"Só se vê bem com o coração, o essencial é invisível aos olhos"

"Só se vê bem com o coração, o essencial é invisível aos olhos"

27/04/26

Escrita com recurso à Personificação

 


- Oh, que triste vida a minha! Sempre a afiarem-me! Um dia destes ainda desapareço!- queixou-se o lápis.

- Eu cá não tenho culpa! – disse o afia, todo indignado. – Se não te afiasse, não conseguias escrever nada de jeito!

- Isso dizes tu… – resmungou o lápis. – Cada vez fico mais pequenino! Daqui a nada sou só uma pontinha!

Nisto, a borracha, que estava ali ao lado a ouvir tudo, começou a rir-se.

- Vocês discutem por tudo e por nada! – disse ela. – Ao menos tu, lápis, ainda serves para escrever. Eu só apareço quando alguém faz asneira!

- Olha quem fala! – respondeu o lápis. – Sem mim, nem trabalho tinhas!

- E sem mim, os teus erros ficavam todos à mostra! – ripostou a borracha, cruzando-se toda.

Entretanto, o caderno, que já estava farto da conversa, abriu-se e disse:

- Já chega! Vocês os dois são importantes. O lápis escreve, a borracha corrige e o afia ajuda o lápis a continuar. Se trabalharem juntos, fazem coisas incríveis!

O lápis ficou em silêncio por um bocadinho e depois disse:

- Hmmm… se calhar tens razão.

- Pois tenho! – respondeu o caderno, todo orgulhoso.

O afia sorriu e acrescentou:

- Vá, vá, nada de discussões. Temos trabalho a fazer!

E assim, todos juntos, continuaram a ajudar a escrever histórias… mesmo que o lápis ficasse um bocadinho mais pequeno a cada dia.

 

Manuel, 5.ºC 

 


O relógio correu: tic-tac, tic-tac,
Já estava atrasado, que grande ataque!
A mochila suspirou sem parar:
“Estou tão cansada de tanto pesar!”

O lápis dançou, cheio de energia,
Rabiscando sonhos com muita alegria,
E a borracha, num pulo engraçado,
Gritou: “Esse risco vai ser apagado!”

A cadeira bocejou: “Oh, que canseira…”
Quase adormeceu na sala inteira,
E o livro contou, baixinho assim,
Histórias guardadas só para mim.

Até a janela quis espreitar,
Curiosa com tudo o que estava a passar,
À espera do toque, tão especial,
Que chama todos para o recreio final!

 

26/04/26

A Encruzilhada!

Planificação:

 Personagens/Apresentação e caracterização: Águia: astuta e ousada; Rei, Rainha e Guardas

Espaço: Onde é que acontece a história? Castelo, Encruzilhada

Tempo: Quando é que se passa a história? Há muito, muito tempo

Introdução: Co9mo começa a história? Quem aparece? O que está a acontecer? O rei e a rainha viviam num castelo, a águia aparece e quer que o castelo seja seu

Problema ou situação inesperada: A águia rapta os habitantes do castelo, usando uma poção mágica e deixa-os numa encruzilhada

Desenvolvimento/ações: Um dos guardas tem um mapa, traçam a rota de regresso, passam aventuras e desventuras, regressam ao castelo e derrotam a águia

Conclusão: A paz e harmonia voltam a reinar no castelo 


 

Há muito, muito tempo, um rei e uma rainha viviam num belo castelo rodeado de árvores de fruto. O lugar era tão encantador que, certo dia, uma águia que sobrevoava a região ficou fascinada e decidiu que aquele castelo passaria a ser seu.

A águia era astuta e ousada. Para concretizar o seu plano, disfarçou-se de guarda e infiltrou-se no castelo. Durante o dia, misturava-se com os outros guardas; à noite, preparava-se para agir.

O rei e a rainha tinham o hábito de passear todas as tardes pelos jardins do castelo. Numa dessas caminhadas, depararam-se com um guarda de aparência estranha.

— Quem és tu? — perguntou o rei, franzindo o sobrolho.
— Sou um dos vossos guardas, sua majestade — respondeu a águia, tentando manter a calma.

A rainha, porém, não se deixou enganar. Algo naquele olhar lhe pareceu suspeito.

Chegada a noite, o silêncio instalou-se no castelo. Foi então que a águia, abrindo as suas enormes asas, espalhou uma poção mágica por todos os aposentos. Um a um, todos caíram num sono profundo.

Quando amanheceu, o rei, a rainha e os guardas acordaram… mas já não estavam no castelo. Encontravam-se numa encruzilhada, numa terra longínqua e desconhecida.

— Onde estamos? Numa encruzilhada? — exclamou a rainha, desesperada.
— Fomos raptados! Foi aquela águia disfarçada de guarda! — respondeu o rei, indignado.

Determinados a regressar, o rei ordenou:
— Guardas, procurem um mapa! Temos de encontrar o caminho de volta.

Por sorte, um dos guardas tinha um mapa no bolso. Com ele, traçaram a rota de regresso ao castelo. A viagem foi longa e difícil: atravessaram florestas densas, enfrentaram tempestades e viveram muitas aventuras e desventuras. Demoraram semanas, mas nunca desistiram.

