"Só se vê bem com o coração, o essencial é invisível aos olhos"

"Só se vê bem com o coração, o essencial é invisível aos olhos"

30/11/10

Neve, neve é Natal!

Neve, neve, é Natal
Dizem as crianças a gritar
Enquanto eu estou a recitar
Este poema que acabei de inventar.

A neve cai do céu
Branca e fria de rachar
Mas temos de nos alegrar
Porque o Natal é para brincar.

O tempo de luvas e gorros,
Começa agora no Natal...
As crianças cantam músicas com a família
Numa noite longa e fria cheia de alegria.

O Pai Natal vai
Distribuir prendas às crianças
Mas se não se portarem bem
Não há prendas para ninguém!

Neve, neve é Natal
A família toda unida
Vamos abrir as prendinhas
E pôr um sorriso nessas carinhas!

Rúben, 6ºG

O Peixe Azarado!

Na aula de Português Língua Não Materna, construimos uma história a partir de um conjunto de imagens.
Certo dia, o senhor Emanuel decidiu ir à pesca com o seu neto Flávio e conseguiram apanhar um peixe. Flávio ficou muito satisfeito, por ver o peixe a nadar no balde, onde o avô o tinha colocado.
Pelo caminho, de regresso a casa, Flávio admirava o lindo peixinho!
Porém, mal chegaram a casa, o avô preparou-se para arranjar o peixe para o jantar...Ao ver que o peixe ia morrer, Flávio desatou a chorar! Acabou por convencer o avô a levar o peixe de volta ao rio!
Atiraram o peixe ao rio e o Flávio ficou contentíssimo, mas eis que aparece um peixe maior que apanhou o desgraçado do peixe que acabara de regressar ao seu lar!
O avô e o neto ficaram desiludidos, pensando que afinal o destino do peixinho era a morte! Mas querem saber um segredo? Aquele peixe maior era a mãe do peixinho, que apenas viera agradecer ao senhor Emanuel. Afinal, o peixinho não era nada azarado! Era, mas é, um grande sortudo!
Texto elaborado por Celso, 6ºF, Melissa, 5ºF e Jocelina, 7ºC

29/11/10

O Mundo do alfabeto: parte II

(...) E cá vai a 2ªparte do texto da Alice...Esperemos que gostem...
-O que vamos fazer agora?-perguntou a letra C
-Eu não sei, mas temos que encontrar o A, pois assim não podemos compor canções, fazer textos, inventar jogos, nem palavras novas!-exclamou aflito o D.
As letras estavam muito preocupadas e choravam, porque imaginavam perdido o seu querido A...Talvez para sempre!
Foi então que a letra E decidiu ir à procura de pistas a casa do amigo A. Todos concordaram e puseram-se a caminho. Mal lá chegaram e abriram a porta...que grande surpresa! Lá estava o A, rodeado dos números! As letras saltaram e abraçaram-se com muita alegria!
-Que fazes aqui, com os números?-quis saber a letra T.
-Nós raptamos a letra A, porque vocês estão sempre a fazer canções famosas, inventam palavras novas, inventam jogos...e nós, bem, nós ficámos com inveja!-explicou o número 1.
-Que loucura! Tu ensinas números novos às crianças...Ajudas a fazer contas e tantas outras coisas! Não percebo porque é que raptaste a letra A!
-Nós vivemos numa terra muito, muito triste e a vossa é alegre...ou melhor...era, pois agora também parece triste. Que aconteceu?
-Nós tínhamos perdido a letra A e, quando uma letra desaparece, tudo fica cinzento.
-A vossa terra é brilhante e espectacular! A nossa não faz isso!-lamentou-se o número 2.
-Faz, sim, se os números quiserem. Basta que sejam unidos e o vosso mundo será feliz.
-Obrigada, pelo conselho. Vamos embora para o nosso mundo. Vamos malta, vamos fazer o nosso mundo mais feliz.
-Sim!!! Exclamaram os números todos ao mesmo tempo.
E partiram todos de mãos dadas.
As letras gritaram:
-Até breve, amigos.
Os números sorriram e, ao chegar à terra dos números, viram um céu lindo e brilhante.
As letras, essas continuaram felizes e fizeram uma grande festa.
Alice, 5ºD

25/11/10

O Mundo do alfabeto!

Há muito, muito tempo, havia um mundo diferente dos outros mundos: "O Mundo do Alfabeto".
Cada uma das letras tinha uma casa feita à sua medida. Viviam felizes e sossegadas, sem problemas e davam-se todos bem, pois cada um sabia qual o seu lugar...Mas um dia... Tudo mudou! O céu que era azul e límpido, tornou-se cinzento e escuro! Algo se passava...
-O que aconteceu?-perguntou a letra F.
-Eu não sei, mas é uma coisa muito esquisita!-confirmou a letra P.
Mal elas sabiam que ainda se passava outra coisa: faltava uma letra, naquela confusão e ao fazer a contagem...
- Quem ouvir o seu nome põe o dedo no ar, letra A, onde está o A ? Não estou a ver o dedo no ar!! - exclamou a letra Z.
- Eu sabia!! Faltava alguma letra, ainda por cima a primeira letra do Alfabeto.
Num país vizinho viviam os números, ora os números eram um povo mais triste. Não brincavam e simplesmente contavam e contavam, enquanto "O Mundo do Alfabeto" fazia textos, inventava jogos, compunha canções... Era um povo mais alegre. E as letras pensaram muito bem e chegaram a uma conclusão, os números vieram à noite e raptaram a letra A.
As letras estavam muito preocupadas...
Querem saber como continua a história?
Aguardem o próximo capítulo...
Alice, 5ºD

O B.I das reticiências!

Nome: Reticências
Idade: Mais de mil anos...
Ocupação Principal: Andar na boca dos indecisos...dos misteriosos...Na caneta dos que não gostam de escrever...
Forma de ser: três irmãos muito indecisos, muito redondinhos...
João Caeiro, 5ºD

As letras zangadas!

No mundo das letras estavam as vogais e as consoantes em Reunião, quando uma letra diz:
- Eu sou a letra A e todas sabem que eu sou a primeira, a principal e a mais importante! As vogais são as principais! Toda a gente sabe disso!
-Eu não sabia!-sussurrou a letra e.
-Pois eu acho que são todas importantes!-esclareceu a letra H.
-Pois...e se pensam assim, vão ter uma rica surpresa! -afirmou o i.
Durante a noite, as consoantes dormiam, mas as vogais continuavam reunidas...
-Vamos iniciar o nosso plano de fuga-anunciou a letra A.
No dia seguinte, as consoantes acordaram e não viram nenhuma vogal. Ficaram preocupadas:
-Onde estão?Precisamos delas!
-Aquelas vogais são mesmo presunçosas!
-Os escritores e toda a gente no mundo precisa delas, pois sem elas, ninguém consegue escrever!
-Não podemos perder mais tempo, temos de continuar o nosso trabalho!-disse o B.
E assim, começaram a escrever sem vogais:grf, tlvs, lmfd..., mas ninguém conseguia falar bem, nem escrever e nem sequer ouvir!
Um dia as letras encontraram uma criança e, embora não se compreendessem muito bem, resolveram procurar as vogais.
Mas foi tudo em vão, pois elas não se encontravam em lado nenhum! Exaustas, as letras foram descansar para casa do menino.
Entretanto, as vogais sentiam-se muito sós, porque sentiam falta das consoantes e não conseguiam trabalhar sem elas.
-Temos de voltar!
-Concordo.
-E eu também!
-Contem, comigo.
-Não se esqueçam de mim!
Mal as letras pousaram na Terra, toda a gente ficou mais alerta e as consoantes perguntaram:
-Onde é que estavam?
-Fomos fazer uma visita à Lua!
-Oh!
-Mas nós percebemos que precisamos de vocês.
-Pois...Todas somos importantes!
Assim, as vogais aprenderam uma boa lição e as letras tornaram-se inseparáveis! Ah...e sabem que mais? Tornaram-se amigas do menino, que cresceu e agora é um grande escritor.
Rita Nunes, 5ºA

23/11/10

Os sete corvos!



