"Só se vê bem com o coração, o essencial é invisível aos olhos"

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30/03/11

As árvores também choram!

Árvores e papel...são importantes. Sem árvores, não temos oxigénio e, sem papel, como escrever?

Mas de onde vem o papel? Pois...das árvores!

Sem papel, não há textos, nem leituras, nem prazer...Mas, se tiverem um papel na mochila, não o rasguem, nem estraguem...pensem muito bem, antes de estragar papel, pois "uma folha rasgada, é uma árvore a chorar!"


Pedro Dionísio, 5ºD

14/03/11

As folhas com sentimentos!

Era uma vez uma floresta onde as árvores sabiam falar. Mas elas só falavam entre si e com alguns animais, nenhum humano imaginava sequer árvores falantes!
Como é costume, os humanos aproveitam-se da natureza e logo se lembraram de fazer papel com a madeira das árvores.
No papel fizeram desenhos e começaram a escrever textos e, como alguns textos eram grandes, inventaram os livros! E é assim até hoje!
Certo dia estava um escritor a fazer poemas quando, subitamente água começa a escorrer pelas estantes: eram lágrimas dos livros com saudades das mães, as árvores.
O escritor teve de parar de escrever para ir buscar um balde e limpar a água que escorria pela estante abaixo!
Nunca se tinham visto livros a chorar e se calhar não o fazem mais vezes, porque com a água, o papel desfaz-se, por isso, até deu nas notícias!
O escritor ficou famoso em todo o mundo, por ter livros com sentimentos, afinal as folhas vinham de árvores falantes!
E as árvores falantes? Dessas já havia poucas, porque os humanos não reciclavam e estavam sempre a cortar mais árvores.
Mas voltemos ao poema do escritor. Só lhe faltava um verso para acabar o poema e, quando acabasse, ia vender o livro e ganhar milhares de Euros e na capa estaria escrito: Livro com sentimentos!
Quando terminou o verso que faltava, abriu a janela e foi à casa de banho...Entretanto, com uma corrente de ar, as folhas começaram a voar e foram parar à floresta das árvores falantes.
O escritor ainda estava a lavar as mãos e só pensava:
-Eu hei-de ganhar um prémio, por ter inventado um livro com sentimentos...
Quando regressou à sala, já lá não estavam os papéis onde tinha escrito os poemas! Pegou na sua bicicleta e foi à procura das folhas, mas estas já estavam na floresta!
As árvores contaram aos papéis o que se estava a passar e decidiram pregar uma partida aos humanos.
O escritor morava perto da floresta, logo pensou procurar as suas folhas aí.
Já estava a anoitecer e, como não trouxera lanterna, decidiu arrancar uns ramos das árvores para fazer uma tocha. Estava a puxar um ramo, quando ouviu uma voz:
-Eu vou-te comer!
O escritor começou a correr, mas caiu e apareceu uma folha de papel que exclamou:
-Vou-te tirar o cérebro!
Em pânico, o escritor começou a gritar e a abanar os braços...Depois, fugiu.
No dia seguinte, contou às pessoas o terror que viveu naquela floresta e a partir daí nunca mais se cortaram árvores nessa floresta.

André, 5ºD

O livro tristonho e as prateleiras da saudade!

Há dias atrás conheci um livro. Sim...porque eu conheço livros desde pequenina. Como? É simples! É só observar e acariciar as folhas cheias de palavras. Agora é ler...Mas...continuando, conheci um livro diferente dos outros. Oh, sim, muito diferente! Um livro só e triste, que tinha coisas escritas que ninguém entendia. Só falava do mal e dizia que o Mundo era feio e mau. Mas eu não acreditava. Só acreditava numa coisa: aquele livro precisava de alegria. Resolvi falar com ele. Não esperava, que me respondesse. Mas, para meu espanto, falou! Respondeu-me! E disse-me que adorava poder conhecer o mundo! Disse que queria ver aquele sol radioso, aqueles dias em que a chuva parece prata. Coisas que ele nunca tinha visto. Queria ver o céu, o grande oceano...Eu sou uma criança, mas percebo. Percebo que ninguém vive como deve ser, com um enorme desejo e que sabe que não o vai conseguir realizar! Ainda por cima, ali naquela biblioteca velha e poeirenta onde o livro estava! Para o animar, fiz outra asneira ao dizer: "Pelo menos, deves ter aqui muita companhia e a tua mãe e pai devem consolar-te..."
O livro ficou mais triste ainda e acrescentou:
-Não! A minha mãe é uma árvore!
-Não acredito!
-Então repara - disse o livro, voltando-se para os outros livros- Não é verdade que têm saudades das mães, as árvores?
"Subitamente, água começa a escorrer pelas estantes -eram lágrimas dos livros com saudades das mães, as árvores."
-Vês? todos temos saudades das nossas florestas e dos animais que lá viviam. Uns homens apareceram e começaram a abater as árvores e, mais tarde, devem ter destruído tudo! Temos de sensibilizar as pessoas para o que está a acontecer às florestas, aos oceanos, por acção dos humanos!
-Animais e plantas estão a morrer...acrescentei.
-Temos de agir!-disse o livro.
De repente, deixou de falar e transformou-se! Agora é um livro que fala sobre o ambiente.
Tirei muitas fotocópias em papel reciclado e distribui-as às pessoas.
Beatriz Calado, 5ºD

As lágrimas dos livros...

"...subitamente, água começa a escorrer pelas estantes: eram lágrimas dos livros com saudades das mães, as árvores..." Lembravam-se do aconchego; do sol a aquecer as suas folhas; dos pequenos seres que viviam ao abrigo das suas mães...Como era bonito esse cenário! Agora estavam ali fechadas entre quatro paredes!
De repente, abriram a porta da grande biblioteca e entraram as crianças...os livros alegraram-se, sentiram um ânimo tão grande que a sala onde estavam se iluminou, como se o próprio sol ali estivesse! Todos se admiraram e ficaram encantados com as crianças! A curiosidade de ler cada um dos livros, à busca de aventuras e histórias, ou dos factos de acontecimentos importantes na vida da humanidade, mostrou aos livros o grande valor que tinham: eles eram autênticos tesouros!
Um dos meninos, pegando muito cuidadosamente num dos livros, exclamou:
-Amigo livro, o que seria de nós sem vocês, para nos informar, nos divertir e nos adormecer com histórias de encantar?
Nesse instante, os livros perceberam que nunca mais estariam sozinhos e enxugaram as lágrimas, pois afinal faziam brilhar os olhos dos meninos e acendiam estrelas nos seus corações.
Alice Lampreia, 5ºD

Publicação em destaque

Dia Mundial da Leitura em Voz Alta

 Eder Cardoso, 6.ºA



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