Desta vez, o texto é da minha Direcção de Turma. Eu simplesmente, acho-o excelente, digno de um escritor. Não consigo disfarçar a minha empatia com este texto, mas encaixa tão bem na história, que poderia muito bem ser a continuação da versão ouvida na aula.
(...) Margarida, Daniel, Pedro e Clara acabaram por casar no mesmo dia, numa cerimónia religiosa digna das suas educações.
Seriam dois casais perfeitos, se a atracção de Daniel por Clara não permanecesse dentro do seu coração prestes a acordar. Por mais que tentasse esquecer ou até ignorar todos os sinais, o certo é que cada vez que estava na presença de Clara, Daniel ficava sem reacção, com as mãos a transpirar e as pernas trémulas, um autêntico adolescente apaixonado!
Daniel estava confuso, por um lado não conseguia esquecer Clara, por outro sentia uma grande admiração por Margarida e uma enorme amizade pelo irmão.
A cada dia que passava a convivência entre os quatro tornava-se um tormento para Daniel e mais ainda quando recebeu a notícia da gravidez de Clara.
Iria ter um sobrinho da mulher que amava e agora, mais que nunca, deveria esquecê-la.
A admiração que sentia por Margarida não era suficiente para ser feliz e muito menos para fazer alguém feliz.
Por mais que pensasse, uma única ideia lhe iluminava a mente...Talvez a ideia mais sensata para todos. Não tinha o direito de estragar a felicidade dos outros.
Partiu e deixou uma carta.
"Querida Margarida, mereces alguém que te faça feliz, preciso pensar no caminho que quero seguir. Talvez o meu destino estivesse traçado pelo desejo do meu pai e a minha missão seja servir o Senhor..."
Margarida desiludida com a vida, não percebeu o motivo de Daniel, mas respeitou-o. Não voltou a casar e dedicou o resto da sua vida a tomar conta dos sobrinhos, filhos de Clara e de Pedro, que viveram felizes, sem saberem o motivo da separação de Daniel e Margarida.
Agora...por onde anda Daniel...imaginem, inventem e escrevam como eu.
Gonçalo Cavaco, 6ºG