"Só se vê bem com o coração, o essencial é invisível aos olhos"

"Só se vê bem com o coração, o essencial é invisível aos olhos"

31/01/12

Mas que palavras!!!

_ Bem, mais um dia com aquelas palavras cinzentas, todos os dias elas tratam-nos mal e todos os dias, nós, tratamo-las bem, talvez hoje mude, talvez. Hoje elas dizem-nos olá, mas provavelmente nós também dizemos olá e depois elas dizem:
" Vai-te embora " ou " Saiam daqui ". Bem veremos isso, só que será depois.
_ Olha ali as minhas amigas a jogarem à macaca, vou brincar com elas.
Enquanto as nossas amigas cor-de-rosa estavam a brincar, as palavras cinzentas estavam a chegar para estragarem o jogo.
_ Ei amigas cinzentas querem brincar connosco?
_ Alguém te autorizou a falar? Saiam daqui!!!
E as nossas amigas saíram de lá.
Até que uma diz:
_ E se sobrevoássemos a terra cinzenta e largássemos toda a nossa magia, assim as duas terras ficariam em paz e podíamos ser amigas delas e assim poderíamos ajudar-nos umas às outras.
Então assim foi:
_ Daqui torre de controlo, aqui fala o avião nº1, já larguei o pó mágico, o efeito parece estar a resultar, vou voltar à base, desligo.
E a partir daí todas ficaram amigas.

Filipe General, 6ºD
Pedro Ferreira, 6ºD

Opiniões sobre as Palavras cor-de-rosa e Palavras cinzentas

As palavras cor-de-rosa são palavras doces, sonhadoras, felizes, alegres, marotas, sensíveis, queridas e tudo mais.
As palavras cor-de-rosa também são amor, fantasia, o sorriso de uma criança, um bom dia, palavras educadas, carinhosas...

As palavras cor-de-rosa
são palavras doces e cheias de fantasia
São palavras que podem ser escritas em prosa
Cheias de amor e alegria.

Agora vista a beleza das palavras cor-de-rosa, passemos a falar das palavras cinzentas.

As palavras cinzentas são palavras tristes, raivosas, sem coração, sem amor, palavras feias...
As palavras cinzentas também podem ser palavras de mágoa, de medo, palavras insolentes, são palavras para chorar.

As palavras cinzentas
são palavras insolentes
Que são tristes e lentas
E que há muitas diferentes.

Ana Margarida, 6ºD
Joana Anselmo, 6ºD

Palavras felizes e Palavras sós

Palavras cor-de-rosa
trazem a felicidade
Palavras cinzentas
estragam a amizade
Amor e alegria
animam com fantasia
tristeza e solidão
fazem parte da escuridão
Bolas de sabão
nunca tem solidão
pois nunca sai só
nem nunca tem pó
Filmes de terror
têm sempre dor
na cama não vais ficar
depois os sonhos vão assombrar-te!

João Caeiro, 6ºD
Cláudia Soares, 6ºD

Palavras cor-de-rosa e Palavras cinzentas

Palavras cinzentas
Palavras más
Não gosto nada
delas porque
me lembram
terror e terror
e isso é cá
um pavor.

Palavras Rosas
Com palavras rosas
Podemos fazer um bolo
com: 1quilo de amor
meio quilo de amizade
e uma pitada de brincadeira
e para a cobertura muita fantasia!!!!