Era uma vez um homem que tinha sete filhos, todos rapazes. Gostava muito deles, mas não era totalmente feliz porque desejava muito ter uma filha. Um dia, a mulher disse-lhe que estava à espera de mais um bebé. Seria desta vez que ia nascer uma menina?
A alegria dos pais foi enorme quando, pouco tempo depois, nasceu uma linda rapariguinha. Mas a alegria depressa se transformou em tristeza, porque a menina era muito pequenina e muito fraca. Temendo o pior, os pais resolveram baptizá-la à pressa.
- Leva esta bilha e vai à fonte buscar água para baptizarmos a tua irmã – ordenou o pai a um dos filhos.
O rapaz apressou-se a obedecer e os irmãos foram com ele. Como todos queriam encher a bilha, acabaram por a deixar cair no chão, partindo-se em mil bocados. Muito aflitos, sem coragem para enfrentarem o pai, ficaram pregados ao chão, cheios de medo.
- O que andarão eles a fazer? – Perguntava o pai, estranhando tanta demora. – Devem ter-se esquecido do que iam fazer e ficaram a brincar!
O tempo passava e os rapazes não apareciam. Cada vez mais inquieto, com receio que a filhinha morresse sem ser baptizada, o pai gritou: - Ah! Estes meus filhos não têm mais juízo do que um pássaro.Porque foi que não nasceram corvos?
Assim que acabou a frase, ouviu um bater de asas sobre a sua cabeça. Levantou os olhos e viu sete corvos, tão negros como o carvão, que atravessavam o céu, desaparecendo no horizonte.
O homem compreendeu o que se passara. O desejo que, inadvertidamente, havia proferido, tinha-se tornado realidade. Já não podia voltar atrás…
Os pais ficaram muito desgostosos com a perda dos filhos, mas esta tristeza foi compensada com a presença da filha que, de dia para dia, se tornava mais forte e mais bonita!
Passaram os anos. A menina não sabia que tinha irmãos porque os pais nunca falaram deles na sua presença. Um dia, porém, ouviu a conversa de duas vizinhas:
- É muito linda, na verdade, mas também é responsável pela desgraça que aconteceu aos sete irmãos.
A menina ficou muito espantada com o que ouviu. Correu para casa e interrogou a mãe e o pai. Os pais não ousaram manter o segredo por mais tempo e contaram-lhe como tudo acontecera. Ela achou que era a causa de todo o sofrimento, mas os pais disseram-lhe que tudo fora obra da fatalidade e o seu nascimento apenas um pretexto para o desenrolar dos acontecimentos.
Porém, a partir daquele instante, a menina pensava sempre nos irmãos e sentia-se responsável pela sua desgraça. Então, achou que devia libertá-los do encantamento que tinha caído sobre eles. Um dia fugiu de casa, resolvida a correr o mundo para encontrar os irmãos. Como recordação dos pais levou um anel que a mãe lhe oferecera. Levou também um bocado de pão para matar a fome, uma cabaça com água e uma esteira para descansar quando estivesse cansada.
Foi andando, andando, até que chegou ao fim do mundo. Era aí que moravam o Sol, a Lua e as Estrelas. Entrou primeiro na casa do Sol. Fazia um calor horrível e o Sol estava com um ar tão zangado que a menina se assustou e fugiu. Entrou a seguir na casa da Lua. Estava frio e a Lua lançou-lhe um olhar gelado. Aterrada, foi refugiar-se na casa das Estrelas.
As Estrelas eram amáveis e receberam-na com simpatia. Sentaram-se à sua volta, cada uma no seu banquinho e perguntaram-lhe qual era o motivo da sua visita. Depois de a ouvirem, pensaram numa forma de a ajudar a encontrar os irmãos.
Por fim, a Estrela da Manhã levantou-se e foi buscar uma chave:
- Toma – disse ela. – Esta é a chave que abre a porta da montanha de vidro. É lá que estão os teus irmãos.
Depois de muito andar, chegou à montanha de vidro. A porta estava fechada à chave, como as Estrelas tinham dito. Pegou no lenço, desenrolou-o mas… a chave não estava lá! Tinha-a perdido. Como podia ela agora ajudar os irmãos? Tinha que entrar na montanha, fosse como fosse!
Pegou numa faca e, com um bocado de madeira que encontrou, talhou uma chave mais ou menos do tamanho da que tinha perdido. Rodou-a na fechadura com muito cuidado e a porta abriu-se.
Muito feliz, entrou na montanha. Pouco depois, encontrou um anãozinho que lhe perguntou:
- Quem procuras, menina?
- Ando à procura de sete corvos que são os meus irmãos – respondeu.
De repente, ouviu-se o barulho de asas a bater.
- Os senhores corvos estão a chegar – disse o anão.
A menina correu para trás da porta e escondeu-se. Os corvos entraram e voaram direitos à comida, cheios de fome.
- Quem bebeu da minha caneca? – Perguntou um deles.
- Quem comeu do meu prato? – Perguntou outro.
- Esteve aqui alguém! – Exclamou o terceiro.
Os corvos comeram e beberam com sofreguidão, porque estavam cheios de fome. Quando o sétimo corvo bebeu o último gole da sua caneca, descobriu o anel e viu que era o mesmo que a mãe costumava usar.
Quem me dera que a nossa irmãzinha estivesse aqui, porque ficávamos livres do nosso encantamento! – Exclamou ele.
Então, a menina saiu do esconderijo e, nesse mesmo instante, os corvos voltaram à forma humana.
Muito felizes, os irmãos beijaram-se e abraçaram-se. Depois, regressaram todos a casa, onde os pais os receberam com lágrimas de felicidade.
Irmãos Grimm

Ainda "A Menina dos fósforos!"

Estava tanto frio! A neve não parava de cair e a noite aproximava-se. Aquela era a última noite de Dezembro, véspera do dia de Ano Novo. Perdida no meio do frio intenso e da escuridão, uma pobre rapariguinha seguia pela rua fora, com a cabeça descoberta e os pés descalços. É certo que ao sair de casa trazia um par de chinelos, mas não duraram muito tempo, porque eram uns chinelos que já tinham pertencido à mãe, e ficavam-lhe tão grandes, que a menina os perdeu quando teve de atravessar a rua a correr para fugir de um trem. Um dos chinelos desapareceu no meio da neve, e o outro foi apanhado por um garoto que o levou, pensando fazer dele um berço para a irmã mais nova brincar.

