"Só se vê bem com o coração, o essencial é invisível aos olhos"

"Só se vê bem com o coração, o essencial é invisível aos olhos"

31/03/11

A História Viajante...

(...) Depois da aventura com a gotinha, a história pensou noutra aventura e noutros títulos para as suas histórias.

Noutro dia, pôs-se a pensar e disse:

- Talvez se eu pudesse dar a volta à Europa, já não ficava só.

E assim fez...

Na manhã seguinte transformou-se em jacto e lá foi, com rumo a Espanha, onde dançou sem parar.

Parou em França, Paris para abastecer. Foi à ver a Torre Eiffel e foi à Eurodisney.

Foi a tantos sítios!

Acreditam que ontem passou pela Noruega!?

Quando chegou a Inglaterra, estava demasiado cansado para voar. Lá descansou e descobriu que podia entrar em videojogos. Lutou contra vilões conheceu muitos heróis e também vilões.

Depois para mudar, foi de barco ao melhor pais de todos para ele: Portugal.

Viu tanta coisa que passou a chamar-se: "A volta à Europa e muito mais".

E nunca mais ficou só, o resto das histórias foram com a gotinha.


Pedro Ferreira, 5ºD

30/03/11

Vejam lá se reconhecem a fábula?

Certo dia a rã encontra a vaca e diz:
-Linda esta vaca! Como ela é gorda! Como ela é grande!

A rã era baixinha e cisma ser como a vaca!

- Como gostaria de ser como a vaca!- pensa a nossa pobre rã.

Aí desata a comer o máximo possível, para ver se ficava gorda.

Às vezes a rã nem sentia fome, mas comia assim mesmo, ela dizia à irmã rã:

-Presta bem atenção, minha irmã, diz-me se notas a minha barriga maior, como a da vaca?

-Nada disso! Não tens a barriga grande como a da vaca. A rã desata a comer ainda mais, ficando com a barriga maior, já nem podia saltar!

-E agora, já tenho a barriga maior, como a da vaca?

-Nada disso! Não tens a barriga grande como a da vaca. És bem menor, jamais serás como a vaca!

Mas a rã teimava em ter a barriga grande!

Então desata a comer mais erva, mais moscas e toda a comida possível de encontrar, ficando com a barriga maior, agora já nem podia andar!

Tinha ficado com a barriga tão grande, tão grande, mas não tão grande como a da vaca...

A irmã dizia:

- Podes comer imenso, mas não vai adiantar, jamais na vida terás a barriga tão grande como a da vaca!

Mas a rã não ligava à irmã!

Vocês sabem como acaba a história?

Ela comera demais, ficara doente e, mais tarde, morrera!

Moral da história: fica feliz como és, não te tentes altera!


Rogério Vinagre, 6ºG


Esta fábula foi escrita com uma regra: não vale usar a letra u...

A minha avó é um livro de contos!

-Olá, avó, tenho uma coisa para te perguntar.

-Desembucha lá!

-O que aconteceu em 1974, no dia vinte e cinco de Abril?

-Mas, porque queres saber...

-Por curiosidade, apenas.

-Está bem. Eu trabalhava na companhia telefónica e, por isso, andava de café em café...

-Conta mais!

-Nesse dia, por momentos, fiquei assustada, pois durante algum tempo só se viam tropas e polícias na rua.

Depois...passou no rádio uma música revolucionária, naquele tempo proibida.

Ouviam-se pessoas a gritar:"Abaixo o Salazar! Abaixo o Salazar!"

-As pessoas estavam cansadas, não é avó?

-Estavam cansadas e fartas de se sentir amordaçadas. Não havia liberdade para nada!

-Foste para a rua também, avozinha?

- Fui, pois! Estava curiosa e fiquei assombrada com o carro das tropas à volta do quartel do Carmo. Estás a gostar de ouvir?

Mas eu já ressonava!

-Acácio, leva o rapaz para a cama.

No dia seguinte, à noitinha, voltei a perguntar:

-O que tens para mim hoje, avó?

-Vou contar-te sobre um acontecimento muito importante. Aconteceu, quando eu era nova. O "tsunami Angolano", tal como chamaram a um tsunami que destruiu tudo em Angola...

-Conta, conta lá avó!

-Está bem...eu estava lá com os meus padrinhos, estava na praia a andar de cavalo, quando este teve uma reação estranhíssima! Fugiu da praia, comigo no dorso! Os meus padrinhos foram atrás de mim e, quando me viram, numa esquin com a cabeça do cavalo deitada nas minhas pernas, não perceberam logo. Levaram-me para o hotel e soubemos que acontecera um tsunami lá na praia, onde tínhamos estado!

Deram mil beijinhos ao cavalo e compraram-lhe uma sela de ouro!

-Que história, avó!

E noite, após noite, a minha avó tem sempre uma história para contar...na verdade, a minha avó é um livro de contos, uma caixinha de surpresas!


Gonçalo, 6ºG

As árvores também choram!

Árvores e papel...são importantes. Sem árvores, não temos oxigénio e, sem papel, como escrever?

Mas de onde vem o papel? Pois...das árvores!

Sem papel, não há textos, nem leituras, nem prazer...Mas, se tiverem um papel na mochila, não o rasguem, nem estraguem...pensem muito bem, antes de estragar papel, pois "uma folha rasgada, é uma árvore a chorar!"


Pedro Dionísio, 5ºD

O escritor Rodrigo

(...) As irmãs da gotinha ficaram muito felizes ao voltarem a ver a irmã. Estavam tão felizes que nem sabiam como agradecer à história, por lhes ter trazido de volta a sua irmã sã e salva.

O rei das gotinhas, o senhor Gotilho, propôs:

-Quando chover, iremos fazer companhia à história que se sente sempre sozinha.

