"Só se vê bem com o coração, o essencial é invisível aos olhos"

"Só se vê bem com o coração, o essencial é invisível aos olhos"

10/03/16

Serra da Estrela, no tapete voador


Olá! Chamo-me Miguel e vou contar-vos como concretizei o meu sonho de ir à Serra da Estrela. 
Estava eu no meu quarto, quando o tapete começou a esvoaçar no ar! A princípio fiquei muito assustado, mas o tapete tranquilizou-me e disse:
- Não te assustes, eu não te faço mal!
Fui ficando mais confiante e, por isso, pedi:
- Leva-me à Serra da Estrela. Quero tanto ver a neve!
O tapete concordou e lá fomos nós.
Quando lá cheguei, fiquei muito feliz por, finalmente, ver o meu sonho realizado.
Tirei imensas fotografias, para mais tarde recordar.  Diverti-me imenso! Fiz um boneco de neve, fiz bolas de neve e atirei-as para longe, escorreguei na neve...foi o melhor dia da minha vida.
Quando chegou a hora de regressar, estava muito contente porque tinha fotografias da neve e também porque tinha comprado uma caixa com neve artificial, para mostrar aos amigos e aos meus pais.
Assim, nunca esqueceria aquela viagem à Serra da Estrela.




Miguel, 5ºJ

Tapete Voador II


Hoje estava sentado no tapete, a pensar nas minhas notas de Português, quando, de repente, o tapete ganhou vida e perguntou-me:
- Onde queres ir?
Meio assustado, respondi que queria dar a volta ao mundo.
O tapete voltou a perguntar:
- E queres começar por onde?
Quero ir a França, a Paris, ver a Torre Eiffel.
- Prepara-te!- exclamou o tapete.
Num abrir e fechar de olhos, vi-me ao pé da torre Eiffel. Subi até ao cimo e fiquei pasmado com a visão magnífica de Paris! Não me cansava de tirar fotografias, de descobrir os monumentos, de ver as pessoas lá em baixo, tão pequeninas que mais pareciam umas formigas! Esperei até anoitecer, pois à noite, a vista transformava-se num espetáculo de luzes. Percebi porque é que chamam cidade luz a esta cidade tão romântica ! Foi realmente deslumbrante!
O tapete combinou que me levaria a todos os cantos do mundo, mas tive de regressar a casa, com muita pena minha.
Passados alguns dias, voltei a ouvir a voz do tapete:
- Então, onde vamos hoje?
-A uma ilha paradisíaca e quente.
Num ápice, lá estava eu numa praia magnífica nas Caraíbas! As ondas eram fabulosas! Fiz surf e passei um dia magnífico, até que chegou a hora de regressar a casa, o que não me agradava nada!
Passaram-se alguns dias e o tapete mudo. Comecei a recear que as minhas viagens acabassem, mas numa bela noite, o tapete voltou a falar. Fomos a Itália, a Veneza, uma cidade onde se pode observar e apreciar toda a beleza dessa magnífica cidade, passeando de Gôndola pelos canais de Veneza.
Dei comigo a pensar que, um dia, iria voltar, quando tivesse namorada, pois pareceu-me a coisa mais romântica do mundo.
Despertei dos meus pensamentos com a voz do tapete a recordar-me que eram horas de regressar a casa.
Nessa noite, prometeu-me que o meu sonho de ver o mundo se ia realizar.



