"Só se vê bem com o coração, o essencial é invisível aos olhos"
02/06/26
01/06/26
"O dia em que me tornei pássaro"- 5.ºC
A criança tem liberdade E o pássaro também Ali no seu ninho, Ele sente-se bem.
Ele consegue amar, Vive a sonhar, Ali no seu ninho, No seu abrigo a repousar.
Se ele estiver a voar, No céu vai deslizar, E para o seu lar, A natureza vai usar.
Muito alegre e contente, Que é tão surpreendente, Tanta paz que ele tem, O coração de uma criança também.
Ele é livre, A voar num sonho sem fim, E no vento que o embala, Leva a esperança dentro de si.
Dânia
Ser criança é ter asas invisíveis, que levantam sonhos mesmo quando o chão pesa. É ser livre, tão livre, que o mundo cabe inteiro dentro de um sorriso.
Ser criança é ter alguém para me abraçar, um colo onde o medo se desfaz e o coração aprende a bater sem pressa.
É ter direito a crescer sem sofrer, a caminhar devagar, tropeçar, levantar, e descobrir que cada passo é uma vitória pequena que só a infância sabe celebrar.
Posso ser quem eu quiser: astronauta, bailarina, pirata, poeta, ou simplesmente eu, inteiro, verdadeiro, em construção.
E no meio de tudo isso, há sempre espaço para brincar, porque brincar é a forma mais pura de dizer ao mundo que ainda acredito nele.
Ana Margarida
Vitória
1 de junho de 2026
Querido diário,
Eu sou a Candela, tenho 13 anos e ando no 7.º ano.
Vamos ao que interessa. Há um rapaz que gosta de mim. Somos da mesma turma, o 7.º C. Ele senta-se atrás de mim e passa o tempo todo a olhar para mim. Parece completamente enfeitiçado!
Ontem, ele apareceu na escola com um disfarce muito estranho: uma cabeça de pássaro! O nome dele é Pedro. Com aquela cabeça enorme e pesada, mal conseguia fazer alguma coisa.
Passado algum tempo, cruzámo-nos cá fora. Olhámos um para o outro em silêncio absoluto. Então, aproximei-me dele e dei-lhe um abraço bem forte.
O Pedro ficou muito assustado, porque eu nunca o tinha abraçado antes. Ou talvez tenha ficado apenas feliz e surpreendido. Para ser sincera, ainda não percebi muito bem.
Até amanhã, querido diário!
Aniely
15 de setembro de 2015
Querido diário,
Hoje foi o meu primeiro dia de aulas e a primeira vez em que me apaixonei! Há um menino da minha turma, que está sempre a olhar para mim, mesmo quando eu estou a olhar para os passarinhos, pois bem sabes como adoro os pássaros.
Os outros meninos da turma disseram que ele está apaixonado por mim...Será verdade? Espero que sim!
Até amanhã, querido diário.
26 de setembro de 2916
Querido diário,
Hoje o menino de quem eu gosto apareceu, na escola, vestido de pássaro! O fato era muito giro. Os meninos da minha turma disseram que ele só se vestiu assim para ter a minha atenção! Nesse dia, estive secretamente a observá-lo para ver se era mesmo verdade. Ele não estava nada confortável com aquele fato, por isso, só o podia ter vestido para me agradar.
Quando estava a observar os pássaros, ele apareceu e, naquele momento, tive coragem, tirei-lhe o fato de pássaro, abracei-o com toda a força e disse-lhe:"Gosto de ti!" Nesse instante, ele ficou com as bochechas rosadas-
Olá, sou o Duarte e estou apaixonado pela Candela. Não consigo parar de pensar nela! Já a desenhei três vezes e, mesmo assim, continuo a pensar nela a toda a hora.
Mas a Candela parece só ter olhos para os pássaros. Desenha pássaros nos cadernos, usa acessórios com pássaros no cabelo e tem pássaros estampados nos vestidos e nas calças. Nem sequer repara em mim!
Até que, um dia, tive uma ideia brilhante: fantasiar-me de pássaro! Não foi nada fácil preparar o disfarce e, quando cheguei à escola, mal conseguia mexer-me. Mas estava decidido a tentar.
Fui procurá-la e encontrei-a junto de uma árvore, a observar atentamente os pássaros. Quando me viu, ficou surpreendida. Aproximou-se, tirou-me o fato e, para minha felicidade, abraçou-me.
Naquele momento percebi que não precisava de ser um pássaro para que ela me visse. Bastava ser eu. E, sinceramente, não queria estar em mais lado nenhum.
Cecília
20 de maio de 2026
Querido diário,
A Candela senta-se à minha frente e eu só tenho olhos para ela! Acho que estou apaixonado. Ai, como ela é linda!
