"Só se vê bem com o coração, o essencial é invisível aos olhos"

"Só se vê bem com o coração, o essencial é invisível aos olhos"

05/09/12

Era uma vez... Não! Eram sete vezes!

Não!... Espera aí! Esta história não começa assim! Não era uma vez... era uma, duas, três, quatro... sete vezes. Eram... sete meninos! Os meninos arco-íris... sempre juntinhos, na verdade eram irmãos.
Havia o menino Vermelho, de tanto se zangar com os irmãos mais novos, que um dia, depois de uma longa discussão com o Anil, o seu segundo irmão mais novo, decidiu abandonar os seus irmãos, e claro, o arco-íris! Que desgraça! Vermelho, o irmão mais velho abandonar os seus companheiros! Âmbar, como segundo irmão mais velho decidiu pedir aos outros conjuntos de arco-íris dos outros sítios para encontrar o Vermelho.
Violeta era o irmão mais novo e sempre se dera muito bem com o vermelho, que o ensinava a ser um menino do arco-íris, o Vermelho era o seu Ídolo.
Violeta decidiu então ir procurar o irmão. Só que não podia ir sozinho. Chamou Anil para o ajudar e Anil concordou, para ver se o Vermelho fazia as pazes com ele. Partiram os dois para o bosque. Procuraram nas árvores, nas tocas, mas onde poderia estar aquele Vermelho?
Foi o Violeta que pensou:
_ Já sei onde ele possa estar, no Sol!
_ Porquê?- perguntou o Anil.
_ Porque é o seu sítio preferido, anda... vamos!
Foram até ao Sol e lá encontraram o Vermelho, num dos raios, os de Pôr-do-Sol.
Violeta tomou a palavra:
_ Maninho, estou aqui e o Anil também, por favor façam as pazes.
_ Violeta, o problema não foi do Anil, foi meu, eu sou o irmão mais velho do arco-íris, sou o "chefe" e olha, passei-me com o Anil e pensei " os meus irmãos não merecem um chefe tão temperamental como eu" e refugiei-me aqui.
_ E que tal se o Âmbar for o novo chefe - sugeriu o Anil.
_ Mas isso ia estragar a tradição dos arco-íris! - reclamou o Vermelho.
_ Preferes estragar a tradição ou desiludir os teus irmãos? - perguntou o Violeta.
_ Tens razão, é melhor assim, além do mais o Âmbar sempre foi muito melhor chefe do que eu.
Os três regressaram ao arco-íris onde foram acolhidos pelos outros irmãos. Fizeram uma enorme festa nesse dia. A partir daí o arco-íris deles, se repararem bem, tornou- tão brilhante como os raios de sol e como o brilho nos olhos de uma criança.
Joana Anselmo

3 comentários:

ALUISIO CAVALCANTE JR disse...

Querida amiga

As metáforas
contidas em histórias
assim,
despertam em minha vida
a alegria.


Que haja sempre em ti,
o olhar da alegria.

Joana Anselmo disse...

Obrigado pela sua descrição poética do meu texto e agradeço à professora isabel prto porque este texto fui tudo graças a ela. Obrigado

Isabel Preto disse...

MInha querida Joana, que saudades! Vai continuando a publicar.
Beijos.

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