Daniel, 5ºJ

Viagem dentro do Livro


Estava no meu quarto a ler um livro de fantasia sobre a Alice no País das Maravilhas. Pensei como seria se eu fosse a Alice. Continuei a ler, entusiasmada. De repente, no livro, a Alice comeu uma fatia de bolo e ficou muito pequena! Ao virar a página vi uma pequena porta de papel, que abria e fechava. Abri-a e reparei numa pequena fatia de bolo que parecia querer convidar-me a provar. Para meu espanto, agarrei na fatia e reparei que era uma fatia verdadeira. Tive curiosidade e comi-a.
Ao comê-la, comecei a encolher e a entrar no livro! Fechei os olhos e, quando os abri, estava numa sala, cuja porta estava aberta. Ao olhar lá para fora, pareceu-me ver um jardim. Claro que corri logo para fora da sala para ver o jardim, não fosse eu tão curiosa!
Por detrás da porta, estava mesmo um maravilhoso e lindo jardim, com flores perfumadas, de diferentes formas e feitios. Era magnífico!
Comecei a explorar aquele mundo encantado e encontrei um gato muito simpático, que me ajudou a explorar aquele labirinto. Cruzei-me com um chapeleiro, que me fez um lindo chapéu e, como estava muito cansada, o chapeleiro levou-me até à casa dele e disse-me que podia descansar.
Mal me deitei na cama, adormeci logo. 
De manhã, estava no meu quarto com o livro junto de mim.
Confesso que não sei ao certo o que se passou. Talvez tenha sido um sonho, talvez o livro me tenha feito viajar, ou, quem sabe, entrei mesmo no livro por magia.


Mariana, 5ºI

O Tapete Voador

Era uma vez um menino chamado Bruno, que tinha um sonho: voar num tapete!
Era o seu dia de anos, chegaram os amigos para a festa e Bruno pensou: "Que diriam os meus amigos se eu lhes dissesse que já me imaginei a voar num tapete? Por certo, iriam pensar que estou doido!" Decidiu, portanto, não lhes contar nada.
Era a hora do bolo, a parte da festa que o Bruno mais gostava. Soprou as velas e mordeu uma vela para pedir um desejo. Claro que já adivinharam qual foi! E não é que quando foi receber as prendas, uma delas era um tapete para o seu quarto? Também recebeu carrinhos e outros presentes, mas a sua atenção estava voltada para o tapete!
Mal os amigos se foram embora, pediu à mãe:
- Posso ir colocar o tapete no meu quarto? Já volto!
A mãe concordou, mas disse-lhe que não demorasse muito pois os avós deviam estar a chegar.
Bruno foi para o quarto, colocou alguns carrinhos debaixo do tapete e colocou duas raquetes a fazer de asas. De seguida, Arranjou uma rampa, bateu com as duas raquetes e fechou os olhos. Sentiu que estava a voar e a realizar o seu sonho!


Hugo, 5ºI

08/03/16

Homenagem à Mãe, no Dia da Mulher!




MÃE...
São três letras apenas,
As desse nome bendito:
Três letrinhas, nada mais...
E nelas cabe o infinito!



 Alguns, preferiram dedicar o texto a algumas colegas de turma...

Apoio ao estudo, 5ºI

Os netos ensinam a avó a aprender a ler!

Numa noite estrelada, a avó Tânia adormecia os seus netos queridos. A Carolina, que era a mais velha, pediu:
-Avó, podes contar-nos como era a tua escola?
-Minha querida, a avó não andou na escola, pois, no meu tempo, achavam que não valia a pena as raparigas irem à escola!
-Então o que é que fazias? E o avô?-perguntou João admirado.
- O avô estudou alguma coisa, mas depois foi para a tropa! Diziam os entendidos da época que, só assim, é que se faziam homens! Eu ficava em casa a ajudar a minha mãe nos afazeres da casa e ajudei a criar os meus irmãos todinhos!
A Carolina, por instantes, ainda pensou que ficar em casa tinha o seu lado bom, mas rapidamente mudou de ideias!
O João pensou que era triste a avó não saber ler nem escrever e teve uma ideia:
- Carolina, e se ajudássemos a avó a aprender a ler e a escrever?
-Excelente ideia!-respondeu Carolina ao irmão.
Das palavras, partiram para a ação e dali a uns tempos, a avó já sabia ler e escrever! Nunca se sentira tão feliz, a vida toda!


Daniela C, 5ºI

07/03/16

Encontro com Escritores!