Por isso, a rapariguinha seguia com os pés descalços e já roxos de frio; levava no avental uma quantidade de fósforos, e estendia um maço deles a toda a gente que passava, apregoando: — Quem compra fósforos bons e baratos? — Mas o dia tinha-lhe corrido mal. Ninguém comprara os fósforos, e, portanto, ela ainda não conseguira ganhar um tostão. Sentia fome e frio, e estava com a cara pálida e as faces encovadas. Pobre rapariguinha! Os flocos de neve caíam-lhe sobre os cabelos compridos e loiros, que se encaracolavam graciosamente em volta do pescoço magrinho; mas ela nem pensava nos seus cabelos encaracolados. Através das janelas, as luzes vivas e o cheiro da carne assada chegavam à rua, porque era véspera de Ano Novo. Nisso, sim, é que ela pensava.

Sentou-se no chão e encolheu-se no canto de um portal. Sentia cada vez mais frio, mas não tinha coragem de voltar para casa, porque não vendera um único maço de fósforos, e não podia apresentar nem uma moeda, e o pai era capaz de lhe bater. E afinal, em casa também não havia calor. A família morava numa água-furtada, e o vento metia-se pelos buracos das telhas, apesar de terem tapado com farrapos e palha as fendas maiores. Tinha as mãos quase paralisadas com o frio. Ah, como o calorzinho de um fósforo aceso lhe faria bem! Se ela tirasse um, um só, do maço, e o acendesse na parede para aquecer os dedos! Pegou num fósforo e: Fcht!, a chama espirrou e o fósforo começou a arder! Parecia a chama quente e viva de uma candeia, quando a menina a tapou com a mão. Mas, que luz era aquela? A menina julgou que estava sentada em frente de um fogão de sala cheio de ferros rendilhados, com um guarda-fogo de cobre reluzente. O lume ardia com uma chama tão intensa, e dava um calor tão bom! Mas, o que se passava? A menina estendia já os pés para se aquecer, quando a chama se apagou e o fogão desapareceu. E viu que estava sentada sobre a neve, com a ponta do fósforo queimado na mão.

Riscou outro fósforo, que se acendeu e brilhou, e o lugar em que a luz batia na parede tornou-se transparente como tule. E a rapariguinha viu o interior de uma sala de jantar onde a mesa estava coberta por uma toalha branca, resplandecente de loiças finas, e mesmo no meio da mesa havia um ganso assado, com recheio de ameixas e puré de batata, que fumegava, espalhando um cheiro apetitoso. Mas, que surpresa e que alegria! De repente, o ganso saltou da travessa e rolou para o chão, com o garfo e a faca espetados nas costas, até junto da rapariguinha. O fósforo apagou-se, e a pobre menina só viu na sua frente a parede negra e fria.

E acendeu um terceiro fósforo. Imediatamente se encontrou ajoelhada debaixo de uma enorme árvore de Natal. Era ainda maior e mais rica do que outra que tinha visto no último Natal, através da porta envidraçada, em casa de um rico comerciante. Milhares de velinhas ardiam nos ramos verdes, e figuras de todas as cores, como as que enfeitam as montras das lojas, pareciam sorrir para ela. A menina levantou ambas as mãos para a árvore, mas o fósforo apagou-se, e todas as velas de Natal começaram a subir, a subir, e ela percebeu então que eram apenas as estrelas a brilhar no céu. Uma estrela maior do que as outras desceu em direcção à terra, deixando atrás de si um comprido rasto de luz.

«Foi alguém que morreu», pensou para consigo a menina; porque a avó, a única pessoa que tinha sido boa para ela, mas que já não era viva, dizia-lhe muita vez: «Quando vires uma estrela cadente, é uma alma que vai a caminho do céu.»

Esfregou ainda mais outro fósforo na parede: fez-se uma grande luz, e no meio apareceu a avó, de pé, com uma expressão muito suave, cheia de felicidade!

— Avó! — gritou a menina — leva-me contigo! Quando este fósforo se apagar, eu sei que já não estarás aqui. Vais desaparecer como o fogão de sala, como o ganso assado, e como a árvore de Natal, tão linda.

Riscou imediatamente o punhado de fósforos que restava daquele maço, porque queria que a avó continuasse junto dela, e os fósforos espalharam em redor uma luz tão brilhante como se fosse dia. Nunca a avó lhe parecera tão alta nem tão bonita. Tomou a neta nos braços e, soltando os pés da terra, no meio daquele resplendor, voaram ambas tão alto, tão alto, que já não podiam sentir frio, nem fome, nem desgostos, porque tinham chegado ao reino de Deus.

Mas ali, naquele canto, junto do portal, quando rompeu a manhã gelada, estava caída uma rapariguinha, com as faces roxas, um sorriso nos lábios… mor ta de frio, na última noite do ano. O dia de Ano Novo nasceu, indiferente ao pequenino cadáver, que ainda tinha no regaço um punhado de fósforos. — Coitadinha, parece que tentou aquecer-se! — exclamou alguém. Mas nunca ninguém soube quantas coisas lindas a menina viu à luz dos fósforos, nem o brilho com que entrou, na companhia da avó, no Ano Novo.

Hans Christian Andersen
Os melhores contos de Andersen

História muda...

A Menina dos Fósforos:6ºG

A Lenda do Vidro!

(Uma Lenda Fenícia)

Dois mercadores fenícios avançavam pelo deserto com os seus camelos carregados de ouro, prata e pedras preciosas. Tinham feito um negócio excelente e regressavam a casa muito satisfeitos. Mas o caminho era longo e cheio de perigos. Melcarthe, o mais velho e mais forte, nunca se separava de um punhal afiado que trouxera do Oriente. Hábil no manejo das armas, raramente fora derrotado numa briga. Os salteadores que percorriam o deserto da Síria conheciam-lhe a fama e não se atreviam a desafiá-lo. Quanto ao mais novo, Athergatis, não apreciava lutas, mas revelava-se imbatível a negociar. Os dois irmãos completavam-se. Nenhum outro par da cidade de Tiro conseguira obter tão bons lucros em tão pouco tempo. De tudo faziam dinheiro.
Naquela noite decidiram acampar junto de uns blocos de pedra esbranquiçada que lhes pareceram bom poiso. Aliviaram os camelos, deram-lhes água e comida. Depois montaram a tenda e Melcarthe apressou-se a fazer lume para preparar uma refeição, afugentar os animais selvagens e aquecerem-se, pois quando o sol desaparece, o deserto arrefece. A lenha ardeu em cima das pedras brancas durante horas e horas. E as pedras brancas foram-se transformando...
Na manhã seguinte, ao levantarem o acampamento, que surpresa! Os dois irmãos verificaram que entre as cinzas brilhava um pedaço de matéria muito estranha. Deixava passar a luz, como a água, mas era dura como o metal.
Não sabiam que tinham acabado de fabricar o primeiro vidro. No entanto, Athergatis teve logo uma ideia brilhante: partiu aquela estranha matéria aos bocadinhos e enfiou-os num saco de pano que pôs às costas do camelo. Assim que chegou à cidade, tratou de os pôr à venda como raridade. Não faltaram clientes e todos se mostraram encantados por terem adquirido coisa bela e nunca vista!

