"Só se vê bem com o coração, o essencial é invisível aos olhos"

"Só se vê bem com o coração, o essencial é invisível aos olhos"

28/11/15

La Luna: Short film Pixar


Certamente conhecem muitas profissões, mas aposto que nunca ouviram falaram dos Acendedores de Estrelas!
Antigamente, havia Acendedores de Estrelas. Tudo se passou num tempo remoto, onde as pessoas que o mereciam, podiam tocar as estrelas.
    Geralmente, esta profissão passava de geração em geração, como é o caso da história que vou contar.
    Havia um senhor já muito velhote, de longas barbas brancas, como o pai Natal, que exercera esta linda profissão e a ensinara ao filho. Chegara a vez de ambos a ensinarem ao pequeno Filipe.
    Numa noite escura, foram para o alto mar e esperaram que a lua aparecesse. Subiram pela escada dos sonhos, uma que nos leva ao Reino das Estrelas e começaram a tarefa de ensinar o Filipe, que, nessa noite, recebera um presente especial: uma boina, o presente mais precioso, pois era a prova de que Filipe seria o próximo Acendedor de Estrelas.
    O pai e avô tinham ideias diferentes e Filipe sentia-se confuso, sem saber bem qual dos dois imitar. Depressa descobriu que cada um de nós tem o seu próprio jeito e, quando uma estrela gigante caiu no Reino das Estrelas, Filipe pegou num martelo e partiu-a, transformando-a em mil estrelas cintilantes! Pai e avô sentiram um grande orgulho do neto e, mais tarde, de volta ao barco La Luna, assistiram ao mais maravilhoso espetáculo: o surgir de uma Lua diferente, feita de estrelas!
    Que bom, ser Acendedor de Estrelas!

5ºI

24/11/15

Adaptando fábulas...

"Quem conta um conto, acrescenta um ponto!" É bem verdade!

Na aula de apoio ao estudo, li diferentes versões da fábula: "O Leão e o Rato"...pedindo ao grupo de alunos que elaborasse um reconto. Não foram inteiramente fiéis a nenhuma das versões ouvidas, mas surgiram novas versões bem interessantes:

Era uma vez um leão feroz, amargo e resmungão e um rato distraído e amável. 
Viviam numa floresta e, certo dia, durante a tarde, o ratinho andava a passear muito distraído, como era costume e nem reparou que ia de encontro ao focinho do rei leão.
O leão feroz e amargo acorda e diz ao pequeno rato, pisando-lhe a cauda:
- Para a próxima, vê por onde andas! Olha que eu podia comer-te, por teres o atrevimento de interromper a minha sesta!
- Desculpe, meu amo, não me coma, pode largar-me a cauda, por favor?-interrogou o ratito. Olhe que qualquer dia, ainda vai precisar de mim!
 O leão começou a rir-se do rato, mas deixou-o ir.
Alguns dias mais tarde, o leão resolveu ir dar um mergulho no lago da floresta. Porém, ao mergulhar, foi apanhado por uma armadilha!
O rato andava nas suas passeatas habituais e, de repente, ouvindo rugidos, olha para cima e vê o leão preso numa rede, no cimo de uma árvore.
-Que aconteceu, sua majestade?
- Fui apanhado por esta armadilha, quando ia refrescar-me no lago.
Sem perder tempo, o rato trepou à árvore e roeu as malhas da rede, soltando o grande leão.

Moralidade: Não te deixes guiar pelas aparências!

Daniela Coelho, 5ºI 

Há algum tempo, numa floresta, um ratinho estava com muita fome e foi em busca de comida.
Passado algum tempo, o rato avistou umas bagas e foi tentar apanhá-las, mas não conseguia e, vendo um vulto, fez confusão, na ânsia de as tentar alcançar. Era um leão, que dormia descansado, todo enroladinho, mas o pobre ratito pensou que era uma pedra e apressou-se a trepar para cima!
O leão acordou, furioso! Logo gritou:
-Não viste que eu estava a dormir? Como te atreves a incomodar-me? Agora vou comer-te, rato miserável!
O rato, com medo, implorou:
-Não me comas. Eu vou recompensar-te.
O leão concordou, até porque um ratito tão pequeno não valia o trabalho de o comer...
Passado algum tempo, os caçadores prenderam o leão numa armadilha e o rato viu tudo. 
Então, foi libertá-lo da rede e ficaram amigos.

Moralidade: tudo está bem, quando termina bem!

Bruno Ribeiro, 5ºI
 

O NATAL EM QUE FIQUEI RICA!