Márcia Rodrigues, 6ºD
Alice Lampreia, 6ºD

30/01/12

Uma aula que...correu bem

Por vezes, damos mil voltas à cabeça, à procura de ideias para cativar os nossos alunos, mas, por vezes, as ideias mais simples, são as que correm melhor! Confesso que tenho de agradecer, em parte, a outras colegas, nomeadamente uma que descobri na "reportagem Sic", de quem já falei. Trata-se de Eduarda Abreu, que teve a gentileza de me enviar alguns contos muito especiais, visitem o blog dela:"Contos para Crescer". De certeza, não se arrependerão, pois há lá imensos contos lindos, que vale a pena ler aos nossos alunos e...que, de facto, cativam e trazem grandes lições de vida.
Mas voltemos à aula...Estava no 5ºA e peguei num dos títulos desses contos: "Palavras cor de rosa e Palavras cinzentas"...Perguntei o que lhes fazia lembrar, sem dizer que era o título de um conto. Coloquei duas colunas no quadro e, então, foi vê-los participar: de um lado surgiam sentimentos bons (amor, amizade, simpatia), surgiam coisas de que gostam (gomas, bolos, beijinhos...de pintar, de flores...), surgiram depois palavras (obrigado, estás bem?...), do outro, iam surgindo opostos: ódio, lágrimas, asneiras...A partir daqui, falámos de sentimentos, de como devemos ser fortes, se tentam "rebaixar-nos"...A Raquel disse que não nos devemos deixar "afectar" ou ir abaixo, a Catarina disse que essas pessoas só têm maldade e não veem que todos têm defeitos...Então, dificultei a tarefa:"Imaginem que em apenas 15 minutos, têm de escrever algo sobre as palavras cor de rosa e cinzentas...uma quadra, que seja, uma história curta..." E, em trabalho de pares, começaram logo a escrever, com tanto entusiasmo, como há muito tempo, não via! Ainda mais, numa turma, onde a concentração é reduzida e, quando alguns leram, nem queria acreditar! Em quinze minutos surgiram coisas lindas, a meu ver. Ora comprovem:
"Era uma vez dois irmãos. A irmã chamava-se palavra cor-de-rosa e o irmão chamava-se palavra cinzenta.
A irmã adorava dizer palavras simpáticas:
-És bonita;
-Que engraçada;
-Amo-te;
-Queres ser meu amigo?
-Boa noite; (...)
Enquanto o irmão se divertia a insultar as pessoas:
-Feio;
-Gordo;
-Estúpido;
-Odeio-te!
-Má-noite; (...)
Com o seu riso maléfico "Ah! Ah! Ah!", divertia-se à custa dos outros, magoava só por magoar!
Certo dia, os dois irmãos estavam a ir para a escola e cruzaram-se com um grupo de rapazes, mais velhos, que começaram a insultá-los, sem razão! O irmão, Palavra Cinzenta, ficou tão triste, que, finalmente, compreendeu e sentiu o que as outras pessoas sentiam, quando ele as tratava mal...Mas a irmã consolou-o:
-Não fiques triste, pensa em arco-íris, em gomas...
O rapaz nunca mais voltou a gozar com ninguém e sentia-se um irmão "cor de rosa"!"
Fábio e Inês, 5ºA
Mas a surpresa da aula não ficou por aqui, quando depois lhes li o conto...o silêncio soube-me bem! Obrigada, Eduarda Abreu

Comentário sobre o poema "As Fadas do Jardim do Rei"

Este poema fala em fadas que se situam no Jardim do Rei, que é um sítio onde ninguém vai, o interior do seu coração.
A narradora sabe um segredo, que as fadas lhe dizem, mas só quando anoitece.
Ela diz que é preciso estarmos atentos, ver que em tudo o que vemos há um segredo, não precisamos de "ter de medo", o que precisamos de fazer, é viver.
Ao anoitecer ela sabe, que as fadas vêm dançar. Veem ao Jardim do seu coração e ela (a narradora) dança com elas e volta para casa a cantar.
Dizem-lhe que é distraída, que se esquece da sua vida e que anda sempre a sonhar.
Que as fadas são magia, fantasia e sonhos e que ela anda a dormir de dia, mas um dia precisa de acordar.
Ela diz que não é verdade, que ela tem outra realidade, naquilo que não se vê.
Ela sabe que existem fadas, dentro dela sabe que as há, quando o coração crê, o resto do mundo deixa de existir, só ela e a vontade de acreditar naquilo que não se vê e que só o coração pode ver e crer.
Quando o coração crê
tudo se vê claro e mágico
o que não se quer ver, não se vê!
O que se quer ver, é fantástico.


Joana Anselmo, 6ºD

As Fadas do meu coração!

Era uma vez, num sítio muito longínquo, uma terra chamada Fairytown que, em português, é cidade das fadas. Lá existiam vários tipos de fadas: Fadas dos Jardim, Fadas dos Trovões, Fadas da Luz, Fadas da Água, Fadas do Vento, Fadas dos Animais, Fadas das Folhas, Fadas Faz tudo e tantas outras, que nem sei contar!!! Existem muitos grupos de fadas, mas estas são as mais importantes.
Existe nessa cidade uma fada poetisa chamada Clarisse e ela faz poemas e textos, por isso, hoje, vou-vos ditar um texto que ela fez em honra das fadas da sua cidade.
As Fadas do meu coração
As fadas são muito educadas,
E pelos humanos são honradas
Fazem a sua roupa e nunca entornam sopa.
Querem divertir-se e estão sempre a sorrir.
Gostam muito de fruta e querem sempre que a gente desfrute
As fadas da luz
gostariam de ir a Queluz
Bonitas as fadas são,
Por isso no meu coração... ficarão!


Ana Raquel Rodrigues, 6ºD

29/01/12

Observar as fadas...