Ana Maria Magalhães e Isabel Alçada

Poema de primavera...


Poema de Outono...


22/11/10

Muitas coisas se fazem, por cá!



Na nossa Escola, há muita criatividade e são muitos os Projectos, que se vão desenvolvendo.
O Clube do Ambiente é um espaço dinâmico, onde muito se trabalha e, a brincar, a brincar...se aprende.
Para sensibilizar a Comunidade Educativa, para os perigos do tabaco...quiseram marcar e assinalar o "Dia Mundial do Não-Fumador"...desta forma, bem interessante, pois mostra bem que o tabaco é sinónimo de doença e, por vezes, de morte!
Se quiserem conhecer outros trabalhos bem criativos, passem por lá. Eu adorei ver uma maqueta sobre a vida dos insectos...

http://oambienteaflordapel.blogspot.com/

As Aspas"...."

- Olá eu sou as aspas. Por vezes, usam e abusam de mim, quando retiram frases dos textos, ou transcrevem pensamentos...Sem mim, não iriam pensar?
-Hei, hei, hei! Quem te mandou começar o texto? O título é "As Aspas", não é "A Aspa"!
- Pronto! Já a conhecem! Esta é a minha irmã. Ela é muito resmungona e mal-humorada!
-Eu ouvi isso!
-Era para ouvires!
-Estamos sempre a discutir! A vida de uma "aspa" é dura. Nunca sabemos o que vai acontecer...
-Eu que o diga! Viro as costas e já começaste a fazer o texto! Deves ter a mania que "és boa"!
-Retira já o que disseste!
-Ai, não, não!
-Estás a pedi-las!
-Meninas, não quero barafundas! Nunca ouviram dizer:"Quem não vai à palavra, não vai à pancada?"
- Se não fosse a mãe, com a mania dos provérbios(diga-se de passagem)...lançava-me a ti!
-Experimenta!
-Olha vai ver "se estou on line!" Ignorem-na! Não vale a pena! Ela é sempre assim! Onde é que eu ia?Ah, já sei...Já encontrei. Já me apresentei.
-Vai-te embora! Agora sou eu!
-Não ouviste? "Pisga-te!"
-E...
-Não vais dizer...
-Ei...
-Cala-te! Digo eu, Beatriz Calado, a narradora!
A narradora falou e "a história, acabou!"
Beatriz Calado, 5ºD

Um poema ao Outono!

Olá meninos e meninas!
Venho aqui para me apresentar...
Eu sou o Outono
E até Dezembro, vou ficar!

Sou uma triste
E escura estação
Ponho as folhas amarelas
E faço-as cair no chão.

Sou o tempo das castanhas
Ponho-as a assar...
Vocês comem-nas quentinhas,
E não querem parar!

Sou o tempo de sentir
O cheiro da primeira chuva...
E antes que apareça
Convém colher a uva!

Sou do tempo das vindimas
Para fazer vinho fresquinho
Que serve para animar festanças...
De Amor, Amizade e Carinho!

Sou do tempo de S.Martinho
E das castanhas assadas até...
Que se comem à lareira
Acompanhadas de água-pé!

Sou do tempo em que os animais
Se escondem na floresta
Com medo dos caçadores
Lá vão eles dormir a sesta!

Castanhas, marmelos, uvas, romãs...
São frutos desta estação
Com eles fazem-se bons doces
Que me adoçam o coração!

João Mateus

19/11/10

O Ponto de Exclamação!!!!

Eu tenho um amigo chamado Ponto de Exclamação. Ele tem muitos defeitos, mas quando saltita na minha língua parece um Santo!
Vou deixar-me de rodeios e explicar a minha vida com ele.
Ele é admirado, magro, excitante, quer ter sempre razão; é autoritário, muitas vezes, não é humilde e, por vezes, assusta-se!
Bem nem sabem o trabalho que ele tem, a representar todas as emoções que existem!
O que lhe dá mais trabalho é andar na boca dos poetas, porque os poetas fazem muitas poesias e as poesias exprimem muitas emoções!
Mas as crianças também dão muito trabalho! Como são crianças, querem descobrir muitas coisas e, quando as descobrem, soltam exclamações de espanto e "armam-se" em autoritárias, tipo:"Já sei!" Querem ter sempre razão, mas o Ponto de Exclamação acha esse trabalho divertido, porque adora ser autoritário!
Mas...porque escolheu esse trabalho?
Porque adora ser sempre o primeiro a insinuar-se, a mostrar as suas descobertas! Oh! Ah! É o máximo!
Já viram o amigo, que tenho de aturar?!
Mas sem ele, também eu ficaria muda de espanto, sem poder insinuar as minhas descobertas!
Por isso, dedico este texto ao meu querido e espantadinho Ponto de Exclamação! Viva!
Joana, 5ºD

O Ponto de Interrogação?????

A turma D é uma turma de verdadeiros escritores, muito talentosos! Fico deliciada a ouvir, cada vez que lêem um texto, elaborado por eles.
Um dia destes, a propósito da Pontuação, dramatizámos um belo texto da autoria de Vera Vilhena, um presente que gentilmente a Vera me enviou. Lembrei-me, então, de pedir aos alunos um texto sobre a Pontuação. Passámos a aula inteira a ouvir ler, pois estavam todos uma delícia.
O João Miguel, além de um lindo texto, ainda explicou a razão de ter escolhido o Ponto de Interrogação. Digam lá se não tem mesmo jeito e talento, para escrever:
"Escolhi o Ponto de Interrogação, pois ele ajuda-me a conhecer coisas novas. É com ele que aprendo, o que não sei, através das perguntas e das dúvidas.
É através deste sinal de Pontuação que mostramos as nossas dúvidas e procuramos respostas às nossas perguntas.
As perguntas fazem parte da nossa vida, desde que somos pequeninos, pois desde cedo procuramos saber o porquê das coisas, é a "idade dos porquês".
Depois vem a escola e com os nossos professores continuamos a crescer, a aprender e a perguntar.
Depois, mais crescidos, queremos saber coisas sobre o nosso trabalho...sobre tanta e tanta coisa...este sinal está sempre connosco, pois há sempre coisas que não sabemos." E agora cá vai uma história engraçada sobre o Ponto de Interrogação:
Uma vez abri um livro, os sinais de Pontuação estavam todos a saltar, estavam contentes e sempre a brincar.
Não percebi o que se estava a passar, fechei o livro e tornei a abri-lo, mas os sinais continuavam a brincar! Esfreguei os olhos, para ver bem e vi que estavam a festejar.
Decidi ficar a observar a festa daqueles sinais, de repente, apercebi-me que o Ponto de Interrogação estava quietinho e a chorar! Então, começámos a falar:
-Estás triste? Não estás a brincar, porquê?
- Porque, nesta festa, não entram as perguntas...
-Não entram? Mas porquê?
- Porque eles já sabem tudo e esqueceram-se de mim!
-Não podes estar a falar a sério! És o sinal mais importante da vida, és tu que nos ajudas a aprender, és muito importante, sem ti, não tínhamos como fazer as perguntas, que precisamos, para ficar a saber o que não sabemos...
-Mas...Eles já sabem tudo!
-Aí é que te enganas! Há sempre coisas para aprender e para fazer...
-Achas mesmo?
-Claro que sim! Afinal, sem ti, esta festa não tem graça. Tens de ir ali para o meio perguntar quem é o rei da festa!
-Tens razão, obrigado pela tua atenção...
Já era tarde, fechei o livro e fui dormir.
De súbito, ouvi muito barulho e decidi abrir o livro outra vez...Estavam todos a saltitar e a dizer:"Viva o Rei da festa! Viva o Ponto de Interrogação!"
Os sinais de Pontuação também começaram a ficar cansados e acabaram por adormecer... O Ponto de Interrogação veio ter comigo e perguntou:
-Sabes quem eu sou?
Eu respondi:
-És o Rei da festa!
João Miguel, 5ºD

