"Só se vê bem com o coração, o essencial é invisível aos olhos"

"Só se vê bem com o coração, o essencial é invisível aos olhos"

29/09/12

Ilustração de um Poema de Teresa Martinho Marques.







No primeiro dia de aulas, recebi os meus alunos com este poema, sibre o qual falaram, após leitura e interpretação...Gostei muito da visão deles sobre o poema. Depois, pedi para ilustrar...Deixo-vos com algumas dessas ilustraçoes, pedindo desculpa ais outros alunos, mas todos irão ter cá trabalhos. Não me esquecerei de nenhum.
Obrigada, Teresa, pelo lindo POEMA.

27/09/12

Se...

Se eu fosse um objeto, seria uma peça de Museu, porque assim seria famoso.
Se eu fosse uma cor, seria o laranja, porque é a cor do SOL.
Se eu fosse um animal, seria um cão, porque podia descansar, sempre que quisesse!
Se eu fosse uma flor, seria uma tulipa, porque há tulipas azuis e adoro a cor azul.
Se eu fosse uma letra, seria a letra A, porque seria a primeira letra do alfabeto.
Se eu fosse um número, seria o 6, porque é um número que dá sorte.
Desejo, um dia, ser dono de um café, para servir petiscos.
Receio morrer cedo, porque quero viver muitas coisas.
Gosto de gelado de chocolate.
 
 
André Magni, 5ºD

24/09/12

Se....

Se eu fosse um objeto, seria um corretor, porque gostava de apagar as pessoas falsas.
Se eu fosse uma cor, seria o branco, porque é a cor da paz.
Se eu fosse um animal, seria um leão, para proteger as pessoas que amo.
Se eu fosse uma flor, seria o malmequer, porque é a flor que mostra o Amor das pessoas.
Se eu fosse uma letra, seria o A, porque AMOR começa com  A...
Se fosse um número, seria o oito, porque se o virar se torna infinito.
Adoro o chupa, porque é doce!
Receio a crise, porque nos pode destruir.
Desejo que a escola me corra bem, porque quero tornar-me num homem bem formado!


                                                                                    Nuno, 5ºE

 

Para mim ler é...

Para mim, ler é ir para outra dimensão...
Cheia de imaginação
Onde tudo pode acontecer!
Descobrir novas coisas
Que nunca ouvi falar
Seja na terra, no céu
Ou no mar...
Viajar sem parar, sem pensar...
Até o livro acabar!
 
Estevão, 6ºA
 
 
 
Para mim, ler é como uma aventura
Como se entrasse dentro do livro
E vivesse a ação.
Para mim, ler é viver outro mundo e é como se saísse do meu mundo...
Quando regressasse, veria que estava a imaginar.
 
André, 6ºA
 
 
Para mim, ler é...Navegar pela nossa imaginação, descobrindo cada momento e cada história, que esse livro nos proporciona, mergulhando no arco-íris, sempre na esperança de relaxar e descansar, é cobrir o céu de estrelas, cada uma  com a sua história, é passear e conhecer um pouco mais de mim mesma!
Para mim, LER É ESPECIAL!
 
Inês Costa, 6ºA



23/09/12

O pássaro Verde...de Alice Vieira

" Um dia adoeceu o pássaro verde.
A princesa chorava sem saber o que fazer. Olhava para ele e cada dia o via mais magro e sem forças, as penas a perderem o brilho, o canto a esvair-se na garganta.
-Diz-me o que posso fazer para te curar-pediu-lhe a princesa."
O pássaro, muito doente e frágil, respondeu:
-Vai ao feiticeiro na aldeia, que fica perto daqui.Ele poderá ajudar...
Ela foi a correr à aldeia, mas quando lá chegou viu tudo fechado: portas, janelas...tudo!Batia às portas, mas ninguém abria. Sentia-se desesperada,sem saber o que fazer...
De súbito, viu um homem a passar na rua e ela perguntou-lhe pelo feiticeiro, porém não obteve resposta!
Mais adiante, viu outro homem carregado de poções e a princesa inquiriu:
-És o feiticeiro?
-Sim...Finalmente, encontraste-me!
-Preciso de ajuda para um amigo, que está muito doente.
O feiticeiro acompanhou-a ao palácio, onde o pássaro estava quase morto!
O feiticeiro fez um feitiço e conseguiu curá-lo...Nesse instante, o pássaro verde transformou-se num belo príncipe, pois havia sido amaldiçoado pela bruxa horrível da aldeia.
A partir desse instante, na aldeia, voltou a haver vida: as janelas e portas abriram-se e todos vieram festejar nas ruas.
A princesa e o príncipe acabaram por casar e parece que viveram felizes para sempre.
                                                                                                Rodrigo, 5ºE

13/09/12

Fazer acreditar que todos conseguem...