Mas a gotinha exclamou:

-Discordo! Eu acho que lhe devíamos era arranjar um leitor...

E foi o que fizeram. Ele chamava-se Rodrigo e adorava ler e escrever...a ponto de um dia se tornar um grande escritor, construindo histórias para fazer feliz a "História Só".


Nuno, 5ºD

29/03/11

Livro inclinado!

A Rita do 5ºA adora livros e traz todas as semanas um para a aula de Língua Portuguesa. Estamos a tentar incutir na turma hábitos de leitura, pois a grande maioria tem pouco contacto com livros...
Hoje ficaram entusiasmados com o formato "inclinado" do livro...uma história engraçada, contada em verso.


28/03/11


Ricardo era um rapaz rico e muito mal educado.

Ele tinha uma estante cheia de livros muito mal tratados. Subitamente, o rapaz repara, que começa a escorrer água pelas estantes - eram lágrimas dos livros com saudades das mães, árvores.

O Ricardo foi contar à mãe o que tinha visto, mas quando chegaram debateram-se com a estante vazia.

Para onde teriam ido os livros, interrogavam-se eles.

Os livros fugiram para a floresta para se afastarem do rapaz e para verem as mães.

O rapaz preocupado com o que tinha acontecido procurou por todos os cantos da cidade mas não os encontrou.

Escureceu e o rapaz foi-se deitar.

Durante a noite o rapaz pensou:

- O papel vem das árvores e eu estrago-o. As árvores são as suas mães. Os livros estão na floresta...

No dia seguinte o rapaz foi à floresta e, quando viu os livros, prometeu tratar bem deles.

João Caeiro 5ºD

Amizade ou Solidão?

...Depois de toda aquela aventura que a nossa amiga história passou, continuou a pensar ser inútil, quer dizer naquela casa velha não há ninguém a não ser ela. Mas não se preocupem, eu tenho um plano, vou entrar em acção e perguntam como?! Simples, eu a partir de agora, é que mando na história, por isso eu é que decido se ela tem amigos ou não. Mas ela vai ter, eu vou transformar-me no livro que nunca ninguém ouviu falar, porque fui eu que inventei o nome, e chama-se “ AMIZADE OU SOLIDÃO ”, e que tal?! AH! Deixem-me já dizer, este livro fala do poder da amizade, da escolha de ser útil ou não, resumindo fala de todas as incertezas da nossa história, porque ela tem de saber o que quer ser. Por isso atenção!!! Num esplendoroso dia de Sol alguém batera à porta da casa velha... pronto o lar da história: era eu transformada em carteiro, para chegar à campainha. Seguidamente transformei-me no livro. Ela abrira a porta e ficara espantada quando me viu, e perguntou-me:

_ Quem és tu e o que queres?

Fiquei em pânico o que é que eu ia inventar? Ah!!!! Já sei!!! _ BEM SOUBE QUE A SENHORA MORAVA AQUI POR ISSO VIM FAZER A INSPECÇÃO DA CASA DOS LIVROS, MAS ESTOU A VER QUE A SUA CASA É GRANDE E UM BOCADINHO POEIRENTA POR ISSO NO MÁXIMO VOU TER DE FICAR POR CÁ 4 DIAS.

_ Como queira, mas aviso-a já que a casa está uma lástima!

_ É para isso que cá estou para tornar a casa MELHOR, MAS PRIMEIRO O b.i.

_ Como queira. – disse a história desconfiada das minhas ( puras ) intenções. Nome: história só Nº DE PÁGS: 124 Localidade: Rua do desespero, nº23, solidão. Código postal: 10034-879 Altura: 25 cm Peso: 5 kg

_ Muito bem o documento está todo em ordem, por que não entramos para começar a arrumação – disse eu porque a operação “ SALVAR HISTÓRIA SÓ DA SOLIDÃO” VAI COMEÇAR!!!

Os dias iam passando e íamos-nos tornando cada vez mais amigos, até que, num dia de trovoada, não pudemos ir brincar para os caminhos de ferrugem, mas estávamos divertidas, porque estava a chover. Então sentámo-nos nas duas poltronas ( tinha arranjado uma para mim ) ao pé da lareira que agora estava acesa, e foi a História que quebrou o silêncio:

_ Como te chamas, ainda não disseste o teu nome?

_ Chamo-me amizade ou solidão, mas trata-me por Amizade.

_ Amizade, qual é a tua história?

_ Bem, a minha história fala sobre uma história sozinha e que depois de muitas aventuras continuava sozinha, até que um dia outra história, sem ela saber, a foi ajudando a nunca mais ter solidão e, sim amor. E no final eles casaram-se e tiveram muitas histórias e viveram felizes para sempre. Fim!!!

_ É UMA HISTÓRIA ESTRANHA FAZ-ME, LEMBRAR UM DÉJÀ VU.

_ Mais ou menos... é que a minha história é a tua vida, mas agora preciso de saber uma coisa, preciso de saber se estás disposta a deixar o teu lindo lar e a vires comigo para descobrires mistérios, segredos e muito mais, vivendo aventuras. E então aceitas?

_ Claro, que sim estou farta de estar aqui, apenas precisava de um empurrãozinho, mas já o fizeste..

_ Então vamos lá! – disse eu- porque a minha missão estava concluída.

Depois daquela conversa eu parti ( porque o meu lugar é noutro sítio…) e a história continuou a sua vida só que desta vez, rodeada de amigos para novas aventuras. AH!!! Já me ia esquecendo ela também fez umas mudanças no seu bilhete de identidade ( B.I ), ora vejam: NOME: história de aventuras Nº DE PÁGS.: 500 OU MAIS LOCALIDADE: RUA DA ALEGRIA, 24, felicidade código postal: 4444- 500 Altura: 25cm PESO: 4 KG FIM!!! JOANA ANSELMO, Nº 15 5ºD 27/03/2011

Uma História Só!

