"Só se vê bem com o coração, o essencial é invisível aos olhos"

"Só se vê bem com o coração, o essencial é invisível aos olhos"

26/04/17

O sonho

Numa terra longínqua vivia uma rapariga, numa aldeia muito pequenina.
Essa aldeia era pobre, com casas muito velhas, mas todos os aldeões eram muito felizes. Na realidade, havia um bairro muito estranho, nem dava para entender nem para explicar bem como era. Era frio, era escuro. E neste bairro vivia uma menina muito pequenina e muito triste chamada Isabel.
Um dia uma menina chamada Ana passou por lá e decidiu atravessar a estrada para ir ver o que lá havia. Encontrou Isabel no bairro e perguntou-lhe porque estava tão triste.
Isabel respondeu:
- Nunca saí daqui, nunca fui ver o que há para lá desta estrada.
Ana, ao ouvir aquilo, disse:
- Acabei de ter uma grande ideia! Ontem comprei dois bilhetes para um musical. Queres vir comigo?
Isabel aceitou logo.
Quando o Musical acabou, Ana foi deixá-la em casa e, quando ia a sair daquele bairro obscuro, até se arrepiou, ao ver tanta gente triste e até fingiu que era míope, só para não ver tanta tristeza!
Voltou para casa e foi deitar-se e, no dia seguinte, quando acordou, percebeu que tudo não tinha passado de um sonho.
E ainda bem, porque não queremos histórias tristes nem bairros obscuros!

Marta, 6ºJ

O tesouro do fundo do mar

No fundo do mar
um tesouro para desvendar,
dentro de um navio afundado...
que, na realidade, pertenceu a um pirata! 

Cientistas e mergulhadores tentando entender 
Onde poderia o grande tesouro estar escondido.
Certo dia descobriram
Uma pista que poderia ajudar, mas, para isso,
o mar negro teriam de atravessar

Morrendo de frio e sem conseguir pensar...
apenas no frio que estavam a passar,
os mergulhadores atravessaram o mar negro
para o tesouro encontrar. 

Durante o caminho encontraram
muitos objetos perdidos no ma...
uma caixa musical, chinelos e garrafas,
mas do tesouro nem sinal!

Cada vez que iam mais ao fundo do mar,
o caminho ficava mais obscuro, as botijas de oxigénio começavam a escassear...
Foi então que perceberam que, afinal, aquela pista 
Não passava de uma armadilha,
 Mas de quem, não se sabia! 

O preço a pagar 
por terem caído na armadilha, 
foi ficarem míopes!
Assim o tesouro
nunca foi encontrado nem desvendado,
continuando a ficar perdido no fundo do mar!

Íris, 6ºJ

Gosto de imaginar...

Gosto de imaginar
palavras e histórias
sem parar:
Um homem que amava cantar e dançar,
uma baleia que corria
com um cavalo bem marado.
Uma menina
que papel comia,
uma orca
bem, bem pequenina,
uma égua
que apenas acreditava
na realidade
uma abelha voava
para entender o que fazer,
uma foca que só pensava
o que há de comer ou fazer
para dar ao seu par,
com esta história sem fim,
um pinguim
que não tinha frio!
Para conseguir descansar
dois limões
que queriam conversar
mas boca não tinham!
E para o rio atravessar
tiveram que nadar
um queria ir pela esquerda,
outro pela direita
mas como não tinham boca para falar
não conseguiram explicar um ao outro
para que lado nadar!
É assim que eu gosto de imaginar:
uma árvore musical
que tocava todo o dia
para os animais animar.
Tinha pássaros
esquilos, ratos,
raposas e peixes...
todos os animais de que te possas lembrar!
Um pirata entrou numa gruta obscura
e lá dentro estava um dragão a ressonar,
com um peluche que estava a segurar...
era um urso bem fofinho
e atrás tinha um peixinho que nadava
mas o problema é que era míope
então não via nada bem!
Ia sempre contra o vidro
e, por isso, um dia caiu!
Na gruta apareceu um tesouro
e o pirata rico e feliz ficou!


Sílvia, 6ºJ

Palavras intrusas na escrita criativa

Eu sou um cavaleiro
e chamo-me "Queiro"
luto o dia inteiro
e tenho um bom cheiro

Salvo o reino de verdade
e faço com que tudo se torne realidade 
os maus não consigo entender
porque é que fazem o mundo doer?

Às vezes vou ao rio
mesmo quando sinto frio
combater os maus
tento os problemas atravessar
mas sem nunca me magoar

Gosto muito de um som musical
mas nunca o som do mal
não gosto do mundo obscuro
porque as feridas nunca curo

Também tenho um amigo míope
mas não gosto que ele lute
gosto de o proteger
e sempre consigo vencer!

Vasco, 6ºJ

É escrever sem parar,
então vou-me expressar...
de uma pessoa vou falar,
que me faz sempre sonhar.

É professora
e encantadora,
é professora de Português,
mas também é de Francês.

Às vezes não parece realidade,
pois é uma raridade.
Não consigo entender tanto amor,
e carinho que ela dá.

