Sábado, 28 de Janeiro de 2012

"Fadas do Jardim do Rei"

A pedido de um leitor/amigo, que arranja sempre um tempinho para nos visitar, transcrevo o Poema:"Fadas do Jardim do Rei" de Luísa Barreto. Outra grande amiga, no ano anterior, enviou-me um CD, onde este e outros poemas se encontram cantados. A aula decorreu, pois, a cantar o poema. No final, cada aluno escreveu um pequeno comentário sobre o poema. De resto, o poema vem no manual deles.

"Fadas do jardim do Rei
musgos onde ninguém vai
eu sei dum segredo, sei
dizem-no as fadas ao Rei
mas só quando a tarde cai:
É preciso saber ver
ver que em tudo há um segredo
não é preciso ter medo
o que é preciso é viver...
Ao entardecer eu sei
que vêm fadas bailar
ao fim do jardim do Rei
eu já com elas dancei
voltei pr`a casa a cantar!
Dizem que eu sou distraída
que me esqueço desta vida
que eu ando sempre a sonhar...
Que as fadas são fantasia
que eu ando a dormir de dia
que eu preciso acordar...
Mas isso não é verdade
há também realidade
naquilo que não se vê...
Sei que há fadas no jardim
quando as há dentro de mim
e quando o coração crê!..."

( Maria Luísa Barreto )

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Mariana Lampreia...a minha artista!

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Mais uma artista!

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outono, visto pela Raquel, 5ºA

Gonçalo Cavaco..."the best"!

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"Se eu não fosse imperador,desejaria ser professor.Não conheço missão maior e mais nobre que a de dirigir as inteligências jovens e preparar os homens do futuro."

D.PedroII

" Não se vê bem senão com o coração. O essencial é invisível para os olhos"

Antoine de Saint- Exupéry - " O Principezinho"

A Bruxa Castanha


Numa casa muito estranha
Toda feita de chocolate
Vivia uma bruxa castanha
Que adorava o disparate
Punha os copos no fogão
As panelas na banheira
Os sapatos nas gavetas
As meias na frigideira
Escrevia com fios de água
Dormia sempre de pé
Cozinhava numa cama
E comia no bidé
Varria a casa com garfos
Limpava o pó com farinha
Deitava 100 gatos na sala
E dormia na cozinha.
António Mota
SER PROFESSOR
"Ser professor é ser artista
malabarista,
pintor, escultor, doutor,
musicólogo, psicólogo...
É ser mãe, pai, irmã, avó,
é ser palhaço, bagaço...
É ser ciência e paciência...
É ser informação.
É ser acção,é ser bússola, é ser farol.
É ser luz, é ser sol.
Incompreendido? ...Muito.
Defendido? Nunca.
O seu filho passou?...
Claro, é um génio.
Não passou?
O professor não ensinou.
Ser professor
é um vício ou vocação?
É outra coisa...
É ter nas mãos o mundo de amanhã.
Amanhã.
Os alunos vão-se...
E ele, o mestre, de mãos vazias,
fica com o coração partido.
Recebe nova turmas,
novos olhinhos ávidos de cultura
e ele, o professor, vai despejando
com toda a ternura, o saber, a orientação
nas cabecinhas novas que amanhã
luzirão no firmamento da pátria
Fica a saudade
A amizade.
O pagamento real?
Só na eternidade."
Autor desconhecido

Provérbio Judaico

"Aprendi muito com os meus mestres, mais com os meus companheiros e mais ainda com os meus alunos."

Alice Vieira

Alice Vieira
Alice Vieira nasceu em 1943 em Lisboa. É licenciada em Germânicas pela Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa. Em 1958 iniciou a sua colaboração no Suplemento Juvenil do Diário de Lisboa e a partir de 1969 dedicou-se ao jornalismo profissional. Desde 1979 tem vindo a publicar regularmente livros tendo, actualmente editados na Caminho, cerca de três dezenas de títulos.

Recebeu em 1979, o Prémio de Literatura Infantil Ano Internacional da Criança com Rosa, Minha Irmã Rosa e, em 1983 com Este Rei que Eu Escolhi, o Prémio Calouste Gulbenkian de Literatura Infantil e em 1994 o Grande Prémio Gulbenkian, pelo conjunto da sua obra. Recentemente foi indicada pela Secção Portuguesa do IBBY (International Board on Books for Young People) como candidata portuguesa ao Prémio Hans Christian Andersen. Trata-se do mais importante prémio internacional no campo da literatura para crianças e jovens, atribuído a um autor vivo pelo conjunto da sua obra.

Alice Vieira é hoje uma das mais importantes escritoras portuguesas para jovens, tendo ganho grande projecção nacional e internacional. Várias das suas obras foram editadas no estrangeiro.

Ler pelo prazer de Ler!

"... a arte de ler é exactamente igual à de tocar piano ou qualquer outro instrumento. Como se aprende a gostar de piano? O gostar começa pelo ouvir."
Rubem Alves

Quantos me visitam!