Pedaços de cristal espalhados pela rua.
Sinto a solidão,
só eu, as estrelas e a Lua.
Os ventos sussurram histórias sem fim,
e a Lua dança num céu de cetim.
As estrelas prendem todo o meu olhar,
num céu que, mesmo no escuro, sabe brilhar.
As sombras dançam sem rumo ou direção;
oiço apenas o vento, mas escuto o meu coração.
Há uma luz que insiste em me guiar,
esconde-se, tímida, no brilho do luar.
Oiço uma voz que não nasce em mim,
vem de um campo dourado de alecrim.
Índia Bernardo

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