17/11/10

Retrato Positivo da Turma!


Num pedaço de papel, na aula de Formação Cívica, escreveram sobre os colegas...Aqui fica o que pensam uns dos outros.
Adriana: costuma estar calada, é amiga e ajuda os colegas. É educada e sabe como tratar as pessoas. É desportista. Boa amiga e preocupada com os que a rodeiam. É engraçada e brincalhona.
Artur: Quando se porta mal, fica arrependido e reconhece que erra. É boa pessoa, pois tem bom coração. É inteligente, brincalhão e extrovertido. Parece despreocupada, mas no fundo preocupa-se com os resultados escolares.É alegre, risonho e amigo.
Claudino: É tímido, mas simpático. Um amigo leal e verdadeiro. É um aluno que gosta da escola. é trabalhador, lutador e tem uma grande força de vontade. Nunca desiste. É bem comportado e estudioso.
Bruna: É muito brincalhona e boa amiga. Simpática. É "a minha amiga especial". Respeita os colegas. Gosta de fazer vozes esquisitas! Gosta muito de rir.
Cristiano: Amigo, brincalhão e feliz. Muito engraçado, gosta de contar piadas e pôr os outros a rir. Extrovertido e muito sociável. É popular na turma. é irrequieto.
Diana: desportista, sorridente e boa amiga. É muito sossegada. É trabalhadora e séria. Não se dá muito a conhecer.
Elisabete: Gosta de jogar à macaca e de rir. "Nunca falou comigo." Adora rir-se das piadas do Cristiano. Não leva nada a mal. É atenta. É muito vaidosa.
Fábio Fouto: é o melhor aluno da turma. Inteligente, calmo, simpático, trabalhador. Por vezes, é engraçado e brincalhão, mas sabe sempre comportar-se nas aulas. Apoia os colegas e ajuda-os. Ele é o máximo. Gosta de jogar à bola. É educado, inteligente e ágil. Ele é espantoso! Partilha.
Gonçalo Cavaco: Tem jeito para fazer textos. É bom amigo. É muito inteligente. É um vencedor. É um "crânio" a Língua Portuguesa. Tem muita imaginação. É divertido.
Mariana: É boa pessoa e simpática. É inteligente e aplicada. É muito "mandona", mas tem graça. Desenha e pinta bem. É desenrascada. É excelente aluna. Atenta e preocupada. Gosta de animais.
João Pedro: É muito tímido, mas é um bom amigo. É brincalhão, mas só com alguns colegas. Não é invejoso. Esforça-se, apesar de ter dificuldades. Joga comigo à bola. Adora fazer colecções.
Leonardo: Gosta de jogar ao mata. Não é egoísta. Adora desenhar. É animado. É muito sorridente e traquina. Gosta de pregar partidas aos professores, mas quando é "apanhado", pede desculpa.
Roberto: É muito tímido, com uma expressão um pouco triste. É calmo e simpático. É bom colega. Faz lembrar o Claudino, na maneira de estar nas aulas. Introvertido. É um dos meus melhores amigos. É educado e engraçado.
Gonçalo Carreira: Tem jeito para desenhar. Tem faltado muito às aulas, mas parece querer melhorar. Está a ser um bom amigo. É um pouco calado. Sabe dançar. Nunca perde a calma, mesmo quando a Directora de Turma ralha com ele.
Leila: Sorridente, bonita e engraçada. É amiga. Tímida e sossegada. Trabalhadora e com muita imaginação. Desenha bem e esforça-se, para ter bons resultados.
Nanetchu: Esforçada, também tem jeito para desenhar. É muito aplicada e trabalhadora. Cumpre sempre com os tpcs. É muito amiga. Gosta de aprender. É divertida e engraçada.
Nico: É divertido, mas tímido nas aulas. É simpático e calmo. Gosta de ir ao quadro. É trabalhador. Joga muito bem futebol. É "um dos meus melhores amigos, lá fora brincamos muito".
Nelson: Gosta de brincar com o Nico. Adora dançar e sabe fazê-lo muito bem. É um grande amigo. Gosta de algumas disciplinas. É vaidoso. Gosta de desenhar. É engraçado e divertido. Está sempre "na boa", parece que nada o incomoda.
Rogério: Estudioso e esforçado. É brincalhão. É um bom amigo. Precisa de aprender a confiar mais em si próprio.
Selma: Trabalhadora. Um pouco "arrogante", mas no fundo é fixe. Desenha bem e gosta de participar nas aulas. Não gosta de receber ordens, pois é "senhora de si". Às vezes, zanga-se, mas é boa amiga. É inteligente e divertida.
Pedro:É amigo e brincalhão. Por vezes, envergonhado. É um miúdo extrovertido. Desenrascado e bom amigo.
Rúben: Tem muita criatividade e jeito para inventar textos. É inteligente. "Ferve em pouca água", mas passa-lhe depressa. É muito brincalhão e esperto. Tem muita imaginação. Extrovertido.
Fábio Tavares: É brincalhão e amigo. Está sempre a rir. Gosta de pássaros e de outros animais. Gosta de ir à pesca com o pai. Gosta muito de comer.Está sempre na brincadeira.

Peripécias da Kitty!



Logo de manhã, ouço a Sofia a chorar! "Mãe, a Kitty estragou a árvore!"
Cheguei à sala e lá estava a árvore no chão! Uma das bolas partidas e ainda roeu o fio das luzes, que tiveram que ir para o lixo! Mas não vamos deixar que nada nos estrague um Natal, que queremos mais longo e doce. Por isso, já voltámos a embelezar a árvore, que já tem novas luzes...Oxalá, tudo se resolvesse assim...Mas quem sabe se o Menino Jesus nos surpreende, este ano?
Feliz Natal, a todos! Sei que ainda é cedo...mas, este ano, deu-me para aqui.

16/11/10

Escrever com adjectivos!


Inverno áspero...

brutal e bárbaro!

Chuvoso, cortante...

duro, desgrenhado e despido!

Inverno exuberante, mas frio.

Inverno gélido e hirto,

inesquecível, jarreta,

lento, molhado, nu!

Oh, Inverno ofendido...

pálido, quezilento, rabugento, silencioso e triste!

