"Só se vê bem com o coração, o essencial é invisível aos olhos"

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29/04/26

Escrita com recurso à Personificação

Era uma vez, num céu cheio de nuvens, uma nuvem triste que chorava em silêncio. Entre todas, havia também uma nuvem feliz que, ao reparar na tristeza da outra, aproximou-se com delicadeza e perguntou o que se passava.

A nuvem triste, cansada de guardar tudo para si, acabou por desabafar. Falou da solidão que sentia, daquele vazio pesado que carregava dentro dela.

A nuvem feliz ouviu com atenção e, ao perceber a dor da companheira, estendeu-lhe a mão com ternura e levou-a para um lugar distante. Com um sorriso suave, disse-lhe:

— Acalma-te… Eu sei o que estás a sentir. Mas sabes o que pode melhorar o teu dia?

— O quê? — perguntou a nuvem triste, agora curiosa.

— Um passeio no parque! — respondeu a outra, com uma voz acolhedora.

E assim foram as duas nuvens até ao parque. Brincaram, correram e riram como há muito não acontecia. O tempo passou sem que dessem por isso, até que a noite caiu suavemente sobre o céu.

No meio de tantas gargalhadas, os problemas pareciam já não pesar tanto e, por momentos, tinham simplesmente desaparecido.

Ana Margarida Mira, 5.ºC
 

Num cantinho do tempo, onde os dias da semana se encontravam sempre que o mundo adormecia, começou uma discussão animada.

— Eu sou claramente o melhor! — disse o Sábado, esticando-se com ar descontraído. — Toda a gente me adora. Sou sinónimo de descanso e diversão!

— Não te estiques tanto… — respondeu o Domingo, com voz calma. — Eu também sou muito apreciado. Sou o dia da família, dos almoços longos e das sestas.

Sexta-feira entrou na conversa, cheia de energia:

— Desculpem lá, mas sem mim nada disso existia! Eu sou o início da liberdade. Quando eu chego, toda a gente sorri!

Quarta-feira, no meio de tudo, levantou a mão:

— Eu sou o equilíbrio! Nem muito longe do fim, nem muito perto do começo. Sou o ponto perfeito da semana.

Terça-feira encolheu os ombros:

— Eu não sou muito falada… mas ajudo as pessoas a ganhar ritmo.

Quinta-feira acrescentou:

— E eu preparo toda a gente para o fim de semana. Sem mim, a Sexta nem brilhava tanto!

De repente, ouviu-se um suspiro ao fundo. Era a Segunda-feira, de cabeça baixa.

— Pois… e eu? Ninguém gosta de mim — disse, tristemente. — Sou sempre vista como o fim da felicidade…

Houve um silêncio. Até que Sexta-feira falou, desta vez com um tom mais suave:

— Sabes… nós brincamos, mas a verdade é que sem ti nada começava.

Domingo acenou:

— É verdade. És tu que dás oportunidade a novos começos.

Quarta-feira sorriu:

— Cada um de nós tem o seu papel. Juntos, fazemos a semana completa.

Sábado cruzou os braços e admitiu:

— Talvez… talvez todos sejamos importantes à nossa maneira.

A Segunda-feira levantou lentamente o olhar, surpresa.

— A sério?

— A sério — disseram todos em coro.

E naquele momento, perceberam que não havia “melhor dia”. Cada um tinha o seu valor e era isso que tornava a semana especial.

 Leanna e Beatriz Fernandes, 5.ºC

27/04/26

Escrita com recurso à Personificação

 


- Oh, que triste vida a minha! Sempre a afiarem-me! Um dia destes ainda desapareço!- queixou-se o lápis.

- Eu cá não tenho culpa! – disse o afia, todo indignado. – Se não te afiasse, não conseguias escrever nada de jeito!

- Isso dizes tu… – resmungou o lápis. – Cada vez fico mais pequenino! Daqui a nada sou só uma pontinha!

Nisto, a borracha, que estava ali ao lado a ouvir tudo, começou a rir-se.

- Vocês discutem por tudo e por nada! – disse ela. – Ao menos tu, lápis, ainda serves para escrever. Eu só apareço quando alguém faz asneira!

- Olha quem fala! – respondeu o lápis. – Sem mim, nem trabalho tinhas!

- E sem mim, os teus erros ficavam todos à mostra! – ripostou a borracha, cruzando-se toda.

Entretanto, o caderno, que já estava farto da conversa, abriu-se e disse:

- Já chega! Vocês os dois são importantes. O lápis escreve, a borracha corrige e o afia ajuda o lápis a continuar. Se trabalharem juntos, fazem coisas incríveis!

O lápis ficou em silêncio por um bocadinho e depois disse:

- Hmmm… se calhar tens razão.

