"Só se vê bem com o coração, o essencial é invisível aos olhos"

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12/11/13

Contadores de Histórias...

A propósito do conto tradicional, pedi aos alunos do 6ºI uma pesquisa sobre o tema...Assim, tivemos uma aula especial: cada um apresentou um conto à sua maneira.
Houve alunos que leram, mas outros surpreenderam! O Diogo cantou uma parte do seu conto. Foi fabuloso! A Carla trouxe um Conto da sua terra de origem: a Guiné Bissau e também o contou, sem precisar de papel, qual contadora de histórias.
Recordámos: " O velho, o rapaz e o burro", contado pelo Daniell; "O burro e o azeiteiro", pela Nicole; "A velha e a cabaça", pelo André...entre muitos outros.
Foi de facto, uma aula que correu bem e me deliciou.
Aqui fica um desses contos:

Foi
Era uma vez uma velhinha que vivia sozinha numa pequena casa junto a um bosque onde ela gostava muito de passear.
Um dia quando ia para o casamento da sua filha teve que atravessar todo o bosque a pé. Ia ela a apreciar o passeio quando encontrou uma raposa, que lhe disse:
– Vou-te comer, velhinha!
– Não faças isso agora – respondeu a velhinha – é que eu vou ao casamento da minha filha, quando voltar venho mais gordinha.
E a raposa deixou-a continuar o seu caminho. Um pouco mais à frente encontrou um grande lobo.
– Não passas aqui sem que eu te coma – disse o lobo.
A velhinha respondeu:
– Agora não, eu vou ao casamento da minha filha e vou voltar mais gordinha.
E o lobo também a deixou ir embora. No casamento da filha, a velhinha divertiu-se muito e comeu muito também. Quando já estava para ir embora e voltar para casa, lembrou-se do lobo e da raposa que estavam à espera dela. Então contou a história à filha e ficaram as duas a pensar numa forma para a velhinha voltar para casa sem ser vista. Foram então à procura de alguma coisa onde a velhinha se pudesse esconder, experimentaram vários objetos, panelas, barris, e então encontraram uma grande cabaça onde ela cabia e conseguia espreitar para poder ver. No caminho de volta para casa a velhinha ia rodando a cabaça. Quando passou pelo lobo eu perguntou:
– Viste por aí uma velhinha?

– Nem velhinha nem velhão, roda cabacinha, roda cabação – respondeu-lhe a velhinha. E continuou o seu caminho escondida dentro da cabaça.
Já ia um pouco mais descansada por ter conseguido enganar o lobo, quando a raposa se pôs no seu caminho.
– Viste por aí uma velhinha? – perguntou-lhe a raposa.
A velhinha respondeu:
– Nem velhinha nem velhão, roda cabacinha, roda cabação!
Pouco depois chegou a casa em segurança, bateu com a cabaça numa grande pedra que estava perto da porta e saiu de lá de dentro. A velhinha continuo a dar os seus passeios, mas noutro sítio do bosque para não se cruzar novamente com o lobo e a raposa e eles ainda hoje continuam à espera que a velhinha volte do casamento da filha.

4 comentários:

Anónimo disse...

Ainda hoje tenho saudades do tempo em que as minhas histórias voavam do papel do meu caderno para este blog,bons tempos
Pedro Ferreira

Isabel Preto disse...

Meu querido Pedro, também eu tenho saudades desse tempo, da tua turma e, sobretudo de ti. Guardo com muitas saudades o caderno que me ofereceste e tenho na lembrança todas as tuas memórias, textos e momentos. Serás sempre especial, para mim. Adoro-te e aprecio que ainda visites o blog.
Já agora, quando fizeres textos interessantes, envia-mos, que eu terei todo o gosto em os publicar.
Mil beijos.

Anónimo disse...

Na vida os momentos pação mas tudo de bom não se esquece sobretudo pessoas boas como você que alem de ser uma boa professora e uma excelem-te amiga. sofia fouto

Isabel Preto disse...

Também a Sofia é uma excelente amiga e adoro os seus filhos. Tive muita sorte de ter o privilégio de ser professora do Fábio: um dos tesouros mais lindos que a vida me ofereceu.
Beijos.

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