As fadas são belas
Mágicas até vou acrescentar
Será que gostam de vê-las?
Para isso tenho que perguntar.


As belas fadas são amigas?
Provavelmente devem ser
Será que as fadas têm inimigos?
Para isso têm que ver.


As fadas de encantar
Tão bonitas a voar.
As mágicas fadas
Estão sempre a inventar.

Pedro Ferreira, 6ºD

Quem me dera ser...uma preguiça!

Olá, sou uma preguiça e aposto que todos vocês invejam a minha vida: dormir o dia inteiro ou estender-me no sofá a...não fazer nada! Mas antes não era assim...eu explico: até ontem, trabalhava num restaurante, o mais fino de toda a cidade, era empregado de mesa. Os clientes habituais, até gostavam de mim, mas como era muito lento, despediram-me!
Um leão, meu amigo, deu novo alento à minha vida...disse-me que havia um concurso, para se descobrir quem era o ser mais dorminhoco do mundo e, sem qualquer sombra de dúvida, fui eu o vencedor!
Esqueci-me de dizer que o prémio eram 600 milhões de euros! Fiquei bilionário! Comprei uma mansão, um Ferrari e começaram a aparecer cada vez mais raparigas à minha volta, mas isso é outra história e fica para outro dia!
João Caeiro, 6ºD

Quem me dera ser...

Quem me dera ser uma águia dourada, porque assim ninguém se metia comigo, pois voaria depressa e bem alto no céu...Para comer, caçava qualquer coisa e poderia viajar, pelo mundo inteiro!
As águias douradas vivem em África vivem no norte africano ou na Ásia, mas também vivem na Europa Ocidental...Por isso, se fosse uma águia conheceria o mundo inteiro!
Teria garras afiadas e grandes, para caçar as minhas presas, mas realmente o que mais me atrai nas águias é...poder voar!
Melissa, 6ºD (NEE)
Quem me dera ser um burro...Devem estar a achar estranha, esta minha escolha, mas eu não seria um burro qualquer! Iria para o trabalho, de fato e gravata, pasta na mão...como qualquer pessoa!
De manhã cedo, parava na pastelaria. Compraria: orelhas de burro, burrice de chocolate e um mil-burritos! Pois claro, nesse mundo onde os burros são como as pessoas, o nome dos bolos também teria de condizer!
Vou contar-vos um segredo: enquanto burro, era amigo e trabalhador, contudo não me davam o devido valor! Encontrei um homenzinho, meio estranho, que me disse que tudo iria mudar e, no dia seguinte, iria receber toda a atenção dos colegas...E assim, aconteceu!
Como burro agradecido, fui ter com o tal senhor:
-Obrigado, pelos seus poderes mágicos...
-Não! Não! Não houve poderes mágicos nenhuns! Apenas fui ao teu trabalho e convenci os teus colegas a gostarem de ti!
João Mateus, 6ºD
Chamo-me Raquel e tenho muitos sonhos...gostaria de ser peixe-palhaço, nem que fosse apenas por uma hora ou uns minutos!
Acho-os muito engraçados e não é só por terem o nome de palhaço! Gosto deles, porque têm cores muito vivas, que se notam no fundo do mar, eles são às riscas, mas a razão de gostar tanto deles, é a sua cor laranja, a minha cor preferida.
Podem esconder-se nas algas, dos animais que os querem comer, pois a cor da pele deles serve de camuflagem, porque a maior parte das algas são muito coloridas.
Peixe-palhaço combina com duas coisas que eu gosto: peixe, que é delicioso e palhaço, que me faz rir!
Sabiam que este peixe entrou no filme: "À procura de Nemo"? Adorei o filme e achei-os tão fofinhos: sim, Nemo e o pai são ambos peixes-palhaços!
Raquel, 6ºD

28/01/12

"Fadas do Jardim do Rei"

A pedido de um leitor/amigo, que arranja sempre um tempinho para nos visitar, transcrevo o Poema:"Fadas do Jardim do Rei" de Luísa Barreto. Outra grande amiga, no ano anterior, enviou-me um CD, onde este e outros poemas se encontram cantados. A aula decorreu, pois, a cantar o poema. No final, cada aluno escreveu um pequeno comentário sobre o poema. De resto, o poema vem no manual deles.

"Fadas do jardim do Rei
musgos onde ninguém vai
eu sei dum segredo, sei
dizem-no as fadas ao Rei
mas só quando a tarde cai:
É preciso saber ver
ver que em tudo há um segredo
não é preciso ter medo
o que é preciso é viver...
Ao entardecer eu sei
que vêm fadas bailar
ao fim do jardim do Rei
eu já com elas dancei
voltei pr`a casa a cantar!
Dizem que eu sou distraída
que me esqueço desta vida
que eu ando sempre a sonhar...
Que as fadas são fantasia
que eu ando a dormir de dia
que eu preciso acordar...
Mas isso não é verdade
há também realidade
naquilo que não se vê...
Sei que há fadas no jardim
quando as há dentro de mim
e quando o coração crê!..."

