Quarta-feira, 25 de Janeiro de 2012

Um sonhou a preto e branco ou talvez...não!

A partir de uma frase, que "roubei" à Teresa Martinho, uma aluna escreveu este texto, que prometi divulgar...mas o tempo nunca me chega para realizar os sonhos todos deles e...demorei muito a partilhar a escrita da Catarina...Cá vai, com um pedido de desculpas, pela demora...

"Era uma vez um sonho muito infeliz, porque nunca ninguém o tinha sonhado..."

...nesse sonho só existiam coisas más, ele era o mais triste dos sonhos, o mais solitário. Ninguém sabia que aquele sonho tão solitário, era também o mais simpático.

Nunca ninguém se importava com ele, até ao dia em que uma menina o sonhou!

-O sonho era estranho! Era tudo a preto e branco!-desabafou a menina, quando contou aos pais, o que sonhara. Não sei, eram animais diferentes, estranhos, que eu nunca vi, era estranho!-continuou a explicar a menina.

Na noite seguinte, infelizmente, a menina teve um sonho idêntico: tudo a preto e branco, ela rodeada de coisas estranhas, jamais vistas!

E esses sonhos, melhor dizendo, pesadelos, foram acontecendo, noite, após noite...

Mas uma noite...tudo mudou. Ela sonhou com a família, os amigos e sentia-se imensamente feliz...Então, o sonho foi mudando de cor, deixou de ser a preto e branco, para passar a ter cores vivas e alegres, deixou de ter coisas estranhas e esquisitas, para ser o mais alegre e o mais bonito.

A partir dessa noite, o sonho deixou de ser infeliz e solitário e passou a ser alegre, graças à menina que se atreveu a ter sonhos cor de rosa.

Catarina M., 6ºA

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Mariana Lampreia...a minha artista!

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Mais uma artista!

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outono, visto pela Raquel, 5ºA

Gonçalo Cavaco..."the best"!

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"Se eu não fosse imperador,desejaria ser professor.Não conheço missão maior e mais nobre que a de dirigir as inteligências jovens e preparar os homens do futuro."

D.PedroII

" Não se vê bem senão com o coração. O essencial é invisível para os olhos"

Antoine de Saint- Exupéry - " O Principezinho"

A Bruxa Castanha


Numa casa muito estranha
Toda feita de chocolate
Vivia uma bruxa castanha
Que adorava o disparate
Punha os copos no fogão
As panelas na banheira
Os sapatos nas gavetas
As meias na frigideira
Escrevia com fios de água
Dormia sempre de pé
Cozinhava numa cama
E comia no bidé
Varria a casa com garfos
Limpava o pó com farinha
Deitava 100 gatos na sala
E dormia na cozinha.
António Mota
SER PROFESSOR
"Ser professor é ser artista
malabarista,
pintor, escultor, doutor,
musicólogo, psicólogo...
É ser mãe, pai, irmã, avó,
é ser palhaço, bagaço...
É ser ciência e paciência...
É ser informação.
É ser acção,é ser bússola, é ser farol.
É ser luz, é ser sol.
Incompreendido? ...Muito.
Defendido? Nunca.
O seu filho passou?...
Claro, é um génio.
Não passou?
O professor não ensinou.
Ser professor
é um vício ou vocação?
É outra coisa...
É ter nas mãos o mundo de amanhã.
Amanhã.
Os alunos vão-se...
E ele, o mestre, de mãos vazias,
fica com o coração partido.
Recebe nova turmas,
novos olhinhos ávidos de cultura
e ele, o professor, vai despejando
com toda a ternura, o saber, a orientação
nas cabecinhas novas que amanhã
luzirão no firmamento da pátria
Fica a saudade
A amizade.
O pagamento real?
Só na eternidade."
Autor desconhecido

Provérbio Judaico

"Aprendi muito com os meus mestres, mais com os meus companheiros e mais ainda com os meus alunos."

Alice Vieira

Alice Vieira
Alice Vieira nasceu em 1943 em Lisboa. É licenciada em Germânicas pela Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa. Em 1958 iniciou a sua colaboração no Suplemento Juvenil do Diário de Lisboa e a partir de 1969 dedicou-se ao jornalismo profissional. Desde 1979 tem vindo a publicar regularmente livros tendo, actualmente editados na Caminho, cerca de três dezenas de títulos.

Recebeu em 1979, o Prémio de Literatura Infantil Ano Internacional da Criança com Rosa, Minha Irmã Rosa e, em 1983 com Este Rei que Eu Escolhi, o Prémio Calouste Gulbenkian de Literatura Infantil e em 1994 o Grande Prémio Gulbenkian, pelo conjunto da sua obra. Recentemente foi indicada pela Secção Portuguesa do IBBY (International Board on Books for Young People) como candidata portuguesa ao Prémio Hans Christian Andersen. Trata-se do mais importante prémio internacional no campo da literatura para crianças e jovens, atribuído a um autor vivo pelo conjunto da sua obra.

Alice Vieira é hoje uma das mais importantes escritoras portuguesas para jovens, tendo ganho grande projecção nacional e internacional. Várias das suas obras foram editadas no estrangeiro.

Ler pelo prazer de Ler!

"... a arte de ler é exactamente igual à de tocar piano ou qualquer outro instrumento. Como se aprende a gostar de piano? O gostar começa pelo ouvir."
Rubem Alves

Quantos me visitam!