Inverno usual e vagabundo...

Inverno, Inverno...vai dormir,

Acorda a Primavera, princesa das flores...

E dos Amores!


5ºD

Outono e adjectivos...




















Outono ameno, belo e calmo...
Colorido e diferente!
Esvoaçante, friorento...
gostoso, hilariante...
Outono invejável, jeitoso...
lindo e melancólico.
Namoradeiro e oprimido
preguiçoso
querido!
Outono risonho, silencioso, tentador...
Outono das cores,
Das folhas multicolores...
Outono despido...
Mas querido!
6ºG

Nas aulas de Português Língua Não Materna...

Este ano, tenho um grupo pequenino de alunos a frequentar as aulas de Português Língua Não Materna, nível de proficiência A2.
Na aula, escreveram um texto a partir de uma sequência de imagens.

Dar banho ao cão, pode ser muito complicado!

No dia 15 de Janeiro, um senhor chamado Joaquim quis dar banho ao seu cão.O seu neto, chamado Júlio,tentou apanhar o cão do seu avô, porque este fugiu.Quando o seu neto conseguiu apanhar o cão ,o avô quis mostrar como é que tinha de fazer e que tomar banho, afinal, é bom. Tirou a roupa e meteu-se na banheira.

Quando o cão viu já sabia o que tinha de fazer, mas teve medo da banheira, decidiu então tirar os peixes do aquário e saltou lá para dentro!

O senhor Joaquim ficou aflito e deu um grito! A sua esposa veio ver o que se passava, mas os seus dois filhos não conseguiram disfarçar a vontade de rir ao ver o cão no aquário e os peixes a saltar no ar!



Vivaldo

15/11/10

Estamos com vontade que chegue o Natal!


Por muitas razões, cá em casa já sonhamos com o Natal...até porque o Natal é quase no fim do ano : dizemos adeus ao "Ano Velho" , saudamos o Ano Novo...e com o recomeço do novo ano, renasce a esperança de que tudo nos corra melhor.
É também tempo de família...tempo de festas...de férias da escola...Estamos a precisar disso...Por isso, já fomos ao sótão "desembrulhar a árvore de Natal" e começamos a enfeitá-la. Talvez assim, o Natal chegue mais depressa.
A Sofia até disse que o "Pai Natal" já pode trazer prendas, porque já estamos à espera dele. Vou prolongar este sonho de Natal, por mais tempo. O nosso começou hoje!

Mistério das vogais desaparecidas!

Era de manhã! João ainda estava a dormir, de repente o despertador toca e João dá um salto da cama, para se ir preparar para a escola. A primeira aula do dia era a de Língua Portuguesa.
João já está pronto e pede à mãe que o leve à escola.
-Mãe, Mãe...Já está na hora de eu ir para a escola.
A mãe veste-se e saem de casa, mas esqueceram-se do cão, que se chama Astérix.
Quando João chega à escola, a campainha da entrada está quase a tocar e João corre para a sala, para não chegar atrasado.
Mas...João não estava à espera que tivesse acontecido uma desgraça!
Mal a professora abre a porta, todos ficaram desiludidos, as vogais tinham desaparecido do alfabeto. Já ninguém conseguia nem dizer nem escrever a, e, i, o, u!
João teve uma ideia e tentou dizer que estava farto de não conseguir falar, mas ninguém o entendia! Mas por gestos e desenhos, lá conseguiu fazer-se entender: deviam ir procurar as vogais, pois a situação estava insustentável!
Saíram da escola, sem autorização dos pais nem nada, já que a situação era grave e iam acompanhados pela professora de Português.
Meteram-se numa camioneta e percorreram várias cidades do País, em busca das vogais, mas só encontraram a letra i, após passarem por três distritos!
Anoiteceu e todos estavam exaustos de andar em viagem. Pararam para dormir.
João começou a ouvir uma voz:"As cenas passadas nesta história não devem ser repetidas na vida real! Nenhuma vogal ou criança ficou ferida, após esta grande aventura..." O despertador tocou e a Mãe disse:
-Depressa, João, são horas de ir para a escola!
Afinal, tudo não passara de um sonho! Ao chegar à escola, João ficou satisfeito ao abrir o livro de Português e verificar que afinal as letras estavam todas lá.


Pedro Vinhas, 5ºD

Aparelho auditivo!

-Olá Cornélia, nem sabes o que me aconteceu ontem!- afirmou Maria do Rosário toda entusiasmada- Estás-me a ouvir, já ligaste o aparelho auditivo? Estou cá com uma dor nas costas! Mas vou contar-te tudo na mesma...
-O quê?!Gostas de tostas?!-responde a Cornélia que ainda não ligara o aparelho.
- Eu não disse tostas! Mas olha que com atum, até ficavam bastante boas…Liga mas é o aparelho e vê lá se ouves! Estás mesmo a ficar surda!
Já com o aparelho ligado, Cornélia voltou a perguntar:
- Eu cá não percebi nada, Maria do Rosário! Volta lá a repetir isso, mulher!
- Deixa lá, vamos mas é ao que interessa. Nem sabes o que me aconteceu ontem!
-Afinal o que te aconteceu ontem? Para ser tão importante, deves ter ido tomar chá com o teu antigo noivo!
-Quem me dera! Mas esse já passou à história. Estás sempre com mexericos! Eu ia contar que fui ver os meus netinhos
-Olha, olha grande novidade! Eu também vou ver os meus, uma vez por mês!
-Mas olha a parte mais interessante é que eu uma velhinha franzina fui capaz de enfrentar os lobos!
- A sério?! Tu devias era estar meio doida, para ir pela serra! Disso, tenho muita certeza.
-Mas olha, digo-te Cornélia que os lobos são muito estúpidos! Eu enganei-os muito bem… disse ao primeiro que lhe trazia arroz-doce, e não é que ele acreditou?! Até ficou com água na boca! Mas depois, não levou nada!
- Oh Maria do Rosário! Agora estou eu com água na boca! Tinhas de falar do arroz-doce?
- Não te preocupes, Cornélia. Trouxe um, especialmente para ti, mas deixa-me cá acabar a história. No regresso, para enganar os lobos, pensei cá para mim:” E se me metesse dentro de uma cabaça, que eu bem lá cabia?” E lá vim eu a rolar pelos montes abaixo até chegar aqui.
-Mas que história! E agora, vamos ao arroz-doce?

As Letras sem rasto!

As letras do alfabeto estão em tantos lados que, às vezes, nem lhes ligamos e não se lhes dá a devida importância.
Mas se alguém roubar algumas letras do alfabeto, como reagirão as pessoas?
Tudo começou com um postal de aniversário...por mais vezes que a caneta passasse no papel, as letras não ficavam escritas.
As pessoas entraram em pânico, porque não podiam mandar cartas, nem mensagens pelo telemóvel e pelo computador e as "sopas de letras" tinham menos letras!
Rapidamente acusaram os escritores de livros de gastar muitas letras sem necessidade!
Mas quem levara as letras, foram os extraterrestres! Eles não fizeram por mal, porque em Marte, não existiam letras e queriam fazer um jornal com as notícias da via Láctea!
Quando as pessoas descobriram, disseram aos extraterrestres para lhes devolverem as letras, porque se precisassem, os humanos podiam dar-lhes fotocópias de todo o alfabeto.
Os extraterrestres aceitaram e assim todos puderam escrever.
André, 5ºD

14/11/10

Já que ele vem aí...