Neste início de ano letivo, gostaria de recordar que criar expectativas positivas nos nossos alunos, pode marcar toda a diferença...Sobretudo, nos alunos mais novos, pois, se perceberem que deixamos de acreditar neles...perdemos a "guerra"...e garantimos o insucesso.
Ouvimos, por vezes, nas primeiras reuniões muitas palavras negativas...mas devemos esquecê-las e tentar sempre...insistir...para que eles não desistam de si próprios, nem deixem de acreditar.
Estou à vossa espera de braços abertos...o meu 6ºA e duas turmas novas de 5º ano.

08/09/12

Ouça e divirta-se...Excelente!

Recebi, por mail, de um antigo aluno...dqueles que ficam para sempre na nossa vida. Obrigado, Igor.

05/09/12

Era uma vez... Não! Eram sete vezes!

Não!... Espera aí! Esta história não começa assim! Não era uma vez... era uma, duas, três, quatro... sete vezes. Eram... sete meninos! Os meninos arco-íris... sempre juntinhos, na verdade eram irmãos.
Havia o menino Vermelho, de tanto se zangar com os irmãos mais novos, que um dia, depois de uma longa discussão com o Anil, o seu segundo irmão mais novo, decidiu abandonar os seus irmãos, e claro, o arco-íris! Que desgraça! Vermelho, o irmão mais velho abandonar os seus companheiros! Âmbar, como segundo irmão mais velho decidiu pedir aos outros conjuntos de arco-íris dos outros sítios para encontrar o Vermelho.
Violeta era o irmão mais novo e sempre se dera muito bem com o vermelho, que o ensinava a ser um menino do arco-íris, o Vermelho era o seu Ídolo.
Violeta decidiu então ir procurar o irmão. Só que não podia ir sozinho. Chamou Anil para o ajudar e Anil concordou, para ver se o Vermelho fazia as pazes com ele. Partiram os dois para o bosque. Procuraram nas árvores, nas tocas, mas onde poderia estar aquele Vermelho?
Foi o Violeta que pensou:
_ Já sei onde ele possa estar, no Sol!
_ Porquê?- perguntou o Anil.
_ Porque é o seu sítio preferido, anda... vamos!
Foram até ao Sol e lá encontraram o Vermelho, num dos raios, os de Pôr-do-Sol.
Violeta tomou a palavra:
_ Maninho, estou aqui e o Anil também, por favor façam as pazes.
_ Violeta, o problema não foi do Anil, foi meu, eu sou o irmão mais velho do arco-íris, sou o "chefe" e olha, passei-me com o Anil e pensei " os meus irmãos não merecem um chefe tão temperamental como eu" e refugiei-me aqui.
_ E que tal se o Âmbar for o novo chefe - sugeriu o Anil.
_ Mas isso ia estragar a tradição dos arco-íris! - reclamou o Vermelho.
_ Preferes estragar a tradição ou desiludir os teus irmãos? - perguntou o Violeta.
_ Tens razão, é melhor assim, além do mais o Âmbar sempre foi muito melhor chefe do que eu.
Os três regressaram ao arco-íris onde foram acolhidos pelos outros irmãos. Fizeram uma enorme festa nesse dia. A partir daí o arco-íris deles, se repararem bem, tornou- tão brilhante como os raios de sol e como o brilho nos olhos de uma criança.
Joana Anselmo

Gansolina, a gansinha que não queria ir para a escola grande!


