"Só se vê bem com o coração, o essencial é invisível aos olhos"

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17/11/13

Histórias de João Pateta...

João vivia com a mãe, numa casa muito velha. João era muito preguiçoso e não gostava de trabalhar.
 Certo dia a mãe ameaçou abandoná-lo se ele não fosse trabalhar, e ele, com medo do pior, lá se decidiu. 
João decidiu ajudar um lavrador.
 - Boa tarde, João.
 - Olá o que é que eu posso fazer para ajudá-lo?
 - Vamos cavar buracos para semear batatas. 
No final do dia, como recompensa, o lavrador deu-lhe uma moeda de cobre. Quando chegou a casa, reparou que tinha perdido a moeda. 
- Mãe, perdi a moeda que o lavrador me deu de recompensa pelo meu trabalho.
 -És um tonto! Se a tivesses guardado no bolso, não a terias perdido. 
 No dia seguinte o João foi trabalhar por conta de um leiteiro:
 - Bom dia, senhor, em que posso ajudá-lo?
 - Ajuda-me a encher as bilhas de leite, rapaz. 
Ao final do dia, para recompensá-lo, deu-lhe uma bilha de leite. O João pegou na bilha e despejou-a no bolso. Quando chegou a casa estava todo sujo e ensopado. 
-Estás cada vez mais idiota! Devias trazer a bilha à cabeça!
 No dia seguinte, foi trabalhar para um queijeiro. Ao final do dia, ele deu-lhe um queijo fresco. O João pôs o queijo à cabeça, e como era fresco, foi-se desmanchando, e quando chegou a casa já não tinha queijo e tinha o cabelo todo empastado e a cara toda lambuzada.
 - Ai meu Deus! Olha o teu estado. – disse a mãe - Então tu não te lembraste que era melhor trazê-lo nas mãos?!
 -Para a outra vez, minha mãe. Agora não há remédio! 
 Depois foi trabalhar para casa de uma velha professora de crianças que lhe deu um gato muito bonito e felpudo. Ele levou-o nas mãos, mas como é óbvio, o gato fugiu. 
Quando chegou a casa e contou à mãe, esta aborreceu-se muito e aconselhou-o a que, da próxima vez, trouxesse o gato atrás de si, atado com um cordel. 
 No dia seguinte, foi trabalhar para um açougueiro, que, em paga, lhe deu uma perna de carneiro. Ele atou-a com um cordel, e levou-a arrastando atrás de si, pelo chão, até a casa. A mãe, ao ver o estado em que vinha a carne, perdeu a paciência, ainda mais porque só tinha pão duro para a ceia.
 -O que tu precisavas é que eu te desse uma sova! Porque é que não trouxeste a perna de carneiro ao ombro?
 No dia seguinte, foi trabalhar para um negociante de gado, que em paga, lhe deu um burro. 
João tentou meter o burro ao ombro, e quando conseguiu, já não podia quase que dar um passo. 
Passou por uma casa onde vivia um lavrador rico, que tinha uma filha surda-muda. Esta estava à janela e quando viu o João com o burro às costas começou a rir de tal forma que ficou curada e começou a falar e a cantar. O pai da menina ficou tão contente por o rapaz ter curado a filha que lhe deu a sua mão em casamento. E foi assim que o João casou e ganhou juízo e foi feliz com a sua mulher. 

Reconto elaborado por Inês, 6ºE

1 comentário:

Anónimo disse...

Adorei este texto.👍👍👍👍

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