Era uma vez uma história que se sentia muito só na vida. Não tinha ninguém com quem conversar,não conhecia nem príncipes nem princesas,nunca tinha ido passear pela floresta,não sabia nada de mágicas nem de maravilhas,e,por muito que custe a acreditar,nunca tinha viajado de foguetão ou de sonho.

A história depois conheceu reis,rainhas,princesas,príncipes...Pode-se dizer que conheceu o mundo inteiro; ficou maravilhada com coisas que viu e até inventou uma história chamada:

"As maravilhas do mundo" que ficou conhecida como a melhor história do mundo.


Luís, 5ºD

27/03/11

Como prometido...

...o trabalho do grupo da Beatriz Raichande...

24/03/11

Um tubarão na banheira...

Está a ser um sucesso nas aulas de Português Língua Não Materna...ouviram a história, leram, exploraram as palavras do "Caderno das palavras difíceis" e vamos fazer o resumo.



23/03/11

As roupas do século XIX: Área de Projecto!

Em Área de projecto, a Sara está a fazer uma maqueta, com a Rosy, que pretende ser um pronto a vestir do final do século XIX. A minha mãe ajudou-nos e cá está um lindo casal, mais um vestido e uma saia para completar o trabalho.

A Kitty não resistiu e saltou para a mesa, para observar os estranhos manequins!

Além do lindo casal, conseguem ver o vestido e a saia?



Aqui está o par de namorados, sem as outras roupas à frente...


Gostaram? Eu adorei e agradeço à minha mãe. Quem me dera saber fazer estas coisas, mas quando se trata de trabalhos manuais...tenho de pedir ajuda.



Ó Geraldo, não estejas chateado!

"_ Ó Geraldo, queres caldo?
_ Não senhor, que me escaldo.

_ Ó Geraldo, queres migas?
_ Não senhor, que tem formigas. "

_ Ó Geraldo, queres cantar?
_ Não senhor, quero tocar.

_ Ó Geraldo, queres chorar?
_ 0 senhor, quero alegrar.

_ Ó Geraldo, vamos às compras?
_ Não senhor, que me babo com as montras.

_ Ó Geraldo, queres sopa?
_ Não senhor, que já tenho popa.

_ Ó Geraldo, vamos jantar?
_ Não senhor, vamos almoçar.

_ Ó Geraldo, queres camarões?
_ Não senhor, tenho botões.

_Ó Geraldo, queres sobremesa?
_ Não senhor, não gosto de mesa.

_ Ó Geraldo, que queres tu afinal?
_ Quero senhor, um dia especial.



Joana Anselmo 5ºD

Cantar a Mentir

Vi uma zebra
usar um casaco
e o meu primo
transformado em pároco.

Olhei e vi
uma foca
com barbatana
de uma orca.

O pássaro
é inimigo da gata
mas há romance
com o Suricata.

Sentei-me e vi
um camaleão
camuflado como
um leão.

Sabemos que os gatos
têm inimigos
mas neste caso os ratos
são amigos.

Há um animal que anda na água
seu nome é golfinho
mas ele anda na Terra
por isso não é marinho.

Continuamos a falar
sobre animais
e olha quem são eles!
os nossos amigos pardais!

Os coelhos
são orelhudos
mas aqui não são
são apenas patudos.

Está numa grande aflição
o nosso amigo cavalo
a sua mulher morreu
OH! Que grande abalo!

Em primeiro lugar
está o ser humano
que neste caso
é o meu grande mano!

Beatriz Folgado 5ºD
Joana Anselmo 5ºD

21/03/11

Homenagem ao Dia da Árvore

Olá sou eu a vossa contadora de histórias e desta vez dedico esta história à Natureza, espero que gostem!!!


Nós sempre ouvimos falar que a biblioteca é um lugar mágico, onde tudo o que se torna impossível se torna possível, por isso um dia, não sei porquê nem como aconteceu o inesperado: subitamente água começa a escorrer pelas estantes- eram lágrimas dos livros, com saudades das mães, árvores que eles tanto adoram.


Estupefacta estou eu como vocês, por isso vejamos o que acontece.


O livro Bíblia é o rei dos livros por isso pergunta:


_ Que se passou meus caros livros que pesadelos, dores e sei lá o quê vos atormenta?


_ Passa-se muita coisa- disse o livro Cinderela- temos saudades das nossas queridas mães que são tão diferentes de nós, mas são as nossas mães.


_ Já que falais nisso também sinto saudades da minha mãe, que é um esbelto Carvalho.

Parem a cena pessoal!!! Parece que alguém acabou de ter uma ideia. O que será?

O livro Hércoles disse:

_ Porque não saímos desta biblioteca e fazemos nós uma biblioteca!!!

_ Como vai isso acontecer?- disse o livro Cinderela.

_ Espera que eu ainda não acabei, mas como és tão esbelta perdoo-te. Continuando para deixarmos de ter saudades das nossas mães, vamos ter com elas e criamos árvores que dão livros em vez de frutos.

E que tal?!

_ É uma excelentíssima ideia!!!- aprovou a Bíblia.

E claro que não havia de acontecer.

Passem esta parte à frente porque estou farta de falar assim:" e foi assim que aconteceu eles foram para o pé das suas mães e viveram felizes para sempre!!! " STOP!!! E que tal assim .

E claro que não havia de acontecer.

Aconteceu e acharam esta ideia demais que todo o mundo começou a proteger melhor o ambiente só por causa dos livros, que nós tanto adoramos.


Bem paz e amor!!!
Joana Anselmo 5ºD

Poesia puxa palavra...



