas...Sem palavras, para descrever a aula do 5ºD.
É por essas e por outras que, ser professor é a melhor profissão do mundo!

Um cartaz...que também contou uma história!



E que dizer da Beatriz Calado e da Joana? Além de um Cartaz/Livro, tinham um PowerPoint, fizeram dramatização da história, envolveram os colegas...Até um teste de Compreensão oral, apresentaram!

Uma caixa de fósforos...mágica!





Foi desta maneira, linda e criativa, que a Alice nos trouxe uma caixa de fósforos mágica, pois dentro tinha um conto.

22/05/11

O nosso domingo...

Acordei cedíssimo! Quando tenho muitas tarefas em mãos, é sempre assim! Então...decidi que as Provas de Aferição tinham de ficar concluídas e...ficaram.
A Diana do 6ºG veio passar o dia aqui. Fiz um almoço daqueles que as miúdas gostam...fomos ao cinema, ver...

Depois, fomos ao parque...estava mesmo a precisar de descansar um pouco de papéis e afins...Tivemos um lanche especial e...terminou o domingo:(

21/05/11

Um pesadelo...

Num dia muito especial, o dia do meu aniversário, estava sozinho com o meu periquito, acreditem ou não!
Estava triste, por ser o dia do meu aniversário e ter por companhia, apenas um periquito!
O meu periquito estava muito enérgico e eu não sabia porquê, ele até sabia, ou penso que sabia, que eu vivia sozinho com ele, porque não tinha família.
Ele só piava e parecia querer levar-me para algum lugar e fui atrás dele. Andámos, andámos, andámos...até que parecia que o periquito estava perdido, pois eu também não tive o cuidado de ver o caminho, por onde íamos, mas fiz isso, porque estava ansioso. Continuei a andar mais e chegámos a um sítio, onde havia um cartaz a dizer:"Parabéns, Fábio."
Esse sítio era espectacular, tinha um campo de futebol, onde só eu jogava, porque os outros convidados eram animais. Fiquei a tarde toda naquele sítio maravilhoso e, quando chegou a altura de ir para casa, não sabíamos o caminho. Então, fizemos "um, dó, li, tá..."
-Um dó li tá, cara de amendoá, um segredo colorido, quem está livre, livre está...e calhou numa direcção, onde tudo estava muito escuro!
Eu e o meu periquito fomos por lá, andámos muito, começámos a ouvir uns sons estranhos, que me pareciam cobras a rastejar. Eu disse que tinhamos de correr, mas apareceu uma cobra gigante, que nos agarrou com força e exclamou:
-O que fazem aqui?
-Procuramos a nossa casa...
-Aqui não é! Só temos duas opções, ou como-vos ou mando-vos daqui para a vossa casa...
E atirou-nos com tanta força, que aterrámos com força no telhado de casa, que por sorte não partiu.

19/05/11

A minha princesa...

Turma mais desportiva: 6ºG


Dia de Ídolos...



Hoje foi dia de Ídolos na Escola. A manhã foi completamente louca! Tive aula normal no 1ºbloco, com o 5ºA. Portaram-se muito bem. Depois, fui com o 5ºD assistir aos ídolos da escola, que é um espectáculo anual de música: instrumento mágico e ídolos.
Senti-me orgulhosa de ver lá muitos dos meus alunos, o Pedro Vinhas, o Diogo, a Rute, a Beatriz Calado, a Melissa...A Beta, o Gonçalo Cavaco e a minha filha, que adora música...ou talvez esse gosto lhe tenha nascido, por gostar do professor.
Também gostei de ver muitas caras de alunos de anos anteriores e até pude conversar um pouco com a mãe da Rita.
Depois...outra surpresa, a minha Direcção de Turma...foi a turma mais desportiva do 6ºano! Foi tão bom, vê-los ir ao palco, um por um...
À tarde, o Artur ficou zangado comigo, porque estabeleci grupos de trabalho, para a próxima aula, que vai ser a minha 2ªaula assistida, mas queria trocar de grupo. Não deixei, pois se ele mudasse, outros quereriam mudar...e é difícil alguns da turma trabalharem em grupo!
Assim sendo, já não participou na aula e, como perdi algum tempo a tentar explicar-lhe e a dizer que ele tem de cumprir regras, tal como os outros...já não completei a tarefa prevista: transformar um texto narrativo, em dramático. Alguns, fizeram...outros não...Ah, já para não falar que só o Fábio Fouto, a Nanetchu, o Nico, O Claudino, a Selma e a Leila fizeram o texto que pedi para casa, há duas semanas atrás!
Bom...mas o dia é de felicidade, por isso, esqueçamos este episódio...Daqui a pouco, volto para a escola, ver a Sara tocar...pois o espectáculo será repetido para os pais.