Um violino no fado...Lindo!

Uma Turma vencedora!

Na minha Direcção de Turma há um longo caminho a percorrer e muitas coisas a melhorar, mas já há muitas recordações positivas a guardar.
A Mariana foi a 3ªClassificada no Concurso de Abóboras e o Gonçalo Cavaco foi um dos vencedores do Concurso de Provérbios. Aos dois, quero dar os parabéns e dizer que estou cheia de orgulho.
Noto, nos outros todos da turma, alguns progressos e queria pedir-lhes para continuar, para não desistirem de tentar, pois o 6ºG é o meu orgulho.
Na Exposição de Outono também brilharam. Recebi lindos trabalhos, o que mostra que são capazes de agradar.
Vamos continuar, o 6ºG vai melhorar.
Beijinhos da vossa DT.

Os dias da cidade de ABSOPÓLIS são sempre muito divertidos, as criancinhas brincam no parque das letras, onde os escorregas são em forma de A; os baloiços em forma de B, os bancos parecem a letra C...Nesta cidade, tudo são letras!
Mas um dia aconteceu uma desgraça! O ladrão mais perigoso de ABSOPÓLIS roubou as letras do alfabeto! As autoridades accionaram logo o alarme e o detective Letritas ficou à espreita...
Passadas umas horas, o ladrão de letras voltou a atacar, mas logo reparou no detective e recuou.
O detective Letritas, porém, seguiu-o até ao seu covil secreto!
O ladrão já lá estava, quando o Letritas chegou, mas não foi por isso que o detective desistiu. Ele reparou numa janela que dava acesso directo à masmorra, onde estavam as letras M E J.
Ele entrou pela janela e salvou as letras, mas o ladrão apareceu!
O detective usou a sua teia feita com letras, para o apanhar. Depois Letritas levou as letras de volta à cidade e o ladrão foi para a prisão. A alegria voltou a reinar na cidade de ABSOPÓLIS.
João Caeiro, 5ºD

09/11/10

City of letters, by Fábio Fouto!

Estava eu num sítio quase impossível, onde tudo era feito de letras: as árvores a dizer árvo no tronco e re nas folhas, as casas a mesma coisa e tudo assim.
Acho que já perceberam mais ou menos como é este lugar.
Eu fui continuando a caminhar pelo passeio feito de letras, até que vi uma mercearia também ela feita de letras.
Entrei e perguntei:
- Sabe dizer que País é este?
- Já todas as pessoas sabem o nome deste País. Este país tem o nome de “city of letters”.
- Obrigado e um bom dia.
Eu fui-me embora da mercearia e fui para um hotel também ele feito de letras.
Fiquei lá uns tempos, para poder ir procurar uma pequena casa e baratucha, afinal não é só cá que há crise, na “city of letters” também!
Procurei tanto que acabei por encontrar e fui para lá morar.
E a minha casa foi feita com o meu nome todo:
Fábio Alexandre de Almeida Fouto, eu gostei imenso.
Até que um dia começaram a desaparecer letras na “city of letters”, soube a notícia quando passei pelo hotel , onde eu tinha estado... tinha caído, porque desapareceu a letra H.
A mesma coisa aconteceu com a mercearia , mas aí desapareceu o M.
Fiquei em choque, mas depois passou.
É por este motivo que o alfabeto tem que existir e por outros também!

07/11/10

Onde estão as letras?

Era terça-feira, dia 20 de Novembro, o dia estava chuvoso, cheguei à escola e soube logo que as letras do alfabeto tinham desaparecido!
Pensei:"Como íamos escrever, como íamos conseguir ler os textos, como é que aprendíamos?" As páginas de todos os livros estavam em branco!
Pus-me a investigar, no dia anterior estava tudo normal e hoje desapareceram todas as letras do mundo! Estranho!
Havia duas opções: primeira, ou foi um aluno que não gosta das letras ou então as letras desapareceram mesmo...
Mas um aluno não conseguia fazer desaparecer as letras de todo o mundo numa noite! Seriam vários alunos, espalhados pelo mundo?
Fui procurar todos os professores e pedi-lhes que me dissessem quais os alunos que não gostavam das letras e obtive as seguintes informações:
Alunos que não gostam das letras do alfabeto:
João
Pedro
Tiago
Daniel
Jorge
Margarida
Miguel
Nuno
André
Francisco(...)
Era esta a lista, mas sei que a Margarida não o tinha feito, afinal conheço-a muito bem, até demasiado.
Perguntei a todos eles e só ficaram calados o Tiago, o Jorge, o Miguel e o Francisco, portanto os outros não eram culpados!
Pensei, só os mais espertos é que conseguiam apagar a memória de todos os computadores, retirar todos os programas, onde se consegue escrever e esconder todas as letras dos livros...
Quem sabe disso é o Jorge e o Francisco; os outros são demasiado tímidos para uma aventura destas! Pelo menos, na minha escola, eu iria resolver o mistério ou quem sabe, até no resto do mundo?
Vi nos seus documentos e não é que o Jorge tem amigos em todos os Países do mundo?!
Ora as pistas começavam a apontar para o Jorge...
Conversei com ele e fiquei a saber tudo o que eu queria, menos onde e como escondera as letras!
Expliquei-lhe a importância das letras, mas ele não se convenceu!
Fui ver um livro e reparei que estava manchado de tinta azul! Era a tinta da caneta, tapada por outra coisa qualquer! Só podia ser tinta invisível!
Levei o livro para casa e desmascarei a tinta invisível e então as letras voltaram a aparecer nos livros. Afinal, estiveram sempre lá, apenas camufladas!
E como fizera com os computadores? Fui a casa do Jorge e entrei às escondidas no seu quarto. Foi então que descobri o maior computador do mundo! Dali tinha acesso a todos os computadores do mundo!
Decidi restaurar todos os programas que ele apagara.
Aos poucos, tudo voltou ao normal.
Os professores de Língua Portuguesa agradeceram-me e ainda me deram a medalha de "Descobridor das Letras!"
O Jorge ficou de castigo e os seus cumplices também!
Todos me agradeceram e o dia acabou.
No meu diário ficou:
Terça-Feira
20 de Novembro
Dia chuvoso
Melhor dia de sempre
E Medalha de mérito!
Pedro Ferreira, 5ºD

Onde páram as vogais?

