Alta, crespada e íngreme,
a Serra da Estrela, com mágoa,
deu à luz três filhos
que se transformaram em água.
Logo ali tomaram seus nomes,
para que a mãe tivesse sossego:
um deles chamava-se Alva,
os outros, Zêzere e Mondego.
Uma vez, uma nuvem carregada
de chuva começou a ameaçar,
descarregando-se com fúria
sobre eles para os castigar.
Mas, como eram ousados,
logo começaram a troçar:
— Vamos fazer uma corrida
para chegar primeiro ao mar!
Qualquer um disse que seria
capaz de fazer tal façanha.
Rolam pelas pedras abaixo
e ninguém mais os apanha.
O Zêzere, julgando que era o mar
que avistou no seu desejo,
foi desaguar a Constância,
no que era o rio Tejo.
Correm os dois pelo outro lado,
mas a Alva corria incerta e a medo;
serpenteou, pensando ser o mar,
e desaguou no seu irmão Mondego.
Mondego, que caminhou muito,
conforme o seu pensar,
era o irmão mais pequeno
e foi o único que encontrou...
O MAR.
José Maltez, avô de Helena Maltez, 6.ºA
Mar que leva memórias
Traz e leva momentos,
Mar de lembranças,
Traz amigos antigos,
Leva raiva e sofrimento.
Traz sorrisos
A longa distância,
Traz abraços,
Nunca mais sentidos.
Mar que leva memórias,
Traz lembranças.




Sem comentários:
Enviar um comentário