"Só se vê bem com o coração, o essencial é invisível aos olhos"

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26/02/09

Con(viver) com as diferenças

Hoje tivemos uma aula, bem diferente no 6ºD. A doutora Rita Soares, psicóloga, proporcionou a esta turma uma sessão orientada para as diferenças, em especial sobre as crianças autistas. As colegas da Sala de Ensino Estruturado haviam feito a proposta, que aceitei com agrado, pois nunca é demais mostrar aos alunos que crianças com necessidades educativas especiais, merecem todo o apoio e carinho, quer da nossa parte, professores, quer da parte dos colegas, alunos.
A doutora Rita começou a reflexão, distribuindo aos alunos um pequeno questionário, que levava a turma a concluir que, afinal todos somos diferentes uns dos outros, fisicamente, intelectualmente, de acordo com a nossa origem, até a nível de comportamentos, de culturas, de raça, de religião...cada um de nós é diferente, por múltiplas razões! Este questionário levou os alunos a descobrir e reflectir sobre cada elemento na turma, servindo de base para uma discussão sobre as melhores qualidades e alguns defeitos de cada um...Livremente, foram apontando o que alguns colegas fazem de melhor e de pior, nesta turma, levando-os a "ver" que as crianças autistas também são capazes de grandes aprendizagens e conquistas...e que a Sala de Ensino Estruturado lhes permitia o acesso ao maior bem: a Escola!
Temos na turma uma criança autista, que é capaz de desenvolver várias tarefas. Foi desta forma que descobrimos que o David já consegue fazer um bolo, praticamente sem ajuda. Ficou a promessa de, em breve, o David nos preparar um saboroso lanche!
A turma percebeu que o David não fará as mesmas conquistas que a maioria dos colegas, mas há que o ajudar a tornar-se autónomo, a saber um dia cuidar de si e da sua casa...e que todos o poderiam ajudar nesse caminho de descoberta do mundo e de si próprio.
Esta sessão permitiu também saber que as crianças autistas apresentam dificuldades sobretudo ao nível da comunicação, do relacionamento e socialização...e que eles, colegas, poderiam ajudar imenso essas crianças, puras de alma, tão desprotegidas, por serem inocentes.
A sessão terminou com um filme sobre crianças autistas, onde vimos autênticos artistas: essas crianças sabem ser pintores...e algumas até aprendem a ser carteiros, como nos mostraram hoje.
Houve também lugar para a divulgação de um documento da autoria de Angel Rivière:" O que nos pediria um autista", que permitiu aos alunos reforçar o papel de cada um na ajuda activa na inclusão dos "cidadãos diferentes".
Estas iniciativas são muito úteis na medida em que cada vez é mais urgente formar cidadãos com valores...e ajudar a crescer crianças autistas, apoiando-as, amando-as é um valor de suprema importância.

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