Frio não existe na aula de Português,
só um amor quente.
Não é famosa por correr, mas atravessar o mundo todo, ela consegue,
para salvar um coração!

É um mundo musical,
que nos encanta...
Estar nas aulas de Português nunca é obscuro,
mas muito brilhante
portanto nada, nada escuro!

E quem é míope?
Até um cego vê,
a beleza dela,
de uma professora chamada Isabel.

Miriam, 6ºJ

Palavras intrusas

Partilho convosco outra técnica de escrita, pois levar os alunos a escrever com prazer nem sempre é fácil. Chamemos-lhe "escrever com palavras intrusas". Experimentei no 6ºH e correu muito bem. Comecei por dizer que iríamos fazer um jogo. Nesta fase, a palavra jogo funciona sempre. Sugeri que começassem a escrever sem parar sobre o que quisessem, mas havia uma regra: introduzir no texto algumas palavras que eu iria dizer de repente. As palavras sublinhadas foram as que disse em voz alta, no meio da escrita. Aqui fica um modelo:



Quem me dera poder dizer-te, mas é difícil explicar o que sinto por ti…Tristeza, alegria, raiva…são sentimentos que dificilmente conseguimos explicar! Os sentimentos, nenhum deles percebemos ou sabemos traduzir por palavras… E o amor? Será que nós o percebemos? Quer na imaginação de cada um de nós, quer na realidade, talvez não, mas sentimo-lo! Sem esse sentimento nobre, não conseguiríamos viver nem entender a vida!
Do amor vêm flores, das flores nascem frutos e, se isso não acontecer, temos um mundo frio e triste!
O amor é como o paraíso, mas, na verdade, também há dores e corações partidos.
Para alguns, o amor é como um concerto musical, que lhes enche a alma, que lhes diz que algo mágico vai acontecer…Talvez algo obscuro, que nem sempre é seguro, mas nos faz vibrar.
Sabem…devemos voltar sempre aos bons sentimentos, esquecer os males, fingindo que somos míopes e nem vemos a maldade. Apaixonem-se e sejam felizes!


Beatriz, 6ºH
 

A Poesia que há na Primavera

Rosas ventos e cores
Alegrias e mil sabores
Fantasias e mil sonhos
Que se transformam em contos!

Só a alegria de ser
poderá fazer vencer
Dlim dlão faz o sino
Vou seguir o meu caminho
caminhando por entre as flores
Rodeada de cores.

Mil sonhos de encantar
vou encontrar
e com eles
vou conseguir Sonhar!


Bárbara, 6ºH, Atelier de Escrita

A Escrita...

Escrevo para me exprimir, para te dizer o que sinto...
Sem a escrita, não existo,
pois não posso simplesmente falar, tenho de o gravar numa folha com uma caneta.
Parecendo que não, até os que não apreciam ler, precisam de escrever algo.
Escreve, escreve tudo o que sentes, basta uma folha, uma caneta, alma e coração para escrever.
Escreve, não deixes nada por dizer.
Escreve para gravar os teus pensamentos.


Beatriz, 6ºH

O Amor é...

O amor é...
Uma flor acabada de florescer,
florescer com o teu beijo,
beijo doce como o mel,
mel, é a cor dos teus olhos...
olhos que me fazem desmaiar,
desmaiar nos teus braços,
braços que me acompanharão até ao fim da minha vida
vida, contigo é colorida
colorida como os nossos corações,
corações que disparam ao ver-te,
ver-te como um pôr do sol,
sol brilhante como o teu sorriso,
sorriso perfeito,
perfeito como tu!

Sara, Daniela C e Giovanna, 6ºI

Feliz Páscoa

Uma feliz Páscoa,
para ti ou para nós.
Uma feliz Páscoa,
com os pais ou avós.

Uma feliz Páscoa,
sem escola,
a correr e a brincar
e também a jogar à bola.

Uma feliz Páscoa,
com alegria e amor,
sentimentos e emoções,
sem criar confusões.

Uma feliz Páscoa,
com bolos e amêndoas,
com doces e salgados,
que coisas tremendas!

