"Só se vê bem com o coração, o essencial é invisível aos olhos"

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26/04/26

A Encruzilhada!

Planificação:

 Personagens/Apresentação e caracterização: Águia: astuta e ousada; Rei, Rainha e Guardas

Espaço: Onde é que acontece a história? Castelo, Encruzilhada

Tempo: Quando é que se passa a história? Há muito, muito tempo

Introdução: Co9mo começa a história? Quem aparece? O que está a acontecer? O rei e a rainha viviam num castelo, a águia aparece e quer que o castelo seja seu

Problema ou situação inesperada: A águia rapta os habitantes do castelo, usando uma poção mágica e deixa-os numa encruzilhada

Desenvolvimento/ações: Um dos guardas tem um mapa, traçam a rota de regresso, passam aventuras e desventuras, regressam ao castelo e derrotam a águia

Conclusão: A paz e harmonia voltam a reinar no castelo 


 

Há muito, muito tempo, um rei e uma rainha viviam num belo castelo rodeado de árvores de fruto. O lugar era tão encantador que, certo dia, uma águia que sobrevoava a região ficou fascinada e decidiu que aquele castelo passaria a ser seu.

A águia era astuta e ousada. Para concretizar o seu plano, disfarçou-se de guarda e infiltrou-se no castelo. Durante o dia, misturava-se com os outros guardas; à noite, preparava-se para agir.

O rei e a rainha tinham o hábito de passear todas as tardes pelos jardins do castelo. Numa dessas caminhadas, depararam-se com um guarda de aparência estranha.

— Quem és tu? — perguntou o rei, franzindo o sobrolho.
— Sou um dos vossos guardas, sua majestade — respondeu a águia, tentando manter a calma.

A rainha, porém, não se deixou enganar. Algo naquele olhar lhe pareceu suspeito.

Chegada a noite, o silêncio instalou-se no castelo. Foi então que a águia, abrindo as suas enormes asas, espalhou uma poção mágica por todos os aposentos. Um a um, todos caíram num sono profundo.

Quando amanheceu, o rei, a rainha e os guardas acordaram… mas já não estavam no castelo. Encontravam-se numa encruzilhada, numa terra longínqua e desconhecida.

— Onde estamos? Numa encruzilhada? — exclamou a rainha, desesperada.
— Fomos raptados! Foi aquela águia disfarçada de guarda! — respondeu o rei, indignado.

Determinados a regressar, o rei ordenou:
— Guardas, procurem um mapa! Temos de encontrar o caminho de volta.

Por sorte, um dos guardas tinha um mapa no bolso. Com ele, traçaram a rota de regresso ao castelo. A viagem foi longa e difícil: atravessaram florestas densas, enfrentaram tempestades e viveram muitas aventuras e desventuras. Demoraram semanas, mas nunca desistiram.

Finalmente, chegaram ao castelo. Lá, enfrentaram a águia num combate corajoso. Os guardas, unidos, conseguiram vencê-la e aprisionaram-na numa sólida jaula.

O rei e a rainha, felizes por terem regressado ao seu lar, recompensaram os guardas pela sua lealdade, bravura e coragem.

E assim, o castelo voltou a ser um lugar de paz, onde, desta vez, todos aprenderam a confiar… mas também a desconfiar quando algo parece fora do lugar.

Érica Silva, 5.ºA 

Narrativa construída a partir de cartões, Arca dos Contos 

12/12/10

As três irmãs e o livro encantado!

Era uma vez uma ponte que ia dar a uma biblioteca mágica, mas essa ponte era guardada por um sapo falante e sábio!
Longe desse mundo viviam três irmãs, que praticavam ballet.
Um dia tiveram de tomar uma decisão: ir com o pai, para outra terra distante, ou ficar com a sua mãe e continuar a praticar ballet.
Decidiram ficar e continuar com o seu sonho de ser grandes dançarinas.
Mas com o tempo, a mãe deixou de poder pagar as aulas de ballet e as filhas tiveram de desistir.
Passado algum tempo, esqueceram-se desse passatempo, mas estavam muito aborrecidas, sem nada que lhes ocupasse a mente!
Decidiram ir passear e, após muito andarem, encontraram a tal ponte e depararam-se com o sapo falante.
Quiseram atravessar a ponte, mas o sapo inquiriu:
-Qual é a coisa, qual é ela que nasce grande e morre pequena? Têm três tentativas...
As duas irmãs mais velhas não conseguiram acertar.
-Só têm mais uma tentativa! "Rabit", "Rabit", Rabit"...
De repente a mais nova perguntou:
-Alguém viu o meu lápis? É que preciso mesmo dele!
-Está correcto! É o lápis! Podem passar pela ponte, mas não mexam no livro velho e castanho, que está na estante de baixo!
-Sim, senhor sapo!
As irmãs estavam a adorar a aventura! Com curiosidade, já na biblioteca foram abrir o livro que dizia a seguinte lengalenga:"Conto, conto, pim, porém, sapo, sapo, imortal!"
E...nessse momento, ao acabar de ler, viram a sua vida passar-lhes toda diante dos olhos e as três irmãs transformaram-se em imortais!
Bruna e Rita Nunes, 5ºA