"Ser pobre e satisfeito é ser rico. E bastante rico."
William Shakespeare



   Havia uma árvore naquele Natal. Não tão grande e frondosa como outras, mas estava pejada de enfeites e tesouros e resplandecia de luzes. Havia presentes, também. Alegremente embrulhados em papel vermelho ou verde, com etiquetas coloridas e fitas. Mas não tantos presentes como de costume. Eu já tinha reparado que a minha pilha de presentes era muito pequena.
   Nós não éramos pobres. Mas os tempos eram difíceis, os empregos escassos, o dinheiro à justa. A minha mãe e eu partilhávamos uma casa com a minha avó e com os meus tios. Naquele ano da Depressão, toda a gente espaçava refeições, levava sanduíches para o trabalho e ia a pé para poupar nos bilhetes de autocarro. Anos antes da Segunda Guerra Mundial, já vivíamos no dia-a-dia, como muitas outras famílias, o que então se iria ouvir como slogan: “Usa-o, aproveita-o ao máximo; faz com que funcione, ou passa sem ele.”
Havia poucas escolhas. Compreendia pois porque era tão pequeno o meu monte de presentes. Compreendia, mas sentia, ainda assim, uma ponta de pesar à mistura com um complexo de culpa. Sabia que não poderia haver surpresas empolgantes naquelas poucas caixas vistosamente embrulhadas. E sabia que uma delas tinha um livro. A minha mãe arranjava sempre um livro para mim. Mas nada de vestidos novos, camisolas ou um roupão acolchoado e quentinho. Nenhum dos miminhos tão desejados na altura do Natal…
   Havia uma caixa com o meu nome da parte da minha avó. Guardei-a para o fim. Talvez fosse uma camisola nova, talvez um vestido — um vestido azul. A minha avó e eu gostávamos ambas de lindos vestidos e de todas as tonalidades de azul. Soltando os devidos “Ohs” e “Ahs” ao ver a aromática barra de sabonete feito de mel, as luvas vermelhas, o já esperado livro (um novo da Nancy Drew!), rapidamente cheguei àquele último embrulho. Dei por mim a sentir uma centelha do entusiasmo do Natal… Era uma caixa bastante grande. Com vergonha de mim mesma por ser tão gananciosa, por esperar receber um vestido ou uma camisola (mas esperando na mesma!), abri a caixa.
Meias! Só meias! Soquetes, meias altas, até mesmo um par daquelas meias horrorosas de algodão branco que estavam sempre a escorregar e se enrodilhavam em volta dos joelhos.
   Esperando que ninguém tivesse dado conta do desapontamento, peguei num dos quatro pares e agradeci à minha avó, com um grande sorriso. Ela também sorria. Não com o seu sorriso educado e distraído de “Sim, querida,” mas com o seu sorriso feliz e radiante, de “Isto são coisas importantes para uma mulher!” Será que me esquecera de alguma coisa? Olhei de novo para a caixa no chão — nada, a não ser as meias. Só que agora eu conseguia ver que havia outro par por debaixo do que eu tinha pegado. Duas camadas de meias. E mais uma! Três camadas de meias!
   A sorrir de verdade, comecei a retirá-las da caixa. Meias cor-de-rosa, meias brancas, meias verdes, meias de todos os tons inimagináveis de azul. Toda a gente estava a olhar, rindo comigo, enquanto eu atirava as meias ao ar e as contava. Doze pares de meias!
   Levantei-me e dei um abraço tão apertado à minha avó que até nos doeu às duas. “Feliz Natal, menina Joan!” disse ela. “Agora, todos os dias, terás muitas escolhas a fazer. Estás rica, minha querida! ” E era verdade. Naquele Natal e durante todo o ano, todas as manhãs, eu escolhia do meu elegante armário da roupa interior qual o par de meias a usar. E sentia-me rica. E ainda sinto!
   Mais tarde, a minha mãe disse-me que a minha avó tinha andado a esconder aquelas meias durante quase um ano — poupando todas as moedinhas, comprando um par de cada vez. Um dia, tendo visto um lindo par de meias azuis com as beiras elásticas bordadas à mão, ela pedira mesmo ao compreensivo vendedor para deixar um sinal a reservá-las durante três semanas.
   Dentro daquela caixa estava embrulhado um ano de amor.
   Foi um Natal que eu nunca esquecerei.
   A prenda da minha avó mostrou-me como as pequenas coisas podem ser importantes.
   E como o amor nos faz a todos imensamente ricos.

Joan Cinelli"

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 Eder Cardoso, 6.ºA



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