"Só se vê bem com o coração, o essencial é invisível aos olhos"

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01/04/14

Zinho,o detetive

O Detetive Zinho estava no seu quarto a arrumar as suas coisas de detetive, quando ouviu um grito pavoroso:
- Aaaiiiii!
Zinho saltou da cama, pegou na sua lupa e no seu chapéu, e abriu a porta do seu quarto. Aí ouviu o grito outra vez:
- Aaaiiiii!
Zinho quase se assustou. Mas aí lembrou-se que um verdadeiro detetive não se assusta. Engoliu o susto em seco e pegou num desentupidor  que estava na  casa-de-banho. Com o desentupidor debaixo do braço ele, sentiu-se mais confiante para enfrentar aquela ameaça terrível. E pôs-se a investigar de onde viriam os gritos.
- Aaaiiiii!
Era o grito pavoroso de novo. Zinho já estava no alto da escada quando decidiu pegar em mais uma arma: entrou no quarto da mãe e saiu de lá com um sutiã na mão para usar como se fosse elástico. Testou o" suti-lástico" e... funcionava. Lançou uma bola de meia, longe. A bola bateu no espelho do corredor, voltou e bateu na cabeça de Zinho, que ficou meio atordoado. O que mostrava que o suti-lástico funcionava.
- Aaaiiiii!
Quanto mais descia a escada mais pavoroso o grito ficava. E o detetive Zinho resolveu agarrar um ténis largado pelo irmão mais velho no fundo da escada. O ténis estava muito sujo e Zinho cheirou o ténis do irmão.
- Arrgghh! Que chulé! – disse Zinho, enquanto tapava o nariz.
Era mais uma arma perfeita contra o que quer que fosse que estava a causar aqueles gritos de medo. E por falar em grito:
- Aaaiiiii!
Passando pelo banheiro no corredor o detetive Zinho entrou. Pelo barulho que fez deve ter derrubado um monte de coisas lá dentro. E saiu armado de papel higiénico (para amarrar o inimigo), uma escova de dentes (caso ele esteja com mau-hálito) e um rolo vazio de papel higiénico (que podia ser usado como espada ou coisa assim).
Carregado com aqueles instrumentos o detetive Zinho ouviu novamente:
- Aaaaaahhhhhh!
O grito tinha ficado ainda mais pavoroso. E finalmente Zinho pode identificar de onde vinha o grito: da cozinha.
Aproximou-se com cuidado da porta da cozinha, que estava fechada. Por um segundo ou dois hesitou. Devia mesmo entrar? Que terríveis perigos o aguardavam atrás daquela porta.
- Aaaaahhhhhhhh!
Quando ouviu esse último grito, não teve dúvidas: ele ia fazer o que tinha vindo fazer. E chutou a porta com tanta força que caiu ao chão estrondosamente. Pôde ver então a sua irmã mais velha em cima de uma cadeira. A irmã olhava para o lado e deu mais um grito horripilante:
- Socoorroooo!
Que terríveis monstros marcianos atacavam a cozinha, querendo raptar a sua irmã? Que bandidos assaltavam a casa em busca dos doces que a sua mãe tinha feito para o jantar? Que cruéis monstros invadiam a casa prontos para beber todo o leite do frigorífico?
O detetive Zinho tentou manter a calma. E reparou que sua irmã olhava para baixo. Estalou os dedos e concluiu brilhantemente:
- Ahháá! O que está a assustar a minha irmã, deve estar no chão!
Então o detetive aproximou-se do ser maligno que estava a causar todo aquele terror à sua irmã.Armado com todos os objetos que agarrou pela casa,ele não tinha medo, não podia falhar.
E foi então que ele chegou bem perto e pôde ver, ali no chão limpo da cozinha... uma barata.
Quem diria que tanta inspeção iria acabar numa simples barata!

Tatiana, 6ºD
Pensamentos tornados realidade

"Um dia algo de estranho se passava comigo...sempre que pensava em algo esse pensamento tomava forma e tornava-se real."