( Maria Luísa Barreto )

27/01/12

Comentário: "Fadas do jardim do rei"

"Fadas do jardim do rei" é um interessante poema em que a autora descreve como acredita em fadas.
A mensagem que o poema transmite é que as fadas "vêm dançar ao jardim do rei" e que, para isso ser verdade, basta acreditar que é possível.
Os versos que mais gostei foram:
"É preciso saber ver
ver que em tudo há um segredo
não é preciso ter medo
o que é preciso, é viver..."
e ainda...
"Sei que há fadas no jardim
quando as há dentro de mim
e quando o coração crê!..."
Pois, o que é preciso é ver "com o coração".

André, 6ºD

Uma linda paisagem: texto descritivo

Vou à janela do meu quarto e o que vejo? Vejo uma linda paisagem, feita de prédios coloridos: à minha frente, um prédio azul e vermelho, que parece uma caixa de legos e é o maior de todos, outro branco e verde e outro azul e castanho, o mais pequeno. E vejo muitos carros? Se vejo! É uma rua muito movimentada e também vejo imensos carros de várias cores: verdes, pretos, cinzentos...Mas, mais ao longe, bem lá no horizonte avisto uma paisagem lindíssima, com um rio pincelado com o azul do céu...Há o Lidl, onde avisto gente a sair e a entrar, vejo muitas árvores e uma torre.
Há muitas pessoas a passear, pois o céu está lindo, azul e límpido. Nem parece inverno!
Apesar do sol brilhar, sinto o vento na minha cara...mas é uma sensação agradável.

Nairlete, 5ºA

26/01/12

Quer ser sonhado e ainda não conseguiu?

Miguel, promessas são promessas e cá vai o teu texto, ao fim de tanto tempo! Afinal, bem mereces que o publique, além do texto ser muito criativo, és um dos alunos mais meigos e interessados que conheço e aquele que me presenteia diariamente com um beijinho.
"Era uma vez um sonho muito infeliz, porque nunca tinha sido sonhado..."
O sonho começou a ouvir a sirene do quartel dos sonhos, pois já estavam crianças a adormecer, mas não foi escolhido para a missão...Melancolicamente, foi direto ao seu quarto, ver "sonhovisão" e viu um anúncio:
-"Quer ser sonhado e ainda não conseguiu? Quer ganhar o respeito dos humanos e fazer o seu trabalho? Não perca mais tempo...Não procure mais...Vá a www.médisonho.pt"
O sonho nem pensou duas vezes e foi para o seu "sonhoputador" e encontrou o site correto e entrou no clube "Médisonho", tudo para um sonho feliz.!
Encheu-se de coragem e foi ter com o dono da "médisonho" e, uns dias depois, o dono pegou no seu "sonhomobil" e levou o sonho para o pensamento de uma criança infeliz, porque nunca tinha sonhado e que, subitamente, começou a pensar como era sonhar.
O sonho triste magicou para si mesmo: "E se eu entrasse na sua cabeça, enquanto dorme? É isso mesmo!"
Durante a noite, a criança sonhou e só via coisas felizes, porque o sonho estava muito contente.
O sonho foi para sempre sonhado pela criança e por cada sentimento que sentia...era o que demonstrava no pensamento do menino.
Miguel C. 6ºA

25/01/12

A manta das histórias...

