"Só se vê bem com o coração, o essencial é invisível aos olhos"

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09/07/09

Viagens passadas: Marrocos- 1ª parte!



Recordo as minhas viagens a Marrocos...quem me conhece mais intimamente sabe as aventuras e desventuras que aí passei, mas vou apenas contar sensações.Viajei por terras marroquinas três vezes, convivendo de perto com as tradições e costumes, pois da primeira vez fiquei numa casa familiar, durante um mês, numa terrinha perto de Agadir.Logo à chegada, fiquei tonta com a velocidade em que tudo acontece! Sair de um autocarro e voar para dentro de um táxi, partilhado por gente desconhecida e sair de noite em Anza...onde me esperava um tagine especial e chá, com que geralmente acompanham as refeições.Descalcei-me à entrada do salão, onde comi junto com a família árabe, todos sentados no chão, em volta de uma mesa redonda, onde comemos do mesmo prato, com as mãos e um pedaço de pão...Até o pão era tão diferente do nosso!Mais tarde, dormi no quarto do casal, que gentilmente me ofereceram, com a minha filha.Ainda bem, pois o resto da enorme família dormiu no chão: homens num salão,mulheres noutro, em cima de peles de ovelha e cobertores!O dia começa cedo! A filha mais velha começa a fazer pão!
Rotina diária! Após o pequeno-almoço, começam as limpezas. Tudo é esfregado diariamente! Eu, a convidada, não faço nada, nos primeiros dias! Até o cabelo da Sara penteiam e lembro-me de lavar a minha roupa interior às escondidas!
Aos poucos, fui pedindo para me deixarem colaborar, pois sentia-me incomodada, por me fazerem tudo! Mas apenas fiz pequenos gestos insignificantes, como ajudar a pôr a mesa...Todas as manhãs era um delírio ver a rapidez com que dobravam as mantas e as guardavam, transformando os "dormitórios improvisados em salas de visitas"!Quase todos os dias, íamos à praia em Agadir, um lugar moderno e limpo, diferente da maior parte das coisas que vi em Marrocos. Ia com as mulheres da casa, pois os homens pouco ou nada fazem em conjunto!Andei de camelo com a minha Sara. Senti algo estranho, quando o camelo ficou de pé. A primeira vez, foi na praia em Agadir. A segunda num monte, pois parece que retiraram os camelos das praias...Aí a sensação de altura foi maior! Quase senti medo, por estar nas alturas, num monte altíssimo, avistando a cidade cá em baixo.Nunca bebi tanto chá, pois servem chá a toda a hora, com montes de bolinhos, feitos pela filha mais velha. Ainda hoje me pergunto como é que ela aguenta? Nem imaginam o ritual da preparação do chá! E ainda as refeições a preparar, lavar a roupa de tanta gente, limpar a casa...ainda lhe sobrava tempo para ser meiga com a Sara e enfeitar-lhe os cabelos compridos!Até a mim, ela e a irmã se deliciavam a vestir-me vestidos árabes, a pintar-me, a fazer-me penteados, a transformar-me! Um dia chamaram uma mulher que me fez desenhos nas mãos e nos pés, uma das tradições deles! O Henna...Nos meus anos, a 23 de Julho, apesar de não fazer parte dos costumes deles, prepararam-me uma festa inesquecível. Vestiram-me e enfeitaram-me...Nem parecia eu! Fizeram bolos, pão, frango, que era das poucas coisas que a Sara comia! O resto era muito estranho, para ela! Bebemos Fanta, em vez de chá! Fomos a Essaouira, o lugar mais encantador que conheci!Terminamos a jantar à beira-mar, um banquete de peixes de todas as qualidades: a melhor refeição em Marrocos! E recebi presentes típicos: colares, um vestido, pulseiras, anéis, quadros e pratos...cada um deu-me uma coisa de lá!


1 comentário:

Leonor Lourenço disse...

olá Isabel
Agradeço a amizade e incentivo que me dá.
Vi o que escreveu no blog de minha irmã. Se quiser e quando o entender, envio-lhe um livro autografado para o seu rebento. Basta enviar-me para o meu mail a morada e nome da menina.

Oxalá a sua viagem corra de vento em popa.
Beijo e boas férias!
Leonor

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