02/11/10

Era uma vez um lobo que vivia numa floresta ,vivia sozinho pois toda a gente o temia, por isso estava sempre esfomeado.
Um dia, passou por lá um anão,o lobo assim que o viu chegou-se ao pé dele e perguntou-lhe:
-Onde vais ?!
-Não te posso contar..É um segredo!- exclamou o anão.
-Sendo assim, vou-te comer!-afirmou o lobo.
Então o anão diz:
-Se queres saber o meu segredo, tens que vir comigo.
-Ok , mas nada de truques.
-É assim,eu ouvi dizer que existe por estas redondezas uma porta poderosa,não sei o que tem lá dentro,mas quero saber.
-Mas se não sabes o que está lá dentro,como é que me podes ajudar?Mais vale, eu comer-te, já!
-Mas tu não tens vontade de saber o que está lá dentro?
-Por acaso, até tenho curiosidade...
-Então é melhor começarmos, já começa a ficar tarde.
E lá foram os dois ...procuraram,procuraram...E finalmente encontraram uma porta, ou melhor, três!
Então o lobo disse:
-Mas tu não disseste que era uma só?! Aqui estão três: uma é amarela, outra é vermelha e ainda há uma verde!
Também não estou a perceber! Tinham-me contado que era só uma!
-Eu posso ajudar-vos!- ouviram eles nitidamente.
-Quem fala?!-perguntou o anão.
-Sou eu, o mocho e posso ajudar-vos.
-Ai, sim? E como?-quis saber o lobo, sempre desconfiado e a perder a paciência.
-Tenho visto muita gente passar por aqui, para tentar abrir a porta, mas todos acabaram por desaparecer, pois as pessoas vinham sempre sozinhas. Eu já cá estou há muito tempo e percebi o problema: para conseguir o tesouro, são precisas três pessoas, que confiem uns nos outros e sejam amigas.
-Mas nós só somos dois! E além do mais, o lobo não é assim tão meu amigo! Até quis comer-me!-Exclamou o anão.
-E comigo, seremos três! Vá lá, o lobo nem tem assim tão cara de mau! Afinal, podemos ser amigos!-ofereceu o mocho do fundo do coração.
- E como é que vamos saber qual é a porta correcta?
-Temos de as abrir, as três, ao mesmo tempo. Só assim se descobre o tesouro-explicou o mocho.
-Eu fico com a vermelha!-dsse o lobo-Afinal, é a minha cor preferida!
-E eu com a amarela...
-Bem, só me resta a verde-disse o mocho.
Os três amigos pegaram cada um na sua maçaneta e contaram até três em conjunto. Mal se abriram as portas, o lobo viu detrás da sua escorpiões e mais escorpiões, por isso, apressou-se a voltar a fechá-la, porque desde pequeno tinha medo de escorpiões.
Atrás da porta do anão, o cenário era ainda pior! Serpentes! O anão fechou a porta, o mais rápido que conseguiu, para se livrar daquela terrível maldição.
-Finalmente, apo´s tantos anos, finalmente encontrei o tesouro.
-Mas é só um chapéu!-admirou-se o lobo. Que é que faz?
Este chapéu é mágico e concede três desejos.
-Então devias ser o primeiro, mocho-sugeriu o anão. Afinal, foi graças a ti, que o descobrimos.
-Eu concordo- disse o lobo.
Então o mocho pediu para ser o mais sábio de todos os mochos. Depois, passou o chapéu ao anão, que desejou ser gigante e, quando chegou a vez do lobo, este pediu que nunca mais lhe voltasse a faltar comida.
E todos viveram sábios, gigantes e saciados para sempre!
Mariana Lampreia, 6ºG

30/10/10

A lenda do espelho!

Era uma vez uma feia princesa, que se achava a mais bonita e elegante daquele reino, para lá das montanhas! Estão admirados com o início da história? Ora pois, as princesas, afinal, não são todas bonitas!
Nesse reino ainda não se tinham descoberto os espelhos e as pessoas viam o seu rosto apenas no reflexo da água, não distinguindo a beleza, da fealdade.
Um dia um lindo e elegante príncipe foi obrigado a casar com a horrorosa princesa.
No reino do príncipe já se usavam espelhos, por isso, antes de ver o rosto da princesa, o príncipe ofereceu-lhe um espelho.
Quando o príncipe viu o rosto da princesa, fugiu a sete pés, gritando aos sete ventos que a princesa era horrorosa!
A princesa, apaixonada, ficou destroçada, de coração partido e prometeu a si própria que daí em diante iria procurar o espelho mágico da beleza, de que tanto se falava nas famosas lendas do grande livro das lendas...
Passou dias e noites a andar sem parar pela montanha da maldição da beleza, com a tentação de encontrar o espelho. Encontrou finalmente a gruta, onde segundo o famoso livro se encontrava o espelho! Mas como todos os sítios valiosos têm uma armadilha, este tinha um grande e forte touro, que guardava a entrada da gruta.
Mas eis que acontece o inesperado: o touro desatou a fugir a sete pés, tal como o príncipe, ao olhar para a pobre princesa!
Esta sentiu-se desolada, mas esperançosa caminhou até à grandiosa sala do espelho e gritou:
-Espelho, espelho meu, a partir de agora não haverá ninguém mais belo do que eu!
Então, em segundos, transformou-se numa maravilhosa e linda princesa, voltando maravilhada consigo mesmo, para junto do seu amado príncipe.
Gonçalo Cavaco, a partir do jogo "Arca dos Contos"

Para ler no fim-de-semana...