A pequena aldeia onde Babba Zarrah vivia ficava situada nas montanhas cobertas de neve. Babba Zarrah tinha uma manta das histórias, na qual as crianças adoravam sentar-se a ouvi-la.
Certo dia, enquanto contava uma história, a velhinha reparou que o sapato de Nicolai tinha um buraco. Depois de as crianças terem ido embora, Babba Zarrah decidiu tricotar-lhe umas meias bem quentinhas. Mas, como tinha caído imensa neve naquele Inverno, ninguém aparecera na aldeia a entregar lã. Como poderia ela tricotar meias sem lã?
— Todas as perguntas têm uma resposta — disse a bondosa senhora. — Só tenho de a encontrar.
Deitou chá doce num copo, porque esta bebida ajudava-a a pensar. Bastaram-lhe três golinhos para saber o que havia de fazer.
— Vou desfiar um pouco da manta das histórias e usar a lã para tricotar as meias de Nicolai! — exclamou.
Quando a noite ia alta e já todos dormiam, Babba Zarrah percorreu os caminhos de neve e deixou as meias à porta do menino.
Pouco tempo depois, o carteiro encontrou um cachecol enrolado no seu saco, mesmo antes de começar a distribuição do correio.
— Sabem quem o fez? — perguntou a todos que encontrou.
Mas ninguém sabia.
O professor ficou admirado ao ver um par de luvas quentes em cima da pilha de troncos que ia colocar no fogão da escola.
Quanto à Sra. Ivanov, afastou os corvos da corda de secar a roupa com o avental que descobriu junto à bomba da água.
E não tardou muito até que a dona da mercearia usasse um xaile novo em vez do velho que tinha, já comido pelas traças.
As crianças tinham de sentar-se cada vez mais juntinhas, sempre que vinham ouvir uma história.
Cada dia que passava, os aldeões ficavam mais curiosos.
A bebé Olga recebeu um misterioso e fofinho cobertor, enquanto o talhante exibia um moderno gorro de malha a cobrir a careca brilhante.
E as crianças apertavam-se cada vez mais na, agora, pequena manta das histórias.
Quando o gato do alfaiate apareceu, ronronante e importante, dentro de uma confortável capinha de lã, deixou de haver manta.
Os aldeões pediram ao presidente da junta para os ajudar a resolver o mistério.
— Vocês sabem o que a Babba Zarrah diz sempre — respondeu ele. — Todas as perguntas têm uma resposta.
Quando as crianças viram as meias, o cachecol, as luvas, o avental, o xaile, o gorro, a manta da bebé, e a capinha do gato, exclamaram em uníssono:
— Parece a velha manta das histórias da Babba Zarrah!
— Mas ela já não a tem! — disse Nicolai.
— Ora aí está! A Babba Zarrah usou a manta para fazer tudo isto! É a nossa vez de lhe fazermos uma surpresa.
Então, enquanto Babba Zarrah dormia, alguns novelos de lã, proveniente dos cobertores de cada casa, foram deixados na soleira da sua porta.
A velhinha ficou admirada quando abriu a porta na manhã seguinte. Nunca tinha visto tanta lã, e tão colorida. Em cima do montinho, havia um letreiro que dizia:

Para a sua nova manta


Quando as crianças regressaram a casa de Babba Zarrah para ouvir uma história, sentaram-se numa manta nova e colorida, e ouviram um conto sobre uma aldeia onde todos partilhavam o que tinham.
Enquanto se despedia das crianças, Babba Zarrah reparou num buraco na camisola de Alexandra. Queria tricotar-lhe uma surpresa, mas ainda havia neve nas colinas e a aldeia não tinha lã.
A velhinha sabia que todas as perguntas têm uma resposta. Então, olhou para a sua nova manta das histórias e sorriu.

Ferida Wolff; Harriet May Savitz
The Story Blanket
Atlanta, Peachtree Publishers, 2008

(Tradução e adaptação)

Um sonhou a preto e branco ou talvez...não!

A partir de uma frase, que "roubei" à Teresa Martinho, uma aluna escreveu este texto, que prometi divulgar...mas o tempo nunca me chega para realizar os sonhos todos deles e...demorei muito a partilhar a escrita da Catarina...Cá vai, com um pedido de desculpas, pela demora...

"Era uma vez um sonho muito infeliz, porque nunca ninguém o tinha sonhado..."

...nesse sonho só existiam coisas más, ele era o mais triste dos sonhos, o mais solitário. Ninguém sabia que aquele sonho tão solitário, era também o mais simpático.

Nunca ninguém se importava com ele, até ao dia em que uma menina o sonhou!

-O sonho era estranho! Era tudo a preto e branco!-desabafou a menina, quando contou aos pais, o que sonhara. Não sei, eram animais diferentes, estranhos, que eu nunca vi, era estranho!-continuou a explicar a menina.

Na noite seguinte, infelizmente, a menina teve um sonho idêntico: tudo a preto e branco, ela rodeada de coisas estranhas, jamais vistas!

E esses sonhos, melhor dizendo, pesadelos, foram acontecendo, noite, após noite...

Mas uma noite...tudo mudou. Ela sonhou com a família, os amigos e sentia-se imensamente feliz...Então, o sonho foi mudando de cor, deixou de ser a preto e branco, para passar a ter cores vivas e alegres, deixou de ter coisas estranhas e esquisitas, para ser o mais alegre e o mais bonito.

A partir dessa noite, o sonho deixou de ser infeliz e solitário e passou a ser alegre, graças à menina que se atreveu a ter sonhos cor de rosa.