Poesia é o sol radiante
Radiante como um sorriso
Sorriso de felicidade
Felicidade de todos nós!

Nós nos divertimos
Divertimo-nos a escrevê-la
Escrevê-la a sonhar
Sonhar, a brincar!

Brincar com a Poesia
Poesia que é navegar
Navegar nos sonhos
Sonhos do fundo do mar...


Bruna, 5ºA

No dia da Poesia...

Eu gosto de Poesia,
Tu gostas de Poesia,
Ele gosta de Poesia...
Mas que alegria!

O sol a brilhar
As crianças a sorrir
Escrevendo Poesia
Vamo-nos divertir!

Podemos inventar mil coisas...
Como um pato a grasnar
Um planeta distante...
Poesia é voar!

Rita Nunes, 5ºA

Vida de Poeta!


Ser poeta é viver
Ser poeta é amar...
Ser poeta é ser feliz,
Com um sorriso a bailar!

Ser poeta é ser aventureiro
Ser poeta é brincar com as letras
Ser poeta é ser inspirador...
Como um pintor!

Tomás Miguéis, 5ºA

Lengalenga!




Tenho uma roca de pau de figueira
Diz a minha mãe que não sou fiandeira
Diz meu pai
Casar, casar
Diz a minha mãe que não tem que me dar
Diz meu pai
Que me dá uma cabra
Diz a minha mãe que a danada é brava
Diz meu pai
Nós a amansaremos

Tenho um tear de madeira de pinho
Diz a minha mãe não é estopa nem linho
Diz meu pai
Casar, casar
Diz a minha mãe que não tenho enxoval
Diz meu pai
Que me dá uma leira
Dia a minha mãe que não sou lavradeira
Diz meu pai
Nós a amanharemos

Tenho dois fusos de ferro coado
Diz a minha mãe não os dês de fiado
Diz meu pai
Casar, casar
Diz a minha mãe que não tenho lençóis
Diz meu pai
Que mos compra depois
Diz a minha mãe que depois já é tarde
Diz meu pai
Nós o esconderemos

Toca gaiteiro que nós dançaremos

Gaiteiros de Lisboa, Invasões Bárbaras

18/03/11

O colorido da alma!


...porque já cheira a Primavera e a alma se veste de cor!

15/03/11

Ser directora de uma turma...

...de alunos faladores, brincalhões e distraídos...mas onde me sinto bem! É verdade, não há tristeza que não passe, nem projecto que não leve adiante, na "minha turma", pois eles são muito mais que isso. São meigos, carinhosos, esforçados e...gostam muito de mim!
Cada vez acredito mais que a relação professor/aluno é algo fundamental neste processo ensino/aprendizagem, pois alguns colegas queixam-se muito do "meu 6ºG", mas eu adoro a minha turma!
Hoje deu-me para isto, para falar deles! Talvez, porque estive muito tempo com eles e soube-me bem...Em Estudo Acompanhado, estou sozinha...o meu parceiro está em recuperação, fizemos um trabalho de grupo sobre a floresta, para uma exposição no CRE. O tempo voou, a cada nova imagem, nova ideia, nova frase, eu sorria, por dentro e por fora, pois senti-me realizada, vendo-os tão empenhados...Uns a desenhar, outros a inventar slogans e poemas, outros a pesquisar na net...Cada grupo a fazer algo muito pessoal, tão diferente, tão único!
Depois, fiquei o intervalo a ajudar o Roberto a "melhorar o visual" de um trabalho de Área de Projecto...Já o 2ºtoque de entrada soava, quando saí a correr da sala, para a aula de Português Língua Não Materna.
De tarde, fizemos uma ficha sobre conjugação pronominal, onde vi que alguns aprenderam bem a matéria e outros ficaram a aprender, pois o Artur lá acabou por "discretamente" ajudar os amigos, o Fábio e o Rúben foram ajudar um colega, aqueles que têm mais dificuldades perguntavam...eu explicava no quadro...é assim que esta turma funciona, de forma colectiva.
Fomos às "jornadas das ciências", ver as experiências fantásticas dos professores de Ciências, onde a minha turma se deliciou...e brincou, com a experiência do detergente da louça, que parecia espuma colorida, onde o Nelson e o Artur não resistiram a tocar...Escrevemos num painel uma quadra da turma, eu e o Artur, aquele menino inteligente, que eu consigo fazer trabalhar, porque ele sabe ser um excelente escritor, se quiser.
Confesso que os deixei para ir para outra turma, com uma certa pena, pois snto-me bem no meio deles, apesar das traquinices e brincadeiras. Há muita cumplicidade entre nós e vou sentir a falta deles, quando este ano terminar.
É bom receber os beijinhos diários da Diana e do Cristiano, os pedidos de ajuda do Claudino, do Roberto ou do Nico, sempre com vontade de aprender...Não sei o que faria sem os textos do Gonçalo, a beleza de tudo aquilo em que a Mariana toca, a doçura da Leila, as brincadeiras da Joyce, que mesmo um pouco rebelde, tenta vencer...Não imagino nada melhor do que estar com o Fábio, pois é o melhor aluno que já tive e, quando digo melhor, não é só por ser um excelente aluno, pois já tive alguns alunos excelentes, mas nunca nenhum como o Fábio. É que o Fábio parece ser daqueles miúdos que só têm qualidades: é terno, simples, com um sorriso que lhe brilha no olhar e mostra que nos entende...o Fábio é aquele filho, que todas gostariamos de ter. E só não vou continuar a falar dele, para que os outros não pensem que só o Fábio está no meu coração, pois acreditem que gosto mesmo de todos.
Há muitas coisas que me farão recordar cada um de vocês, para sempre.
Vou recordar aquela carta sincera do Rogério a pedir-me desculpas, aquele bilhete iniciado pelo Nelson a pedir à turma que se portassem bem, para eu deixar de ficar zangada, as intervenções do Pedro naquela sessão do CRE sobre sexualidade ou quando vimos o filme"Tróia"...a dedicação de muitos da turma, a ajudar a construir as cartas sobre a obra "Ulisses" ou a pintar o cenário, mesmo quando as coisas corriam mal, pois foram esses momentos que vos fizeram crescer e ser melhores...