- Pois tenho! – respondeu o caderno, todo orgulhoso.

O afia sorriu e acrescentou:

- Vá, vá, nada de discussões. Temos trabalho a fazer!

E assim, todos juntos, continuaram a ajudar a escrever histórias… mesmo que o lápis ficasse um bocadinho mais pequeno a cada dia.

 

Manuel, 5.ºC 

 


O relógio correu: tic-tac, tic-tac,
Já estava atrasado, que grande ataque!
A mochila suspirou sem parar:
“Estou tão cansada de tanto pesar!”

O lápis dançou, cheio de energia,
Rabiscando sonhos com muita alegria,
E a borracha, num pulo engraçado,
Gritou: “Esse risco vai ser apagado!”

A cadeira bocejou: “Oh, que canseira…”
Quase adormeceu na sala inteira,
E o livro contou, baixinho assim,
Histórias guardadas só para mim.

Até a janela quis espreitar,
Curiosa com tudo o que estava a passar,
À espera do toque, tão especial,
Que chama todos para o recreio final!

 

26/01/11

Ovos ou pedras?

Hoje voltemos a histórias menos sérias, talvez mais infantis, mas com uma boa dose de imaginação e humor.
Trata-se de um texto do Dénnis do 5ºA, que escreveu esta fábula a propósito da personificação:
Um dia um galo estava a procurar milho para os seus filhotes e encontrou um lobo...Então meteu conversa com ele e perguntou:
-Oh, lobo, que fazes aqui a estas horas?
-Vim procurar alimento.
-Eu também, vim fazer o mesmo.
O lobo queria comer o galo, mas o galo era esperto...
Quando o lobo disse:
-Queres vir a minha casa, comer um caldinho que eu fiz?
O galo logo respondeu:
-Não posso, a minha família está à minha espera na capoeira, pois a minha mulher dá à luz hoje!
Então o lobo resolveu atacar o galo, mas o galo teve uma ideia:
-Olha, eu dou-te os meus filhotes, para comeres. Vou buscar os ovos à capoeira e tu ficas aqui à minha espera.
-Está bem! Mas não demores, porque estou com muita fome.
O galo regressou dali a pouco com umas pedras pintadas, que pareciam ovos!
Mal o lobo trincou uma, caiu-lhe um dente e começou a gemer de dores! O galo aproveitou-se disso e empurrou o lobo de um precipício abaixo! Não foi difícil pois o lobo saltava no ar, agonizando de dores, por ter trincado a pedra!

10/01/11

A floresta mágica

Um dia eu estava na rua, quando vi um senhor muito velho que me disse:
-Eu estou doente e acho que vou morrer, ficarei melhor se fores a uma floresta mágica e trouxeres de lá uma flor azul com bolas amarelas.
Como queria ajudar aquele senhor que estava doente, fui à procura da floresta mágica e da flor azul com bolas amarelas.
Quando cheguei à floresta, estava uma árvore a mexer as raízes e eu disse:
-Esta árvore está a mexer-se, mas será que fala?
A árvore aproximou-se e falou:
-Olá...eu sou uma árvore mágica e tu és uma criança que está a procurar uma flor azul com bolas amarelas, eu sei isso porque adivinho coisas.
Eu pensei que a árvore pudesse saber onde estava a flor e, por isso, perguntei:
-Sabes onde está a flor?
-Sim, está ao pé de uma gruta onde vive um ogre, mas não te preocupes com o ogre, ele até é simpático!
Eu disse adeus à árvore e fui procurar o ogre. Pelo caminho vi pássaros a dançar e um javali com óculos a ler um livro.
Depois de muito andar, vi o ogre e ele disse:
-Bom dia, deves ser a criança que está à procura da flor azul com bolas amarelas.
Eu disse que sim e perguntei:
-Sabes onde está a flor?
-Sim, tenho uma aqui na minha gruta.
O ogre deu-me a flor e eu fui a levá-la ao senhor que estava doente.
O senhor olhou para a flor, murmurou umas palavras mágicas e ficou melhor.
E assim acaba a história da floresta mágica.
André, 5ºD

Ilusões?

Era uma vez um menino que tinha tantas ilusões, eram tantas, que os seus colegas também começavam a tê-las.
Um dia o menino estava numa loja de computadores e viu um computador a dizer para o outro:
-Ouve lá, por que é que nós estamos aqui?
-Sei lá, talvez para nos venderem.
-É uma possibilidade...
-Se calhar, é!
O menino já devia estar com ilusões ou alucinações...Computadores a falar?!
Mais à frente, viu duas televisões a conversar:
-Ouve lá, queres ouvir uma piada?
-Diz lá...
-Estavam dois amendoins numa árvore, um cai outro descasca-se a rir.
-Ah, ah, ah! Que piada! Liga mas é a televisão.
O miúdo estava ainda a rir, mas logo se deparou com dois livros chateados...
-Estás a rir de quê?!
-De nada, seu ignorante!
Estás a chamar ignorante a quem?
O menino afastou-se e deixou-os em paz...Mas quando chegou a casa, viu a sua casa a dançar com a dos vizinhos!
Seriam ilusões?
Pedro Ferreira, 5ºD

O menino que não lavava os dentes!