Catarina M., 6ºA

22/01/12

Contos para crescer...de Eduarda Abreu

Há cem anos, na América, nascia uma menina loira. O pai e a mãe estavam muito felizes.
Chamaram-lhe Helen Keller. Helen é um bonito nome.
Por volta dos dezoito meses, Helen adoeceu. E, quando ficou boa, os pais aperceberam-se de que ela já não via nem ouvia nada. Tinha-se tornado cega e surda.
Entretanto, crescia, brincava, comia e corria, como as outras crianças; só que não se lhe podia explicar, dizer ou mostrar nada.
Nós que vemos, sabemos que o céu é azul, vemos o sorriso da Mamã e do Papá, vemos os animais e tudo o que se passa em nossa casa, lá fora, na rua, nos campos e por todo o lado.
Helen não via nada.
Nós que ouvimos, ouvimos a voz dos nossos pais, ouvimos baterem à porta, ouvimos o ruído dos carros e ouvimos música.
Helen não ouvia nada.
Em todo o lado, ouvimos sempre qualquer coisa, mesmo à noite, quando dormimos.
Quando se é surdo, não se compreende o que dizem as pessoas, por que é que se riem, por que se zangam, por que falam.
Não podemos repetir as palavras, para aprender o nome das coisas.
Não podemos falar para perguntarmos o que queremos.
E, sobretudo, não temos palavras para pensar.
Os que são apenas cegos têm ouvidos para ouvir e perceber o que se passa à sua volta.
Os que são apenas surdos, têm olhos para ver e compreender o que se passa ao seu redor.
Mas ser ao mesmo tempo surdo e cego, é terrível! É como se estivéssemos sempre sós no silêncio e na noite.
Helen estava assim, completamente só no silêncio e na noite.
Os pais não sabiam o que fazer para lhe explicar as coisas. Muitas vezes Helen enfurecia-se e partia tudo o que encontrava, rasgava as roupas, comia com as mãos e atirava o prato ao chão; batia na irmã mais nova e gritava.
Então os pais choravam porque não sabiam o que fazer para lhe ensinar o que ela não sabia, e para lhe fazer compreender que a amavam muito.
Helen estava muito triste. Muitas vezes, ficava sentada no chão e chorava o dia inteiro. Helen estava só no silêncio e na noite e sentia-se muito infeliz.
Os pais deixavam-lhe fazer tudo o que ela queria. Nunca a castigavam, e Helen era ainda mais infeliz.
Quando fez sete anos, os pais tiveram uma boa ideia: pediram a uma professora para vir morar com eles. Chamava-se Ann Sullivan e tinha dezoito anos. Já tinha sido cega, mas fora operada e agora via.
Estava decidida a ajudar crianças cegas.
Conhecia muitos jogos para cegos. Mas Helen era cega e surda, e Ann não sabia se conseguiria vir a “falar” com Helen.
A princípio, Helen era muito mazinha com a sua professora e não queria aprender nada. Não gostava de ser mandada porque estava habituada a fazer tudo o que queria.
Mas Ann era muito paciente. Ensinou-lhe muitas coisas: enfiar pérolas, tricotar e coser. Separar os objectos redondos dos quadrados, e os duros dos moles. E, pouco a pouco, Helen tornou-se gentil e asseada. Não se podia servir dos olhos nem dos ouvidos, mas tentava compreender muitas coisas com as mãos. E foi com as suas mãos que Helen aprendeu a falar.
Um dia, Ann, tocando-lhe nas mãos, fê-la compreender, enfim, que lhe ensinava, deste modo, o nome das coisas. Percebeu, assim, que tudo tinha um nome: as coisas, os animais, as pessoas.
Aprendeu o seu nome, “Helen”, e “Papá” e “Mamã” e “Professora”. E quando Helen tocava com as suas mãos nas do pai, dizendo Papá, ele chorava de alegria. Era formidável.
Então, Helen aprendeu a ler seguindo com os dedos as letras para os cegos. E, mais tarde, conseguiu falar com a sua voz; mas era muito difícil, porque não ouvia o que dizia.
Helen era muito inteligente e aprendia depressa. Queria saber tudo. Foi à escola com Ann, que a acompanhava para todo o lado e lhe dizia, com as mãos, tudo o que diziam as professoras. E Helen fazia os trabalhos de casa na sua máquina de escrever. Tornou-se tão inteligente que passou num exame difícil em que nenhuma rapariga do seu país tinha conseguido passar.
Helen tornou-se célebre e todos queriam conhecê-la.
Viajou muito. Foi a todos os países explicar às pessoas que era preciso ocuparem-se das crianças surdas e cegas, porque elas também podiam compreender, aprender como ela, e serem felizes.
Helen sabia que tinha tido muita sorte: tinha uns pais que a amavam, e que haviam podido pagar uma professora só para ela. E, sobretudo, tinha Ann, que era muito inteligente e paciente.
Helen gostaria que todas as crianças cegas e surdas fossem ajudadas e amadas como ela foi.
Agora, graças a Helen Keller e a Ann Sullivan, sabemos ocupar-nos melhor de crianças que não vêem e que não ouvem.
Anne Marchon
Helen, a menina do silêncio e da noite
Desabrochar – Editorial, 1988

20/01/12

Ai... As Fadas!...