21 de maio de 2026Querido diário,
A Candela adora pássaros! Usa roupas com pássaros estampados e enfeites de pássaros no cabelo. Passa horas a observá-los e diz que não gosta de os ver em gaiolas, porque os pássaros nasceram para ser livres. Sempre que encontra um pássaro ferido, trata dele com todo o carinho.
22 de maio de 2026Querido diário,
No recreio, sentei-me num banco perto dela. Fiquei a observá-la de longe e a admirar a sua beleza. Cada vez gosto mais dela.
23 de maio de 2026Querido diário,
Hoje tive uma ideia maluca: disfarcei-me de pássaro para a conquistar! Fui vestido de andorinha. Quando entrei na sala, toda a gente se riu, mas eu não me importei. Afinal, só tenho olhos para a Candela.
24 de maio de 2026Querido diário,
Hoje aconteceu algo que nunca vou esquecer. Finalmente, os nossos olhos encontraram-se. A Candela aproximou-se de mim, tirou-me o disfarce e deu-me um abraço apertado. Nesse momento, senti-me a pessoa mais feliz do mundo. Tenho a certeza de que nunca esquecerei esse abraço!
29/04/26
Escrita com recurso à Personificação
Era uma vez, num céu cheio de nuvens, uma nuvem triste que chorava em silêncio. Entre todas, havia também uma nuvem feliz que, ao reparar na tristeza da outra, aproximou-se com delicadeza e perguntou o que se passava.
A nuvem triste, cansada de guardar tudo para si, acabou por desabafar. Falou da solidão que sentia, daquele vazio pesado que carregava dentro dela.
A nuvem feliz ouviu com atenção e, ao perceber a dor da companheira, estendeu-lhe a mão com ternura e levou-a para um lugar distante. Com um sorriso suave, disse-lhe:
— Acalma-te… Eu sei o que estás a sentir. Mas sabes o que pode melhorar o teu dia?
— O quê? — perguntou a nuvem triste, agora curiosa.
— Um passeio no parque! — respondeu a outra, com uma voz acolhedora.
E assim foram as duas nuvens até ao parque. Brincaram, correram e riram como há muito não acontecia. O tempo passou sem que dessem por isso, até que a noite caiu suavemente sobre o céu.
No meio de tantas gargalhadas, os problemas pareciam já não pesar tanto e, por momentos, tinham simplesmente desaparecido.
Num cantinho do tempo, onde os dias da semana se encontravam sempre que o mundo adormecia, começou uma discussão animada.
— Eu sou claramente o melhor! — disse o Sábado, esticando-se com ar descontraído. — Toda a gente me adora. Sou sinónimo de descanso e diversão!
— Não te estiques tanto… — respondeu o Domingo, com voz calma. — Eu também sou muito apreciado. Sou o dia da família, dos almoços longos e das sestas.
Sexta-feira entrou na conversa, cheia de energia:
— Desculpem lá, mas sem mim nada disso existia! Eu sou o início da liberdade. Quando eu chego, toda a gente sorri!
Quarta-feira, no meio de tudo, levantou a mão:
— Eu sou o equilíbrio! Nem muito longe do fim, nem muito perto do começo. Sou o ponto perfeito da semana.
Terça-feira encolheu os ombros:
— Eu não sou muito falada… mas ajudo as pessoas a ganhar ritmo.
Quinta-feira acrescentou:
— E eu preparo toda a gente para o fim de semana. Sem mim, a Sexta nem brilhava tanto!
De repente, ouviu-se um suspiro ao fundo. Era a Segunda-feira, de cabeça baixa.
— Pois… e eu? Ninguém gosta de mim — disse, tristemente. — Sou sempre vista como o fim da felicidade…
Houve um silêncio. Até que Sexta-feira falou, desta vez com um tom mais suave:
— Sabes… nós brincamos, mas a verdade é que sem ti nada começava.
Domingo acenou:
— É verdade. És tu que dás oportunidade a novos começos.
Quarta-feira sorriu:
— Cada um de nós tem o seu papel. Juntos, fazemos a semana completa.
Sábado cruzou os braços e admitiu:
— Talvez… talvez todos sejamos importantes à nossa maneira.
A Segunda-feira levantou lentamente o olhar, surpresa.
— A sério?
— A sério — disseram todos em coro.
E naquele momento, perceberam que não havia “melhor dia”. Cada um tinha o seu valor e era isso que tornava a semana especial.
27/04/26
Escrita com recurso à Personificação
- Oh, que triste vida a minha! Sempre a afiarem-me! Um dia destes ainda desapareço!- queixou-se o lápis.
- Eu cá não tenho culpa! – disse o afia, todo indignado. – Se não te afiasse, não conseguias escrever nada de jeito!