De manhã o dente molar acordou e disse ao dente do siso:
-Olá companheiro, estás bom?
-Não! Tenho um buraco que me incomoda-respondeu o dente do siso!
-Eu também estou cheio de tártaro-disse o canino!
-Tive uma ideia, vamos todos gritar, até o menino ficar cheio de dores.
-Vamos todos gritar, ao mesmo tempo:1,2,3...Aaaaahhhhhhhh!
O menino teve mesmo que ir ao dentista, pois não suportava as dores!
Quando veio do dentista, já tinha os dentes arranjados e decidiu lavá-los todos os dias.
Temos de lavar os dentes, para não nos doerem e crescerem saudáveis.

Nuno, 5ºD, texto personificado

19/11/10

O Ponto de Exclamação!!!!

Eu tenho um amigo chamado Ponto de Exclamação. Ele tem muitos defeitos, mas quando saltita na minha língua parece um Santo!
Vou deixar-me de rodeios e explicar a minha vida com ele.
Ele é admirado, magro, excitante, quer ter sempre razão; é autoritário, muitas vezes, não é humilde e, por vezes, assusta-se!
Bem nem sabem o trabalho que ele tem, a representar todas as emoções que existem!
O que lhe dá mais trabalho é andar na boca dos poetas, porque os poetas fazem muitas poesias e as poesias exprimem muitas emoções!
Mas as crianças também dão muito trabalho! Como são crianças, querem descobrir muitas coisas e, quando as descobrem, soltam exclamações de espanto e "armam-se" em autoritárias, tipo:"Já sei!" Querem ter sempre razão, mas o Ponto de Exclamação acha esse trabalho divertido, porque adora ser autoritário!
Mas...porque escolheu esse trabalho?
Porque adora ser sempre o primeiro a insinuar-se, a mostrar as suas descobertas! Oh! Ah! É o máximo!
Já viram o amigo, que tenho de aturar?!
Mas sem ele, também eu ficaria muda de espanto, sem poder insinuar as minhas descobertas!
Por isso, dedico este texto ao meu querido e espantadinho Ponto de Exclamação! Viva!
Joana, 5ºD

O Ponto de Interrogação?????

A turma D é uma turma de verdadeiros escritores, muito talentosos! Fico deliciada a ouvir, cada vez que lêem um texto, elaborado por eles.
Um dia destes, a propósito da Pontuação, dramatizámos um belo texto da autoria de Vera Vilhena, um presente que gentilmente a Vera me enviou. Lembrei-me, então, de pedir aos alunos um texto sobre a Pontuação. Passámos a aula inteira a ouvir ler, pois estavam todos uma delícia.
O João Miguel, além de um lindo texto, ainda explicou a razão de ter escolhido o Ponto de Interrogação. Digam lá se não tem mesmo jeito e talento, para escrever:
"Escolhi o Ponto de Interrogação, pois ele ajuda-me a conhecer coisas novas. É com ele que aprendo, o que não sei, através das perguntas e das dúvidas.
É através deste sinal de Pontuação que mostramos as nossas dúvidas e procuramos respostas às nossas perguntas.
As perguntas fazem parte da nossa vida, desde que somos pequeninos, pois desde cedo procuramos saber o porquê das coisas, é a "idade dos porquês".
Depois vem a escola e com os nossos professores continuamos a crescer, a aprender e a perguntar.
Depois, mais crescidos, queremos saber coisas sobre o nosso trabalho...sobre tanta e tanta coisa...este sinal está sempre connosco, pois há sempre coisas que não sabemos." E agora cá vai uma história engraçada sobre o Ponto de Interrogação:
Uma vez abri um livro, os sinais de Pontuação estavam todos a saltar, estavam contentes e sempre a brincar.
Não percebi o que se estava a passar, fechei o livro e tornei a abri-lo, mas os sinais continuavam a brincar! Esfreguei os olhos, para ver bem e vi que estavam a festejar.
Decidi ficar a observar a festa daqueles sinais, de repente, apercebi-me que o Ponto de Interrogação estava quietinho e a chorar! Então, começámos a falar:
-Estás triste? Não estás a brincar, porquê?
- Porque, nesta festa, não entram as perguntas...
-Não entram? Mas porquê?
- Porque eles já sabem tudo e esqueceram-se de mim!
-Não podes estar a falar a sério! És o sinal mais importante da vida, és tu que nos ajudas a aprender, és muito importante, sem ti, não tínhamos como fazer as perguntas, que precisamos, para ficar a saber o que não sabemos...
-Mas...Eles já sabem tudo!
-Aí é que te enganas! Há sempre coisas para aprender e para fazer...
-Achas mesmo?
-Claro que sim! Afinal, sem ti, esta festa não tem graça. Tens de ir ali para o meio perguntar quem é o rei da festa!
-Tens razão, obrigado pela tua atenção...
Já era tarde, fechei o livro e fui dormir.
De súbito, ouvi muito barulho e decidi abrir o livro outra vez...Estavam todos a saltitar e a dizer:"Viva o Rei da festa! Viva o Ponto de Interrogação!"
Os sinais de Pontuação também começaram a ficar cansados e acabaram por adormecer... O Ponto de Interrogação veio ter comigo e perguntou:
-Sabes quem eu sou?
Eu respondi:
-És o Rei da festa!
João Miguel, 5ºD