A chave Mágica da Palavra-Chave
Era uma vez uma bruxa, que era muito teimosa e maldosa! Vivia num poço, muito fundo, que servia para aprisionar coelhos daquela zona, na tentativa de descobrir uma coisa, que ela queria: uma chave mágica e uma palavra-chave, para dominar o mundo! Ela nem imaginava que essa palavra é medo.
Um dia, a bruxa viu cair ao poço, um coelho chamado Plufi. Ele era o coelho mais corajoso daquela zona. Como era muito respeitado, ela desconfiava que ele fosse o guardião da chave...Por isso, prendeu-o e fez-lhe um longo e pesado interrogatório, mas ele apenas confessou uma coisa: a chave tem a palavra-chave! Como não disse mais nada, a bruxa quase matou o pobre Plufi, mas ele sobreviveu, pois só podia morrer de velhice.
Mais tarde, Plufi viu-se numa floresta cheia de monstros. Era a floresta do poço da bruxa! O coelho também procurava a chave, mas tinha uma vantagem sobre a bruxa, ele conhecia a palavra-chave. Mas não sabia o que significava!
No meio da floresta, atreveu-se a perguntar a um monstro:
-Ei, tu aí...Sabes dizer-me onde fica a terra dos zombies?
-Não!-respondeu secamente o monstro.
-Está bem, vou perguntar a outro monstro.
-Eu sei quem sabe!
-Quem?
-O velho trolle! Ele sabe tudo. Ele até sabe quando vai acabar o mundo.
-Onde é que ele mora?
-Daqui a sete passos!
-Mas não vive cá ninguém!
-São sete passos de gigante!Eu levo-te lá.
Quando chegaram, o gigante bateu à porta e abriu um trollezinho pequeno da altura do coelho. Normalmente, os velhos trolles são muito pequenos...
- Então, meu jovem coelho, que desejas saber?
- Gostava de saber onde é a terra dos zombies.
-Procuras alguma coisa de lá?
- Sim, procuro a chave mágica.
-Oh, mas vais ter de passar pelo castelo do eclipse. Se lá passares no tempo do eclipse, poderás ser amaldiçoado pelos teus antepassados! Mas se é esse o teu desejo, eu mostro-te onde fica.
Entraram em casa e o velho tirou de uma gaveta um mapa e pousou-o na mesa.
-Aqui fica a terra dos zombies e aqui o castelo do eclipse. Mas há um senão nessa história toda. O castelo fica a mil e sessenta e cinco passos daqui! E ainda há outro...
-Qual é?-o coelho estava ansioso por saber.
-Lá estão afixadas muitas chaves...Caso tires do castelo a chave errada, o castelo sugar-te-á e ficas lá para sempre!
-Está bem! Obrigada pelos avisos, mas vou já começar a viagem.
O coelho foi ter com um ogre e perguntou:
-Como te chamas?
-Ogre de Azkalibur.
-Nasceste em Azkalibur?
Sim...
-Podes levar-me até à terra dos zombies?
-Posso, se me indicares o caminho.
E começaram a viagem. A cada passo que o ogre dava, a floresta ficava mais distante e o Monte Cião cada vez mais nítido...
-Já sei o que significa a palavra-chave. É o medo que vou enfrentar na terra dos zombies.
O ogre não sabia do que ele estava a falar e ignorou-o.
-Ai-disse o ogre-Temos de fugir! A bruxa malvada está a atacar-nos!
O ogre começou a correr tão depressa, que fez a bruxa cair ao chão, partindo a vassoura!
Num instante chegaram à fronteira da terra dos zombies.
-É a minha deixa. Já não posso avançar mais. São as regras do pacto entre os zombies e os ogres.
-Está bem. O castelo é aqui perto. Adeus e obrigado.
Plufi continuou a sua viagem. Entretanto começou a chover e, quando chove, os zombies invadem as ruas da terra dos ogres. O coelho enfiou-se numa gruta. Nessa gruta estava outro coelho.
-Quem és tu?
-Sou Belindro.
-Procuras alguma coisa?
-Procuro a minha mãe, a velha coelhita.
-Ela está em casa dela.
-A sério? Vou agora para casa.
-Não vás! Olha os zombies...
-Tens medo?
Mal o Belindro disse a palavra medo, ambos foram parar ao castelo. Entraram na primeira porta e viram muito ouro amontoado! Flupi viu um brilho estranho no meio do ouro e foi lá ver. Viu muitas chaves, mas uma destacou-se mais: tinha mais brilho! Flupi pegou na chave e saiu do castelo. Nada aconteceu, por isso era certamente aquela a chave mágica. Levantou a chave e pediu três desejos: destruir a bruxa, voltar para casa com Belindro e ressuscitar os coelhos que a bruxa matara. A chave, depois, desapareceu, mas os desejos tinham-se concretizado. Plufi e Belindro ficaram amigos para sempre. Quanto à bruxa, deve ter ficado fechada no castelo para sempre.
Rúben Cavaleiro, 6ºG, a partir de um jogo de cartas:"Arca dos contos"

19/11/09

Encruzilhada!

Já viram a ilustração do Diogo, intitulada "Encruzilhada"...agora aqui vai o texto:

Era uma vez um castelo. E era uma vez um rei e uma rainha. Viviam no castelo, numa floresta, de onde saíam vários caminhos! Uma encruzilhada, jamais explorada!
Mas um dia, aventuraram-se e foram passear pela floresta. Experimentaram quatro caminhos, que pareciam não ir dar a lado nenhum! Faltava um caminho...mas aconteceu algo estranho: tinham de ultrapassar alguns obstáculos e vencer algumas provas, para chegar ao fim desse caminho!
O rei e a rainha eram astutos e aventureiros e, quando encontraram um mapa que dizia OUSAR, acharam que estavam a começar uma aventura, mas ficaram receosos ao mesmo tempo.
Afinal, nunca tinham estado sozinhos frente ao desconhecido! Normalmente, tinham o seu séquito para os proteger!
Mas lá continuaram até que encontraram uma porta, tinham de descobrir uma palavra-chave que abria a porta... A rainha fez uma magia, pois ela fazia magia, nos tempos livres...porém não resultou!
O rei, para se armar em cavalheiro, disse:
-Eu cá, não preciso de palavra-passe nenhuma! Com a minha espada, parto essa porta ao meio!
E...conseguiu, para espanto da sua adorada esposa!
Por detrás da porta, parecia tudo sem interesse...um lugar isolado e solitário!
De repente, avistaram uma águia, que parecia querer que a seguissem! assim fizeram e a águia voou pela floresta densa, até os levar para junto de um tesouro!
O rei e a rainha nem podiam acreditar! Levaram o tesouro consigo e a águia seguiu-os até ao castelo, onde ficou para sempre. Essa águia era uma estrela da sorte, para aquele reino! A encruzilhada desapareceu, deixando ver todo o reino iluminado por um brilhante dia de sol e a águia voava livremente pelas imediações do castelo, recordando ao rei e à rainha que teriam sempre sorte no futuro. A estrela da sorte ficaria sempre ali.

16/11/09

A encruzilhada!

Eis o desenho do Diogo, para ilustrar uma história escrita a partir do jogo:"Arca dos Contos". (6ºF)

26/10/09

O Orelhas Sábio!

Era uma vez uma bruxa que vivia num poço! Era teimosa e pensava que não havia ninguém tão sábio como ela!
O Coelho orelhas queria mostrar que era mais sábio que a bruxa "Meia Leca".
Um dia lembrou-se que podia escavar por baixo da terra e chegar ao poço.
Mal começou essa tarefa, encontrou escondida na terra, nada mais, nada menos que, a chave do poço!
Ora imagem que, ainda por cima, essa chave era a Chave da Sabedoria Eterna!
Orelhas montou uma armadilha, para aprisionar a bruxa no poço, para sempre...
Passados alguns dias, presa na armadilha, a bruxa teve tempo de pensar na sua vida e, vendo-se sem liberdade, arrependeu-se do mal que fizera às pessoas, pedindo ao Orelhas que a transformasse em fada, graças à chave da sabedoria e que a libertasse.
Assim foi, mas antes a bruxa teve de prometer ser a fada do bem e doravante cumprir com essa promessa.
A bruxa "Meia Leca" percebeu que ser boa, compensa.
"Bendito e louvado, meu conto acabado".
Texto elaborado por: Joana, Mariana, Sidónio e Tiago, 6ºE

23/03/09

Uma História de Pasmar!



Vou contar-vos uma história
Uma história de pasmar
Sobre um coelho que encanta
E uma bruxa que espanta!