14/03/11

As folhas com sentimentos!

Era uma vez uma floresta onde as árvores sabiam falar. Mas elas só falavam entre si e com alguns animais, nenhum humano imaginava sequer árvores falantes!
Como é costume, os humanos aproveitam-se da natureza e logo se lembraram de fazer papel com a madeira das árvores.
No papel fizeram desenhos e começaram a escrever textos e, como alguns textos eram grandes, inventaram os livros! E é assim até hoje!
Certo dia estava um escritor a fazer poemas quando, subitamente água começa a escorrer pelas estantes: eram lágrimas dos livros com saudades das mães, as árvores.
O escritor teve de parar de escrever para ir buscar um balde e limpar a água que escorria pela estante abaixo!
Nunca se tinham visto livros a chorar e se calhar não o fazem mais vezes, porque com a água, o papel desfaz-se, por isso, até deu nas notícias!
O escritor ficou famoso em todo o mundo, por ter livros com sentimentos, afinal as folhas vinham de árvores falantes!
E as árvores falantes? Dessas já havia poucas, porque os humanos não reciclavam e estavam sempre a cortar mais árvores.
Mas voltemos ao poema do escritor. Só lhe faltava um verso para acabar o poema e, quando acabasse, ia vender o livro e ganhar milhares de Euros e na capa estaria escrito: Livro com sentimentos!
Quando terminou o verso que faltava, abriu a janela e foi à casa de banho...Entretanto, com uma corrente de ar, as folhas começaram a voar e foram parar à floresta das árvores falantes.
O escritor ainda estava a lavar as mãos e só pensava:
-Eu hei-de ganhar um prémio, por ter inventado um livro com sentimentos...
Quando regressou à sala, já lá não estavam os papéis onde tinha escrito os poemas! Pegou na sua bicicleta e foi à procura das folhas, mas estas já estavam na floresta!
As árvores contaram aos papéis o que se estava a passar e decidiram pregar uma partida aos humanos.
O escritor morava perto da floresta, logo pensou procurar as suas folhas aí.
Já estava a anoitecer e, como não trouxera lanterna, decidiu arrancar uns ramos das árvores para fazer uma tocha. Estava a puxar um ramo, quando ouviu uma voz:
-Eu vou-te comer!
O escritor começou a correr, mas caiu e apareceu uma folha de papel que exclamou:
-Vou-te tirar o cérebro!
Em pânico, o escritor começou a gritar e a abanar os braços...Depois, fugiu.
No dia seguinte, contou às pessoas o terror que viveu naquela floresta e a partir daí nunca mais se cortaram árvores nessa floresta.

André, 5ºD

O livro tristonho e as prateleiras da saudade!

Há dias atrás conheci um livro. Sim...porque eu conheço livros desde pequenina. Como? É simples! É só observar e acariciar as folhas cheias de palavras. Agora é ler...Mas...continuando, conheci um livro diferente dos outros. Oh, sim, muito diferente! Um livro só e triste, que tinha coisas escritas que ninguém entendia. Só falava do mal e dizia que o Mundo era feio e mau. Mas eu não acreditava. Só acreditava numa coisa: aquele livro precisava de alegria. Resolvi falar com ele. Não esperava, que me respondesse. Mas, para meu espanto, falou! Respondeu-me! E disse-me que adorava poder conhecer o mundo! Disse que queria ver aquele sol radioso, aqueles dias em que a chuva parece prata. Coisas que ele nunca tinha visto. Queria ver o céu, o grande oceano...Eu sou uma criança, mas percebo. Percebo que ninguém vive como deve ser, com um enorme desejo e que sabe que não o vai conseguir realizar! Ainda por cima, ali naquela biblioteca velha e poeirenta onde o livro estava! Para o animar, fiz outra asneira ao dizer: "Pelo menos, deves ter aqui muita companhia e a tua mãe e pai devem consolar-te..."
O livro ficou mais triste ainda e acrescentou:
-Não! A minha mãe é uma árvore!
-Não acredito!
-Então repara - disse o livro, voltando-se para os outros livros- Não é verdade que têm saudades das mães, as árvores?
"Subitamente, água começa a escorrer pelas estantes -eram lágrimas dos livros com saudades das mães, as árvores."
-Vês? todos temos saudades das nossas florestas e dos animais que lá viviam. Uns homens apareceram e começaram a abater as árvores e, mais tarde, devem ter destruído tudo! Temos de sensibilizar as pessoas para o que está a acontecer às florestas, aos oceanos, por acção dos humanos!
-Animais e plantas estão a morrer...acrescentei.
-Temos de agir!-disse o livro.
De repente, deixou de falar e transformou-se! Agora é um livro que fala sobre o ambiente.
Tirei muitas fotocópias em papel reciclado e distribui-as às pessoas.
Beatriz Calado, 5ºD

As lágrimas dos livros...

