"Só se vê bem com o coração, o essencial é invisível aos olhos"

"Só se vê bem com o coração, o essencial é invisível aos olhos"

09/11/17

Desenhar a partir do nome


Escrever a brincar...




No reino da bicharada
Há sempre muita alegria
A preguiça não faz nada
E o monstrinho brinca todo o dia!


A toupeira escava, escava
E o coelho também...
Brincam às escondidas
Estão sempre a pregar partidas! 


A manta debaixo do mar
Parece um pássaro a voar...
É tão colorida,
Que parece magia!


A cigarra canta, canta
Canta, canta sem parar
Gosta muito de dançar
E também de rimar!

03/11/17

O anel de Casamento

   

   Na bela cidade de Londres, existia um velhinho, que gostava muito de passear. Num desses passeios, encontrou dois amigos, que estavam a falar de uma fonte, mas, não era uma fonte qualquer...era uma fonte da juventude!
   Ao ouvir a conversa, ficou curioso e decidiu viajar, para descobrir a tal fonte.
   A sua primeira viagem, foi para a França...o avião aterrou na cidade mais bela: Paris.
   Era o catorze de julho e festejava-se junto à Torre Eiffel.
   Enquanto estava de passagem, viu uma luz verde que ia dar a outra dimensão. Decidiu entrar e descobriu uma floresta mágica, onde encontrou uma serpente, ele sentiu que essa serpente era ele mesmo! O velho conseguia sentir a fonte, mas não se lembrava onde era. Perguntou à serpente e esta informou-o. Caminhou, caminhou, até que encontrou umas grades e estas só se abriam se ele contasse um segredo. Então, contou o segredo, perdera o seu anel de casamento em Paris. Mal contou aquilo, as grades abriram-se e lá estava a fonte da juventude!
   Correu até à fonte da juventude e mergulhou nas suas águas. Mergulhou bem fundo e encontrou o seu anel de casamento! Assim que o viu, pô-lo e tornou-se jovem para sempre! Afinal não era a fonte que era mágica, mas, sim, o seu anel de casamento! 

Afonso Apolinário, 5ºJ

01/11/17

Para adormecer...

Com versos da cor da lua
és tão grande e pequenino
como esta página branca
em que leio o teu destino.
Dorme agora sossegado
como as nuvens à noitinha
que eu fico aqui a teu lado
com a tua mão na minha.



Com versos da cor da luz
é que eu embalo o teu sono
nessa cadência suave
das cantigas no Outono.
E vêm bruxas e fadas,
duendes e feiticeiras
com mantos feitos de bruma
para saltar as fogueiras.


Com versos feitos de sonho
é que eu te faço sonhar
que és golfinho e rouxinol
ou peixe de prata a brilhar.
E cada linha que tu lês
é perfeita como o traço
de um pintor que te envolve
com as cores de um abraço.


Cada palavra que leres
há-de alargar o teu mundo
acrescentando sentido
ao que sabes lá no fundo,
e aquilo que tu nomeias
passa a ter nome e lugar,
tesouro de sons soletrado
quando te pões a falar.
(…)
Cada palavra que aprendes
tem o gosto da aventura
e a magia secreta
que há no acto da leitura.
Cada palavra que escreves
é um fruto já maduro
que cai da árvore dos sons
e tem sabor de futuro.
(…)
Cada palavra aprendida
sabe a estrelas e a ilhas
e vai pela mão de Alice
ao País das Maravilhas.
Cada palavra já lida
ao mapa há-de acrescentar
mais uma rota esquecida
que os livros hão-de lembrar.
(…)
Cada palavra que nasce
mesmo no centro da fala
é como um tesouro oculto
no recanto de uma sala,
e pode ser um unicórnio,
dragão ou mesmo arlequim,
transformando-se em pomba
quando a história chegar ao fim.
José Jorge Letria

Fascinante!

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"Poema em P"

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"O meu amigo, o sono"

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