Fadas,
Seres delicados
Amadas,
Por outros seres
E flores.
Fadas, Fadas
Tilintam as gotas de chuva
Nas suas asas.
Asas...Voar.
Voar, voar
Voar, voam as fadas
Nas suas brincadeiras
E desavessos.
Fadas, fadas, fadas
Seres simpáticos
E sonhadores...
Frutos da imaginação
De crianças pequenas
E grandes.
Que voam com o coração
E que sonham acordadas
Fadas pequenas
Cintilantes.
Criam o pôr do Sol
Com as suas varinhas
De brilhantes.
Voam como pássaros
Pequenos e livres
Sonhos de criança
Que ficam na memória.
Pequenas crenças
Que ficam
Para sempre.
Beatriz Calado, 6ºD

O meu poema by: João Mateus

Olá, sou o João
Vou contar uma história
Já tenho uma folha.
Já é uma vitória.

Falta material
algo que eu conheço
lápis e caneta
Já é um começo

Ok...

Ambas as fadas
têm muita magia
com as suas varinhas
ainda há alegria.

Umas são amigas,
outras preguiçosas,
outras malvadas,
e há também umas graciosas.

Agora cabo a história
muita divertida
muito pequena
mas nada aborrecida.

Fadas...eu creio nelas!

Ai, as fadas!!!
Que lindas e maravilhosas
São tão belas e bonitas
Como pedras preciosas.

Elas esvoaçoam
pelo céu e pelo o ar
Com asas lindíssimas
bonitas de encantar.

Elas também são boazinhas
ajudam os animais quando estão feridos
porque elas também
os ajudam quando eles estão perdidos.

A vida de Fada é assim
Cansativa e divertida
Sempre a voar pelo ar
numa imaginação distraída.

Joana Anselmo 6ºD

Quando os alunos tropeçam na leitura...

"Uma vez por semana, dezenas de famílias de São Paio de Vizela têm um serão diferente. Em vez da televisão, avós, pais, filhos e irmãos juntam-se numa sessão de leitura de contos. O projeto foi lançado por uma professora local, com o objetivo de incentivar a leitura, e está a superar todas as expectativas."
Pesquisei e encontrei um blog desta professora especial, para quem ensinar é um prazer...Deixo-vos um dos seus contos:
Coelhinho e Ratinho estão sentados no jardim de Coelhinho, debaixo de uma macieira.
— Ouvi dizer que as fadas moram nos fundos dos jardins — disse Ratinho.
E chamou em voz alta:
— Fadas, onde estais?
— O que é que as fadas farão durante o dia? — perguntou-se o Ratinho.
— Acho que ajudam as flores dos jardins a crescer e tomam conta das abelhas e dos besouros — respondeu o Coelhinho.
— Fadas, onde estais?
Puseram-se à procura mas não encontraram nem uma.
— Se calhar estão com fome — sugeriu o Ratinho — Vamos apanhar maçãs para elas.
Então os dois amigos juntaram um monte de maçãs brilhantes e gritaram:
— Fadas, vinde buscar as vossas maçãs!
Mas não apareceu ninguém.
— Se calhar estão escondidas no cimo das árvores — disse Coelhinho. Então, os dois amigos treparam à macieira e começaram à procura. Encontraram alguns pássaros, algumas borboletas e um escaravelho, mas nenhuma fada. Ratinho e Coelhinho adormeceram e sonharam com fadas a cheirar flores e a polir maçãs.
Quando acordaram, o Coelhinho tinha encontrado uma resposta à sua pergunta.
— Acho que as fadas vivem nos sonhos — disse.
— Tens razão — concordou o Ratinho e, sorrindo, os dois voltaram a adormecer.