"...subitamente, água começa a escorrer pelas estantes: eram lágrimas dos livros com saudades das mães, as árvores..." Lembravam-se do aconchego; do sol a aquecer as suas folhas; dos pequenos seres que viviam ao abrigo das suas mães...Como era bonito esse cenário! Agora estavam ali fechadas entre quatro paredes!
De repente, abriram a porta da grande biblioteca e entraram as crianças...os livros alegraram-se, sentiram um ânimo tão grande que a sala onde estavam se iluminou, como se o próprio sol ali estivesse! Todos se admiraram e ficaram encantados com as crianças! A curiosidade de ler cada um dos livros, à busca de aventuras e histórias, ou dos factos de acontecimentos importantes na vida da humanidade, mostrou aos livros o grande valor que tinham: eles eram autênticos tesouros!
Um dos meninos, pegando muito cuidadosamente num dos livros, exclamou:
-Amigo livro, o que seria de nós sem vocês, para nos informar, nos divertir e nos adormecer com histórias de encantar?
Nesse instante, os livros perceberam que nunca mais estariam sozinhos e enxugaram as lágrimas, pois afinal faziam brilhar os olhos dos meninos e acendiam estrelas nos seus corações.
Alice Lampreia, 5ºD

Voando na imaginação, a partir de uma frase...

Num dia de Verão aconteceu uma coisa mágica: uma pequena gota de raio de luz solar caiu na avenida principal de Londres. Todas as pessoas vieram para ver o que se passava mas, rapidamente se arrependeram. Logo a seguir fez-se Sol, chuva, trovoada… Tudo ao mesmo tempo! Finalmente tudo serenou!
As pessoas tinham-se escondido atrás de caixotes do lixo e árvores ali perto e observavam o que ia acontecer a seguir.
Começou a crescer um pequeno caule e, a cada segundo que passava, iam crescendo folhas e mais folhas, nascendo uma linda e mágica árvore! Tinha folhas verdejantes e o seu tronco era de um castanho dourado. Era linda!
As pessoas ficaram paradas a olhar, não esperavam tal coisa!
Rapidamente chamaram os cientistas para ver que tipo de árvore era aquela. Os cientistas disseram que aquela árvore era a mais rara do mundo: "eclopédia". Eles estudaram essa árvore durante vários anos e descobriram que é a árvore mais rica em folhas. Logo, é a melhor para fazer folhas de papel. Mas aquelas folhas têm uma coisa diferente das outras folhas, são mágicas, basta dizer tudo o que iremos escrever à folha e aquilo aparece como por magia.
Depois... todas as pessoas começaram a apanhar as folhas da árvore mágica e, no dia seguinte, já estava um montão de livros à venda, cada um com o seu autor. Os livros eram fantásticos! Mas, na pequena livraria da cidade, "subitamente, água começa a escorrer pelas estantes – eram lágrimas dos livros com saudades da mãe", a árvore mágica. A árvore mágica também estava com imensas saudades dos seus filhotes. Chorava todos os dias, todos os minutos da sua vida, mas ninguém notava, pois chorava por dentro!
Até que um dia, um dos livros soltou uma página e lá estava escrito uma pequena mensagem para a senhora da livraria:
“ MINHA QUERIDA SENHORA, GOSTAVA QUE ARRANCASSE TODAS AS FOLHAS DOS LIVROS E DE SEGUIDA PONHA TODAS AS FOLHAS AO PÉ DA ÁRVORE MÁGICA (A NOSSA MÃE). DEPOIS CHAME TODA A POPULAÇÃO PARA Ó PÉ DA ÁRVORE MÁGICA”
A senhora leu a carta que fora ter com ela na sua secretária e fez imediatamente o que o livro lhe pedira. Arrancou todas as folhas e colocou- -as ao pé da árvore e chamou toda a população.
Fez-se um enorme raio de luz solar, as folhas de papel começaram a ficar verdes e tornaram-se folhas de novo colocando-se na árvore.
A árvore teve imensas flores e folhas e, desde esse dia, a árvore começou a ser uma atracção turística mas nunca mais ninguém lhe tirou as suas lindas folhas.
Beatriz Raichande, 5ºD

13/03/11

O limpa palavras!



Limpo palavras.
Recolho-as à noite, por todo o lado:
a palavra bosque, a palavra casa, a palavra flor.
Trato delas durante o dia
enquanto sonho acordado.
A palavra solidão faz-me companhia.

Quase todas as palavras
precisam de ser limpas e acariciadas:
a palavra céu, a palavra nuvem, a palavra mar.
Algumas têm mesmo de ser lavadas,
é preciso raspar-lhes a sujidade dos dias
e do mau uso.
Muitas chegam doentes,
outras simplesmente gastas, estafadas,
dobradas pelo peso das coisas
que trazem às costas.

A palavra pedra pesa como uma pedra.
A palavra rosa espalha o perfume no ar.
A palavra árvore tem folhas, ramos altos.
Podes descansar à sombra dela.
A palavra gato espeta as unhas no tapete.
A palavra pássaro abre as asas para voar.
A palavra coração não pára de bater.
Ouve-se a palavra canção.
A palavra vento levanta os papéis no ar e
é preciso fechá-la na arrecadação.

No fim de tudo voltam os olhos para a luz
e vão para longe,
leves palavras voadoras
sem nada que as prenda à terra,
outra vez nascidas pela minha mão:
a palavra estrela, a palavra ilha, a palavra pão.

A palavra obrigado agradece-me.
As outras não.
A palavra adeus despede-se.
As outras já lá vão, belas palavras lisas
e lavadas como seixos do rio:
a palavra ciúme, a palavra raiva, a palavra frio.

Vão à procura de quem as queira dizer,
de mais palavras e de novos sentidos.
Basta estenderes a mão
para apanhares a palavra barco ou a palavra amor.

Limpo palavras.
A palavra búzio, a palavra lua, a palavra palavra.
Recolho-as à noite, trato delas durante o dia.
A palavra fogão cozinha o meu jantar.
A palavra brisa refresca-me.
A palavra solidão faz-me companhia.

Álvaro Magalhães

Ainda a propósito da rainha e do gato...