17/05/11

Pessoas especiais...

"Os anjos são enviados de Deus. Nunca os vimos, mas sentimos a sua presença.
Mas não há só anjos com asas.
Há também anjos que nos dão asas.
Há pessoas que são anjos"

Padre João Teixeira
Pareceu-me apropriado, para o que sinto hoje, em forma de agradecimento a verdadeiras pessoas, que afinal são anjos!
Esses anjos de que falo têm muitos nomes: os amigos, os meus alunos...a mãe da Alice e da Mariana...a mãe do Fábio, do Gonçalo e do Pedro...muitas mães, que se tornaram amigas.
Obrigada.

Ai que rica vida!


Esta é a gata da nossa escola...Assim a fui encontrar, de manhã na sala de professores...Estou a precisar de dormir, como ela!

Memórias do 6ºG...









16/05/11

À maneira do 6ºG é ainda mais cómico!

Ulisses vivia numa ilha grega, que se chamava Ítaca, com a sua mulher Penélope e o seu filho Telémaco.
Era um rei diferente, que gostava de caçar e conversar com o seu povo.
De espírito irrequieto e aventureiro, quando estava em casa só pensava em ir ao encontro de aventuras e do desconhecido porque o que o entusiasmava era o mar.
Mas um dia...aconteceu uma tragédia!
Páris, príncipe troiano raptou a lindíssima rainha grega, Helena.
Ulisses não gostava nada de guerras, por isso, ficou desanimado, porque este acontecimento envolveu gregos e trioanos numa violenta guerra!
Embora contrariado, Ulisses afirmou:
-Bom, vamos lá embora combater contra esses troianos, mas preferia mil vezes ir viajar por terras e mares desconhecidos.
E lá foi. Nos seus barcos embarcaram para Tróia, pensando alegremente que iam ter uma vitória fácil e em breve regressariam. Mas quê? Seria esta uma luta que havia de durar dez anos!
E querem saber como acabou?
Ulisses, que todos diziam ser o mais manhoso dos homens, teve uma ideia: construir um enorme, um gigantesco cavalo de pau, assente num estrado com rodas para se poder deslocar e dentro da barriga desse cavalo se esconderem alguns homens...Mas essa é outra história! O que interessa é que graças a esse cavalo, os gregos venceram os troianos...Tróia ficou completamente destruída! Dizem que “não ficou pedra sobre pedra!”
Cheios de saudades os Gregos meteram-se nos barcos e dirigiram-se para as suas terras. Ulisses reuniu-se com quarenta valentes marinheiros e lá foram num belo navio em direcção a Ítaca... Em pleno mar, Ulisses só pensava em regressar à pátria...
Mal ele sabe que só lá chegará daí a muitos anos...
Os deuses, furiosos, intervieram sob a forma de uma estranha corrente submarina que os ia levando para onde eles não queriam ir.
-Não vale a pena resistirmos agora. Deixemo-nos ir nesta corrente, quando ela abrandar retomaremos o rumo de Ítaca.
Mas a corrente não abrandava nunca! Aumentava, aumentava, aumentava! Já longe de tudo, ao encontro do desconhecido, Ulisses deu um grito:
-Ai meus amigos, onde nós viemos parar!
-Onde foi, onde foi?
-Viemos parar à Ciclópia, às ilhas da Ciclópia...mas, esperem, se não me engano, tivemos uma sorte espantosa!
- Uma sorte espantosa?!
-Sim...Aqui, neste lugar, tudo é ciclópico: os animais, as pedras, as plantas...Os seus habitantes são gigantes com um só olho no meio da testa e que são devoradores de homens...
- Devoradores de homens?!
- Sim, mas acalmem-se, porque esta é a única ilha desabitada. Passei por aqui uma vez ao largo e sei isso muito bem...
