"Só se vê bem com o coração, o essencial é invisível aos olhos"

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14/03/11

As folhas com sentimentos!

Era uma vez uma floresta onde as árvores sabiam falar. Mas elas só falavam entre si e com alguns animais, nenhum humano imaginava sequer árvores falantes!
Como é costume, os humanos aproveitam-se da natureza e logo se lembraram de fazer papel com a madeira das árvores.
No papel fizeram desenhos e começaram a escrever textos e, como alguns textos eram grandes, inventaram os livros! E é assim até hoje!
Certo dia estava um escritor a fazer poemas quando, subitamente água começa a escorrer pelas estantes: eram lágrimas dos livros com saudades das mães, as árvores.
O escritor teve de parar de escrever para ir buscar um balde e limpar a água que escorria pela estante abaixo!
Nunca se tinham visto livros a chorar e se calhar não o fazem mais vezes, porque com a água, o papel desfaz-se, por isso, até deu nas notícias!
O escritor ficou famoso em todo o mundo, por ter livros com sentimentos, afinal as folhas vinham de árvores falantes!
E as árvores falantes? Dessas já havia poucas, porque os humanos não reciclavam e estavam sempre a cortar mais árvores.
Mas voltemos ao poema do escritor. Só lhe faltava um verso para acabar o poema e, quando acabasse, ia vender o livro e ganhar milhares de Euros e na capa estaria escrito: Livro com sentimentos!
Quando terminou o verso que faltava, abriu a janela e foi à casa de banho...Entretanto, com uma corrente de ar, as folhas começaram a voar e foram parar à floresta das árvores falantes.
O escritor ainda estava a lavar as mãos e só pensava:
-Eu hei-de ganhar um prémio, por ter inventado um livro com sentimentos...
Quando regressou à sala, já lá não estavam os papéis onde tinha escrito os poemas! Pegou na sua bicicleta e foi à procura das folhas, mas estas já estavam na floresta!
As árvores contaram aos papéis o que se estava a passar e decidiram pregar uma partida aos humanos.
O escritor morava perto da floresta, logo pensou procurar as suas folhas aí.
Já estava a anoitecer e, como não trouxera lanterna, decidiu arrancar uns ramos das árvores para fazer uma tocha. Estava a puxar um ramo, quando ouviu uma voz:
-Eu vou-te comer!
O escritor começou a correr, mas caiu e apareceu uma folha de papel que exclamou:
-Vou-te tirar o cérebro!
Em pânico, o escritor começou a gritar e a abanar os braços...Depois, fugiu.
No dia seguinte, contou às pessoas o terror que viveu naquela floresta e a partir daí nunca mais se cortaram árvores nessa floresta.

André, 5ºD

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