"Só se vê bem com o coração, o essencial é invisível aos olhos"

"Só se vê bem com o coração, o essencial é invisível aos olhos"

25/01/11

Ainda as "Pupilas do Senhor Reitor"

Desta vez, o texto é da minha Direcção de Turma. Eu simplesmente, acho-o excelente, digno de um escritor. Não consigo disfarçar a minha empatia com este texto, mas encaixa tão bem na história, que poderia muito bem ser a continuação da versão ouvida na aula.
(...) Margarida, Daniel, Pedro e Clara acabaram por casar no mesmo dia, numa cerimónia religiosa digna das suas educações.
Seriam dois casais perfeitos, se a atracção de Daniel por Clara não permanecesse dentro do seu coração prestes a acordar. Por mais que tentasse esquecer ou até ignorar todos os sinais, o certo é que cada vez que estava na presença de Clara, Daniel ficava sem reacção, com as mãos a transpirar e as pernas trémulas, um autêntico adolescente apaixonado!
Daniel estava confuso, por um lado não conseguia esquecer Clara, por outro sentia uma grande admiração por Margarida e uma enorme amizade pelo irmão.
A cada dia que passava a convivência entre os quatro tornava-se um tormento para Daniel e mais ainda quando recebeu a notícia da gravidez de Clara.
Iria ter um sobrinho da mulher que amava e agora, mais que nunca, deveria esquecê-la.
A admiração que sentia por Margarida não era suficiente para ser feliz e muito menos para fazer alguém feliz.
Por mais que pensasse, uma única ideia lhe iluminava a mente...Talvez a ideia mais sensata para todos. Não tinha o direito de estragar a felicidade dos outros.
Partiu e deixou uma carta.
"Querida Margarida, mereces alguém que te faça feliz, preciso pensar no caminho que quero seguir. Talvez o meu destino estivesse traçado pelo desejo do meu pai e a minha missão seja servir o Senhor..."
Margarida desiludida com a vida, não percebeu o motivo de Daniel, mas respeitou-o. Não voltou a casar e dedicou o resto da sua vida a tomar conta dos sobrinhos, filhos de Clara e de Pedro, que viveram felizes, sem saberem o motivo da separação de Daniel e Margarida.
Agora...por onde anda Daniel...imaginem, inventem e escrevam como eu.
Gonçalo Cavaco, 6ºG

4 comentários:

Maria da Luz Borges disse...

Pobre margarida, que sorte danada, ficar para tia!:))))
Mas o final compensa tudo. Um final à escritor! Parabéns ao Gonçalo e à professora Isabel que conseguiu o milagre de pôr toda esta gente a escrever!

Sofia Lampreia disse...

Ando deliciada a ler estas histórias, todas com muita imaginação,e é realmente de louvar este incentivo à leitura e à participação dos alunos neste tipo de projectos....Parabéns a todos e um beijinho especial à professora

Isabel Preto disse...

Olá Sofia:
tenho pena de não ter tempo suficiente, nem disposição para transcrever todos os textos, pois há muitos alunos que se saíram muito bem, nomeadamente a Mariana.
Beijinhos grandes.

Isabel Preto disse...

Querida Luz, qual deles escolho para o concurso?Eis a questão:))
Beijinhos e obrigada pela tua presença constante.

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