“A marca que (o género fantástico) em mim deixou é indelével e ainda hoje está a ter repercussões, talvez já não tanto a nível de preferência de leitura, mas de influência na minha escrita e no meu processo de construir mundos”- Filipe Faria

"Memórias de Um Vampiro é o primeiro volume de uma trilogia onde romance e aventura se combinam para nos abrirem as portas a um universo repleto de emoções intensas, valores supremos e conflitos arrebatados. Daimon DelMoona, nascido no século XVII, viu o seu mundo desmoronar-se quando a mulher que ia desposar morre. Do seu sofrimento é resgatado por uma vampira, que lhe concede o Novo Nascimento. E assim começa uma odisseia que atravessa os séculos para culminar numa batalha contra o tirano Alexander, um vampiro sedento de poder. Para travá-la, novas alianças terão de ser forjadas, e um amor com ressonâncias do passado terá de ultrapassar duros obstáculos. Mas conseguirá Daimon vencer esta cruzada e concretizar o seu amor sem fim?"




Hoje, o 5ºH teve um encontro fantástico com dois escritores, Filipe Faria e Rafael Loureiro. Tratou-se de um encontro fabuloso, em que ambos os escritores retrataram o seu percurso de vida, enquanto escritores, o que os levou a escrever, como, quando, porquê.
Rafael Loureiro fascinou os alunos com o relato de histórias de vampiros, Filipe Faria pelo seu relato próximo, pelo entusiasmo com que falou da influência do seu pai que o levaria a descobrir o caminho da escrita. Mostrou que se pode vencer, se nunca desistirmos e fez sorrir a todos com as suas experiências de vida.
Rafael Loureiro mostrou-se um jovem multifacetado, que consegue ser professor de Educação Física, Escritor,  Mestre e praticante de artes marciais e que tem ainda uma loja!
Desde cedo revelou o seu gosto pela escrita, através da poesia e mais tarde dos contos.
O primeiro volume da Trilogia Nocturnus, Memórias de um Vampiro, foi um enorme sucesso.
Foi, sem dúvida, uma aula diferente!

 

Apetece-me...

Porque me apetece...

Um trabalho diferente!







Sílvia, 5ºJ

06/03/16

Um Conto de abril!





