"Só se vê bem com o coração, o essencial é invisível aos olhos"

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25/05/10

A Casinha de Gomas!





Pois é...não era de chocolate, mas sim de gomas. Foi assim que a Margarida Ramos e a Cláudia apresentaram uma nova versão de Hansel e Gretel, dois meninos que gostavam de brincadeira, faltaram às aulas e foram passear na floresta, onde capturados pela bruxa...aprenderam finalmente a nunca mais desobedecer aos pais, que afinal querem sempre o nosso bem.
Outra nota positiva a realçar é que a casinha foi construída com pacotes de leite, reciclar é a palavra de ordem. Parabéns, minhas princesinhas.

Criticar a sociedade e a crise...




A Margarida e o André do 6ºE apresentaram um trabalho conjunto, muito interessante e criativo, sobre a sociedade actual e a crise que se vive. Pareciam actores a sério e conseguiram captar o interesse dos colegas. Quanto a mim, adorei o trabalho e só tenho a agradecer aos meus dois grandes actores. Obrigada.


16/06/09

Meninos de todas as Cores!

Também o Sérgio, o Fábio e o Lino, da turma D, me deixaram muito contente, por terem feito e apresentado o trabalho sobre autores portugueses.
Trouxeram para a aula o lindo texto de Luísa Ducla Soares:"Meninos de todas as cores". Uma escolha fantástica!

Maria Alberta Menéres, apresentada pela Nádia!

"Há algum tempo assisti a um colóquio em que o tema central era a poesia.
Era um colóquio para jovens e eu sentava-me junto de alguns, ouvindo alguém que se esforçava por demonstrar que não era possível dizer o que era a poesia.
Ao meu lado, baixinho, para não interromper, o Fernando indignou- -se:
- Ora esta! Mas eu sei o que é...
Eu- Então diz lá.
Fernando- A poesia é a beleza da vida.
Eu- Parece-me que tens razão.
Logo o João se meteu na conversa:
- Então as coisas feias não têm poesia?!
Eu- Parece-me que tens razão: as coisas feias também têm poesia.
Salta o André:
- Nesse caso a poesia pode ser o sentido das coisas...
E logo o irmão mais novo do André acrescentou:
- Então a poesia é uma maneira de olhar o mundo!
Eu, entusiasmada- Tens razão. É isso mesmo!
O Fernando, que tinha sido o primeiro a dar a sua opinião ali naquele canto onde nós «pré-coloquiávamos» baixinho, admirava-se:
- Mas afinal quem é que tem razão? O que eu disse não estava certo?
Eu- Pois estava.
E expliquei que estava. E tudo o mais também. Porque a poesia é a beleza e o sentido das coisas e de nós próprios. É a maneira de olhar o mundo. É uma forma de atenção a tudo. Ela pode estar em toda a parte: nós, às vezes, é que não estamos onde ela está, só porque passamos ou vivemos distraídos.
E outras vezes estamos e encontramo-la.
E outras vezes encontramos a poesia e não a sabemos escrever.
Encontrá-la já é maravilhoso. E escrevê-la? Que difícil caminho é o da escrita!"


Este foi o excerto que a Nádia da turma B escolheu, para apresentar e falar de Maria Alberta Menéres. Um lindo PowerPoint, que nos ofereceu...Parabéns Nádia.

15/06/09

As Pedras Falam!


Se uma lágrima indo
durasse desde o olho
aos pés e me lavasse
por dentro o abandono

sem se gastar nas puras
arestas afiadas
Se uma lágrima indo
me inundasse as espáduas

me corresse nas ancas
desenhasse o trajeto
ate aos pés e fosse
como um rio concreto

entre profundas pedras
sereno e perfurado
de pequenos destinos
pouco mais que silábicos

sem se gastar fugindo
aos dedos da paisagem
ocultando do sol
o brilho inimitável

Se uma lágrima indo
assim desde um princípio
para um fim que talvez
não seja um precipício

me lavasse de mim
Uma lágrima apenas
me daria outras horas
estas horas as mesmas.


As Pedras


As pedras falam? pois falam
mas não à nossa maneira,
que todas as coisas sabem
uma história que não calam.

Debaixo dos nossos pés
ou dentro da nossa mão
o que pensarão de nós?
O que de nós pensarão?

