"Só se vê bem com o coração, o essencial é invisível aos olhos"

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16/11/11

Uirapuru: lenda do Brasil

A lenda do uirapuru é interessante.
Dizem que no Sul do Brasil, havia uma tribo de índios, cujo cacique era amado por duas moças muito bonitas. Não sabendo qual escolher, o jovem cacique prometeu casar-se com aquela que tivesse melhor pontaria.
Aceite a prova, as duas índias atiraram as flechas, mas só uma acertou o alvo. Essa casou-se com o chefe da tribo.
A outra, chamada Oribici, chorou tanto que suas lágrimas formaram uma fonte e um córrego. Pediu ela a Tupã que a transformasse num passarinho para poder visitar o cacique sem ser reconhecida. Tupã fez a sua vontade.
Mas verificando que o cacique amava a sua esposa, Oribici resolveu abandonar aqueles lugares e voou para o Norte do Brasil, indo parar nas matas da Amazónia.
Para consolá-la, Tupã deu-lhe um canto melodioso.
Assim, canta para esquecer as suas mágoas; e os outros pássaros, quando encontram o uirapuru, ficam calados para ouvir as suas notas maravilhosas. Por causa de seu belo canto, chamam-no de: professor de canto dos pássaros.
O uirapuru (Leucolepis arada) é o cantor das florestas amazónicas.
Seu visual não é dos mais atraentes, normalmente tem a cor verde-oliva com cauda avermelhada.
Entretanto, tem um canto tão lindo, tão melodioso, que os outros pássaros ficam quietos e silenciosos só para ouvi-lo.
Todavia este canto somente pode ser ouvido 15 dias por ano, na época em que constrói o seu ninho.
Não bastasse isto, ele canta somente ao amanhecer, por 5 ou 10 minutos.
Neste pássaro, o real e o lendário se confundem: dizem que ele não repete frases musicais.
Por todas estas qualidades, os indígenas e sertanejos acham que ele é um pássaro sobrenatural. Na verdade, o seu nome quer dizer: "pássaro que não é pássaro". Depois de morto o seu corpo é considerado um talismã que dá felicidade a quem o possui.
Para os tupis o uirapuru é um deus que toma a forma de pássaro e anda sempre rodeado por outros. A ele atribuem a virtude de conduzir um refluir de pessoas à casa de quem possui um deles.

Blimundo!



oh blimundo senhor rei madam bem buscop poh bem casa ma seh codezinha

glim glim na nha cavaquim

glop glop na nha prentem

glim glim na nha cavaquim

glu glu na nha bli d'aga

Quem põe o guizo ao gato?

Os ratos queriam defender-se do gato. Reuniram-se debaixo da mesa da cozinha e conferenciaram. Os velhos e sabidos ratos não tinham solução; mas um jovem ratinho exclamou, com grande descaramento: “Isso é extremamente fácil! Nós devemos pendurar um guizo ao gato. Desse modo, ele soará sempre que o gato se aproxime e nós poderemos esconder-nos. Os ratos regozijaram-se com este bom conselho e puseram-se a dançar com grande alegria.

No canto, junto ao armário da cozinha, estava a coleira de um cão. Nela havia alguns pequenos guizos. Rapidamente, os ratos roeram a coleira e destacaram um guizo que entregaram ao ratinho que tinha dado o bom conselho. Ele devia, agora, pendurar este guizo ao gato. Mas para tal, não demonstrou o ratinho a mínima vontade. Ele tinha muito amor à vida. Também os outros ratos não tiveram coragem. Eles só queriam estar longe a observar como os seus irmãos e irmãs eram comidos pelo gato.
Há gente sempre pronta a concordar rapidamente com os “bons conselhos”. Mas poucos passam dos conselhos aos actos. A tais sábios conselheiros, diz-se, frequentemente, na Alemanha:
“Meu caro Amigo! O que tu dizes é muito lindo e bom! Mas quem é que pendura o guizo ao gato?”

A lenda do Japão foi esta...

Era uma vez, no interior do Japão, um grupo de terríveis ladrões que se escondia no topo de uma montanha quase sempre coberta de nuvens, onde soprava um vento forte e as tempestades eram frequentes. Esses ladrões viviam em uma larga caverna, que era o esconderijo de todos os tesouros que eles roubavam.
O bando atacava as vilas, matava as pessoas e incendiava as casas, depois de tirar tudo o que tivessem de valor. Por onde o grupo passava não restava nada além de mulheres e homens chorando, ruínas fumegantes, miséria e desolação.
O imperador, preocupado, havia enviado seus melhores soldados para atacar a montanha, sem qualquer resultado. O soberano, então, mandou chamar um dos últimos samurais, o velho Raiko, e disse-lhe:
- Raiko, você me serviu por todos esses anos. Eu lhe dou agora um último trabalho: vá até a montanha com um exército e destrua aqueles malditos bandidos!
Mas Raiko suspirou:
- Majestade, se eu fosse jovem de novo eu cumpriria sozinho esta missão. Mas, hoje, sou um velho muito velho, velho demais para fazer esse serviço mesmo com um poderoso exército ao meu lado.
- Então, o que devo fazer? - perguntou o imperador. Devo deixar que os bandidos continuem a saquear nossas terras e a matar nossa gente?
- De jeito nenhum -, exclamou o velho, - eu irei até a montanha com mais seis Samurais iguais a mim.
- Mas, se eles são tão velhos quanto você, como poderão ajudá-lo? - perguntou o imperador.
- Tenha fé em nós -, foi o que disse Raiko.
Alguns dias depois, os sete samurais partiram para a montanha vestidos como humildes peregrinos. Lá do alto, os ladrões viram o grupo, e o chefe deles disse:
- Quem se importa com sete mendigos? Deixem que eles subam até nós.
Os sete samurais disfarçados chegaram ao topo do monte, e Raiko disse:
- Deixem-nos entrar, está frio aqui fora. Sopra um vento forte, e nós somos apenas um bando de velhos -não vamos causar problemas.
O chefe dos ladrões respondeu:
- Venham, velhos, e abriguem-se em um canto.
E assim, os sete samurais entraram no esconderijo dos bandidos, ficando em um canto enquanto os ladrões comiam a comida que haviam roubado de mais uma pobre aldeia. De vez em quando, eles atiravam pedaços de carne e restos para os peregrinos.
Passadas algumas horas, Raiko se levantou e disse:
- O vento parou. Podemos partir agora. Para agradecer por sua hospitalidade, porém, gostaríamos de oferecer a todos vocês esta bebida - é saquê, uma espécie de vinho feito com arroz. Bebam connosco! E assim fizeram, contentes, os bandidos.
Em segundos, não sobrava mais nada da garrafa que Raiko entregou aos ladrões. E, também em segundos, todo o grupo de bandidos estava bem morto, estendido no chão da caverna: o saquê que Raiko lhes havia oferecido tinha sido sabiamente envenenado com um poderosíssimo veneno.
E assim, sete velhos samurais, velhos demais para montar a cavalo ou usar uma espada, puderam servir o seu imperador pela última vez.

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 Eder Cardoso, 6.ºA



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