 Estava a dormir e de repente comecei a sonhar com um lindo campo de flores.Quando acordei,em vez de estar no meu quarto,estava num campo de flores.Perguntei-me:
 -E agora,o que faço?
 Comecei a correr,cheirando aquelas belas flores,deitei-me na verde relva, fechei os olhos e dali imaginei uma linda e grande borboleta a voar por cima de mim.Quando tornei a abrir os olhos, lá estava a borboleta.
 -Mas porque será que tudo aquilo em que eu penso se torna real?-pensei- E como vou voltar para casa?
 A borboleta pousou na relva e convidou-me a subir para as suas belas asas,incrivelmente ela falava.De seguida,pediu-me que me segurasse bem e levantou voo.
 Por um momento voltei a fechar os olhos e imaginei um mar límpido cheio de bonitas algas balançando de um lado para o outro e criaturas marinhas jamais vistas.
 Quando abri os olhos, estava de biquíni no topo de uma rocha à beira-mar com os cabelos a esvoaçar ao vento,no céu conseguia ver a grande e bela borboleta a voar para longe.
 Vendo aquela linda água,não hesitei em mergulhar.Quando levantei a cabeça da água o cabelo continuava seco,como se estivesse num filme.
 Quando saí da água vi sangue e um golfinho ferido.Tinha levado com uma faca que havia caído de um barco.Trouxe-o para a beira-mar,com cuidado tirei-lhe a faca e fui apanhar umas algas.Com elas fiz um curativo, que apliquei no golfinho.
 Ele não podia ir assim para a água,por isso,pensei no que podia utilizar e,de repente, veio-me à cabeça que podia usar uma ligadura que vindo do nada me acertou na cabeça.
 -Esta agora!-exclamei.
 Embrulhei a ligadura na barbatana ferida do golfinho e quando dei por mim comecei a afastar-me e a rodar ficando cada vez mais longe do golfinho que tinha voltado para a água são e salvo.Afinal era tudo um sonho,mas um bom sonho,onde eu podia controlar tudo.
Acabei por tirar um curso como veterinária,que foi o que eu sempre quis.
Tatiana Cavalheiro 6º D Nº 17

28/03/14

Cartas...6ºE

Rua das Abóboras nº 21, 30 de março de 10612

Olá Vespucio!!

   Há quanto tempo! Tenho andado a viajar pelo nosso sistema solar.
   Foi então que a minha nave ficou sem combustível e por isso tive de fazer uma aterragem de emergência num asteróide bem pequenino.
   Qual não foi o meu espanto quando vi um menino e uma rosa.
   Eu perguntei onde estava. Ele disse-me que nós estávamos no asteroide B-612.
   Ele disse-me que ele e aquela rosa eram muitos amigos e perguntou-me se eu sabia o que era a amizade. Será que ele pensa que no nosso planeta não há amizade?
   Eu respondi dizendo-lhe que a amizade é doce e torna-se mais forte com o tempo mesmo à distância, os amigos aceitam a opinião dos outros mesmo que seja diferente da deles.
   O menino ficou espantado com as minhas palavras e perguntou-me se conhecia a rosa porque ela pensava da mesma maneira...
   Depois lá fui conhecer a rosa e ficámos os três à conversa durante algum tempo, até que lhes expliquei o que me tinha acontecido e ele resolveu o meu problema.
   Finalmente regressei a casa e  jamais irei esquecer estes novos amigos. Gostava que também os conhecesses.
   Amigo espero que gostes da minha carta, fico à espera das tuas novidades.

Rodrigo Gomes

Rua das Madalenas, 31 de março...
Minha querida Mónica:
Escrevo-te esta carta, para te contar uma aventura que vivi no asteróide B-612. De início foi uma aterragem forçada, mas, depois, conheci um rapaz tão louro como o sol, com um sorriso tão brilhante como um diamante.
Ele cuidava de três vulcões incandescentes e da sua bela e cheirosa rosa, única no mundo para ele.
Pediu-me que decifrasse os segredos da amizade e respondi que a amizade é um sentimento magnífico, um amigo sabe guardar segredos, é alguém com quem podes contar e falei-lhe de ti, para ele compreender o verdadeiro valor da amizade.
Beijinhos gigantes e doces do teu amigo, que te adora:
Rafael



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