As pedras cantam nos lagos
choram no meio da rua
tremem de frio e de medo
quando a noite é fria e escura.

Riem nos muros ao sol,
no fundo do mar se esquecem.
Umas partem como aves
e nem mais tarde regressam.

Brilham quando a chuva cai.
Vestem-se de musgo verde
em casa velha ou em fonte
que saiba matar a sede.

Foi de duas pedras duras
que a faísca rebentou:
uma germinou em flor
e a outra nos céus voou.

As pedras falam? pois falam.
Só as entende quem quer,
que todas as coisas têm
um coisa para dizer.
Maria Alberta Menéres (trabalho de Eliana, Bárbara e Bruna, 6ºB)

12/06/09

Mar Português!

Assim terminou a apresentação do trabalho sobre escritores Portugueses, o Luís da turma B, com o magnífico poema:Mar Português"...Achava eu que Fernando Pessoa seria muito complicado para o 6ºano, principalmente porque os textos escolhidos por este aluno me pareciam muito "avançados", mas a turma gostou de conhecer os heterónimos deste grandioso poeta imenso de Portugal!

Já a Joana preferiu falar de António Torrado e deixou a turma curiosa com um excerto de "O caranguejo em férias"...ela disse aos colegas que ele acaba na mala de um alpinista!

11/06/09

A Bruxa de Estimação!








A BRUXA DE ESTIMAÇÃO

Havia no Reino das Cem Janelas uma bruxa de estimação. Dizia-se que tinha assistido à formação do reino. Dizia-se até que em tempos namorara el-rei Tadão, tetra-tetra-tetravô, de el-rei Tadinho, e que fora para bruxa no dia em que este, ignorando a sua paixão, decidira casar com a princesa Ritelá, de um reino que nem sequer vinha no mapa, a qual podia não ter poderes mágicos, mas tinha uma conta no banco que dava gosto ver.
No entanto, isto eram apenas coisas que se diziam. Ao certo, ao certo, nunca ninguém soube quando se instalara a bruxa naquele reino, ou até se lá teria nascido. Ao certo, sabia-se que, ainda muito nova, ela tinha pensado em emigrar para longes terras onde, segundo afirmava, se ganhava o dobro e se trabalhava metade do que nas Cem Janelas. No entanto, alguns anos depois, voltava. Afinal o estrangeiro - dizia - não era para ela. Por muito bem que lhe pagassem, não havia por lá cabos de vassouras que se pudessem comparar aos da sua terra. E nunca mais pensou em aventuras.
Essa dedicação foi, de resto, bem recompensada no reino: a bruxa era chamada a dar a sua opinião em todas as alturas difíceis, recebia pelo Natal uma vassoura nova, e podia voar por todo o reino, a qualquer hora do dia e da noite, sem pagar imposto.
Foi evidentemente a esta bruxa (até porque o reino não tinha mais nenhuma...) que recorreu el-rei Tadinho para ver se ela lhe resolvia a complicada questão com o dragão.
Mas a bruxa estava em dia de muito má disposição. As salamandras tinham fugido durante a noite, a iguana que lhe guardava a casa tinha-se despedido no dia anterior, o mocho batera a asa de madrugada e, como se tudo isso não bastasse, o seu gato preto de estimação passara a noite a miar e para ali estava agora a um canto, doente e cheio de febre, incapaz de assustar fosse quem fosse.
Sempre tens uma graça! - disse a bruxa a el-rei Tadinho. mal este lhe acabou de explicar ao que vinha. - Fazes as asneiras, prometes coisas impossíveis, e depois cá estou eu para te livrar de apuros, não é?
EI-rei Tadinho ia responder que para isso mesmo é que el. lhe pagava, e não tão pouco como isso, mas achou melhor não dizer nada. Aborrecer uma bruxa em dia de neura pode dar mau resultado. Por essas e por outras é que já tinha havido colega seus adormecidos durante cem anos, ou transformados em sapos sem apelo nem agravo.



Alice Vieira
Graças e desgraças da Corte de El.Rei Tadinho
Esta foi a história que o João Pinheiro resolveu contar à turma. Tem sido um final de ano muito diversificado e rico em contos, poemas e outras histórias...também surgiram algumas dramatizações, ora inventadas pelos alunos, ora a partir de textos lidos nas aulas. Estou muito orgulhosa de todos.