Mateus Araújo, 7ºB

UMA GAIVOTA

Uma gaivota
pisou o chão
mesmo no centro
de Amesterdão

Uma gaivota
voava na cidade
e grasnava
A Liberdade

Uma gaivota
voava na escola
e com as suas patas
jogava à bola

A gaivota
era branquinha
voltava a cantar
a sua ladainha

Mateus Araújo, 7ºB

25/04/17

O burro Nikos

   Era uma vez um burro que vivia na Grécia. A história não diz qual é o nome do burro, mas para mim este burro vai chamar-se Nikos
   Nikos era o que se chama de "burro de carga", porque ele carregava o peixe que o pescador Dimitri tinha que vender no mercado.
   Certo dia de muito sol, Dimitri carregou os cestos de peixe nas costas do burro Nikos, como era costume. Mas nesse dia Nikos não estava para aí virado (sim, os burros também têm dias assim) e, quando se lembrou da distância que iria percorrer até ao mercado, ele ficou tipo estátua!
   Deve ter pensado "Sou burro, mas escravo é que não!". Não passou dos poucos metros que já tinha andado...Dimitri, coitado, ao ver a sua vida andar para trás, tentou convencer Nikos a fazer o seu trabalho, mas nem com uma palmada no rabo ele conseguiu convencer o burro teimoso, muito pelo contrário, não fosse a bela amizade que os unia e tinha levado, mas é, um belo de um coice nos molares!
   O velho Dimitri pensou: "Quem sabe uns minutos de descanso, acabem com essa teimosia..." Mas estava redondamente enganado...o burrito nem uma palha mexeu!
   Depois de muito pensar, lembrou-se que talvez tivesse que "dar baile" ao burro teimoso. Se bem o pensou, mais depressa o fez. E não é que resultou! Nikos parecia que tinha asas nas patas e quando deu por ela, já estavam à porta do mercado. 
   - Mas como é que cheguei aqui, se ainda agora estava ali?- perguntou-se Nikos.
   - Onde está o meu peixe?- perguntou-se o velho Dimitri.
   Pois é! A bela da dança resultou em peixe espalhado ao longo do caminho!
   Alguém tinha de recolher o peixe...
   Nikos e Dimitri trocaram um olhar cúmplice como que dizendo: "Vai um pezinho de dança?"
 

Leituras Andarilhas






   Como forma de motivar os alunos para a leitura e o desenvolvimento de várias literacias, a turma G, do 6.º Ano assistiu a uma sessão de leitura, no passado dia 21 de março.
   Esta atividade teve lugar na sala de aula, no âmbito do projeto dinamizado pela biblioteca escolar: “Leituras Andarilhas” e sob a orientação das professoras, Maria José Amador e Isabel Preto. Esta última fez-se acompanhar de uma das suas alunas do 6º Ano, turma H, a Adriana.
    A sessão iniciou com a exposição da Adriana, que apresentou à turma, de forma muito criativa, a obra: “A fada Oriana” de Sophia de Melo Breyner Andersen. Ao longo do reconto da história, a aluna foi retirando de uma caixa, os fantoches realizados pela mesma, com meias e grãos de arroz. 
  De seguida, a professora Isabel Preto apresentou, de uma forma muito original, o livro: “Uma aventura no supermercado”. Ia “desembrulhando” umas cartolinas circulares, onde constavam as ilustrações e o resumo da história.
   A sessão continuou com a leitura do conto “Lua cheia”. Depois desta leitura, os alunos foram desafiados a meteram mãos à obra e elaboraram umas frases ou quadras sobre a primavera e ilustrarem-nas. Esta atividade correu de forma interativa, tendo os alunos participado nas atividades, com muito empenho e interesse. 

   Foi gratificante ver o envolvimento e o entusiasmo demonstrado pelos nossos alunos. Foi sem dúvida uma sessão muito interessante, onde foi possível estabelecer conhecimentos sobre as obras abordadas e de uma forma muito divertida.  
    Os alunos do 6ºG não podem deixar de agradecer a presença da Adriana e da professora Isabel Preto assim como a dinamização deste projeto proposto pela professora Maria José Amador.


Os alunos do 6ºG e a prof. Susana Sá Pinto

24/04/17

O Burro Teimoso

Numa ilha grega, havia um mercador que tinha o burro mais teimoso da ilha.
Num belo dia de verão o mercador carregou o seu burro com dois grandes cestos de peixe deliciosos, para irem vender num restaurante, que ficava bem lá no cimo de uma encosta. 
Mas estava tanto calor e eram tantos peixes que, a meio do caminho, o burro parou, desistiu, não quis mais!
O mercador tentou convencê-lo à força, mas em vão.  Nada fazia mover aquele burro teimoso!
Tentou empurrá-lo, mas todos sabem que os burros, quando querem, não saem do sítio! Até lhe deu uma palmada, mas nem assim o burro saiu do lugar!
O burro ficou tão indignado com aquela palmada que se sentou, em sinal de protesto!
Foi, então, que o mercador teve uma excelente ideia! Colocou uma música tradicional muito alegre e, assim, conseguiu que o burro começasse a andar e a dirigir-se para o seu destino, ou melhor, que começasse a dançar! Dançou ele e dançou o dono, espalhando, sem que dessem por isso, todo o peixe pela encosta acima!
Chegaram rapidamente ao destino, sem dar por isso, de tal forma iam animados!
Lá em cima, novo problema os aguardava! O peixe caíra, como já se disse, pelo caminho!.
O burro, ao ver o seu dono triste, em jeito de convite, acena para o leitor de cassetes e a música recomeça a tocar, ficando ambos animados para recomeçar a trabalhar.
É caso para dizer que a música tem poder!


18/04/17

Luna Sonhadora

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03/04/17

Fascinante!

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Bons Sonhos!

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"Poema em P"

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Criar e imaginar

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Momentos...

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" A Menina do Mar"

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"A viúva e o papagaio"

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"O meu amigo, o sono"

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