- Isso dizes tu… – resmungou o lápis. – Cada vez fico mais pequenino! Daqui a nada sou só uma pontinha!
Nisto, a borracha, que estava ali ao lado a ouvir tudo, começou a rir-se.
- Vocês discutem por tudo e por nada! – disse ela. – Ao menos tu, lápis, ainda serves para escrever. Eu só apareço quando alguém faz asneira!
- Olha quem fala! – respondeu o lápis. – Sem mim, nem trabalho tinhas!
- E sem mim, os teus erros ficavam todos à mostra! – ripostou a borracha, cruzando-se toda.
Entretanto, o caderno, que já estava farto da conversa, abriu-se e disse:
- Já chega! Vocês os dois são importantes. O lápis escreve, a borracha corrige e o afia ajuda o lápis a continuar. Se trabalharem juntos, fazem coisas incríveis!
O lápis ficou em silêncio por um bocadinho e depois disse:
- Hmmm… se calhar tens razão.
- Pois tenho! – respondeu o caderno, todo orgulhoso.
O afia sorriu e acrescentou:
- Vá, vá, nada de discussões. Temos trabalho a fazer!
E assim, todos juntos, continuaram a ajudar a escrever histórias… mesmo que o lápis ficasse um bocadinho mais pequeno a cada dia.
Manuel, 5.ºC
O relógio correu: tic-tac, tic-tac,
Já estava atrasado, que grande ataque!
A mochila suspirou sem parar:
“Estou tão cansada de tanto pesar!”
O lápis dançou, cheio de energia,
Rabiscando sonhos com muita alegria,
E a borracha, num pulo engraçado,
Gritou: “Esse risco vai ser apagado!”
A cadeira bocejou: “Oh, que canseira…”
Quase adormeceu na sala inteira,
E o livro contou, baixinho assim,
Histórias guardadas só para mim.
Até a janela quis espreitar,
Curiosa com tudo o que estava a passar,
À espera do toque, tão especial,
Que chama todos para o recreio final!
25/04/26
Escrita a partir da animação "Flying Books"
O céu, todo azul, a brilhar;
uma linda rapariga a voar,
balões de livros nas suas mãos:
nada natural, na minha opinião.
Despertou em mim uma curiosidade imensa;
não vou mentir, fiquei com vontade de ler.
Peguei num livro e, logo na primeira página, apaixonei-me.
Continuei, continuei…
histórias misteriosas por descobrir,
de terror para me assustar
e também de romance, para me apaixonar.
Se não tiver cuidado, ainda saio a voar,
aventurando-me e viajando pelas histórias.
Samara Freire, 6.ºC
02/10/24
Escrita a partir de Acrósticos Desenhados
01/05/12
Mais abecedários Monstro...
B é Barleão, não tem nada a ver com o cão.
C é Cânpante, tem mentalidade de infante.
D é o Dragão, anda sempre de rabo no chão.
E de elefato, tem muito medo do rato.
F é Farmiralo, tem cara de cavalo.
G de Galeia, metade gato, metade baleia.
H é o Hipopeixe, só tem ideias de peixe.
I é o Igtubarão, só pensa em ser Barão.
Jagbelha, tem asas de abelha.
Lanilho, tem cara de quem já tem um filho.
Macaebra, em casa só come febra.
Novirilo, canta bem como um grilo.
Orangofantes, faz coisas fatigantes.
P é o Patarilo, tam dentes de crocodilo.
Raboi não gosta do boi.
Sareia, metade mulher, metade baleia.
Alfabeto Monstro
Belhudo: tem braços descaídos e anda sempre trombudo.
Chakoma: tem o corpo translúcido, mais parece uma goma.
Diladi: é muito feio, a sua alcunha é Didi.
Elaco: tem uma tromba e dá saltos à macaco.
Faição: tem asas e patas, é a grande sensação.
Guntim: é muito pequenino, tem medo de ti e de mim!
Hacoláco: é muito grande, é um monstro Polaco.
Imáli: é tão orgulhoso de si!
Jocassino: é chique e requintado, gosta de ir ao casino.
Lufúmo: é como as pessoas, o seu carro faz muito fumo.
Mafema: é maléfica, é da cor da gema.
Norafi: parece uma velhinha, vive numa casa e tem uma casa chamada Fifi.
Ocólhos: tem dez pares de olhos.
Penta: tem cinco olhos e gosta de pimenta.
Quaque: emigrou para o Iraque.
Ricana: canta muito bem, é muito rica, tem cinco bocas e parece uma cana.
Songe: foi de férias para muito longe.
Tuti: gosta de mascar pastilhas de tutifruti.
Uloucas: tem dois narizes e umas orelhas bem loucas.