09/06/09

Carlos André: um aluno empenhado, criativo!





Mulher
Amiga
Trabalhadora
Inteligente
Leitora
Dedicada
Entusiasta

Respeitada
Ouvida
Sensível
Amada
Altruísta
Reconhecida
Apaixonada
Única
Justa
Omnipresente

Ficam excertos do trabalho realizado pelo Carlos André, que mais uma vez me deixou vaidosa pela criatividade, mas o mérito é dele. Lindo, o teu trabalho. De certeza que a escritora iria sentir-se honrada com a homenagem que lhe prestas! Ficarás sempre no meu baú de memórias...nunca esquecerei os trabalhos que ao longo de dois anos, foste criando. Continua assim, nos caminhos da tua vida de estudante, pois sei que tu és daqueles que pode "voar alto.
Em jeito de conclusão, uma citação da autora, que o Carlos André nos ofereceu para reflectir:
O Conto, o Sonho e a magia da Palavra...

" Contar...
o próprio verbo é bonito.
Porque se conta com palavras,
porque as palavras são da vida o entendimento.
(...)
Mas quando começamos a contar?
Talvez quando começamos a escutar...
(...)
Precisamos de nos aprender a nós próprios,
Para nos apropriarmos da poesia e da prosa do mundo.
O nosso corpo é uma harpa ressonante no espaço do...
"ERA uma vez..."

01/06/09

Cai a Chuva: Ploc, Ploc!


"A poesia é um meio privilegiado para despertar o amor pela Língua Materna.
A rima, o ritmo, a sonoridade, permitem uma descoberta progressiva dos cambiantes, da riqueza, das potencialidades da linguagem escrita.”
Plano Nacional de Leitura

Alguns alunos da turma C começaram a apresentar trabalhos, que estão a revelar muito empenho e dedicação. Estou realmente satisfeita, principalmente por constatar que estão a realizar esses trabalhos com alegria.
A Inês, a Bruna e a Jéssica fizeram um PowerPoint com a biografia e Bibliografia de Luísa Ducla Soares, presenteando-nos ainda com dois poemas da autora: " O Rato Musical" e "Chuva".
Com este último, colocámos a turma a ler em coro, imitando os sons! Foi lindo! A turma estava realmente feliz e achei que foi uma maneira de comemorarmos o " Dia da Criança!"
Resultou tão bem que levei o grupo a apresentar o trabalho na turma B, que pareciam num mundo diferente, entoando o Poema: " Chuva"...
Aliás, ir ás outras turmas está a ser outra actividade, em que revelam gosto! Amanhã o 6ºB vai ao 6ºD apresentar a "sua peça de teatro" e na 5ª feira, o 6ºC irá novamente declamar poesia no 6ºD...Resta-me arranjar uma actividade para a minha Direcção de Turma ir partilhar nas outras.
Aqui ficam os poemas de Luísa Ducla Soares, que fizeram as delícias das duas turmas: B e C.

Chuva

Cai a chuva, ploc, ploc
corre a chuva ploc, ploc
como um cavalo a galope.
Enche a rua, plás, plás
esconde a lua, plás, plás
e leva as folhas atrás.
Risca os vidros, truz, truz
molha os gatos, truz, truz
e até apaga a luz.
Parte as flores, plim, plim
maça a gente plim, plim
parece não ter mais fim!

O Ratinho Musical

Meu quarto é um violino,
A minha rua um piano
Junto ao largo do tambor
É que eu moro todo o ano.
Minha escada é uma harpa,
Nos pratos da bateria
Vou sempre matar a fome,
Seja noite ou seja dia.
Para andar de carrossel
Eu ponho um disco a girar.
Bato-lhe com a batuta
Se um gato me vem caçar.
Para namorar as ratinhas
Canto lindos madrigais
E em vez de notas de banco
Uso notas musicais.
Luísa Ducla Soares

Publicação em destaque

Dia Mundial da Leitura em Voz Alta

 Eder Cardoso, 6.ºA



Bons Sonhos!

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A imaginação não tem limites!

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"O meu amigo, o sono"

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"Poema em P"

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Criar e imaginar

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Momentos...

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Uma Escola para todos- Samara 6.ºC

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" A Menina do Mar"

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Trabalhos dos meus alunos...

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Pequenos/grandes artistas

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