Numa pequena aldeia de província chamada Guardagansos, vivia uma gansinha que, por estes dias, apresentava um ar bem pálido. As asas de Honorina tremiam e a gansinha tropeçava nas suas grandes patas. E, contudo, nem sequer era a época da caça. Nessas alturas, muitos gansos ficavam doentes de pura inquietação. A mãe colocou o termómetro debaixo da asa da filha, como fazem todos os gansos quando querem saber se têm febre.
─ Não tens temperatura ─ anunciou. ─ Tanto melhor.
Por precaução, chamaram o Dr. Campo, o médico da capoeira. Este chegou de bicicleta, vestido com um smoking, e trazia um charuto ao canto do bico. Era a sua indumentária habitual:
─ Não vejo faringite, nem laringite, nem otite, nem apendicite, nem sinusite, nem dinamite ─ concluiu, após uma breve observação da doente.
Tirou o livro de receitas do casaco, pegou numa pluma das suas e molhou-a no seu tinteiro. Escreveu: doze bombons de morango por dia, um chocolate quente (com muitas natas), e uma fatia de bolo de castanhas.
─ Porquê bolo gelado de castanhas? ─ interrogou-se a Mãe Gansa, que se espantava sempre com as receitas do Dr. Campo.
─ Porque é delicioso e, neste momento, a sua filha precisa de mimos ─ respondeu o desconcertante médico.
E sussurrou ao ouvido da mãe:
─ Sei perfeitamente qual é a doença da Honorina. Tem dores de escola!
─ Dores de escola? ─ espantou-se a mãe.
Com o seu dedo patudo, o médico indicou na sua agenda a data do primeiro dia de aulas. A mãe sorriu, cúmplice. O extravagante médico tinha razão. Honorina tinha pavor de ir para a Escola Grande.
Desde o início das férias que a mãe lhe dizia:
─ Atenção, Honorina! Vais entrar para a Escola Grande. Na Escola Grande, acabaram-se os brinquedos, o trenó, as bonecas, as casinhas, os bombons, os aniversários. É uma escola a sério!
Quantas vezes tinha a gansinha ouvido já esta expressão “É uma escola a sério!”? Todos lhe diziam que agora era crescida: a tia, a avó, a padeira… E Honorina perguntava-se o que se faria de tão sério assim naquela escola.
─ Talvez tenhamos de fazer o pino. Talvez tenhamos que pintar com as nossas próprias plumas. Talvez tenhamos que conhecer todas as plumas da capoeira. Ou contar milhares de grãos. E talvez nos enfiem num quarto escuro em vez de nos deixarem ir ao recreio e nos depenem como se fôssemos galinhas vulgares…
Está-se mesmo a ver que Honorina tinha uma imaginação muito fértil… O que é normal quando nos sentimos inquietos. Morria de medo só de pensar em todas aquelas hipóteses. Não se costumava dizer “Burra como uma gansa”? Talvez se rissem dela na turma, caso dissesse uma asneira tão grande como ela. E se lá só houvesse perus, pavões, e uma professora galinha insolente, que cacarejaria com má cara e distribuísse bicadas a torto e a direito? Quando Honorina fechava os olhos, via uma casa enorme, enormíssima, com paredes brancas e frias como um hospital. E via-se perdida, no meio daquilo tudo…
Quando a pequena gansa estava a pensar nisto tudo, a mãe entrou no quarto com uma chávena de chocolate quente e uma fatia de bolo de castanhas. Sentou-se e, enquanto acariciava a testa da filhinha, abanava a cabeça. Não sabia como a sossegar. Ela própria não se sentia sossegada. Tinha a impressão de que a sua menina tinha crescido depressa demais, e de que não precisava tanto da mãe. Vê só como se metem ideias falsas na cabeça das pessoas! É que a Honorina achava que a mãe queria ver-se livre dela!
Perguntou à mãe, num fiozinho de voz:
─ Mamã, quando eu for para a Escola Grande, vais estar sempre por perto para me fazeres um chocolate quente? E haverá lá alguém para me ajudar, quando eu me sentir perdida?
A mãe pôs a asa em volta da filha. Os olhos brilhavam-lhe:
─ Honorina, não te apoquentes. Eu vou estar lá contigo, sentada num cantinho da tua secretária.
E murmurou outras coisas ao ouvido da filha, coisas que só as mães sabem dizer às filhas. Histórias que falam de uma criança que cresceu, mas que ainda é criança.
Honorina sorriu. Sentia-se muito melhor. Seria o efeito do chocolate quente, do bolo, ou das palavras açucaradas da mãe? Os seus olhos pestanejaram. Sentia-se tão segura agora que adormeceu debaixo da asa da mãe.

É tão bom, às vezes, ainda ser pequeno …
Sophie Carquain, via Eduarda Abreu

Fascinante!

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Bons Sonhos!

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"Poema em P"

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Criar e imaginar

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Momentos...

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" A Menina do Mar"

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"A viúva e o papagaio"

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"O meu amigo, o sono"

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