Mas Ulisses estava enganado, pois Polifemo, o mais terrível dos gigantes tinha ido morar ali sozinho. Tudo acontecera devido ao seu mau génio terrível, pois zangava-se por tudo e por nada e era o terror de todos os seus irmãos! Dava murros para a direita, murros para a esquerda e já só havia ciclopes de cabeças partidas, braços ao peito...um horror. É verdade que Polifemo depois se arrependia, mas o mal já estava feito. Assim combinaram, entre todos, que Polifemo viveria noutra ilha, sozinho com o seu rebanho...
-Olha, o melhor é tu viveres sozinho. Nós levamos-te para aquela ilha deserta e tu vives lá.
Todas as noites se ouvia:
- Estás bom, Polifemo?
- Estou e vocês?
- Estamos bem. Boa noite!
- Boa noite!
E pronto...mas voltemos a Ulisses e a seus companheiros...desceram do navio, acreditando estar sozinhos, levando consigo um barril de vinho. Foram procurar água e fruta fresca...mas, de repente, avistaram Polifemo e o seu rebanho!
Agora procurar água e comida, passou a ser a sua menor preocupação e, por isso, esconderam-se no meio do rebanho, muito devagar, para não alertar o gigante.
Vendo a entrada de uma gruta, aí se esconderam, esperando pela noite, para fugirem.
Mas uma desgraça nunca vem só, não é verdade? Precisamente no momento em que começavam a sair, eis que começaram a entrar as ovelhas, as cabras, os carneiros e...Polifemo! Só tiveram tempo de se esconder atrás deste ou daquele pedregulho, dos muitos que havia espalhados por ali.
Polifemo trazia um veado às costas e nem reparou nos homens. Foi ordenhar as ovelhas e as cabras, guardou o leite em vasilhas e foi acender uma fogueira no meio da gruta, para assar o veado.
De repente, o que viu ele? Sombras de homens dançando na parede mesmo à sua frente! Deu um salto e começou a gritar:
-Homens, Homens, HOMENS!
Pegou num grande pedregulho e tapou a entrada da gruta. Depois começou a agarrar um homem e outro e outro...e a engoli-los inteiros!
Os marinheiros gritavam e corriam desnorteados...rezavam aos seus deuses e...Ulisses tremia de medo escondido no seu esconderijo.
Finalmente, o monstro já empanturrado só queria dormir. Sentou-se num canto da caverna...e Ulisses saiu do seu esconderijo para lhe falar:
- Quem sois vós, para ousar comer meus companheiros?
- Sou o teu pior pesadelo!
- Bem canibal insensível... Já comeste tanta carne humana, que deves sentir sede.
-Sede?! Tenho, tenho sede...mas se julgam que vou buscar água lá fora para vocês escaparem, estás muito enganado!
- Não é nada disso. É que eu tenho ali um vinho muito bom para ti, mas só to dou a beber se me fizeres um favor.
-Vinho?! Que é isso?
-É uma bebida muito agradável. Queres experimentar?
-Quero. E que favor é que tu me vais pedir?
-Que nos deixes sair daqui vivos estes poucos que somos já...
- Olha que ideia! Esse favor não te faço eu. Mas prometo fazer-te um favor que te digo qual é depois de beber o vinho. Tragam lá esse vinho! Tragam-me esse vinho já, já...
-Alto, seu brutamontes! Só eu dou ordens aos meus escravos! Não repitas a piada!
E Ulisses acrescentou, desta vez para seus companheiros, tentando passar a imagem de um chefe duro e temido:
- Vá, tragam esse vinho, incompetentes!
Polifemo pôs o barril à boca e deu muitos estalinhos com a língua e bebeu tudo até ao fim!
-Isto é bom, muito bom mesmo. Foste simpático para mim e por isso vou fazer--te o favor que te prometi. Sabes qual é? Tu vais ser o último de vocês todos que eu vou comer!