Dona Leopoldina é avó de duas lindas crianças, João de dez anos e Mariana de sete. Ela adora os netos e, sempre que os vai visitar, conta-lhes histórias.
Fala-lhes muitas vezes dos seus tempos de criança, em que vivia com muitas dificuldades, num país onde as crianças eram pouco tempo crianças e onde a escola não era para todas… Ao liceu poucas viriam a chegar e à universidade muito menos ainda. “Não fazia falta” às raparigas. E os rapazes onde “se faziam homens” era na tropa. Três anos! Para aprenderem a ser homens e lutarem pela pátria!... Era um país “a preto e branco”, longe de tudo, distante de si próprio…
Foi assim que, uma noite, os acompanhou ao quarto e lhes contou uma história desse tempo.
- Meus queridos netinhos, nem sabem a sorte que têm por terem nascido depois do 25 de abril de 74… Sabiam que eu não fui à escola?
- A sério, avozinha? Então como é que sabes tantas coisas interessantes?-perguntou João, com curiosidade.
-Oh, aprendi com a vida!-suspirou a avó. Mas é muito triste não saber ler nem escrever! É como viver na escuridão! Temos de acreditar no que nos dizem, sem confirmar se é certo.
- Mas, avó, continuo sem perceber porque é que não foste à escola!-inquiriu Mariana.
- Naquele tempo, só alguns podiam ir à escola, normalmente os filhos dos ricos e, sabes, as raparigas raramente podiam estudar, ficavam em casa, como se não tivessem os mesmos direitos! Mas uma bela madrugada de abril, uma estrela capitão brilhou nas trevas e tudo se transformou. Era agora um jardim de cravos! Foi por isso que o vosso pai foi estudar e nem adivinham o que aconteceu…
-Conta, avó, conta!- pediram em coro.
- Bem, nessa altura, as raparigas também já podiam estudar. Quando o vosso pai andava no liceu conheceu uma linda rapariga, namoraram e, mais tarde, casaram. Era a vossa mãe!
- Que lindo, avó! Que lindo! Quer dizer que alguns casais se conheceram nas escolas?
-Sim, muitos, tal como os vossos pais e, graças a uma estrela capitão, vocês estão hoje nas escolas a aprender a ler e a escrever. Já não viverão mais na escuridão e nas trevas, como eu. Quando era jovem trabalhava muito em casa, até passava a ferro para os vizinhos e o vosso avô, esse coitado, andava sempre nas lutas, lutava pela família, pelos vizinhos e por todo o país. Tanto tempo sem sequer vir a casa!
- Oh, avó-disse a Mariana- mas o avô não gosta nada de confusões! Era muito triste esse tempo! Mas, afinal, de que estrela falas tu?
- Falo de um capitão, de nome Salgueiro Maia, que salvou o país e liderou a revolução de abril, a revolução dos cravos, de que já ouviram falar à vossa professora na escola.
- Sim, já me lembro!- afirmou João todo contente por poder mostrar o que aprendera na escola. É aquela revolução, que marca o fim da Ditadura, foi uma revolução pacífica, em vez de tiros, distribuíram-se cravos!
- Sim, João! Estou muito contente, por ver que aprendes bem. Graças a essa revolução, todos têm, agora os mesmos direitos. Homens e mulheres são iguais. Já não há discriminação. Essa estrela brilhou e trouxe-nos a luz, o poder de sair das trevas e da ignorância. Agora há mais alunos e professores, há mais sabedoria.
- Avó, graças a Salgueiro Maia, posso imaginar um futuro melhor, cheio de cores e de esperança. Posso sonhar!
Dona Leopoldina concordou e disse-lhes que já era muito tarde e que chegara a hora de dormir. Meteu-os na cama, deu-lhes um beijinho de boa noite e prometeu que lhes contaria mais coisas sobre os direitos que conquistámos no dia seguinte.
João fechou os olhos, mas agradeceu em silêncio:
- Obrigada, estrela capitão, por nos teres dado este direito maravilhoso, o direito à educação!
Agora há tantas profissões que nem sei contar! As mulheres já não são dispensadas! Homens e Mulheres tornaram-se iguais, tendo os mesmos direitos! Assim, a minha irmã poderá ser o que quiser! Obrigada estrela, por teres iluminado este país e a minha vida.
E acreditem, o João tem toda a razão. Antes vivíamos num país de dor e desilusão, mas agora somos livres e podemos vencer.


Alunos do Clube de Jornalismo




04/03/16

Miminhos...

 Trabalho de Tiago Coelho, 5ºJ.

















Um presente da Mariana, 5ºH





03/03/16

O Principezinho...Sempre!












O meu amigo, o sono

Quando o meu amigo sono
Chega de mansinho
Vou adormecer no meu quarto 
E a minha cama é o meu ninho

Nas noites frias de inverno
O aconchego é o meu mimo
Nas noites quentes de verão
É o meu poiso tranquilo

Mas quando o sono chega
E não chega sozinho
Prefiro acordar
Pois dormir não consigo

Os meus medos são os meus monstros
Que não consigo vencer
Procuro na noite escura alento
Para me ajudar a adormecer

E que bem que sabe
Dormir acompanhada
De conchinha ou abraçada
Sem receio de nada

Tenho vencido muitos monstros
Nas minhas longas noites de sono
Com a ajuda dos companheiros
Que são guardiões dos meus sonhos

Cada vez é mais difícil
Durante o sono me assustar
Pois estou mais forte e confiante
No meu sono nem todos deixo entrar

Mas nem todo o sono é mau
E aí é bom sonhar
Posso ir para todo o lado
E coisas fantásticas vivenciar

No meu sono bom
Quando sonho
Eu não quero acordar
Quero viver fantasias
No meu mundo de encantar...

Texto de Mariana Faustino, 5ºH, imagem do trabalho de Rodrigo Aguiar, 5ºH

Fascinante!

Fascinante!

Bons Sonhos!

Bons Sonhos!

"Poema em P"

"Poema em P"

Criar e imaginar

Criar e imaginar

Momentos...

Momentos...

" A Menina do Mar"

" A Menina do Mar"

"A viúva e o papagaio"

"A viúva e o papagaio"

"O meu amigo, o sono"

"O meu amigo, o sono"