Moira Butterfield
The Dream Fairies
New York, Barron’s Educational Series, 2002
Tradução e adaptação

17/01/12

Resumo do excerto do livro "Ulisses"

Ulisses vivia numa ilha grega chamada Ítaca. Vivia com a sua mulher chamada Penélope e o seu filho chamado Telémaco. Ele adorava muito a sua ilha e era o rei dessa , mas para ele era como se fosse um simples camponês.
Só que o príncipe troiano chamado Páris decidiu raptar a princesa grega chamada Helena.
Por isso os gregos e troianos começaram uma guerra.
Ulisses que não gostava de guerras decidiu fingir ficar doido e começou a lavrar a terra.
Os seus amigos como sabiam que era manhoso decidiram arranjar um estratagema par ver se ele estava realmente doido.
Puseram o seu filho em direção ao caminho que Ulisses lavrava a terra.
Ulisses desviou-se do trajeto que fazia e os amigos aperceberam-se que era manha, mas Ulisses lá disse para irem embora.
A guerra com os troianos com os gregos durou dez anos.
Até que Ulisses decidiu fingir que tinham desistido e construíram um cavalo de pau em sua homenagem.
Os troianos desconfiaram e esperaram quatro dias até que abriram as portas da muralha e viram um cavalo de pau.
Ao princípio os troianos pensaram em destruir o cavalo, mas um teve a ideia de homenagear os seus deuses com o cavalo de pau e festejaram durante três dias a sua vitória.
Um dia, de madrugada Ulisses e os seus companheiros saíram do cavalo e destruíram Tróia.
Como se diz não ficou pedra sobre pedra.
Aí Ulisses ficou conhecido como o destruidor de Tróia.

Joana Anselmo 6ºD

06/01/12

Se eu fosse um animal...

Se eu fosse um animal, queria ser um pássaro para voar em liberdade e rasgar o céu com as minhas asas...Gostava de voar em direção ao oriente, por cima do mar, ir para sítios desconhecidos, ver paisagens lindas...Gostava de morar ao pé de uma queda de água, mas não era uma queda qualquer: por trás, haveria uma gruta de beleza infinita...
Ser pássaro é o sonho de qualquer um! Voar e sentir o vento na cara, é a melhor sensação de todas...E, assim, me despeço, voando em direção ao horizonte.


Daniel Dias, 5ºA

Quem me dera ser...

Quem me dera ser um cão
Porque é um animal de diversão
Todos os dias ia fazer ão,ão
E quem me mordesse, ia ter uma dentada na mão!

O meu ponto forte seria o pêlo fofinho
E não seria mauzinho.
Um dalmata, eu seria
E uma dona chata, não teria!

Todos os dias me dariam carinho
E comportar-me-ia bem
Sempre que me deixassem sozinho!

Bremer, 5ºA

03/01/12

Quem me dera ser...

"Quem me dera ser..."
Escolhe um animal que complete o título; apresenta as razões da tua escolha; demonstra os seus pontos fortes; refere o que farias se fosses esse animal...

Quem me dera ser...um pássaro
Quem me dera ser...
Deixa cá ver...
Talvez um canguru.
Nem pensar!
Um burro?
Jamais!
Um tigre?
Nunca!
Tenho que imaginar...
E se for...
Um pássaro?
Sim...um pássaro!
Que grande ideia!
Agora...
Um nome para mim,
Não posso ficar assim!
E se for...
Doroteia!
Que grande ideia!
Estamos a ir bem...
E a espécie?
Tenho de dizer também.
E se for um pombo?
Não,
Tenho pavor, pois então!
E se for...
Um pardalito?
Boa!
Não é grande como um cão,
Nem pequeno como uma pulga.
Porque razão
Escolhi o pássaro?
Para voar.
Voar muito! Entre as nuvens,
Entre as estrelas.
Podem imaginar-me
A fazer voo picado,
Depois a planar
Mesmo por cima das vossas cabeças!
A levar com o vento nas penas.
Voar,
Voar sem parar!
Mas como tudo
Teria pontos altos,
Pontos baixos.
Os pontos altos,
Já eu referi,
Mas os pontos baixos,
Ainda não disse aqui!
Não gostaria de comer
Grãos e areias
Isso aí
Já não eram
Grandes ideias!
Por falar nisso...
Ia-me esquecendo
Das características
Do meu corpo de pássaro
E da minha cabeça de vento!
Teria o corpo pardo,
Pardo como o leopardo
Leopardo, grande fera
E eu, veloz fera do ar,
Pois era...

Beatriz Calado, 6ºD

Fascinante!

Fascinante!

Bons Sonhos!

Bons Sonhos!

"Poema em P"

"Poema em P"

Criar e imaginar

Criar e imaginar

Momentos...

Momentos...

" A Menina do Mar"

" A Menina do Mar"

"A viúva e o papagaio"

"A viúva e o papagaio"

"O meu amigo, o sono"

"O meu amigo, o sono"