Era uma vez um coelho que não tinha medo de nada. Nunca se assustava!
Um dia um bruxa muito desastrada e ainda mais maléfica, aprisionou o pobre coelho, apenas por se tratar de um coelho sem medo!
Preso numa caverna, pensava que não havia saída, o coelho começou a sentir algo diferente e pouco habitual nele: o desespero...mas eis que surge a bruxa:
-Ai, ai coelho palerma! Não sabes que há uma saída?
-Não!- respondeu o coelho com firmeza.
-E então, diz-me lá, tens medo de alguma coisa?
-Não! Eu sou o mais destemido de toda a floresta!
-Então, para ganhares medo e saíres da minha prisão...
-Alto!- interrompeu o coelho-Eu não quero ter medo!
-Mas o problema, meu querido, é que para te libertares, tens de sentir medo-exclamou a bruxa malvada, argumentando com prazer...E a única maneira de ganhares medo é se encontrares a chave mágica, que abre o poço misterioso, que contém o medo!- disse rindo.
-E onde é que eu encontro essa tal chave?
-Tens de procurar a chave na floresta do terror, lá a minha irmã, a bruxa Claudina irá ajudar-te.
Com um passe de mágica, a bruxa enviou o coelho para a floresta do terror, não sem antes lembrar:
- Se me desobedeceres, irei matar-te! Irei comer-te acompanhado com batatas fritas!
Na floresta, nada espantava ou assustava o coelho: nem os sustos que as árvores lhe pregavam!
Começou à procura da bruxa Claudina, mas o problema é que não vislumbrava nem sombra de vida humana!
Para o coelho passara uma eternidade, mas na verdade haviam passado apenas quinze minutos!
Começava a perder a esperança, até que viu ao longe uma pequena torre com três caveiras na porta e muitas, muitas mais coisas assustadoras! Porém, o nosso herói não se assustou!
Aproximou-se da torre da velha Claudina e ao bater à porta, logo uma voz horrível indagou:
-Quem ousa bater na minha porta?
-Sou o coelho Alfredo, também conhecido por coelho destemido. Venho da parte da sua irmã e procuro a chave mágica que abre o poço do medo...
-Ah! Estava à tua espera há um século! Finalmente!
Logo que proferiu estas palavras, ouviu-se um click e o coelho caiu no que parecia ser um buraco negro, que nunca mais acabava!
Aterrou numa almofada vermelha e reparou que a torre por dentro era mais calma e muito menos assustadora, do que por fora. Mal viu a bruxa, perguntou:
-É mesmo verdade que me esperavas há tanto tempo? que idade tens tu afinal?
-Isso não vem ao caso, tu não irias acreditar que eu tenho dois mil anos...Nós bruxas somos imortais!
-E sabes onde está a tal chave? E porquê eu?
-A minha irmã foi acusada de vários crimes, perdendo a imortalidade...Vai morrer, daqui a dois dias, a menos que tu a salves! Para isso, é absolutamente necessário que sintas medo! Vou acompanhar-te até à chave mágica!
-Olha lá...ela é inocente ou culpada? Eu cá não ajudo monstros!
-Claro que está inocente, foi uma outra bruxa que cometeu todos esses crimes!
Fez um pequeno movimento com as mãos e, de repente, os dois foram parar a uma floresta de espinhos...Um pouco mais à frente, ali estava a chave. Ora além da chave, havia um gigante, que dizia:
-Para por mim passar
Vais ter de me fazer chorar
Mas só três tentativas vais ter
Ou muito vais sofrer!
- Já sei, gigante! É só para isso, que serves? Pareces um miserável! Que versos parvos! Vai mas é para casa!
-Pensas que me incomodas? Vais ter de fazer melhor!
-Pois então fica a saber que os teus pais têm vergonha de ti! Não serves para nada! Passas os dias aí especado, sem serventia nenhuma! Não prestas!
O gigante sentiu dor e entregou a chave ao coelho...
-Todos sentem vergonha de mim... Anda duzentos metros e encontrarás o poço!
O coelho agradeceu e segui a sua viagem...mal introduziu a chave na fechadura...ouviu-se uma explosão de poderes obscuros, que entraram no corpo do coelho Alfredo! Nesse instante, o coelho tornou-se medroso.
A bruxa percebeu que a sua missão estava terminada, fez o coelho regressar para junto da sua irmã.
Esta abraçou o coelho e disse:
-Obrigada por me salvares. Eu não sou má, apenas desastrada!
-De nada...acho eu...gaguejou o coelho com medo do comité de bruxas, que ali estava!
O Presidente ou rei, como quiserem chamar-lhe, afirmou:
-Bem coelho, obrigada por devolveres a imortalidade á nossa bruxa Amélia...Não vejo razão para continuares medroso. A partir de agora, serás ainda mais corajoso que antes!
Assim regressou o coelho, como por magia, a sua casa...Aprendeu que as bruxas não são malvadas...a maldade do coração é apenas uma ilusão...Ou talvez não!
Texto de: Inês, Jéssica, Bruna e Brenda...Ilustrado pelo Paulo 6ºC

21/03/09

A Fonte Misteriosa!


Era uma vez um velho chamado Miguel, que vivia sozinho. Como era muito curioso, resolveu viajar para África...
Quando chegou a uma aldeia africana, parou para repousar e descansar um pouco e também para comer.
Foi passear na selva e encontrou uma serpente. Ficou tão assustado, que desatou a correr, mas ouviu a serpente gritar:
-Espera! Não te vou fazer mal! Só quero contar-te um segredo...
Mau...Que era aquilo? Em África, as serpentes falam? Devia estar a sonhar, mas como não queria mostrar medo, fingiu-se de corajoso e ... lá se aproximou da serpente.
-Que mistério é esse, que me queres contar?
-No fundo da selva há uma fonte e, nessa fonte, há um objecto mágico...
De repente, o bicho desapareceu! Então o velho curioso foi procurar a fonte, que estava protegida por animais ferozes! Estes exclamaram:
-Se queres passar por nós, um enigma vais decifrar!
Miguel já não estranhava nada naquela terra...por isso, viu-se a responder:
-Digam lá esse enigma. Eu sei tudo!
-Qual é a coisa
Qual é ela
Que simboliza união e se mete no dedo?
O velho pensou, pensou, pensou..até que descobriu que era um anel, mais concretamente uma aliança de casamento!
Foi tirar o anel da fonte e ao experimentá-lo viu uma pedra muito preciosa e...mágica!
A pedra começou a brilhar e disse:
-Finalmente, tenho um dono!
Bem...animais que falam...já vira, mas até anéis?!
Decidiu não se admirar com mais nada! Devia estar a viver um sonho qualquer!
Voltou para o seu País muito contente, graças ao anel mágico podia obter o que quisesse! Assim, nunca mais houve pobres na sua terra e vivia rodeado de gente que queria ouvir a sua estranha aventura...
Vitória, Vitória
O anel contou a história.
Autores: Gracelina, Luana, Vanessa, Miriam e Miguel 6ºC

