26/04/26

Técnica do diálogo: Escrita a partir do texto

 


No dia seguinte, a dona Rosalina foi ao mercado e encontrou a sua grande amiga Arlinda.

— Ó Arlinda, há tanto tempo que não te via! — exclamou Rosalina, radiante.

— É verdade, Rosalina! Então, como tens passado? — perguntou Arlinda, curiosa.

— Tenho andado muito contente! Fui ao batizado do meu netinho. E, nem sabes o que aconteceu — disse Rosalina, baixando um pouco a voz. — Como sou muito teimosa, fui pela serra!

— Ó mulher, tu és doida ou quê? — exclamou Arlinda, assustando-se. — Não sabes que há lobos por lá? Olha que ainda fico com um enfarte!

Rosalina sorriu, com voz tranquila:

— Não te preocupes! Eu sou muito mais esperta do que eles!

— Conta, conta! — implorou Arlinda, ansiosa.

— Então, lá vai… Pelo caminho, encontrei dois lobos, mas enganei-os completamente! Queriam comer-me, mas eu disse-lhes que estava muito magrinha e que, depois do batizado do meu netinho, viria mais gordinha. Até lhes prometi que traria uma taça de arroz-doce com canela.

— E eles acreditaram?! Que tolos! E como voltaste? — exclamou Arlinda, ainda incrédula.

— O meu filho meteu-me dentro de uma cabaça e eu vim a rolar ladeira abaixo! Quando passei pelos lobos e eles me perguntaram se tinha visto uma velhinha, cantei-lhes uma cantiguinha:

"Roda, roda, cabacinha, não vi velha, nem velhinha.
Roda, roda, cabacão, não vi velha, nem velhão!"

Texto Coletivo, 5.ºC 

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