-Vens aqui todas as noites? -perguntou o gato preto.
_Sim! Pois uns assaltantes foram ao meu palácio e roubaram muitas coisas valiosas: uns sapatos de cristal, outros de arco-íris e muitas jóias.
- Queres recuperar tudo isso, por isso, passas as noites no telhado?!
- Isso mesmo! Tenho de conseguir...
- Posso ajudar-te, se quiseres.
- Claro que sim e, quando tudo acabar, levo-te para o meu palácio.
-Sabes onde esconderam tudo?
-Sei...vi guardar tudo numa arca, debaixo daquela cama...
- Vou lá buscar tudo...
-Cuidado, para não acordares os meninos, que dormem tranquilos, protegidos por algo mágico, nem desconfiam destas maldades!
- Claro! Ainda bem que eles não sabem de nada.
O gato abalou e regressou dali a pouco com as jóias e os sapatos, que afinal eram mágicos e transportaram a rainha e o gato para o palácio.
A partir daí, o gato ficou a ser conhecido pelo nome de arco-íris, conforme a rainha o chamou.
Houve uma grande festa no palácio e os ladrões nem sonham que foi um gato que conseguiu recuperar as famosas jóias e os sapatos mágicos!


Nanetchu, 6ºG


"...E os olhos verde-esmeralda do gato luziam a rir, luzia na mão da rainha o pentinho de arco-íris. Luziam. E os meninos dormiam. Sorrir a dormir.
E quem quiser mais saber, vá atrás da rainha e do gato a correr..."
E sabem quem correu atrás da fabulosa rainha e do extraordinário gato?
Eu!...Sim, eu fui a correr, a correr, pois queria ver bem de perto este gato esperto! E queria conhecer a rainha divina, que a meu ver concedia desejos aos meninos, sem ninguém saber, pois o que ela fazia, ninguém o via, mas todos gostavam da sua mania!
E não esqueçamos o gato, o extraordinário gato que, apesar de ter sido abalroado, ficou encantado com a beleza da rainha, que possuía na sua bainha, uma varinha mágica, sem dúvida, pois era assim que concedia aos meninos e meninas desejos sonhadores e criadores de extrema felicidade. E foi assim que o gato, de seu nome Barnabé, ficou como ajudante da sua rainha. E como sei o que aconteceu?
Sei, porque corri, corri e estava lá quando se deu.
Mariana, 6ºG

11/03/11

Concurso Literário!


A nossa Escola propõe-te mais um desafio de escrita. Basta escreveres um texto inédito, em prosa ou em forma de poema, sem erros e com boa caligrafia, sobre o tema:"Viagem ao fundo do mar".

Depois entrega o texto à tua professora de Língua Portuguesa e já está!

10/03/11

A partir de um texto...

Pedi à minha Direcção de Turma para continuar a imaginar e criar um texto, a partir de um excerto de Matilde Rosa Araújo. Trata-se de um excerto de A rainha e o Gato.
Apenas três alunos cumpriram! Esta pausa de Carnaval, foi apenas tempo de folia e brincadeira, não cabendo um espaço de escrita. Não me surpreendi muito, pois esta turma é pouco cumpridora, mesmo em tempo de aulas...Mas os três que fizeram merecem ver aqui os textos publicados, pois estão uma delícia, como podem ler. Em baixo, temos o texto de um aluno brilhante, o Gonçalo Cavaco, que me deixou maravilhada ao ouvi-lo na aula.
Deixo-vos aqui os textos de outros dois alunos fantásticos: o Fábio Fouto, " o meu menino mais doce" e o Pedro que, apesar de ter algumas dificuldades, nomeadamente de ortografia, tem sido muito cumpridor e esforçado...O Pedro é além de tudo isso, um miúdo sempre alegre, que nos contagia com essa alegria. Obrigada, aos três.
... No dia seguinte, à noite, a rainha foi correr pelos telhados e tropeçou outra vez no gato preto! Ambos fugiram e a situação repetiu-se, dia após dia, durante uma semana!
As crianças já quase não aguentavam em pé, pois a rainha não contou ao gato que todas as noites ia a correr pelos telhados para deixar um pó mágico, que faz as crianças adormecerem.
Então, certa noite, a rainha em vez de ir a correr, espalhar o pó mágico, para as crianças adormecerem, foi devagar, para não tropeçar no gato.
Mas não conseguiu espalhar bem o pó!
Decidiu falar com o gato:
-Ó gato, porque vens para o telhado?-quis saber a rainha.
-Ora, muito simples, porque não tenho casa! - respondeu o gato, com os olhos verdes, que em vez de luzidios se tornaram muito claros e pálidos.
- Eu arranjo-te um abrigo, se me prometeres que não voltas para cima dos telhados. É que eu preciso de espaço, para correr e espalhar o pó dos sonhos.
-Mas como? - perguntou o gato, pouco confiante.
-Já vais ver...
A rainha levou o gato para uma janela, onde uma menina o viu. Encantada com os olhos brilhantes do gato, logo o acolheu.
Assim, o gato deixou de atrapalhar a rainha dos sonhos e as crianças voltaram a dormir descansadas.
Fábio Fouto, 6ºG
...a rainha e o gato tornaram-se grandes amigos e começaram a combinar muitas coisas, para fazerem juntos.
Combinaram um dia fazer um piquenique no parque e lá foram eles a correr, deixando as pessoas pasmadas ao verem um gato e uma rainha a lanchar!
Brincaram, saltaram e contaram histórias um ao outro, pois ambos conheciam muitos segredos e histórias. Afinal, passavam as noites a correr pelos telhados, ouvindo os humanos e vendo as brincadeiras e sonhos das crianças!
Tiveram ainda tempo para dar comida aos pombos e tornaram-se ainda mais amigos.
Sempre que podem, brincam e passeiam juntos, vivendo aventuras fantásticas e, à noite, fazem companhia um ao outro, em cima dos telhados, onde a rainha dança descalça, para o seu melhor amigo.
Pedro, 6ºG

A partir de um texto...