20/03/09

Relógio da Sabedoria

Há muito, muito tempo, no Santuário da Sabedoria, havia um relógio sagrado, que fazia parar o tempo. Este relógio era cobiçado por todos, especialmente pelo Rato Furioso, que vivia numa gruta não muito longe dali.
Certo dia, o Rato Furioso invadiu a vila com um exército de ratos, distraindo os guardas e roubando o Relógio da Sabedoria!
O único que percebeu a manobra foi o cavaleiro Philip, que tentou impedi-lo a todo o custo, mas foi derrotado e aprisionado na gruta do Rato Furioso...
Passaram dias e mais dias...a vila foi esquecendo o cavaleiro, mas continuava preocupada com o relógio sagrado!
O nosso cavaleiro, na gruta, passava fome e era maltratado!
O Rato Furioso ia ficando rico, com as riquezas que roubava graças ao relógio da Sabedoria!
Certo dia, ordenou que fizessem um banquete...os ratos facilmente se organizaram e já estavam prontos para ir roubar comida e bebidas para a festa...
Saíram todos, menos um que foi ter com o cavaleiro à sua cela e disse:
- Hei, tu aí!
-Estás a falar, comigo?- estranhou o cavaleiro.
-Claro! Preciso da tua ajuda...ordenaram que trouxesse um veado, que é a carne preferida do mestre, mas sou fraco e lento...Não conseguirei apanhar um veado! Tens de me ajudar...
-É que nem pensar! Depois de teres gozado comigo e tudo mais, por que haveria de te ajudar'
-Tens fome, não tens? E sede também, suponho! Dar-te-ei a minha porção de comida e vou dar-te o melhor vinho desta terra...Mas nem penses enganar-me...Levarei uma espada comigo e tu vais conforme estás.
-É tentador, mas com tanta fome não consigo ir caçar...
-Dou-te um pedaço de pão e queijo e apenas vais beber um pouco de água! Mais nada!
O cavaleiro aceitou. Assim saíram da gruta e partiram à procura de um veado. Com muito esforço e algumas armadilhas, o cavaleiro lá conseguiu caçar um veado.
Quando regressaram à gruta, encontraram todos os ratos reunidos em frente à cela do cavaleiro! Pensaram que ele havia fugido! Para grande espanto de todos, viram o cavaleiro acompanhado de um dos deles! Para disfarçar, este saltou-lhe para cima:
-Maldito, sejas! A tentar escapar ao meu Mestre! Nem pensar! Encontrei-o a vaguear nas redondezas, enquanto caçava o veado!
O cavaleiro percebeu que tudo não passava de uma encenação, por isso não reagiu, sendo preso novamente!
Deu-se a festa, muito animada...No meio de tanta confusão, o rato aproveitou para cumprir a sua parte do acordo, levando a comida ao prisioneiro. Este, então, teve a ideia de lhe pedir um último favor...que o libertasse temporariamente, para sentir a brisa refrescante da noite, uma última vez.
-Correu tudo às mil maravilhas!-exclamou o rato- O mestre está muito satisfeito comigo, mas não posso deixar-te partir, para ninguém suspeitar de mim...
Saíram ambos um pouco, conforme pedira o cavaleiro...estavam à entrada da gruta e, mesmo no ponto mais alto da entrada da gruta, estava o relógio da Sabedoria pendurado!
O cavaleiro, ao ver o relógio, deixou cair um pedaço de pão, pedindo ao rato que lho apanhasse. Quando o rato se agachou para o apanhar, o cavaleiro apoiou-se nele, saltando na direcção do Relógio da Sabedoria...e conseguiu alcançá-lo. Então parou o tempo na gruta, pensando no que iria fazer a seguir.
-Primeiro vou ensacar todas as riquezas roubadas e depois vou mandar selar esta gruta para sempre! Acabarão os roubos na minha vila! Mas esse rato...Não o posso trair! Vou deixá-lo partir!
Então com tudo preparado, voltou para a vila. As riquezas foram devolvidas aos respectivos donos, o Relógio da Sabedoria voltou para o Santuário e a gruta foi selada.
A vila entrou em festas, durante um mês inteiro!
Autores: André, Eliana, Bárbara, Bruna e Andreia 6ºB

17/03/09

O Filipe torcido!

Eles lembram-se de títulos, que não lembram a mais ninguém, como fizeram o André, o Bernardo e o Gonçalo da turma C...Curiosos para descobrir este Filipe Torcido? Eu cá, fiquei!
"Há muito , muito tempo, talvez nem haja tanto assim, para lá dos montes e montanhas, talvez nem tão longe assim...havia um Reino chamado Gigantolândia!´
Lá vivia um gigante muito estranho, chamado Filipe Torcido, que adorava a natureza e os animais.
Ele tinha um segredo, que nunca contara a ninguém, mas que nós descobrimos! De noite, vestia uma capa e umas botas mágicas e ía brincar com os seus amigos animais. O amigo mais especial era um peixe veloz e ágil, chamado Faísca, que adorava relaxar nas águas cor de prata do rio deste Reino...Não há um número capaz de contar as vezes em que estes amigos se encontraram!
O peixe tibha um dom especial...com um simples toque de barbatana, fazia com que a pessoa em que tocasse, pudesse respirar dentro de água.
Certo dia brilhante de sol, abrasado pelo calor, o nosso gigante decidiu ir ao encontro do peixe, seu amigo. Lá pelo menos poderia refrescar-se nas águas cristalinas. Porém avistou um barco de pescadores, que levavam nas redes o seu melhor amigo!
Desesperado, mergulhou nas águas e, como por magia, transformou-se em peixe...nadou, nadou, nadou...até que alcançou o barco e salvou o seu amigo peixe. Estava tão feliz que escolheu ficar peixe para sempre...Ali seria muito, muito feliz...estava farto de ser gigante, ainda por cima torcido!

Escrever, criar e inventar!

