"Só se vê bem com o coração, o essencial é invisível aos olhos"

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20/03/09

Relógio da Sabedoria

Há muito, muito tempo, no Santuário da Sabedoria, havia um relógio sagrado, que fazia parar o tempo. Este relógio era cobiçado por todos, especialmente pelo Rato Furioso, que vivia numa gruta não muito longe dali.
Certo dia, o Rato Furioso invadiu a vila com um exército de ratos, distraindo os guardas e roubando o Relógio da Sabedoria!
O único que percebeu a manobra foi o cavaleiro Philip, que tentou impedi-lo a todo o custo, mas foi derrotado e aprisionado na gruta do Rato Furioso...
Passaram dias e mais dias...a vila foi esquecendo o cavaleiro, mas continuava preocupada com o relógio sagrado!
O nosso cavaleiro, na gruta, passava fome e era maltratado!
O Rato Furioso ia ficando rico, com as riquezas que roubava graças ao relógio da Sabedoria!
Certo dia, ordenou que fizessem um banquete...os ratos facilmente se organizaram e já estavam prontos para ir roubar comida e bebidas para a festa...
Saíram todos, menos um que foi ter com o cavaleiro à sua cela e disse:
- Hei, tu aí!
-Estás a falar, comigo?- estranhou o cavaleiro.
-Claro! Preciso da tua ajuda...ordenaram que trouxesse um veado, que é a carne preferida do mestre, mas sou fraco e lento...Não conseguirei apanhar um veado! Tens de me ajudar...
-É que nem pensar! Depois de teres gozado comigo e tudo mais, por que haveria de te ajudar'
-Tens fome, não tens? E sede também, suponho! Dar-te-ei a minha porção de comida e vou dar-te o melhor vinho desta terra...Mas nem penses enganar-me...Levarei uma espada comigo e tu vais conforme estás.
-É tentador, mas com tanta fome não consigo ir caçar...
-Dou-te um pedaço de pão e queijo e apenas vais beber um pouco de água! Mais nada!
O cavaleiro aceitou. Assim saíram da gruta e partiram à procura de um veado. Com muito esforço e algumas armadilhas, o cavaleiro lá conseguiu caçar um veado.
Quando regressaram à gruta, encontraram todos os ratos reunidos em frente à cela do cavaleiro! Pensaram que ele havia fugido! Para grande espanto de todos, viram o cavaleiro acompanhado de um dos deles! Para disfarçar, este saltou-lhe para cima:
-Maldito, sejas! A tentar escapar ao meu Mestre! Nem pensar! Encontrei-o a vaguear nas redondezas, enquanto caçava o veado!
O cavaleiro percebeu que tudo não passava de uma encenação, por isso não reagiu, sendo preso novamente!
Deu-se a festa, muito animada...No meio de tanta confusão, o rato aproveitou para cumprir a sua parte do acordo, levando a comida ao prisioneiro. Este, então, teve a ideia de lhe pedir um último favor...que o libertasse temporariamente, para sentir a brisa refrescante da noite, uma última vez.
-Correu tudo às mil maravilhas!-exclamou o rato- O mestre está muito satisfeito comigo, mas não posso deixar-te partir, para ninguém suspeitar de mim...
Saíram ambos um pouco, conforme pedira o cavaleiro...estavam à entrada da gruta e, mesmo no ponto mais alto da entrada da gruta, estava o relógio da Sabedoria pendurado!
O cavaleiro, ao ver o relógio, deixou cair um pedaço de pão, pedindo ao rato que lho apanhasse. Quando o rato se agachou para o apanhar, o cavaleiro apoiou-se nele, saltando na direcção do Relógio da Sabedoria...e conseguiu alcançá-lo. Então parou o tempo na gruta, pensando no que iria fazer a seguir.
-Primeiro vou ensacar todas as riquezas roubadas e depois vou mandar selar esta gruta para sempre! Acabarão os roubos na minha vila! Mas esse rato...Não o posso trair! Vou deixá-lo partir!
Então com tudo preparado, voltou para a vila. As riquezas foram devolvidas aos respectivos donos, o Relógio da Sabedoria voltou para o Santuário e a gruta foi selada.
A vila entrou em festas, durante um mês inteiro!
Autores: André, Eliana, Bárbara, Bruna e Andreia 6ºB

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