"Só se vê bem com o coração, o essencial é invisível aos olhos"

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26/04/26

A Velha e a Cabaça- Duas Versões

 Aqui ficam duas versões diferentes do conto, pois quem conta um conto, acrescenta um ponto!



  Era uma vez uma velhinha muito esperta que vivia sozinha numa pequena casa na floresta.

 Um dia, decidiu ir visitar a sua netinha, que morava longe, do outro lado do bosque.

Pegou no seu cajado e lá foi ela, caminhando devagarinho pelo meio das árvores. Mas a floresta era perigosa… e não demorou muito até encontrar um lobo faminto.

— Onde vais, velhinha? — perguntou o lobo, lambendo os beiços.

— Vou visitar a minha netinha — respondeu ela, com calma.
— Então vou comer-te já! — disse o lobo.

A velha, muito astuta, respondeu:
— Oh, senhor lobo, não vale a pena! Estou magrinha, pele e osso. Deixa-me ir comer bem em casa da minha neta… depois volto gordinha e saborosa!

O lobo pensou e concordou:
— Está bem… mas na volta eu como-te!

Mais adiante, a velha encontrou um leão (ou nalgumas versões, um urso), que lhe disse exatamente o mesmo. E ela repetiu a mesma resposta, prometendo voltar mais gorda. Assim conseguiu seguir caminho em segurança.

Quando chegou a casa da netinha, contou-lhe tudo. A menina, muito esperta também, teve uma ideia:

— Avó, vamos esconder-te dentro de uma cabaça grande! Assim ninguém te reconhece!

Arranjaram uma enorme cabaça, esvaziaram-na, e a velha entrou lá para dentro. Depois, empurraram a cabaça pela estrada fora.

A cabaça começou a rolar pela floresta:
— Rola, rola, cabaça! Rola sem parar!

No caminho, o lobo viu aquela cabaça a passar e perguntou:
— Cabaça, viste por aí uma velhinha?

E de dentro da cabaça, a velha respondeu com voz disfarçada:
— Vi sim, senhor! Vai lá mais à frente que ela vai longe!

E a cabaça continuou a rolar:
— Rola, rola, cabaça!

Mais à frente, o leão fez a mesma pergunta, e recebeu a mesma resposta. E assim, enganados, deixaram a cabaça seguir.

Até que… já perto de casa, a velha não resistiu e começou a rir.
O lobo ouviu, desconfiou… e percebeu o truque!

Correu atrás da cabaça e tentou apanhá-la — mas já era tarde! A cabaça rolou mais depressa e chegou a casa da velha, onde ela saiu sã e salva.

E assim, com esperteza e alguma ajuda, a velha escapou aos perigos da floresta.

 

Moral da história

A inteligência e a astúcia podem ser mais fortes do que a força bruta.

 

Uma velha tinha muitos netos, um dos quais estava ainda por batizar. 

Um dia a boa velhinha saiu a procurar um padrinho para o seu netinho e no caminho encontrou um lobo, que lhe perguntou:

 «Onde vais tu, velha?»

 Ao que ela respondeu: 

«Vou arranjar um padrinho para o meu neto.» 

«Ó velha, olha que eu como-te!»

 «Não me comas que, quando se batizar o meu menino, dou-te arroz-doce.» 

Foi mais adiante e encontrou outro lobo que lhe fez a mesma pergunta e ela deu-lhe a mesma resposta. 

Depois encontrou um homem que lhe perguntou o que ela ia fazer e, como ela lhe respondesse que ia procurar um padrinho para o seu neto, ele ofereceu-se logo para isso.

 Depois a velha contou-lhe o encontro que tinha tido com os lobos e o homem deu-lhe uma grande cabaça e disse-lhe que se metesse dentro dela que assim iria ter a casa sem que os lobos vissem.

 A velha meteu-se na cabaça e esta começou a correr, a correr, até que encontrou um lobo que lhe perguntou: «Ó cabaça, viste por aí uma velha?»

Não vi velha, nem velhinha;
Não vi velha, nem velhão;
Corre, corre, cabacinha
Corre, corre, cabação.

Mais adiante encontrou outro lobo que perguntou também: «Ó cabaça, viste por aí uma velha?»

Não vi velha, nem velhinha;
Não vi velha, nem velhão;
Corre, corre, cabacinha
Corre, corre, cabação.


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