Vilof: é grande e peludo, adora molotof.
Ximeiro: é gigante e gordo, para comer é sempre o primeiro.
Zirox: tem pés muito grandes, adora ver as séries da "Fox".
23/04/12
Martiolino!
Martiolino bem mais peludo que um pepino!É na água que ele habita
Com uma grande língua e um nariz tão pequenino,
Fica com um ar mesmo catita!
Quadras com monstros!

Gosto de apanhar trevos no monte...
Sou maior que o bisonte,
E não consigo saltar da ponte!
Gosto de arrotar à tarde,
Rita Nunes, 6ºA
Cabeça de batata e usa sempre bata!
Mãos de tesoura e
Cabelo de vassoura!
Sempre pronta a recortar
Até as sebes sabe aparar...
Mas cuidado com ela,
Um aperto de mão deves evitar!
Sou tão gorda!
Sou tão nariguda!
E só papo... açorda!
17/04/12
Quadras com Monstros!
Mas cérebro de feijão
Gosta de brincar com o Abelhão
Que, por sua vez, não gosta de comer macarrão.
16/04/12
Alfabeto Monstro do 6ºD...
B de Becoteco que tem cérebro de boneco.
C de Cadir que está sempre a mentir.
D de Dranketien que tem pernas de Frankenstein.
E de Ernesto que é um monstrinho honesto.
F de Formigarra que tem uma viola como a duma cigarra.
G de Grinaldo bicho pardo, está sempre embriagado.
H de Hereda que dá com cada queda!
I de Iquato que faz som de pato.
J de Jócatoca que vive numa bolota.
L de Liocardo que come sempre cardos!
M de Marganão, que adora macarrão!
N de Nercoteco que é mesmo esperto.
O de Orido que é muito convencido.
P de Poiaque que tem um rabo de iaque.
Q de Quiricão que faz com cada balão!
R de Rotante que tem um corpo gigante.
S de Sagitário quem tem o feitio de um canário.
T de Ticaxi que parece que tem uma cabeça de abacaxi.
U Uribiscos que só faz rabiscos...
V Violinte que tem sempre vinte!
X de Xassa que adora massa!
Z de Zocalhaço que é como um peixe palhaço.
Pedro Dionísio, João Santos e Beatriz Raichande, 6ºD
01/04/12
28/03/12
"Alfabeto Monstro" II
"Alfabeto Monstro" I
21/02/12
A terra dos sonhos...
Existe uma terra de alegria
Cheia de sonhos e pensamentos
E também muita magia.
Por tanta magia haver,
Um dia quis lá ir
Para espreitar aquele mundo
Que tanto me faz sorrir!
De repente apareceu um portal
Que depressa me levou
Para a tal terra de que vos falei
Que a minha vida...mudou!
Quando finalmente lá cheguei,
Senti-me como se estivesse a voar
Naquela terra encantada
Eu ia adorar estar.
Sonhos, sonhos, sonhos e mais sonhos;
Que naquela terra havia
Até pintar o mundo cor-de-rosa
Uma menina sonhava que conseguia.
Crianças sonhavam alegres
Que um dia podiam ser:
professoras, escritoras, nadadoras
Uma até sonhava a correr!
Correr, correr pelo mundo fora
À procura de novas aventuras
Talvez pelo caminho encontrassem
Novas e enormes criaturas.
A esta terra de magia
Sonho um dia cá voltar
Para procurar novos mundos
E a história vos poder contar.
06/02/11
Mais uma história sem U, mas não a da lebre!
Sem U!
-O cágado não anda nada, corro mais!
O cágado dizia:
-Achas? Estás é convencido!
-Vamos correr amanhã?
-Está bem, veremos afinal se és o maior!
Na hora da corrida, a lebre gozava:
-Vais perder, vais perder!
A corrida vai começar...Atenção, 3, 2 e...já!
A lebre já ia a meio e aproveita para descansar...Não contava era adormecer!
O cágado passa devagar pela lebre e já na meta diz:
-Ganhei! Ganhei! Mandem vir o champagne, rápido, rápido!
A lebre e o cágado...sem U!
A lebre e o cágado iam fazer três assaltos:
-Preparados?
-Prontos!
A lebre corre a sete pés, já o cágado corre a dez dedos...
A liderar a corrida, via-se a lebre já sem folêgo...
-"É melhor ver onde está o cágado...Ah...ainda está longe! Aproveito para descansar!"
Perdendo a noção do tempo, a lebre dormia...e passara demasiado tempo, por isso, o cágado passa a liderar a corrida.
Cinco dedos, cinco dedos...mais vinte dedos e o cágado alcança a meta final!
Afinal, nem sempre é como se pensa!
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