28/03/10

Um lápis convencido e vaidoso!

Há muito, muito tempo, houve um lápis muito vaidoso e convencido, que a tudo que desenhava, chamava obra de arte!
-Eu sou o lápis, o lápis artista, o lápis que pinta e desenha como ninguém!-cantava um dia o lápis.
Ao mesmo tempo, uma borracha atrevida apagava o que o lápis desenhava.
-Eu sou a borracha, a borracha apagadora, apago e apago, o que o lápis desenha mal!-cantava muito baixinho a borracha.
-Ora vamos lá ver como ficou a minha centésima obra de arte-pensou o lápis. E nisto parou de desenhar, afastou-se e:
-O quê?! Quem é que está a brincar comigo? A minha obra de arte, não pode ter desaparecido! Quem quer que seja, apareça!-gritou furioso, o lápis.
-Sinto muito, senhor lápis.-lamentou-se a borracha. Perdoe-me, não fiz por mal. Eu só apaguei o seu desenho porque....-dizia a borracha.
-Desenho, não! Era uma obra de arte! Uma obra de arte!-emendou o lápis, cada vez mais furioso.
-Porque eu achava que era uma obra de arte muito feia e mal desenhada-continuou a borracha, finalizando o discurso.
Com essas palavras, eu não desculpo, nem perdoo. Insultou a minha arte! E além do mais, apagou-a!-dizia o lápis, desta vez mais calmo-Sabe o que lhe vou fazer?
-Não, não sei, nem faço a mínima ideia-afirmou preocupada a borracha.
-Vou prendê-la numa cadeira, de modo que não consiga movimentar-se e não consiga apagar as minhas belíssimas obras de arte! Ah, ah, ah, ah, ah!-ria-se, maliciosamente, o lápis.
Seguidamente, o lápis começou a desenhar.
-Ora bem, vou recomeçar a minha centésima primeira obra de arte. Eu sou o lápis, o lápis artista, o lápis que pinta e desenha como ninguém!
Passaram-se uns minutos, o lápis terminou o desenho, guardou-o e disse:
-Vou descansar. Ufa! A minha última obra de arte deu cá uma trabalheira! Acho que já posso libertar aquela miserável borracha.
Dito isto, desamarrou a borracha da cadeira.
-Livra, finalmente estou solta! Pensei que ia ficar para sempre amarrada àquela cadeira.-suspirou a borracha.
Acabando o seu descanso, o lápis decidiu que iria analisar as suas obras de arte.
-AaaaaaaaaaH! As minhas obras de arte são péssimas! A borracha? Onde é que está a borracha?-gritou o lápis, enquanto ia em louca correria para casa da borracha.
Bateu à porta da casa da borracha:
-O que foi, senhor lápis? Porque está assim? Parece que viu um fantasma!
-É que...sabe, senhora borracha, eu fui analisar as minhas cento e uma obras de arte e vi que estão feias e mal desenhadas! Queria que as apagasse e me desse aulas de desenho. Por favor, por favor....
-Com uma condição: promete que nunca mais me prenderá numa cadeira e me deixará apagar as coisas que errar...Combinado?-perguntou a borracha.
-Sim, combinado.-respondeu o lápis.
E a partir desse dia, o lápis e a borracha tornaram-se amigos inseparáveis e o lápis concluiu que nunca faria desenhos perfeitos sem a intervenção da borracha.
Igor, 6ºF

Publicação em destaque

Dia Mundial da Leitura em Voz Alta

 Eder Cardoso, 6.ºA



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