"Só se vê bem com o coração, o essencial é invisível aos olhos"

"Só se vê bem com o coração, o essencial é invisível aos olhos"

17/10/22

Recriar histórias

 O BELO RAPAZ

 

     Estava um belo rapaz.

     À beira-mar sentado,

     À espera do seu amor

    Tão belo e aprumado!

    Sozinho e solitário

    Ela tardava a chegar

    O nosso belo rapaz

    Pôs-se a sonhar…

    Olhando lá ao longe 

    Viu vir um carro de oiro

    O rapaz feliz ficou

    Pensando que era a sua amada.

    - Diz-me, bela princesa, 

    Viste por aí o meu amor?

    -Diz-me tu, meu rapaz,

    As senhas que ela levava.

    -Levava umas lantejoulas

     Que enfeitavam os seus cabelos e

    Usava uns belos sapatos de cabedal.

    -Ó belo rapaz, há tanta gente assim vestida!

    -Tinha também um anel de sete pedras como o meu

    E que eu lhe ofereci.

    -Tanto tempo esperei, mas o meu amor encontrei. 

    - O que darias tu, ó jovem,

    A quem o trouxesse aqui?

    -Dar-lhe-ia a minha gratidão

    E o meu enorme coração!

    -Vem daí, vamos dançar…

    Vem daí, meu amor,

    Olha como brilha o lago

    Quando o sol nele mergulha

    Meu amor, vem ver…

    Olha como o rio brilha

    Quando nele mergulha o sol

    Vem, amor, vem ver

   Como as rosas se iluminam

   E todas as flores do jardim,

   Quando o sol olha para elas,

   Como se lhes pedisse namoro

     E elas dissessem que sim…

Simão Ramos e Ricardo Salgueiro, 5ºB

Recriar histórias a partir de "A Bela Infanta"

 A elefanta Infanta


Estava a elefanta infanta

Sentada no seu jardim

A comer capim!

Viu vir um nobre rato em sua direção

Os seus olhos se encontraram

E um grande o amor nasceu.

-Querida elefanta infanta, aceitas ser meu par?

Perguntou o rato com o coração a palpitar.

-Claro que sim, nobre rato! – respondeu animada.

Mas quem és tu, afinal?

-Sou o teu para verdadeiro!

A elefanta infanta afirmou:

- Se tu me amas de verdade, procura uma ave.

O rato abalou e pela floresta se aventurou!

A elefanta estranhou a demora

E o seu amor foi procurar.

Uma voz estranha se ouviu,

Afirmando que o seu amor estava consigo!

Essa voz insistiu:

-Que darias, bela infanta, a quem o trouxesse aqui?

-Dar-lhe-ia ouro, prata e marfim. Tudo aquilo que tenho,

E até o meu reinado.

Então, detrás de um arbusto, o rato surgiu

E em casamento a pediu!

Emocionada a elefanta infanta aceitou,

E o verdadeiro triunfou.


Lia Duarte, Beatriz Santos e Rebeca Ricarde, 5ºB


O rapaz abençoado

 

Estava um belo rapaz

Na cama deitado,

Enquanto sonhava

Que estava abençoado.

No meio do seu sonho

Uma pessoa apareceu

E deu-lhe a triste notícia

Que o seu irmão desapareceu.

-Ele não pode ter desaparecido

Onde é que ele estava?

Se lhe der algumas características

Será que o encontrava?

-Sim, sim eu encontrava-o,

Mas tens de me dizer

Senão daqui a pouco

Não o voltamos a ver.

-Sim, daqui a pouco,

Mas tens de me dizer

Tu não és o meu irmão

Que eu tanto quero ver?

-Estava a ver que não reparavas

No que eu trouxe para ti…

Esta pulseira que tanto amavas,

Que tu perdeste aqui!

-Ó meu irmão,

O que fazes tu aqui?

Pensava que estavas desaparecido

Mas estavas ao pé de mim.


Tomás Amaral e António Almeida, 5ºB


A bela Borracha

 

Estava a bela borracha

Perdida no jardim da escola…

Encontrou um beija-flor,

A pousar de flor em flor.

- Ó belo beija-flor, viste por aí o meu grande amor?

- Diz-me, ó bela borracha, como é o teu amado?

-O meu lápis é bonito e inteligente…

E a ponta do bico é afiada.

- O que darias tu, borracha,

a quem o trouxesse aqui?

- Dar-lhe-ia o meu afia e o meu corretor…

Todos os materiais escolares que há por aí!

- Não quero materiais escolares,

Não os quero para mim.

Que darias mais, ó borracha,

A quem o trouxesse aqui?

- Dava-lhe a minha amizade eterna,

Pois só quero o meu verdadeiro amor,

Sem ele, estou perdida…

Sinto-me vencida!

- O teu amor é sincero,

Vais ser recompensada,

Espreita bem para as minhas asas…

Lá o verás, o teu lápis encantado!

-Por onde andavas, querido lápis?

Eu estava preocupada.



Trabalho de: Joana Silva e Mariana Morgado

 

 

A Bela Luana

 

Estava a bela Luana

Na cozinha a cozinhar

Estava a fazer um bolo

Para o seu marido provar.

Olhando pela janela

Viu vir um grande carrão,

Conduzido por um belo jovem

Ai que grande emoção!

- Ó meu belo jovem, viste o meu amor?

- Diz-me tu, ó bela,

As senhas que ele levava.

- Meu marido é alto e belo

Tem uns olhos sempre a brilhar,

E gosta muito de brincar!

-Que darias tu, ó moça a quem o trouxesse aqui?

- Dava-lhe todas as minhas coisas valiosas,

E os meus sentimentos mais preciosos.

-Não quero as coisas valiosas,

Não as quero para mim.

Ó minha bela Luana,

Eu só te quero a ti!

-Como te atreves, ó jovem,

A fazer uma proposta assim?!

- Tenho aqui este lencinho,

Bordado por ti, minha princesa.

Só tenho olhos para ti!

- Ó meu querido marido,

Que me ias matando aqui!

Esdras Morais, Noah Moreira, Martim Santos, 5ºB


Publicação em destaque

Dia Mundial da Leitura em Voz Alta

 Eder Cardoso, 6.ºA



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