"...E os olhos verde-esmeralda do gato luziam a rir, luzia na mão da rainha o pentinho de arco-íris. Luziam. E os meninos dormiam. Sorrir a dormir.
E quem quiser mais saber, vá atrás da rainha e do gato a correr..."

Então o gato dos olhos verdes luzidios percebeu que tipo de rainha era aquela. Era a rainha dos sonhos, prima da fada dos dentes e da princesa dos desejos. Elas viviam no Reino da Fantasia, onde tudo era colorido e musical. Entendeu também o motivo da sua correria e prontificou-se logo a ajudá-la.

-Vou chamar os meus amigos e ajudar-te a distribuir sonhos por todos os meninos.

-Agradeço-te muito, mas esse trabalho só pode ser feito por mim, só eu tenho esse dom. - informou a rainha.

Mas a rainha precisava de ajuda, não para distribuir os sonhos, mas para recuperar os seus sapatos, que haviam sido roubados pelos gnomos dos pesadelos!

-E para que querem eles os teus sapatos?-perguntou o gato amigo da rainha.

-Para nada!

-Para nada?!

-Sim, somente para atrapalhar a minha missão e conseguirem distribuir mais pesadelos...

-Então, em nome de todos os meninos deste mundo, eu e os meus amigos prometemos recuperar os teus sapatos e dar uma grande lição aos gnomos.

O gato de olhos verdes luzidios partiu com os seus amigos em busca dos sapatos da rainha, decididos a retirar os poderes maléficos das criaturas malvadas.

Se assim o pensou, melhor o fez!

Era fácil encontrá-los, bastava seguir as pistas: cinzento; guerra; choro; tristeza...Depois pregaram-lhes um susto e tiraram-lhes os sapatos!

A rainha ficou contente, mas o gato, apesar de ter ajudado, ficou desiludido.

-Desculpa, amiga, mas não consegui que os gnomos deixassem de distribuir pesadelos pelo mundo fora!

-Deixa lá, gato, agora com os meus sapatos serei mais rápida e deixarei muitas crianças felizes com os meus sonhos.

O gato despediu-se da rainha e esta, reconhecendo o seu trabalho, deu-lhe um pouco de cor. O gato continuou a ter os olhos verdes luzidios, mas passou a ter pêlos amarelos, azuis, vermelhos...da cor do arco-íris.


Gonçalo Cavaco, 6ºG

Oh, Geraldo, queres caldo?



"-Oh, Geraldo,
Queres caldo?
-Não, senhor, que me escaldo!

-Oh, Geraldo,
Queres migas?
-Não, senhor, que têm formigas!"

-Oh, Geraldo,
Queres batatas?
-Não, senhor, que têm baratas!

-Oh, Geraldo,
Queres estudar
-Não, senhor, prefiro brincar. (Melissa Duarte, 5ºF)

-Oh, Geraldo,
Queres sardinhas?
-Não, senhor, que têm espinhas!

-Oh, Geraldo,
Queres escrever?
-Não, senhor, prefiro ver! (Jocelina Costa, 7ºC)

-Oh, Geraldo,
Queres cachupa!
-Não, senhor, prefiro um chupa.

-Oh, Geraldo,
Toma a borracha.
- Não, senhor, prefiro uma bolacha. (Amélia Pereira,7ºC)

-Oh, Geraldo,
Queres namorar?
-Não, senhor, prefiro sonhar!

-Oh, Geraldo,
Queres correr?
-Não, senhor, prefiro comer!

-Oh, Geraldo
Queres dormir?
-Não, senhor, prefiro sorrir! (Sara Veiga, 6ºF)

09/03/11

O sonho de ser ciclista...

Benjamim gostava de andar de bicicleta. Ele praticava todos os dias. Um dia houve uma competição de ciclistas profissionais...Benjamim sentiu tanta inveja, pois queria participar!
Então decidiu fazer a sua própria competição, sem ter de pagar nada. Convidou os seus amigos a participarem. Foram para uma estrada, perto de um descampado e lá fizeram a competição.
Pedro ganhara a todos, pois era o que mais praticava. O treinador viu-o e ficou admirado com a sua perspicácia e foi falar com ele.
-Como te chamas?-perguntou o treinador.
-Pedro.
-Não era contigo, era aquele menino.
-Benjamim.
-Vi-te a andar de bicicleta e és muito ágil. Vim convidar-te a vires para o meu clube.
-A sério?! Sim! Claro!-respondeu logo.
Eles foram para o autocarro do Clube. Benjamim deixou os amigos para trás, sem se despedir sequer...
Foram para longe e treinaram muitas vezes, até que chegou um dia de competição a valer.
Estavam todos preparados. Os amigos de Benjamim tinham decidido ir vê-lo nessa competição.
Nesse dia, Benjamim olhou fixamente para os amigos, dirigiu-se ao treinador e disse:
-Treinador, já não quero competir...
-Porquê?!
-Se isso implica deixar de ver os meus amigos, então desisto.
-Mas...
Antes de acabar a frase, Benjamim afastara-se e foi ter com os amigos.
-Vamos praticar todos?
-Claro!
A lição desta história é que não devemos deixar os amigos. Benjamim queria estar numa equipa a sério, mas descobriu que os amigos são muito mais importantes.
Nicostenes, 6ºG

Ilustrar poemas: 5ºA












Fascinante!

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Bons Sonhos!

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"Poema em P"

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Criar e imaginar

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Momentos...

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" A Menina do Mar"

" A Menina do Mar"

"A viúva e o papagaio"

"A viúva e o papagaio"

"O meu amigo, o sono"

"O meu amigo, o sono"