"Só se vê bem com o coração, o essencial é invisível aos olhos"

"Só se vê bem com o coração, o essencial é invisível aos olhos"

12/03/14

À conversa com o poeta: papel e caneta!

Imagina que o papel olhou para o poeta e disse:
-Puxa a cadeira, senta-te e vamos conversar...


"-Mas, não quero, já estou farto...Todos me criticam!!!
- Não ligues a essas pessoas. A tua imaginação é que conta, escreve o que te vai na alma, vai haver alguém que vai gostar...
-Mas tudo me sai mal e, se as pessoas criticam, ainda fico pior!
- Mas não ligues, eu estou a ficar velho e eu não queria ser esquecido e que me deitassem fora, como lixo- disse tristemente.
Tens algum sonho, folha?
-Sim, desde há muito tempo! Sempre tive um sonho de fazer parte de um livro de poesia.
- Bem, eu gostava de considerar essa hipótese mas...
- Mas, nada! Vais escrever um livro e, se quiseres, faço parte desse livro.
- Então e escrevemos sobre o quê?
-Sobre a tua vida!
- A minha vida não tem nada de interessante!
-Tem sim, quem me dera ter pernas, ser humano, ter olhos, braços, para poder correr ao vento, ver as belas paisagens e poder conhecer miúdas giras! A vida de uma folha não tem interesse...
-Pois prometo que não te vou deitar fora e vais fazer parte desse livro com que sonhas. Vamos escrever o livro mais lindo do mundo, pois já percebi...há poesia em toda a parte!"

                                                                                                 Diogo, 7ºF
" Podíamos deixar essa conversa para amanhã!
- Nunca ouviste dizer que não devemos deixar para amanhã, o que podemos fazer hoje?
      No recôndito conto mágico
A coruja sacode as penas e voa
Mostrando ao mundo a sua elegância
Lá do alto, observa a raposa e a sua ganância!


Ó pretenciosos animais da floresta
Deveríamos ser amigos
Altruístas e darmos
Uma grandiosa festa!

E na sua viagem corujal
Depara-se com o brioso falcão
Que ao abrir as asas manifestou o seu lado pavão!"

Carlos Louro, 7ºF


"Com o olhar da caneta
Não podia negar
Dei asas à imaginação
E comecei a dialogar

Deixei de mãos abertas
Uma magia me enfeitiçar
Mas quando nisso pensei
Uma dádiva acabou por me ganhar

Mas tu és um poeta
Saberás o que fazer
És rei da escrita
Palavras podes contradizer

A caneta parou-me na mão
Senti uma outra magia
Acho que nunca mais parei de escrever
Desde aquele dia

Hoje estou num canto
E p`ra vocês a escrever
Palavras estas são puras
É tudo que posso dizer"

Leonel, 7ºF

"Sabemos os segredos um do outro
Tu podes contar comigo e eu posso contar contigo
É verdade velha amiga, já nos conhecemos há alguns anos.
Na manhã da vida, as incertezas espreitam a cada olhar.
O vento sopra na direção errada
E os rios espalham as águas a nadar.
As árvores abanam as folhas agitadas.
E as aves voam para longe magoadas.
Lá longe, o horizonte ganha novas cores
O poeta olhou para o papel e disse:
- Arruma a caneta, amanhã, vamos continuar!"

Patrícia, 7ºF

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