"Só se vê bem com o coração, o essencial é invisível aos olhos"

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30/01/11

As pupilas do Senhor Reitor...VII

Depois do casamento de Pedro e Clara e de Daniel com Margarida, essa pequena aldeia nortenha onde viviam, deixou de falar deles.
Como se costuma dizer lá para o Norte: "casou, honrou"...assim parece ter sido com as duas pupilas do senhor reitor.
Pedro e Clara continuaram a viver por lá, pois havia boas terras para lavrar e Pedro seguira os passos do pai, José das Dornas.
Já Daniel e Margarida foram para o Algarve, porque é uma terra encantada e o jovem médico tinha ânsia de conhecer novas terras, novas gentes. Talvez Margarida se pudesse dedicar aí ao ensino de crianças, como costumava fazer antes do casamento.
O primeiro filho de Daniel e Margarida chamava-se Diogo, este saiu ao pai. Era muito inteligente, mas não queria ser médico como seu pai. Tinha medo de se enganar, dar um remédio a uma pessoa e depois essa pessoa morrer! Por dentro, como se vê, Diogo é tal e qual sua mãe, a doce Margarida.
Então e que é feito de Pedro e Clara?
É o que vos vou contar.
Pedro e Clara tiveram um filho, que se chamava Marco. Nascera no mesmo dia de seu primo, o Diogo. Os pais até acharam graça, pois os dois casais também haviam casado no mesmo dia! A vida tem destas coincidências!
Marco saíra à mãe: era lindo, mas não era lá muito sério! Na verdade, levava tudo a brincar!
Na escola, fosse por ter dificuldades ou por ser leviano, não vingou, por isso, Pedro teve de o retirar dos estudos. -lo a trabalhar no campo a seu lado, desde cedo, mas Marco não se importou e começou a namoriscar com todas as jovens que se cruzavam na sua vida!
Já Diogo foi sempre um excelente aluno, o orgulho de seus pais. Porém, se Margarida e Daniel se aborreciam por qualquer assunto e discutiam...Diogo baixava sempre o seu rendimento na escola. Afinal, ele tinha o coração de sua mãe, era muito frágil. Não suportava ver os pais zangados! Por isso, ambos tentavam manter a harmonia no lar, acabando por viver um casamento feliz.
Pedro e Clara entendiam-se bem e graças à maneira de ser de Pedro, sempre sensato, também viviam em paz...mas quando discutiam...Ai, meu Deus!
Fábio Fouto, 6ºG

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