No Clube: " A Língua Portuguesa é fixe!"...Vivemos várias histórias por sessão! Aqui, vendem-se sonhos, numa manta de retalhos!(...)


A Ana preferiu escrever uma história, a partir de um dos jogos de escrita preferidos dos alunos: " A Arca dos contos", uma actividade cada vez mais solicitada e do agrado dos alunos...
Mas no Clube, fazemos muitas actividades em simultâneo: uns pintam/ ilustram, outros inventam histórias e escrevem textos diversos...e outros gostam de criar imagens no quadro, que tentam transpor para o papel, mas já não sai igual!
De uma forma ou de outra, dá-me um prazer imenso trabalhar no Clube, com tantas crianças, tanta diversidade de actividades, no meio de tanta fantasia! Aqui...sonhar é ainda possível...







(...)

16/03/09

O cavaleiro formoso!

Também o Gonçalo Amaral e o Ronaldo me surpreenderam com o texto, escrito a pares...Ver o Gonçalo calmo e a escrever é outro verdadeiro milagre! É por isso que continuo a acreditar e a sonhar. Tal como lhes prometi...deixo-vos com... um cavaleiro especial.
O Cavaleiro formoso
Era uma vez um cavaleiro muito formoso, que se chamava Henrique. Vivia em péssimas condições, numa gruta, com sua mulher Isabel e os seus dois filhos, Vítor e Joana.
Esse cavaleiro tinha um grande sonho: construir um castelo!
Quase não via a família, pois trabalhava dia e noite, para um dia alcançar o seu sonho e dar uma vida cheia de felicidade à sua pequena família!
Era horrível partilhar a gruta com morcegos, ratos e mosquitos...mas, num dia muito ventoso, em que nada fazia prever algo de bom, um milagre aconteceu! Encontrou um relógio. Hesitou muito, antes de lhe tocar, mas por fim convenceu-se. Mal ele sabia que o relógio era mágico! assim que lhe tocou, ficou com uma sabedoria imensa: não havia pergunta, para a qual não soubesse a resposta. Sentiu-se mais perto do seu sonho, pois com semelhante dom, tudo poderia conseguir! Afinal, ia conquistar o seu desejado castelo e tirar a família daquela nojenta gruta!
Porém havia uma condição: só podia usar o dom recebido, se derrotasse um rato gigante, que também sonhara com o relógio mágico e ansiava dominar o mundo! O pior era que esse rato estava furioso, pois soube que o cavaleiro encontrara o relógio primeiro!
O nosso cavaleiro era ousado e foi combater contra o rato, mais o seu poderoso exército e, mal lá chegou, soube o que dizer, sem sequer suspeitar que era o relógio que o instruía!
- Não vale a pena começar uma guerra! Tu queres o relógio mágico, eu quero apenas um castelo, para viver com minha família...Dou-te o relógio, em troca de um castelo!
O rato aceitou de imediato, pois não sabia que o relógio já de nada servia, pois perdera a magia e que o cavaleiro tinha ganho a sabedoria por toda a eternidade!
O cavaleiro recebeu do poderoso rato, o ambicionado castelo e nem cabia em si de contente! Até dava pulos de alegria! Foi a correr buscar sua mulher e os seus filhos, para os levar para o castelo...
Quanto ao rato, descobriu que o relógio já não tinha qualquer poder, mas não podia fazer nada...era tarde para o fazer...não podia voltar atrás, pois um acordo é um acordo.
Vitória, vitória, a história acabou com o cavaleiro no trono...Viveu feliz para sempre com os seus.
Ronaldo e Gonçalo, 6ºC
Cartas: relógio mágico, rato, ousar, gruta,cavaleiro,castelo, querer

A Serpente maléfica!

Na turma B, experimentei o jogo de cartas da "Arca dos Contos", pela primeira vez. Foi surpreendente e valeu a pena, mais que não fosse por ver o João a fazer um texto...Desde que o conheço, nunca consegui antes -lo a escrever textos! Trata-se de um aluno, que encerra um segredo...não fala com nenhum professor, mas tem vindo a criar fortes laços connosco. Nos testes de avaliação, tem conseguido resultados positivos, mas elaborar um texto? Isso nunca aconteceu...até hoje. Ou o jogo é mágico ou não consigo explicar, mas deu-me uma alegria imensa vê-lo escrever! O João tímido e de rosto inexpressivo, tem vindo a "abrir-se", qual flor na Primavera...Aqui fica o texto dele...o primeiro que lhe vi escrever desde Setembro!
A serpente maléfica
Há muito tempo atrás existiu uma serpente muito má, que tinha castigado uma aldeia e as suas pessoas, tirando-lhes a água que vinha de uma fonte.
As pessoas começaram a morrer todas, menos um velhinho chamado António, que acabou por ir embora, viajando para outra cidade.
Lá conheceu o Luís, de quem se tornou amigo.
O tempo foi passando, dia após dia, mês após mês, sem que António lhe contasse o segredo...mas estava a envelhecer demasiado e, por fim, resolveu revelar o terrível segredo da serpente e da sua aldeia...
Luís era valente e curioso. Por isso, decidiu vingar o amigo, que tanto sofrera por causa da serpente:
-Vou matá-la, prometo António.
-Para encontrares a minha aldeia, precisas de levar o meu anel, que tem gravado um mapa, que te ajudará a encontrar o caminho.
E assim foi. Luís pegou numa arma e pôs-se a caminho.
Um mês e meio depois, lá encontrou a dita aldeia e descobriu uma gruta, muito, mas muito grande! Foi até lá e descobriu o que tinha! Para sua surpresa, era um tesouro e...uma serpente enorme!
Luís não se acobardou...pegou na arma, apontou disparou e...a serpente caiu no chão, fazendo tudo tremer!
Luís vingou a morte de todos os habitantes da aldeia e ganhou um tesouro! Foi radiante para casa, explicar ao amigo que agora podia ter paz.
João 6ºB
Estou sem palavras...finalmente o João escreveu e, ainda por cima, um texto pleno de aventura. Curioso também o facto de ter chamado Luís e António às personagens da história...os dois colegas da sua turma! Talvez aqueles com quem já se entende melhor...Só me falta ouvir a sua voz...os progressos têm sido impressionantes!

10/03/09

A águia misteriosa!