-O quê? Estás a gozar?! Tencionas comer-nos a todos?
Começaram todos a gritar, a chorar e a pedir novamente ajuda aos deuses.
Ulisses, no entanto, resolveu ver se conseguia ainda alguma coisa do ciclope e continuou a conversar com ele:
-Afinal, o que fazes aqui sozinho?
- Os meus irmãos expulsaram-me!
- Pudera! Com essa cara tão feiosa...duvido que alguém te queira por perto!
- Não é nada disso! É porque eu sou muito agressivo!
- A sério?! Não tinha reparado! - disse Ulisses, ironicamente.
- Mas, afinal, como te chamas?
- Polifemo...e tu, pigmeu?
Ulisses tentou improvisar, para que o ciclope não soubesse o seu verdadeiro nome...se as coisas dessem para o torto, jamais alguém descobriria o triste fim do nosso herói.
- Eu...chamo-me...Ninguém!
- Que diabo de nome, tens tu! Só vi um nome igualmente feio, o da minha sogra! Se tu te chamas Ninguém, como se chama a tua mulher?
- Alguém! Porquê?! Tens algum problema? A minha família não é para aqui chamada!
A conversa terminou, pois de súbito, Polifemo adormeceu completamente bêbado!
Ulisses aproveitou para combinar a retirada.
Primeiro resolveram retemperar forças, acabaram de assar o veado e comeram-no, beberam o leite das cabras e descansaram um pouco. Depois pegaram num tronco de árvore fina que ali encontraram e afiaram-no bem na ponta. Nas cinzas da fogueira tornaram essa ponta incandescente e...apontando ao único olho do gigante, exclamaram:
- Um! Dois! Três!
E espetaram o tronco no olho mesmo a meio da testa!
Polifemo acordou e começou aos gritos:
- Acudam, meus irmãos! Acudam, meus irmãos!
- Lá está o Polifemo, outra vez, a chatear-nos a cabeça! Raios partam o homem, sempre com os seus ataques! Mas, enfim, vamos lá ver o que se passa!
- Ó Polifemo, o que tens?
- Ai meus irmão, acudam-me, acudam-me!
- O que foi, Polifemo?
- Ninguém está aqui e Ninguém quer matar-me...
- Pois não, Polifemo, ninguém está aqui e ninguém te quer matar.
- Não é isso, seus palermas! O que eu estou a dizer é que Ninguém está aqui e Ninguém quer matar-me!
- Pois é, rapaz! É o que nós estamos a perceber muito bem: ninguém está aqui e ninguém te quer matar...
- Não é isso, seus idiotas!...
- Deves estar a gozar com a nossa cara e a rir às nossas custas! Fica aí a falar sozinho, que temos mais que fazer...
E lá se foram embora para as suas cavernas, longe.
Quando Ulisses se apercebeu do sucedido, comentou para os seus companheiros:
- A nossa sorte é que o ciclope é ignorante!
Polifemo continuou a gritar, indignado com o que lhe tinham feito! Com tanta fúria, aos saltos, cheio de dores e de raiva, desviou a pedra que tapava a gruta, acabando por fazer mais asneiras, não só deixou escapar os seus prisioneiros, como ainda ficou sem metade do seu rebanho!

Texto elaborado pelo 6ºG, a partir da obra "Ulisses" de Maria Alberta Menéres (adaptado)

Fascinante!

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Bons Sonhos!

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"Poema em P"

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Criar e imaginar

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Momentos...

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" A Menina do Mar"

" A Menina do Mar"

"A viúva e o papagaio"

"A viúva e o papagaio"

"O meu amigo, o sono"

"O meu amigo, o sono"