"Só se vê bem com o coração, o essencial é invisível aos olhos"

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28/03/10

Um lápis convencido e vaidoso!

Há muito, muito tempo, houve um lápis muito vaidoso e convencido, que a tudo que desenhava, chamava obra de arte!
-Eu sou o lápis, o lápis artista, o lápis que pinta e desenha como ninguém!-cantava um dia o lápis.
Ao mesmo tempo, uma borracha atrevida apagava o que o lápis desenhava.
-Eu sou a borracha, a borracha apagadora, apago e apago, o que o lápis desenha mal!-cantava muito baixinho a borracha.
-Ora vamos lá ver como ficou a minha centésima obra de arte-pensou o lápis. E nisto parou de desenhar, afastou-se e:
-O quê?! Quem é que está a brincar comigo? A minha obra de arte, não pode ter desaparecido! Quem quer que seja, apareça!-gritou furioso, o lápis.
-Sinto muito, senhor lápis.-lamentou-se a borracha. Perdoe-me, não fiz por mal. Eu só apaguei o seu desenho porque....-dizia a borracha.
-Desenho, não! Era uma obra de arte! Uma obra de arte!-emendou o lápis, cada vez mais furioso.
-Porque eu achava que era uma obra de arte muito feia e mal desenhada-continuou a borracha, finalizando o discurso.
Com essas palavras, eu não desculpo, nem perdoo. Insultou a minha arte! E além do mais, apagou-a!-dizia o lápis, desta vez mais calmo-Sabe o que lhe vou fazer?
-Não, não sei, nem faço a mínima ideia-afirmou preocupada a borracha.
-Vou prendê-la numa cadeira, de modo que não consiga movimentar-se e não consiga apagar as minhas belíssimas obras de arte! Ah, ah, ah, ah, ah!-ria-se, maliciosamente, o lápis.
Seguidamente, o lápis começou a desenhar.
-Ora bem, vou recomeçar a minha centésima primeira obra de arte. Eu sou o lápis, o lápis artista, o lápis que pinta e desenha como ninguém!
Passaram-se uns minutos, o lápis terminou o desenho, guardou-o e disse:
-Vou descansar. Ufa! A minha última obra de arte deu cá uma trabalheira! Acho que já posso libertar aquela miserável borracha.
Dito isto, desamarrou a borracha da cadeira.
-Livra, finalmente estou solta! Pensei que ia ficar para sempre amarrada àquela cadeira.-suspirou a borracha.
Acabando o seu descanso, o lápis decidiu que iria analisar as suas obras de arte.
-AaaaaaaaaaH! As minhas obras de arte são péssimas! A borracha? Onde é que está a borracha?-gritou o lápis, enquanto ia em louca correria para casa da borracha.
Bateu à porta da casa da borracha:
-O que foi, senhor lápis? Porque está assim? Parece que viu um fantasma!
-É que...sabe, senhora borracha, eu fui analisar as minhas cento e uma obras de arte e vi que estão feias e mal desenhadas! Queria que as apagasse e me desse aulas de desenho. Por favor, por favor....
-Com uma condição: promete que nunca mais me prenderá numa cadeira e me deixará apagar as coisas que errar...Combinado?-perguntou a borracha.
-Sim, combinado.-respondeu o lápis.
E a partir desse dia, o lápis e a borracha tornaram-se amigos inseparáveis e o lápis concluiu que nunca faria desenhos perfeitos sem a intervenção da borracha.
Igor, 6ºF

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