Era uma vez um rei e uma rainha, que sempre ansiaram ter uma filha...Anos depois, a rainha deu à luz. Era uma rapariga encantadora, chamada Arabela.
Quando esta fez dezoito anos, recebeu de prenda do rei, seu pai, uma águia. Só que ninguém sabia que era mágica...
A águia voava todas as noites até à gruta do "Malapelo", que ficava a cerca de dez quilómetros do castelo! Lá, a águia fazia poções mágicas.
Uma noite, Arabela não conseguia dormir e olhou à sua volta. Para seu espanto, viu a sua águia voar...como não a queria perder, silenciosamente saiu do castelo e seguiu a águia, no cavalo Raulcho.
Raulcho era muito rápido, mas algo o tinha feito parar! Arabela olhou e viu que tinham ido parar a uma encruzilhada! Essa encruzilhada, dividia-se em oito caminhos! Qual deles seguir?
Arabela exausta e sem saber como se decidir...adormeceu, mesmo em cima do cavalo!
No castelo, a rainha teve um pressentimento e indo ao quarto da linda princesa, apercebe-se que Arabela não estava lá!
Chamou o rei e decidiram ir procurá-la...e à entrada do castelo, tiveram outra surpresa: Raulcho também desaparecera! Não havia outro remédio, senão partir a pé...
Ao chegarem à encruzilhada, também adormeceram! Nem chegaram a ver que Arabela e Raulcho também estavam lá!
Arabela acordou cedíssimo e estranhou a presença de seus pais, mas não se deteve. Tinha que encontrar a águia! Dos oito caminhos, escolheu o primeiro, do lado esquerdo. Acabou por encontrar uma casa, onde habitavam dois príncipes.
Arabela estava faminta, acabando por entrar nessa casa, onde foi bem recebida pelos príncipes, que eram muito amigáveis.
Quanto ao rei e à rainha, mal acordaram, foram pelo segundo caminho. A meio desse caminho, o rei avistou um líquido azul, num frasco de vidro! Ao lado desse frasco, estava uma mensagem, que a rainha leu:
"Por favor, quem aqui chegar deverá beber a poção e dirigir-se à gruta Malapela. Nada de mal, vos acontecerá!"
Apesar de desconfiarem e com medo que lhes acontecesse algo de mal,beberam o líquido azul, que os transformou em águias. Voaram até à gruta, onde viram a águia de Arabela. " Que estranho, querido, é a águia que tu ofereceste à nossa filha!"
- Por favor, ajudem-me- ouviram ambos...
-Uau, uma águia que fala!!!-exclamou o rei, boquiaberto.
- Vamos ajudar-te como, águia faladora?-questionou a rainha, sem conseguir controlar o riso.
-Apanhem-me aquele frasco verde, lá em cima-pediu a águia aflita.
-Não chegamos lá!-exclamaram ambos, ainda sem acreditar na aventura que estavam a viver.
- Então, bebam essa poção, que aí está! Prometo que nada de mal vos acontecerá...
Ambos obedeceram e gostaram do sabor do líquido mágico, de repente voltaram a ser humanos! Aquela poção, tinha-os feito voltar à forma humana. Apanharam o outro frasco e deram-no à águia. Esta bebeu a poção e eis que aparece um belo rapaz!
- Mas, o que vem a ser isto?-perguntou o rei surpreendido e incrédulo! Conta-nos a tua história.
- Bem, eu nasci na aldeia de Malapelo. Quando fiz dezasseis anos, minha mãe faleceu e só ficou o meu pai para tomar conta de mim. O meu pai era feiticeiro e eu quis aprender com ele...Anos depois, numa escura noite de Inverno, foi a nossa casa uma bruxa, que me trouxe até esta gruta e me transformou em águia. Impediu-me de regressar a minha casa, com pena de ficar águia eternamente. A maldição só seria quebrada se suas majestades me dessem aquele frasco com a poção mágica, que vos pedi...Antes disso, fui encontrado por um mercador, que me fechou numa gaiola e me vendeu no mercado. Foi assim, que fui parar às mãos de Arabela. Mas eu sofria muito, por continuar águia e regressei a esta gruta, procurando a solução.Aprendi muitos feitiços com meu pai, por isso consegui levar-vos a escolher o segundo caminho, serem transformados em águias e voarem até aqui, para conseguir que há pouco me dessem a poção, que poderia livrar-me da maldição.
- Que linda e triste história...
-Meu jovem e agora como regressamos ao palácio?
- Fácil, usamos as poções para voltar a poder voar.
Voaram, voaram, até chegar à encruzilhada...Estavam desanimados, sem saber de Arabela! Nessa encruzilhada, avistaram a tal casa e, como estivessem cheios de fome, voaram até lá, conforme sugeriu a rainha.
Aí depararam com Raulcho e começaram a compreender tudo! Arabela devia ter seguido a águia, acabando nessa casa, a casa de João e Belchior.
Ao ouvir tocar a campainha, João pediu a Belchior que fosse abrir a porta, mas este reclamou por ser sempre ele a fazer tudo!
-Parem de discutir! Eu abro...disse Arabela.
Ao abrir, teve a maior surpresa de sempre:
-Pai! Mãe! Que bom, ver-vos! Vamos para casa?
De repente, apresentaram-lhe Manuel, o nosso belo jovem, outrora águia e rapidamente lhe explicaram a história.
Por seu lado, Arabela explicou como tinha ido ali parar...e num passe de mágica, apaixonou-se por Manuel.
Foi assim que, dias depois, os Reis deram uma grande festa: a do casamento de sua filha com o jovem Manuel.
Quanto a João e Belchior, astutos e ousados, acabaram por se conformar...Ambos amavam Arabela, mas ela estava casada e, por vezes, temos de saber perder.
Igor 5ºF

26/02/09

O Relógio Mágico!


O Ricardo do 6ºD escreveu este texto, a partir do jogo de cartas, da "Arca dos Contos".


Relógio Mágico


Era uma vez, há muito tempo (se calhar nem tanto tempo assim!), um cavaleiro, perdido numa gruta, havia já dois dias!

Estava a morrer de fome, até que encontrou um pequeno rato e matou-o...mas eis que, de repente, o rato já morto se transforma num relógio mágico!

O cavaleiro ficou furioso, pois não tinha nada para comer e preparava-se para comer o rato! O desespero tem destas coisas e a "fome é negra"!

Ainda não sabia, é claro, que o relógio era mágico, mas descobriu pouco tempo depois.

O Cavaleiro, chamado Jacinto, só queria comer e desejou um belo e suculento bife, que lhe apareceu mesmo na sua frente, graças aos poderes do relógio!