Certo dia, um dia normalíssimo igual a todos os outros, pensava eu, aconteceu uma coisa estranhíssima. Algo estava errado, só não sabia se era comigo ou com toda a gente.
As letras estavam a desaparecer!!! Estaria eu a precisar de óculos? O recado que a minha mãe me deixara no frigorífico dizia o seguinte:
"flh st hmbrgrs n frgrfc pr lmç".
- Que coisa tão estranha, será isto algum jogo de pistas ou a minha mãe enlouqueceu ?
Ignorei o recado e fui tomar o pequeno-almoço. Dentro do frigorífico havia: grt de mrng, de bnn e de cc, se não fossem as imagens dos frutos não saberia qual escolher. Estava tão baralhado que resolvi sair para a rua, precisava de falar com alguém e perceber o que estava a acontecer. Na rua as pessoas estavam revoltadas e diziam :
- Já nos tiraram os abonos, não nos podem tirar as vogais!!!
Outros diziam :
-Como é que nos vamos entender?!!! As letras são muito importantes para podermos comunicar!!!
Fiquei intrigado com a situação e fui investigar.
Este assunto teria que ser tratado pessoalmente pois por escrito, ninguém iria entender uma palavra que fosse. Pensei que alguém pudesse estar associado às letras. Fui ter com a Ministra da Educação, mas esta estava desesperada à procura das vogais. Resolvi então ir ter com a Ministra da Cultura e qual não foi o meu espanto ao encontrar o A e o I à porta do Ministério.
Perguntei-lhes o que faziam ali e porque é que tinham desaparecido ? As vogais responderam :
- Estamos de greve!!!
- De greve?- perguntei eu - Porquê?
- Nós, o abecedário, reunimos e decidimos fazer greve,porque estamos contra o acordo ortográfico!
Foi então que eu lhes disse :
-Vocês até podem ter razão, mas assim estão a prejudicar muita gente que precisa de vocês, o Mundo está "virado de pernas para o ar". Ninguém se entende pois a leitura e a escrita é uma das formas mais importantes da comunicação.
- Mas não temos outra forma de nos fazermos ouvir - disseram elas.
De repente tive uma ideia.
Talvez se fossemos nós, os humanos, a protestar por elas,elas voltassem. Expus a minha ideia e elas concordaram.
Organizei uma manifestação onde toda a gente e desta vez as vogais também estiveram presentes.
Os cartazes diziam :
"Não queremos o acordo!!!!!!!!!!

Gonçalo Cavaco, 6ºG


Há alunos fantásticos, que nos surpreendem, não há? Basta ler, este texto! Parabéns, mais uma vez, meu querido Gonçalo.

02/11/10

Era uma vez um lobo que vivia numa floresta ,vivia sozinho pois toda a gente o temia, por isso estava sempre esfomeado.
Um dia, passou por lá um anão,o lobo assim que o viu chegou-se ao pé dele e perguntou-lhe:
-Onde vais ?!
-Não te posso contar..É um segredo!- exclamou o anão.
-Sendo assim, vou-te comer!-afirmou o lobo.
Então o anão diz:
-Se queres saber o meu segredo, tens que vir comigo.
-Ok , mas nada de truques.
-É assim,eu ouvi dizer que existe por estas redondezas uma porta poderosa,não sei o que tem lá dentro,mas quero saber.
-Mas se não sabes o que está lá dentro,como é que me podes ajudar?Mais vale, eu comer-te, já!
-Mas tu não tens vontade de saber o que está lá dentro?
-Por acaso, até tenho curiosidade...
-Então é melhor começarmos, já começa a ficar tarde.
E lá foram os dois ...procuraram,procuraram...E finalmente encontraram uma porta, ou melhor, três!
Então o lobo disse:
-Mas tu não disseste que era uma só?! Aqui estão três: uma é amarela, outra é vermelha e ainda há uma verde!
Também não estou a perceber! Tinham-me contado que era só uma!
-Eu posso ajudar-vos!- ouviram eles nitidamente.
-Quem fala?!-perguntou o anão.
-Sou eu, o mocho e posso ajudar-vos.
-Ai, sim? E como?-quis saber o lobo, sempre desconfiado e a perder a paciência.
-Tenho visto muita gente passar por aqui, para tentar abrir a porta, mas todos acabaram por desaparecer, pois as pessoas vinham sempre sozinhas. Eu já cá estou há muito tempo e percebi o problema: para conseguir o tesouro, são precisas três pessoas, que confiem uns nos outros e sejam amigas.
-Mas nós só somos dois! E além do mais, o lobo não é assim tão meu amigo! Até quis comer-me!-Exclamou o anão.
-E comigo, seremos três! Vá lá, o lobo nem tem assim tão cara de mau! Afinal, podemos ser amigos!-ofereceu o mocho do fundo do coração.
- E como é que vamos saber qual é a porta correcta?
-Temos de as abrir, as três, ao mesmo tempo. Só assim se descobre o tesouro-explicou o mocho.
-Eu fico com a vermelha!-dsse o lobo-Afinal, é a minha cor preferida!
-E eu com a amarela...
-Bem, só me resta a verde-disse o mocho.
Os três amigos pegaram cada um na sua maçaneta e contaram até três em conjunto. Mal se abriram as portas, o lobo viu detrás da sua escorpiões e mais escorpiões, por isso, apressou-se a voltar a fechá-la, porque desde pequeno tinha medo de escorpiões.
Atrás da porta do anão, o cenário era ainda pior! Serpentes! O anão fechou a porta, o mais rápido que conseguiu, para se livrar daquela terrível maldição.
-Finalmente, apo´s tantos anos, finalmente encontrei o tesouro.
-Mas é só um chapéu!-admirou-se o lobo. Que é que faz?
Este chapéu é mágico e concede três desejos.
-Então devias ser o primeiro, mocho-sugeriu o anão. Afinal, foi graças a ti, que o descobrimos.
-Eu concordo- disse o lobo.
Então o mocho pediu para ser o mais sábio de todos os mochos. Depois, passou o chapéu ao anão, que desejou ser gigante e, quando chegou a vez do lobo, este pediu que nunca mais lhe voltasse a faltar comida.
E todos viveram sábios, gigantes e saciados para sempre!
Mariana Lampreia, 6ºG

01/11/10

Os dias de chuva, agradam-te?

Eu gosto de chapinhar nas poças, de correr para tentar apanhar água, eu abro a boca para beber água e é muito divertido.
Às vezes, quando está chuva forte, gosto da sensação de corrermos, para não nos molharmos, até chegarmos à escola.
Mas não gosto quando há trovoada e vento; tudo junto, isso assusta-me, mas a chuva não!
Raquel, 5ºD

Eu gosto de dias de chuva, porque acho esses dias divertidos: gosto de calçar as galochas, de pegar no guarda-chuva e sair à rua, para saltar as poças que há nos passeios. Acho divertido ver as pessoas com grandes casacos, apressadas para ir para debaixo das varandas dos prédios. Nos dias de chuva, em que não quero ir à rua, fico em casa à janela a ver as gotas a cair no chão com toda a força.

André, 5ºD

Os dias de chuva agradam-me e não me agradam! Agradam-me porque regam as plantas e parecem pingos de prata a cair do céu! E não me agradam, porque gosto de brincar na rua e rebolar na relva, quando está seca. Sabem, o sol até parece de ouro!

Beatriz Calado, 5ºD

Fascinante!

Fascinante!

Bons Sonhos!

Bons Sonhos!

"Poema em P"

"Poema em P"

Criar e imaginar

Criar e imaginar

Momentos...

Momentos...

" A Menina do Mar"

" A Menina do Mar"

"A viúva e o papagaio"

"A viúva e o papagaio"

"O meu amigo, o sono"

"O meu amigo, o sono"