Finalmente, chegaram ao castelo. Lá, enfrentaram a águia num combate corajoso. Os guardas, unidos, conseguiram vencê-la e aprisionaram-na numa sólida jaula.

O rei e a rainha, felizes por terem regressado ao seu lar, recompensaram os guardas pela sua lealdade, bravura e coragem.

E assim, o castelo voltou a ser um lugar de paz, onde, desta vez, todos aprenderam a confiar… mas também a desconfiar quando algo parece fora do lugar.

Érica Silva, 5.ºA 

Narrativa construída a partir de cartões, Arca dos Contos 

A Velha e a Cabaça- Duas Versões

 Aqui ficam duas versões diferentes do conto, pois quem conta um conto, acrescenta um ponto!



  Era uma vez uma velhinha muito esperta que vivia sozinha numa pequena casa na floresta.

 Um dia, decidiu ir visitar a sua netinha, que morava longe, do outro lado do bosque.

Pegou no seu cajado e lá foi ela, caminhando devagarinho pelo meio das árvores. Mas a floresta era perigosa… e não demorou muito até encontrar um lobo faminto.

— Onde vais, velhinha? — perguntou o lobo, lambendo os beiços.

— Vou visitar a minha netinha — respondeu ela, com calma.
— Então vou comer-te já! — disse o lobo.

A velha, muito astuta, respondeu:
— Oh, senhor lobo, não vale a pena! Estou magrinha, pele e osso. Deixa-me ir comer bem em casa da minha neta… depois volto gordinha e saborosa!

O lobo pensou e concordou:
— Está bem… mas na volta eu como-te!

Mais adiante, a velha encontrou um leão (ou nalgumas versões, um urso), que lhe disse exatamente o mesmo. E ela repetiu a mesma resposta, prometendo voltar mais gorda. Assim conseguiu seguir caminho em segurança.

Quando chegou a casa da netinha, contou-lhe tudo. A menina, muito esperta também, teve uma ideia:

— Avó, vamos esconder-te dentro de uma cabaça grande! Assim ninguém te reconhece!

Arranjaram uma enorme cabaça, esvaziaram-na, e a velha entrou lá para dentro. Depois, empurraram a cabaça pela estrada fora.

A cabaça começou a rolar pela floresta:
— Rola, rola, cabaça! Rola sem parar!

No caminho, o lobo viu aquela cabaça a passar e perguntou:
— Cabaça, viste por aí uma velhinha?

E de dentro da cabaça, a velha respondeu com voz disfarçada:
— Vi sim, senhor! Vai lá mais à frente que ela vai longe!

E a cabaça continuou a rolar:
— Rola, rola, cabaça!

Mais à frente, o leão fez a mesma pergunta, e recebeu a mesma resposta. E assim, enganados, deixaram a cabaça seguir.

Até que… já perto de casa, a velha não resistiu e começou a rir.
O lobo ouviu, desconfiou… e percebeu o truque!

Correu atrás da cabaça e tentou apanhá-la — mas já era tarde! A cabaça rolou mais depressa e chegou a casa da velha, onde ela saiu sã e salva.

E assim, com esperteza e alguma ajuda, a velha escapou aos perigos da floresta.

 

Moral da história

A inteligência e a astúcia podem ser mais fortes do que a força bruta.

 

Uma velha tinha muitos netos, um dos quais estava ainda por batizar. 

Um dia a boa velhinha saiu a procurar um padrinho para o seu netinho e no caminho encontrou um lobo, que lhe perguntou:

 «Onde vais tu, velha?»

 Ao que ela respondeu: 

«Vou arranjar um padrinho para o meu neto.» 

«Ó velha, olha que eu como-te!»

 «Não me comas que, quando se batizar o meu menino, dou-te arroz-doce.» 

Foi mais adiante e encontrou outro lobo que lhe fez a mesma pergunta e ela deu-lhe a mesma resposta. 

Depois encontrou um homem que lhe perguntou o que ela ia fazer e, como ela lhe respondesse que ia procurar um padrinho para o seu neto, ele ofereceu-se logo para isso.

 Depois a velha contou-lhe o encontro que tinha tido com os lobos e o homem deu-lhe uma grande cabaça e disse-lhe que se metesse dentro dela que assim iria ter a casa sem que os lobos vissem.

 A velha meteu-se na cabaça e esta começou a correr, a correr, até que encontrou um lobo que lhe perguntou: «Ó cabaça, viste por aí uma velha?»

Não vi velha, nem velhinha;
Não vi velha, nem velhão;
Corre, corre, cabacinha
Corre, corre, cabação.

Mais adiante encontrou outro lobo que perguntou também: «Ó cabaça, viste por aí uma velha?»

Não vi velha, nem velhinha;
Não vi velha, nem velhão;
Corre, corre, cabacinha
Corre, corre, cabação.


Publicação em destaque

Dia Mundial da Leitura em Voz Alta

 Eder Cardoso, 6.ºA



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