Jacinto não era muito sábio, por isso nunca chegou a desejar sair da gruta. Pedia e pedia mais comida! Até que não aguentou mais...

Estava deitado e nem se conseguia mexer, perdido na solidão.

Coitado do Cavaleiro! Nem se chegou a aperceber que isto era tudo uma armadilha!

Jacinto imóvel, não se conseguia defender da bruxa que lhe preparara esta cilada!

A bruxa transformou-o num rato e deu-lhe uma grande lição: NUNCA ABUSAR DO QUE NOS É DADO!

A história terminou, porque a minha saliva acabou!
Cartas: relógio, bruxa, gruta, cavaleiro, rato,solidão.

20/02/09

O Cavaleiro corajoso!


Aqui fica, outro texto da Bela do 6ºD, construído a partir deste magnífico jogo, que é a "Arca dos Contos". Na realidade, a imaginação de crianças e adolescentes, não tem limites...Enquanto soubermos sonhar, iremos mais longe.
"Em tempos remotos, um jovem cavaleiro acordou sobressaltado! Algo estava a acontecer...Pois um estranho pressentimento o invadia! Foi à cozinha, depois ao quarto de sua mãe e assim que a viu...mal ficou
ficou mal,
mal,
MAL
Mal ficou!!!
Sua mãe estava muito doente, febril e debilitada.
Seu filho, o jovem cavaleiro, era esperto e honesto, corajoso e aventureiro...como iremos ver mais adiante.
Foi logo procurar uma cura, para a súbita doença da mãe, num dos mil livros, que se encontravam na estante da biblioteca.
Procurou,
procurou, procurou...
Em todos os livros procurou
Até que a cura encontrou!
Teria de ir buscá-la numa enorme gruta de cristais!
Era um desses cristais, que iria salvar sua mãe...mas no meio de tantos cristais, como iria encontrar o certo? Ainda se lembram que, o nosso herói é bravo e corajoso?
Pois, nada iria demovê-lo!! E tanto procurou, que o encontrou!
É que no meio de tantos cristais, havia um às bolinhas, que brilhava mais que todos...só podia ser esse.
Mas julgam que foi fácil? Não! Ainda teve de lutar com um rato, que tinha super-poderes e era guardiã da gruta! A certa altura, até o rato ficou comovido, ao descobrir que o cristal era para salvar a sua mãe e...foi assim que o rato o ajudou a voar para casa, onde sua mãe finalmente ficou curada, mal tocou no cristal.
Acabou-se a história, mas imaginação não irá faltar...contarei aventuras, até nunca mais parar!"
A Bela é uma das alunas, que descobriu o prazer de escrever. Até imitou o estilo de Maria Alberta Menéres, em Ulisses.

17/02/09

Um Cavaleiro, dono do Tempo!

Era uma vez um cavaleiro muito poderoso, que possuía um objecto mágico: um relógio do tempo. Com isso, ele fazia o que queria, pois parava o tempo, quando queria!
Certo dia, encontrou um rato gigante, que ouviu todos os planos do cavaleiro, com muita sabedoria...o rato também queria lutar pelo relógio!
Propôs um duelo e o cavaleiro, não querendo dar parte de fraco, aceitou. Encontraram-se numa gruta escura, para lutar, mas o cavaleiro, senhor de muitas artimanhas, conseguiu levar a melhor e continuar "dono do tempo".
Rodrigo, 6ºD
Este foi mais um dos textos escrito, a partir do Jogo levado para a aula...Há muito tempo que não me sentia tão feliz!
E agora outra versão, escrita a partir das mesmas cartas:
O Concurso
muito, muito tempo, viveu um cavaleiro importante, numa gruta com o seu amigo rato.
O cavaleiro ambicionava ser famoso e como estava a decorrer um concurso de sabedoria, resolveu inscrever-se. Ora o prémio era um relógio mágico!
O cavaleiro não queria nem por nada, perder o concurso, mesmo desconhecendo que o relógio tinha poderes! Só lhe importava ser famoso, ficar célebre.
Estava a ficar furioso com os adversários, mas acabou por vencer e ficou muito feliz. Dali em diante, graças aos poderes do relógio, passava o tempo a viajar, pois o maior poder era mesmo levar o dono, onde quisesse.
Fábio, 6ºD
Pois é, o melhor deste jogo é que conseguimos um "infindável" desfiar de histórias, ao sabor da imaginação!
E cá fica também um outro, feito em grupo:
Uma Porta muito estranha
Era uma vez um lobo que vivia na floresta.
Certo dia, encontrou um chapéu mágico, mas a princípio achava que era um brinquedo.
Do nada, surgiu duma porta um anão e o lobo, quando o viu soltou um grito:
-Auuuuuuuuuuuu....Auuuuuuuuuuu::.
O anão perguntou-lhe se queria entrar nessa porta, de onde ele surgira. Como concordasse, por curiosidade, o anão deitou-lhe uns pozinhos, que o encolheram!
E convidou-o a entrar, realmente com muita vontade!
Do outro lado, o lobo foi descobrir os primos todos do anão"Anozeus prelimpeus", o nome da família!
O mundo deles tinha muitas cores, era super colorido, tinha todas as cores possíveis e imaginárias!
Mal entrou foi apresentado ao rei Socralpilim, que o presenteou com um suculento lanche e ainda lhe ofereceu o cargo de professor daquele reino encantado!
A escola chamava-se:" tens de saber, para aprender". O lobo foi para a escola dar aulas, aos alunos chamados choco-pickles. E foi um bom professor...
Passados três anos, teve filhos de lobos anões, de origem "lobeza" e "minimeza", depois teve netos, bisnetos e "trinetos", que criaram as pastilhas tridentes!
Pripipim, minimi, lobomi e é o fim!
Bem, com muitas palavras inventadas, imaginação não faltou neste grupo...até alguma crítica...ao que parece!
Pedro, Inês, Jessica, Yara e Patrícia, 6ºD
Quem será esse rei Socralpilim? A mim, parece-me familiar:))))))))

Publicação em destaque

Dia Mundial da Leitura em Voz Alta

 Eder Cardoso, 6.ºA



Bons Sonhos!

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"Alfabeto das Coisas Boas"

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A imaginação não tem limites!

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"O meu amigo, o sono"

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"Poema em P"

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Criar e imaginar

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Momentos...

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Uma Escola para todos- Samara 6.ºC

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" A Menina do Mar"

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"A viúva e o papagaio"

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Trabalhos dos meus alunos...

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Pequenos/grandes artistas

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